História Um Amor Quase Proibido. - Capítulo 19


Escrita por:

Postado
Categorias Diego Ribas da Cunha, Paolo Guerrero
Personagens Personagens Originais
Tags Diego Ribas, Flamengo
Visualizações 199
Palavras 2.467
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura! ❤

Capítulo 19 - Capítulo 19.


Novamente Natália acordava sentindo uma dor forte de cabeça, mas dessa vez ela sentia seu corpo deitado em um lugar macio e quente. Ela passou as mãos em seus olhos e ao arrasta-las para o resto do rosto, sentiu uma forte dor na sua bochecha esquerda; o tapa que Marcos lhe deu. Novamente sua garganta fechou, então ela sentou-se na cama torcendo para que tudo aquilo fosse apenas um pesadelo e que ela já estivesse em sua casa. Mas ao abrir os olhos, percebeu estar em um quarto. Um quarto médio, apenas com a cama de casal que ela estava, uma estante perto da parede com um espelho por cima e um guarda-roupa do outro lado, além de uma janela grande coberta por uma cortina branca de renda, deixando o quarto completamente iluminado.

Ela ainda sentia seu corpo mole demais e fraco demais, e ao levantar-se, precisou se apoiar na parede para se manter de pé. Seu estômago estava embrulhado, e o medo era o maior culpado por isso. A primeira coisa que tentou, foi abrir uma das portas; na primeira ela achou um banheiro simples, e a outro estava trancada, provavelmente a saída do quarto. Desesperada, Natália olhou ao redor procurando algum telemóvel ou algo que pudesse tentar se comunicar com alguém, mas não tinha nada, Marcos não era burro a esse ponto.

Caminhou até a janela, mas nada podia ser visto a não ser mato e mais mato; é claro! A casa aonde ela passava as férias de verão com a família quando era mais nova. Ela estava bem longe do Rio de Janeiro e isso a apavorava mais, enquanto lágrimas de dor e medo desciam em seu rosto. E se seu irmão e Aine não pensassem naquela casa?! A garota caminhou para frente do espelho e viu suas roupas um tanto suja e seu rosto destruído; começando pela grande marca avermelhada no lado esquerdo do seu rosto, aonde estava dolorido. Ela tinha olheiras, seu cabelo estava totalmente bagunçado e seus olhos avermelhados, além das manchas pretas causadas pelas maquiagens e lágrimas. Ela estava péssima.

A loira quase saltou de susto e medo quando ouviu barulhos do lado de fora do quarto e em seguida barulhos da chave girando junto com a maçaneta, então correu de volta para a cama.

— Bom dia, Natália — Ela ouviu uma voz diferente, provavelmente a do tal Henrique — Gostou do nosso quarto?

— Nosso quarto? — Ela disse fraca e riu sem humor — Eu não vou dividir um quarto com você.

— Bem, não por enquanto. Seu pai pediu para que eu lhe deixasse sozinha enquanto não se acostuma com tudo. Mas tudo bem — O moreno alto sorriu, se aproximando com uma bandeja nas mãos.

— Não é como se nós tivéssemos algum tipo de relacionamento para dividir o quarto — Ela disse sentindo seu estômago roncar com o cheiro das panquecas quentinhas.

— Ainda não — O morena assegurou ainda sorrindo — Sabe, eu não gostei de ser trocado por um jogador de futebol. Tão fútil.

— Trocado? — A loira se forçou a rir com as palavras — Nós nunca tivemos nada, eu não troquei você.

— Não tivemos nada por que você não quis. Eu sempre demonstrei interesse em você — Henrique quase rosnou, arrepiando a garota. Ela só conseguia sentir medo.

— Isso não basta, eu também tenho que sentir algo para termos algum tipo de relacionamento. Isso que vocês estão fazendo é estúpido — Ela disse com raiva — Eu não vou ficar aqui por muito tempo e menos ainda ter alguma coisa com você. Eu tenho um namorado.

