História Um Amor Quase Proibido. - Capítulo 20


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Categorias Diego Ribas da Cunha, Paolo Guerrero
Personagens Personagens Originais
Tags Diego Ribas, Flamengo
Visualizações 191
Palavras 2.532
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi pessoas! 💚

Boa leitura!

Capítulo 20 - Capítulo 20.


A polícia tentava negociar com Henrique, que ainda mantinha Natália como um tipo de refém, em troca, ele queria liberdade. Queria ir embora, sem nenhuma chance de ser preso. Certamente a polícia não queria aceitar aquilo, então tudo só piorava, enquanto a faca ainda estava contra a barriga nua da garota.

Os minutos se passavam e tudo só ficava mais tenso. Henrique começava a sentir uma raiva maior e insatisfeito com aquilo, arrastou a faca pela barriga da garota, fazendo a mesma gritar pela dor. O corte não foi fundo, mesmo assim a menina sangrava bastante. Vendo uma última saída, o moreno largou a garota na cama e fugiu pela janela. Assim que Naty ouviu sua queda no andar de baixo, quase sem fôlego e fraca, ela se levantou e abriu a porta.

— Natália! — Diego arregalou os olhos ao ver a namorada sangrando e apenas com roupas íntimas.

Aquele desgraçado não poderia ter abusado da sua garota!

— Diego... — Ela murmurou fraca, abraçando o meia enquanto chorava, tanto pela dor quanto pelo alívio.

— Vai ficar tudo bem agora, meu amor. Eu estou aqui — O meia sussurrou segurando a garota em seus braços, aliviado por finalmente tê-la.

Diego tirou o casaco de couro que usava e entregou para a namorada, ajudando a garota a vestir. Havia ficado grande nela, mas aquilo era o que menos importava. A loira estava frágil, psicologicamente abalada e machucada. Machucada demais. Parecia um pouco mais magra, apesar de estar ali a apenas dois dias. O rapaz ajudou a namorada a descer até o segundo andar, aonde a loira viu o irmão e também o abraçou. O corte na barriga dela estava sendo estancado por um pano branco que ela nem sabia de onde havia saído, mas doía. Tudo doía. Ela estava fraca demais, abalada demais, até que desmaiou nos braços do namorado.

Algumas horas depois, Naty finalmente acordou. Ao abrir os olhos, a loira viu o teto branco. Passou os olhos pelo local, encontrando Nathan em uma poltrona ao lado, uma janela com cortinas de rendas que mostrava estar de manhã, uma pequena televisão e ela estava em uma maca; definitivamente a garota estava em um hospital. Ela deixou uma lágrima cair, fechando os olhos com força. Ela ainda estava com medo de tudo, agora considerava aquilo um trauma, ainda podia sentir as mãos nojentas de Henrique passando por seu corpo e Marcos lhe agredindo. Além de sentir as dores físicas, seu abdômen aonde a faca passou doía.

— Ei, Naty... — O loiro levantou-se assim que ouviu um pequeno soluço da irmã — Está tudo bem agora, o pesadelo acabou.

— Foi tudo tão horrível, Nathan... — Ela abraçava forte o irmão — Eu não entendo por que eles fizeram isso comigo.

— Eu também não, meu amor. Mas você está bem agora — Ele disse, mas viu a garota negar com a cabeça.

— Eu não me sinto segura, estou com medo, Na — Ela sussurrou como se fosse um segredo.

— Eu sei. Vamos passar por isso juntos, ok? Nós estamos com você. Nada mais vai acontecer — O loiro disse passando os polegares pelo rosto da irmã.

— Pegaram ele? — Naty se referiu ao rapaz fugitivo.

— Pegaram hoje pela manhã, ele estava indo pra São Paulo. Filho da p...

— Tudo bem — Naty o interrompeu sorrindo triste — Pode me falar o que aconteceu depois que eu apaguei?

— Bem, Marcos foi levado novamente a prisão e dessa vez ficará na solitária. Avisamos mamãe e Aine que encontramos você, elas vieram aqui pela madrugada, já estamos no Rio novamente. Mamãe deve estar trabalhando em algum lugar desse hospital enorme, Aine também e Diego disse que viria depois do treino — Nathan explicou resumidamente e Naty assentiu.

