História Um Amor Quase Proibido. - Capítulo 17


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Categorias Diego Ribas da Cunha, Paolo Guerrero
Personagens Personagens Originais
Tags Diego Ribas, Flamengo
Visualizações 218
Palavras 2.284
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura 💜

Capítulo 17 - Capítulo 17.


O fim do turno chegou bem rápido. Nathan estava na lanchonete junto com as garotas, já que ele e Aine também iriam sair antes da morena ir para a faculdade. O garoto também havia aproveitado para levar uma roupa mais confortável para a irmã usar naquele calor insuportável do Rio. Bem, felizmente era a última semana antes das meninas entrarem de férias do semestre. No próximo ano seria o último da faculdade e ambas estavam animados com a formatura e para começar logo com o trabalho profissional.

Naty estava nos fundos, dentro do banheiro e olhando-se no espelho. Seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo, agora um pouco maior, seu cabelo sempre crescerá rápido. Ela usava brincos médios nas orelhas e uma leve maquiagem. Ela estava usando uma camiseta branca e um short jeans preto, com suspensórios passando pelos seus ombros da mesma cor, e seus all star's brancos um pouco desgastados. As peças que Nathan havia levado pra ela, e a loira sinceramente amava aqueles suspensórios. Ela pegou sua mochila de couro e pendurou em um ombro só.

Ao chegar novamente na lanchonete, ela viu Aine terminando de fechar as janelas e mais a frente, Nathan conversando com Diego, que acabará de chegar. Naty sorriu, recebendo um olhar hipnotizante de Diego, que admirava a beleza da sua garota mesmo com roupas tão simples e diferente das quais a garota usava mais cedo, mas Natália não precisava de muito para estar bonita, já era natural da garota. Ela se aproximou sem desviar as íris verdes das iria castanhas à sua frente, com um sorriso cheio de covinhas e vendo o sorriso com dobrinhas de Diego.

— Hey — Ela murmurou baixinho, atraindo a atenção do irmão.

— Hey, coisa — Nathan disse e riu ao ver a irmã revirar os olhos.

— Coisa é você, estúpido — Ela disse e os dois à sua frente gargalharam.

— Cuidado com essa garota durante a TPM. Ela pode matar alguém — O loiro disse, fazendo a irmã arregalar os olhos com vergonha.

— Ai cala a boca, Nathan — Ela disse passando por ele — Vamos, amor.

Diego sorriu ao ser puxado do banco e em seguida pra fora da lanchonete. Até mesmo estressada, a garota conseguia ser adoravelmente linda. Os dois saíram da lanchonete, Nathan ainda olhava com um sorriso divertido.

— Nathan, você calado é um poeta — Aine disse dando um leve tapa no namorado.

— Mas o que eu fiz agora? — Ele perguntou rindo.

— Shiu! — Aine murmurou saindo para os fundos, então Nathan riu sozinho.

Do lado de fora, Diego e Naty já estavam no carro do meia. Estavam em silêncio, apenas com a música baixinha tocando no fundo, ainda sem saber para aonde iriam.

— O que você acha de irmos ao nosso lugar? — Diego perguntou, fazendo a namorada franzir o cenho.

— Nosso lugar? — Ela perguntou.

— Sim, a praia — Ele disse e então viu um sorriso forma-se nos lábios dela.

— Por mim está perfeito — Ela murmurou ainda sorrindo.

Diego sorriu satisfeito e pegou na pequena mão da garota, entrelaçando seus dedos aos dela. O caminho até aquela praia aonde tudo começou de verdade não demorou muito, mesmo que o trânsito estivesse insuportável no Rio de Janeiro. Diego não se importava mais em ser visto de mãos dadas com Natália, mesmo que seu divórcio tivesse sido vazado na mídia há exata uma semana. Mas diferente dele, Natália se importava, não queria prejudicá-lo de alguma forma. Felizmente, a praia estava totalmente deserta, como sempre fora na parte da noite. Naty então agarrou no braço forte de Diego e eles puderam caminhar tranquilamente.

— Amor, dia quinze eu vou estar de férias — Diego murmurou — Eu queria te levar em um lugar.

— Aonde? — Naty perguntou curiosa, enquanto franzia o cenho e brincava com a areia em seus pés.

Antes que Diego pudesse responder, eles chegaram nas grandes e altas rochas. Os dois subiram ali, Naty estava entre as penas de Diego e o mesmo a abraçava pela cintura, enquanto ambos olhavam o mar.

— Bem, eu pensei em Madrid, talvez. Ainda tenho o meu apartamento lá — Ele disse, e mesmo que não pudesse ver, a loira arregalava os olhos.

Ela já fora pra Porto Alegre visitar o irmão e até em algumas cidades vizinhas assistir algum jogo do Flamengo, mas jamais sairá do país. Aquilo a assustava, de algum modo.

— M-Madrid? — Ela gaguejou um pouco e limpou a garganta.