— Aquele jogador? Ah pelo menos de Deus, Natália! Você merece alguém melhor do que ele — Henrique disse cheio de veneno.

— E quem seria melhor do que ele? Você? — A loira riu novamente — Não me faça rir.

— E o que ele tem que eu não tenho? Me explica, por que eu não entendo. Realmente não entendo — O homem disse se levantando com raiva.

— Ele tem tudo. Tem a minha confiança, o meu amor. Ele tem o meu coração. E você jamais vai ser como ele. Você não sabe nem como tratar uma mulher, Henrique — Natália praticamente gritava.

— Escuta aqui, garota — Ele se aproximou, segurando o maxilar da garota com força — Seu pai me deu permissão pra fazer o que eu quiser com você. Então é melhor melhorar esse tom de voz comigo, por que eu não estou gostando.

— E o que você vai fazer? — A garota ergueu as sobrancelhas, perguntando-se de onde tirou tanta coragem.

— Não me desafie — Ele a apertou ainda mais, fazendo-a arfar baixinho de dor — Tem roupas no armário e toalhas no banheiro, você pode tomar um banho depois que comer. Eu volto mais tarde, divirta-se sozinha.

Após dizer isso, a garota novamente foi deixada sozinha naquele quarto, sentindo dores físicas e emocionais. Ela queria que aquilo acabasse logo. E mesmo que fosse orgulhosa demais para não querer comer nada que viesse dos dois homens, ela precisava de manter forte e acordada para pensar em alguma coisa; não restou outra opção a não ser comer o que estava na bandeja.

No Rio de Janeiro, o clima estava péssimo, a atmosfera pesada. Nadine não havia ido trabalhar; é obvio que o hospital entendeu o seu lado. Nathan iria faltar a faculdade ao menos pelo restante da semena, sua irmã estava desaparecida, ele não estava bem emocionalmente para ir. Aine precisou ir para a lanchonete e explicar tudo ao Gabriel, que entendeu e até se mostrou um pouco preocupado, mas a morena também trabalhou naquele dia. Já Diego também precisou treinar pela parte da manhã, todos percebiam que ele não estava bem, ele estava exausto por não ter pregado os olhos e preocupado, muito preocupado com a namorada.

As horas se passaram e logo já completavam trinta e duas horas desde o sumiço da garota, e ela nem deu sinal. Nathan havia acabado de chegar da faculdade, Aine e Diego já estavam por ali a algumas horas. Nadine estava inconsolável, Nathan precisou dar remédios para que a mãe pudesse dormir e descansar um pouco. Os três decidiram ir prestar queixa para a polícia, não esquecendo de alertar sobre o possível sequestro do próprio pai. Então, iniciaram-se as buscas pela garota, enquanto os três estavam em casa naquela tarde pensando em algo e esperando desesperadamente por notícias.

— Vai dar tudo certo — Aine disse, com uma lágrimas escorrendo e sendo abraçada pelo namorado.

— Eles vão achar a Naty — Nathan afirmou beijando a testa da namorada.

— Eu preciso fazer alguma coisa — Diego disse se levantando — Não dá pra ficar parado.

— Dá sim, e é exatamente o que você vai fazer — Nathan disse — Nós não temos pistas, não sabemos de nada, Diego. Não temos ideia de pra onde Marcos pode ter levado minha irmã.

— Já pensamos em tudo mesmo? Não lugar que aquele homem goste ou que vocês costumavam ir?! — O meia perguntou sentando-se novamente.

— Nada que eu me lembre — Nathan negou com a cabeça.