— E não era pra você estar na faculdade agora? — Ela perguntou.

— Isso não importa tanto agora — Ele disse se inclinando para beijar a testa da mais nova — Você sente alguma dor?

— Meu abdômen dói um pouco — Ela murmurou — Como está minha aparência?

— Um pouco magra, mas continua linda — Ele beijou a ponta do nariz da irmã, fazendo-a rir leve — Antes que pergunte, eu não sei quando você terá alta.

— Tudo bem — Ela assentiu — Eu posso me levantar?

— Claro, mas você se sente bem?

— Sim, eu só quero tomar um banho. Me sinto suja — Ela disse.

— Ok, mas antes eu vou precisar chamar o enfermeiro e pegar o seu café da manhã. Você já emagreceu demais, não pode ficar sem comer — O irmão disse, fazendo ela assentir novamente.

Quase trinta minutos depois, quando o enfermeiro já havia feito todas as perguntas possíveis para a garota, dizendo que ela teria alta ainda naquela manhã, e ela havia finalmente tomado café, Naty estava debaixo da água morna do banheiro. Ela olhava sua barriga com pequenos pontos ali, que ardiam ao cair água. Algumas lágrimas desciam, mas ainda era pela dor e medo. Ela decidiu não enrolar muito, então logo estava saindo do banho.

Se enxugou com cuidado e então colocou a roupa que, segundo Nathan, a mãe trouxe mais cedo. Uma calça jeans de cós baixa, pelo ferimento no abdômen, uma blusa listrada de mangas compridas que caía nos ombros e sapatilhas. Penteou o cabelo molhado e o deixou solto mesmo, saindo do banheiro em seguida. Mas no lugar de Nathan, Diego estava ali.

— Hey! — O meia se levantou apressadamente.

— Oi — Ela o abraçou forte, suspirando nos braços do namorado.

— Como você está? — Ele perguntou, segurando o rosto com alguns ferimentos da garota com cuidado.

— Com algumas dores ainda, mas já vai passar — Ela sussurrou — E você?

— Aliviado por ter você aqui — Ele sorriu leve — Além do clima estranho no Fla.

— O que eu perdi nesses dois dias? — Ela perguntou franzindo o cenho.

— Um acidente... — Diego suspirou, parecia abalado com aquilo. Isso intrigou mais a loira.

— Você pode me ajudar com o curativo dos pontos? Ai pode me contar o que aconteceu — Ela sugeriu.

— Claro — O meia disse pegando a pequena mão da loira.

Naty voltou a se sentar na maca, Diego já sabia perfeitamente como fazer um bom curativo; tinha filhos muito travessos em casa. Enquanto fazia tudo com cuidado, contava para a namorada sobre o acidente do dia anterior envolvendo o avião da Chapecoense. O. Brasil inteiro chorava comovido e abalado com aquilo, e com Naty não foi diferente, que deixou sim algumas lágrimas descerem e uma dor crescer em seu peito. Aquilo era mesmo uma grande tragédia. Os treinos haviam sido suspensos, e o último jogo do brasileirão transferido para a segunda semana de dezembro.

— Pronto — Ele murmurou deixando a caixa de primeiros socorros no criado-mudo, então limpou as lágrimas da garota — Não chora, meu amor. Você já chorou demais. Não gosto de te ver assim.

— Me desculpa — Ela praticamente sussurrou, sorrindo leve — Eu senti tanto sua falta.

— Eu também, você não tem ideia — Ele sorriu.

Segurou delicadamente o rosto da garota e a trouxe para si, pressionando os lábios contra os dela, em um selinho que logo se tornará um beijo com muita saudade e amor. Sem dúvidas, a garota amava beijá-lo. E com ele não era diferente. Não demorou muito para que eles se separassem em busca de fôlego.

— Naty... — Diego começou — Aquele cara... Ela não... Abusou de você né?

— Não — Ela negou — Ele tentou e eu... Eu tive tanto medo. Mas vocês, uh, chegaram na hora e ele não conseguiu fazer nada comigo.