— É, mas após o Natal. Davi e Matteo passarão o Natal comigo e o Ano Novo com a Bruna. Poderíamos passar o fim de ano na Espanha — Ele disse de forma simples, fazendo Naty quase engasgar-se com a leve brisa — Está tudo bem?

— Amor, estamos falando de Madrid — Ela sorriu um pouco — Eu não sei se conseguiria ir.

— E por sua mãe e Nathan? Eles podem ir também — O meia disse, de qualquer forma ele queria estar em Madrid com a garota.

— Não. Minha mãe e Nathan vão viajar pra Fortaleza, minha avó é de lá — Ela disse e se virou para o meia.

— Ah, você quer ver seus avós... — Ele assentiu compreensivo — Tudo bem.

— Não, amor. Não é isso. Quer dizer, eu sinto falta deles. Mas é complicado, sabe. É a Europa. É preciso o visto para entrar no país, as férias no café, já que eu trabalho lá até as duas e meia no dia trinta e um de dezembro e...

Diego, durante esses meses que conheceu a garota, já sabia que ela falava demais quando estava nervosa. O que era adorável e o arrancava risadas, achando impossível se apaixonar mais pela garota.

— Naty, eu posso te ajudar com tudo isso — O meia disse sorrindo leve, passando o polegar na bochecha levemente corada da namorada, enquanto ela mordia levemente o lábio inferior — Tem mais algum problema além desses?

Não. Definitivamente não tinha. A garota tinha dinheiro o suficiente para a viagem, afinal não precisaria de muitos euros, ela iria para curtir e não gastar. Não tinha mais nenhum problema, a não ser o medo de avião que a garota sempre tivera.

— Naty... — Diego a tirou de seus pensamentos, então ela sorriu tímida se desculpando.

— E-eu não sou muito fã de altura — Ela soltou sentindo o rubor em suas bochechas e Diego sorriu.

— A gente pode fazer um cruzeiro então — Ele disse, pondo uma mecha loira que caía em seu rosto, atrás da orelha pequena de Natália.

— Cruzeiro? Não mesmo. Eu prefiro o avião — Ela disse e então Diego gargalhou.

— Isso é um sim? — Ele sorriu, fazendo o coração de Naty acelerar ainda mais.

— Eu não sei — Ela murmurou brincando com os botões da camisa pólo azul marinho que o namorado usava.

— Vamos, amor. Vai ser divertido, inesquecível, na verdade — Ele murmurou — Eu só quero passar um tempo com você, longe de tudo.

— O que é um pouco difícil, aonde você for, a mídia vai estar lá — A garota disse divertida e os dois riram.

— Parece mais um filme de terror, eles não me deixam em paz — O meia revira os olhos brincando também — Olha, não precisa me responder agora, ok?

— Não, tudo bem — Naty mordeu levemente o lábio inferior — Nós vamos pra Madrid, então.

— Jura? — Diego sorriu para a namorada, e a mesma assentiu timidamente.

— Eu nunca sai do país, então eu acho que vai mesmo ser legal — Ela disse abaixando o olhar, com um sorriso leve.

— Madrid é incrível, tenho certeza que você vai amar — O meia pegou no queixo da garota, carregando um sorriso nos lábios — E você não precisa ter medo de voar, okay? Eu vou estar com você.

— Eu sei que sim — Ela disse e se permitiu a abraçar Diego, sentindo-se confortável.

Pra ela, era incrível sentir tanta paz e conforto ao lado do meia, depois de três anos de medo e tristeza. Diego havia chegado em sua vida como um anjo, trazendo junto de si a paz e de bônus, muito amor. Ela nunca havia se apaixonado de verdade e pela primeira vez com Diego, estava sendo uma experiência incrível. Toda a sensação de amar e ser amada, as borboletas que sempre voavam em seu estômago quando estava com ele e a timidez que sempre foi seu forte, mas com ele era ainda mais. Ela não imaginava que isso pudesse acontecer, mas aconteceu de um jeito tão natural que as demais coisas eram apenas detalhes.

Diego sentirá dentro de si tudo o que já estava morto à alguns anos. A vontade de ter a garota perto de si o tempo todo, de fazê-la sorrir para que ele pudesse admirar as profundas covinhas e o lindo sorriso da garota, além de amar a risada e a voz rouca que vinha dela. Ele amava a forma como ele se mostrava simples e bastante tímida. Ele sentia uma necessidade grande de fazê-la feliz como nunca e se fosse preciso daria o mundo para sua pequena garota, ele poderia facilmente explodir de amor. O meia se sentia como se tivesse novamente seus dezoito anos e gostava daquela sensação.