Aine estava calada, apenas pensando em algumas coisas. Quando ela e Naty eram mais novas, e o pai da melhor amiga não era o louco perigoso que é hoje, elas passavam férias de verão em uma casa distante do Rio. Aine não tinha certeza se era da família Collins, mas elas iam quase todo verão pra lá quando eram mais novas. Além de ser distante do Rio, a casa de campo era no meio do "nada", apenas com muitas árvores ao redor, sem sinal de celular, sem sinal de TV a cabo. O único lugar em que o homem poderia manter Naty presa e fugitivo da polícia.

— É isso! — Aine exclamou alto, se levantando.

— Isso o que? — Nathan perguntou.

— Amor, aquela casa no campo que a gente passava o verão, lembra?! Ela fica longe daqui do Rio e no meio do nada, aonde não pega sinal de absolutamente nada — Aine disse agora agitada.

— A casa de verão do vovô — O loiro arregalou os olhos. Como ele não havia pensado naquilo antes?!

— Vocês acham que Natália pode estar lá? — Diego perguntou.

— É possível. Marcos não pensaria em algum outro lugar a essa altura, pensaria?! — Aine perguntou, torcendo para que a resposta fosse um não.

— Eu não sei. Mas precisamos tentar — Nathan disse passando a mão pelo cabelo.

— Sabe como chegar lá? — O meia perguntou, levantando-se do sofá com pressa.

— Não, mas mamãe com certeza sabe — Nathan disse — Liga pra polícia, vou acordar minha mãe.

Novamente longe do Rio, Natália acordava após beber mais água com remédios e sentir seu corpo dolorido, após mais uma agressão de Marcos. Natália estava sendo agredida por diversão, se ela respirasse alto demais, eram tapas intermináveis. Ela não tinha coragem de olhar-se no espelho, sentia hematomas por todo o seu corpo, além do rosto. Ela estava fraca, agora não estava mais sendo alimentada e tudo por que não queria nenhum relacionamento com o tal Henrique. Ela só conseguia chorar, fraca e com medo, quase não conseguia sentar-se na cama.

Natália abriu os olhos e percebeu que já ficava escuro novamente. Ela não fazia ideia de que horas poderia ser e tudo o que se passava pela sua cabeça, era em como sua família e o seu namorado estavam. Provavelmente preocupados, mas já tinham alguma pista? Ela já não aguentava mais ficar ali, sendo agredida, mantida em cárcere privado, sem nem ser alimentada. Ela jamais pensou que poderia passar por algo assim e era realmente horrível, mal tendo forças para se sentar. A única coisa que fazia desde que acordou mais cedo, era chorar e orar para que tudo desse certo e ela saísse logo dali.

A garota ouviu a porta do quarto aonde estava se abrir, então novamente seu corpo voltou a tremer com o medo que sentia dos dois homens que estavam naquela casa.

— Boa noite, Natália. Como vai? — Ela reconheceu a voz de Henrique — Oh, mas por que está tão encolhida ai? Eu só vim trazer comida. Acha que pão e água é o suficiente? Eu acho que sim.

Ela viu o homem um pouco mais velho que ela se aproximar e sentar-se na beira da cama, deixando a bandeja do outro lado.

— Sabe, eu andei conversando com o seu pai e ele me permitiu que fizesse algumas coisas... — O homem sorriu sarcástico passando levemente a mão pelas coxas da garota e apertando levemente ali — Mas eu preciso de você saudável e energética, então coma tudo. Hoje vamos ter uma noite bem legal.

Após escutar a risada, Naty viu o moreno sair do quarto e trancá-la novamente. Ela só conseguia sentir nojo, certamente não faria nada com aquele monstro. Mesmo assim, a loira sentou-se com o resto das forças que lhe restavam e comeu o pão com queijo e a água que estava ali. Agora pensando um pouco melhor, viu a janela aberta um pouco, mas com a visão totalmente escura do lado de fora da casa. Mesmo assim, ela tentaria escapar, então começou a planejar algumas coisas.