— Ótimo — O meia assentiu, mesmo não completamente satisfeito. O homem não deveria nem ter tocado em sua garota.

Eles agora estavam de pé e abraçados no meio daquele quarto, e tudo estava bem, os dois se sentiam aliviados. Foram interrompidos pela porta abrindo e o loiro entrando com dois copos de café, entregando um para Diego. Mas o que Naty definitivamente não esperava, era quem entrou logo atrás do irmão.

— Ai meu Deus — A loira sussurrou arregalando os olhos.

Diego riu, abraçando a namorada pela cintura, obviamente tomando cuidado com o curativo na cintura dela. Diego havia saído do CT com destino direto ao hospital, todos do clube sabiam o que havia acontecido; o único choque foi saber que Diego estava namorando. Mas o choque logo passou, então todos se preocuparam e Diego recebeu o apoio dos amigos. Quando Diego disse que iria direto para o hospital, não pode conter o amigo que quis lhe acompanhar.

— Olá, Natália. Está melhor? — Paolo Guerrero perguntou com o sotaque adorável e carregado.

— Meu Deus — Natália repetiu o sussurro, arrancando outra risada de Diego e ganhando um beijo na bochecha — E-eu estou ótima! E você?

— Bem, obrigado — O peruano assentiu — Sinto muito pelo o que aconteceu.

— Obrigada, está tudo bem — A loira disse sorrindo — Obrigada por vir.

— Diego falou tanto de você desde que soubemos que estavam namorando, eu precisava vir te conhecer — Ele disse arrancado um sorriso tímido de Natália — Eu já te vi algumas vezes no CT. Você e sua amiga doidinha.

— Aine... — Natália riu com a careta do peruano — Ela é louca por você.

— Eu notei. Ela é engraçada — Ele murmurou rindo.

Nathan fingiu um pigarreio, claramente enciumado, o que causou uma risada de Naty e Diego, mas uma expressão confusa de Paolo.

— Meu irmão e Aine namoram. Mas Aine fala de você o tempo toda, sempre que pode. Nathan não sabe lidar com ciúmes — Naty disse.

— Não fale como se eu não estivesse aqui, tampinha — O mais velho disse, fazendo Naty rir de novo.

Os quatro pararam novamente vendo a porta voltar a se abrir, agora revelando a mãe da loira.

— Mãe — Naty saiu dos braços do meia, indo abraçar a mãe.

— Oi, meu amor. Eu tive tanto medo de perder você — Nadine abraçava sua filha fortemente — Você está bem?

— Psicologicamente abalada, mas bem. Marcos é louco e aquele amigo dele é outro — Naty disse, arrepiando-se de medo só de lembrar.

— Deve ter sofrido tanto, pequena. Você tinha marcas de agressão por todo o corpo — Ela disse com os olhos lacrimejados.

— Eu estou bem agora, é sério — Naty disse sorrindo.

— Bom, eu vim te dar alta. Infelizmente só vamos poder conversar mais tarde — A mais velha disse.

Natália concordou e em poucos minutos, já caminhava para fora do hospital com o irmão e os dois jogadores do seu time. Os quatro entraram no carro de Diego e o mesmo deu partida.

— Vamos passar pra pegar Aine na lanchonete — Nathan disse.

— Eu não quero nem ver o ataque quando ela te ver, Paolo — Naty murmurou rindo.

— Proteja-se, Guerrero. Aine pode ser bem louca quando quer — Nathan disse.

— É, eu sei! Ela pulou em cima de mim naquele dia no CT — Os três riram, menos Nathan que não sabia de nada.

— Você ainda não estava aqui, Na — A loira disse rindo — Mas Aine literalmente pulou em cima dele.

— Meu Deus, minha namorada é louca — Ele riu.

Ao contrário de que tudo indicava, e de todo o mistério que Guerrero passava pela mídia, o peruano era uma pessoa completamente divertida e brincalhona. Rapidamente se enturmou com os irmãos Collins, o que foi ótimo. Em minutos, o carro parou e apenas Naty saiu dele. Os outros esperariam no carro e ela tentaria preparar a melhor amiga para encontrar seu ídolo.

— Hey, tem alguém aqui? — Naty perguntou entrando na lanchonete.