Diego desfez o abraço dos dois, a brisa estava fraca e refrescava os dois de forma leve que fazia o calor se tornar menor, além do barulho das ondas batendo nas rochas, deixando tudo mais calmo. Ele segurou levemente no rosto de Naty, acariciando a bochecha rosada da garota com o polegar e sorriu antes de selar seus lábios aos dela. Apenas um selar de lábios que causava um leve arrepio gostoso nos dois. O beijo aprofundou-se, até Natália sentir o toque do laçar das línguas e sorrir dentre o beijo, fazendo Diego sorrir também e se afastar em poucos segundos.

— Os meninos amaram você — O meia disse e sorriu bobo. Era importante que os filhos gostassem de sua nova namorada.

— Eles são uns amores — Ela disse se afastando um pouco e se ajeitando novamente nos braços fortes de Diego — Se parecem muito com você.

— É, parecem mesmo — Ele afirmou orgulhoso — Eles também gostaram de Aine. Depois que saíram da lanchonete não pararam de falar sobre.

— É sério? — Natália perguntou, sorrindo boba.

— Muito sério. Até querem voltar à lanchonete amanhã — Diego disse, apoiando o queixo no ombro da garota, enquanto os dois encaravam o horizonte do mar.

— Então leve eles lá, eu vou amar ver eles de novo — Natália disse.

— É, é uma boa ideia. Terei uma boa desculpa para te ver mais cedo — Ele disse arrancando uma risada gostosa da namorada — Seu irmão ainda está irritado?

— Talvez... — Ela franziu os lábios — Nathan é ciumento e sempre gostou de me proteger.

— Eu não vou fazer nem um pra você, ele não precisa proteger você de mim — Diego disse calmo e carinhoso, apertando mais a garota em seus braços.

— Eu sei. Mas Nathan sempre teve esse jeito superprotetor, é o jeito dele. Daqui a pouco passa, ele só precisa acostumar. É tudo muito novo pra ele. Pra ele somos um casal à dois dias...

— Quando pra gente faz alguns meses — Diego assentiu concluindo o pensamento de Natália — Tudo bem, eu entendo.

Ela sorriu satisfeita, Diego sempre a compreendia. Ela virou-se para o namorado e lhe deu um simples selar de lábios, sentindo sua barba leve roçar contra suas bochechas e lhe arrancar risadas, Diego então sorriu divertido.

— Eu acho que já perdi a primeira aula da faculdade — Naty murmurou risonha, ainda com o rosto próximo ao dele.

— Oh, amor. Me desculpe, eu nem percebi o tempo passar — Ele disse, sentindo-se culpado.

— Tudo bem, não tem problema. Mas preciso chegar a tempo da segunda — Ela disse sorrindo.

— É claro! Vamos — Ele levantou-se, estendendo a mão para a mais baixinha.

Naty pegou a mão dele e os dois saíram dali. Não demorou muitos minutos e já estavam no carro, enquanto Diego corria o máximo que podia para deixar a garota na faculdade a tempo da segunda aula. Quando menos perceberam, o carro já estava estacionado em frente a universidade.

— Vai voltar pra casa com Aine? — Ele pergunta, vendo a garota tirar o cinto.

— Vou sim, não se preocupe — Naty sorri — Até amanhã?

— Até amanhã, pequena — Ele murmurou lhe dando um selinho longo — Boa aula.

— Obrigada — Ela disse, já pronta para sair do carro, mas antes que pudesse fazer, ouviu a voz de Diego.

— Ei — Ele disse, fazendo a garota virar-se para ele — Eu amo você.

Ela sorriu, sentindo seu estômago encher-se das borboletas, sua pele se arrepiar e uma onda de eletricidade passar pelo seu corpo; ela simplesmente amava ouvir aquilo.

— Eu também amo você — Naty disse se inclinando para lhe dar outro selinho.

Então ela saiu do carro, ajeitou sua mochila e correu para a sua segunda aula. Após enviar uma mensagem para Aine, confirmando o horário em que as duas se encontrariam ao saírem dali, ela finalmente começou a prestar atenção nas aulas.

As horas pareceram minutos e tudo passou mais rápido, então o horário de ir embora já havia chegado. Aine havia mandado mensagem para a melhor amiga, pedindo para que a esperasse por alguns minutos enquanto ela iria rapidamente à biblioteca. Naty apenas respondeu concordando e seguiu para a saída principal da universidade, que por algum milagre, não estava nada cheia, ao contrário.

Ela sentou-se no banco que tinha logo ali e pousou a mochila sobre o colo, respirando ar livre. Pegou o celular novamente, notando agora uma mensagem de Diego, mas antes que pudesse abri-la, ouviu uma voz conhecida, que fez o medo voltar a aparecer e lhe causando calafrios.

— Olá, Natália. Sentiu a minha falta, querida? 


Notas Finais


NÃO ME MATEM OK? OBG

Obrigada por tudo, mesmo! Comentem aqui em baixo pq eu vou postar um novo capítulo já amanhã, depois do jogo do Fla! 💜

É isso, não esqueçam de comentar e até amanhã 💜


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