Novamente no Rio, Diego e Nathan estavam dentro do carro da polícia, com o endereço descrito por dona Nadine da casa do campo. As duas mulheres precisaram ficar em casa, por ordem da polícia, poderia ser perigoso demais se Marcos realmente estivesse lá com o Natália. Não demoraria muito pra chegar, mas já era madrugada quando os quatro carros da polícia estacionaram longe do que realmente pretendiam. Era uma tática, sem chamar muita atenção, pegar o homem de surpresa.

— Fiquem atentos e em silêncio, pode ter alguma armadilha por aqui. Se mantenham atrás da gente e não façam muito barulho — O delegado dizia para o meia e o irmão da garota desaparecida. Os dois apenas assentiram.

Então tudo começou, com o menor barulho possível, armas posicionadas acima dos ombros, alguns mirando ao redor, e aos poucos de aproximavam da casa. Enquanto lá dentro, Naty ainda estava no quarto, mas antes mesmo que pudesse fugir, Henrique entrou no quarto novamente.

— Boa noite, baby — Ele disse baixo, tentando soar sexy mas só dava enjôos na garota — Preparada para a nossa noite?

— Sai de perto de mim — Naty disse, vendo o sorriso do homem aumentar.

— Não era isso que eu queria ouvir, mas vou considerar um sim — Ele disse subindo na cama e engatinhando em direção à garota — Você é tão linda, baby.

— Tira suas mãos imundas do meu corpo — Ela disse se encolhendo mais na cama.

— Oh, não de faça de difícil, meu anjo. Eu vou ser cuidadoso com você — Ele puxou as pernas da loira, fazendo-a deitar na cama. E agora, ela já chorava com medo novamente — Não precisa chorar, eu não vou fazer mal nenhum a você.

— Para com isso, por favor. Me deixa ir embora — Ela disse com a voz embargada.

— Infelizmente não posso fazer isso — Ele fez um bico falso com os lábios — Mas prometo te divertir.

Suas mãos percorreram no rosto avermelhada pelos hematomas e molhado pelas lágrimas da garota, puxando-a e pressionando seus lábios contra os dela, mas a loira o empurrou. Então Henrique riu, sarcasticamente e puxou o rosto dela novamente, de forma bruta.

— Eu acho melhor você colaborar ou as coisas pioram pra você, amor — Ele disse próximo ao ouvido dela, lhe causando um arrepio de medo.

O short que a garota usava, foi tirada do seu corpo, assim como a simples camisa, deixando-a apenas de peças íntimas. Ela tremia assustada, querendo que aquele pesadelo chegasse ao fim. Tudo teria continuado; as mãos sujas passando pelo corpo da loira, os lábios encostando nos dela, mas tudo parou quando um grande barulho foi ouvido na parte de baixo da casa.

— Droga — O moreno rosnou — Eu já volto, tudo bem?

Henrique levantou-se da cama com raiva, pensando o que poderia ter causado aquele grande barulho. Quando chegou na ponta da escada, viu Marcos sendo abordado pela polícia. Imediatamente ele voltou para o quarto e trancou a porta.

Diego e Nathan se dividiram, enquanto o loiro procurava pela irmã no andar debaixo, Diego procurava pela namorada no segundo andar.

— Natália? Amor? Você está por aqui? — Diego gritava pelo corredor abrindo todas as portas — Natália?

Naty conseguiu ouvir a voz do seu namorado, então seu corpo arrepiou-se e ela quase se sentiu aliviada. Então a porta do quarto em que ela estava com Henrique foi pressionada com força, quase saindo do lugar. Imediatamente a loira se levantou e foi até a porta, tentando abri-la.

— Diego? Diego, me tira daqui — Ela pediu entre lágrimas, em seguida sentindo seu cabelo ser puxado e uma faca ser apontada em sua barriga.

— Cala a merda da boca ou você morre — O homem rosnou em seu ouvido.


Notas Finais


:(

Obrigada por tudo e até amanhã. Não esqueçam de comentar, ok? Amo vocês ❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...