— Naty! — A morena correu em direção a amiga assim que a viu.

— Ei, calma — A loira fez careta ao ser abraçada fortemente — Aine, os pontos! — Ela disse com a voz fraca, a melhor amiga estava tocando forte demais no curativo.

— Ai meu Deus! Desculpa, Naty. Perdão, eu não queria...

— Tudo bem — Naty sorriu — Pode me abraçar, mas com cuidado!

— Ok — Aine sorriu abraçando novamente a amiga — Como você está? Eu fiquei tão preocupada.

— Eu estou bem agora. Ainda com medo, mas bem — A loira sorri levemente — Você vai sair agora?

— Yeah. Gabriel me deixou sair no meio do turno, o que é realmente estranho — A morena franziu o cenho e as duas riram.

— Eu preciso falar com ele. Conversar sobre o que aconteceu — Naty lembrou-se.

— Eu já conversei com ele. Você só volta na próxima semana, fica tranquila — Aine disse e viu a amiga assentir — Vou pegar minha bolsa, me espera.

Aine sumiu atrás daquele corredor e Naty sentou-se em um dos bancos do balcão. Em menos de dois minutos, viu a morena voltar, então segurou em seu braço, impedindo que ela seguisse para fora da lanchonete.

— Aine, espera... — A loira disse tentando soar o mais séria possível.

— O que foi? — A morena perguntou.

— Você vai ter que me prometer que não vai surtar com o que vai ver naquele carro — Naty fechou levemente os olhos.

— O que? Não. Natália não me diz que você deixou o Nathan ficar ruivo. Eu disse pra ele que ficaria horrível e...

— Não! Nathan ainda está platinado — Naty riu — Só promete que não vai me fazer passar vergonha.

— Fala sério, eu já fiz isso alguma vez?! — Aine perguntou fingindo de indignada — Tudo bem. Ok. Eu prometo.

— Mesmo? — Naty tentou se assegurar.

— Óbvio — Aine sorriu — Vamos?

— Ok!

As duas saíram da lanchonete e Naty suspirou antes de entrar no carro. Assim que fechou a porta, viu Aine entrar também, sem nem perceber Paolo do outro lado, já que Nathan estava no meio.

— Oi chato — A morena abraçou o namorado, agora sim vendo o jogador ali então arregalou os olhos — Não brinca — Murmurou pausadamente, se afastando lentamente do namorado.

— Olá — Paolo disse sorrindo de lado, ajeitando seu boné.

— Meu Deus, ele é real? — A morena esticou-se para tocar no rosto do peruano — Eu acho que vou desmaiar.

— Ou, ninguém vai desmaiar, respira — Nathan disse, enquanto todos riam.

— Amor, sai dai, me deixa sentar no meio — Aine disse, e de forma totalmente desastrada, os dois trocaram de lugar — Wow. Isso é muito surreal.

— Você parece uma maluca o olhando assim. Para com isso, Aine — Naty disse rindo.

— Tudo bem, uh... — A morena limpou a garganta — Ah qual é, Natália. É o amor da minha vida do meu lado.

— Eu sei, sempre vou estar — Nathan disse irônico e novamente todos eles riram.

O caminho até a casa dos Collins logo começou. Na parte de trás, Aine, Nathan e Paolo conversavam, obviamente sobre o Flamengo. A morena estava animada por estar lado a lado de seu ídolo, não conseguia parar de sorrir e o namorado estava feliz por ela. Na frente, Diego tinha uma das mãos no volante e a outra estava entrelaçada com a da namorado, ele jamais a soltaria, sentia um alívio enorme por saber que agora sim sua garota estava bem. E Natália, bem, ela ainda tinha pensamentos vagos sobre tudo o que passou naquela casa e ainda tinha medo, mas não deixava de estar feliz e aliviada por estar com a sua família novamente.


Notas Finais


Eu gosto muuuuuuito desse capítulo, aaa 💙

Agora só restam quatro capítulos pro fim de UAQP 😩💔 então aproveitem bastante e comentem aqui em baixo o que acharam, pode ser?! Obg por tudo, amo vocês 💙 até amanhã! 💙


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