História Um amor que supera dimensões - Capítulo 6


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Categorias A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no Kamikakushi), Lovely Complex
Personagens Chihiro Ogino, Haku (Kohaku)
Tags Colegial, Drama, Hentai, Romance, Shoujo
Visualizações 68
Palavras 2.370
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo, 13 pessoinhas que nem conheço mas já amo! Sorry por não postar antes mas esse dias minha criatividade se resumia a que posição eu ficaria enquanto dormia, sério eu buguei, eu fiquei tipo, tá eu fiz eles ficarem juntos mas e agora Gesuis? Até fiz esse capítulo mas não tenho certeza sobre ele. Me digam oque acharam depois. Tentei fazer a Chihiro um pouco mais normal, sabe? Tipo, falando gírias bem BR, mas se quiserem volto ao "santa que não sabe o que é zuera", é só pedir. Mas é isso, espero que curtam.
E sem mais delongas: o cap de hoje.

Capítulo 6 - Anão estúpido


Fanfic / Fanfiction Um amor que supera dimensões - Capítulo 6 - Anão estúpido

CHIHIRO’S POV’S ON

   Como assim Lin era o motivo? O que raios estava acontecendo aqui? Eu não sabia o que pensar, confesso que do jeito que ela disse, eu pude entender de um jeito que não me agradou nenhum pouco. É nisso que dá ficar assistindo novela demais, você enxerga até seu vizinho como um traidor porque ele não te deu bom dia. Então resolvi me pronunciar:

- Como assim, você foi o motivo?

   Lin abaixou a cabeça, como se estivesse me pedindo desculpas e eu não gostei nada daquilo, afinal, só se pede desculpa quando se faz algo de errado, não? Mas Haku se pronunciou, já que parecia que ela não iria dar um pio.

- Bom, Chihiro, a minha missão que eu te falei, a mais difícil de todas, como eu a considero, consistia em ir até outra dimensão que não aquela ou essa que estamos agora e encontrar um famoso feiticeiro, que na época tinha se aposentado, chamado Howl que morava em seu castelo movido a vapor ambulante com sua esposa Sophie, seu ajudante Markl e um fogo falante muito estranho chamado Calcifer, e ...
 
- Espere! – eu o interrompi, que diabos ele acabou de falar? Estou ouvindo errado, só pode - Fogo falante?
 
- É, fogo falante, agora deixa eu terminar. Onde eu estava? Ah, é mesmo: ... e pedir pacificamente a receita de uma poção, que mais tarde eu descobriria que era uma poção da juventude, e, se necessário, pega-la a força. Felizmente eles eram boas pessoas que não mexiam mais ativamente com magia e disseram que me dariam de bom grado a receita se eu dissesse para o que eu usaria ou para quem eu daria. E eu respondi tudo o que me perguntaram e no final eles só me deram porque eu disse que se fizesse isso poderia vir e ficar com a mulher que eu amava – creio eu que NÃO necessito dizer que neste instante corei vergonhosamente de novo – e a esposa do feiticeiro Howl, Sophie, se compadeceu e convenceu o marido e eu pude voltar e entregar a receita da tal poção para a Yubaba, e tudo isso: encontrar um portal para essa outra dimensão, encontrar o feiticeiro e até ele aceitar falar com um menino que aparentava não ter mais que 12 anos e que virava um dragão, demorou 3 anos. Mas...
 
   Quando Haku ia continuar a história, Lin resolveu se pronunciar:
 
- Mas no dia que Kohaku voltou, eu tive uma briga com Yubaba por causa de um cliente que tentou passar a mão em mim e eu tinha lhe dado um tapa na cara, se é que posso chamar aquilo de cara, e ela resolveu me punir, mas quando eu estava prestes a receber as chibatadas, Kohaku entrou pela janela e viu a situação e interviu. E eu lhe agradeço por isso – ela disse essa última parte olhado pro Haku e depois continuou – Mas Yubaba ficou furiosa e disse que queria dar um fim em mim, mas Kohaku disse que, além de sua liberdade, queria também a minha. Yubaba quase não deixou, mas Kohaku prometeu trabalhar mais 3 anos pela minha liberdade...
 
   Enquanto falava ela abaixava o tom de voz. Depois ela se encolheu em uma pose que me comoveu e então começou a chorar fraco, e eu me xinguei mentalmente por pensar asneiras. Lin era minha amiga, nunca faria esse tipo de coisa comigo. Meu Kami, eu sou uma estúpida. Me levantei e fui abraçar minha amiga, quase irmã. Eu estava quase chorando quando disse:
 
- Por que você pensou que eu iria ficar com raiva? É claro que o fato de Haku ter demorado mais me entristeceu todos esses anos, mas se ele tivesse vindo e te deixado naquela situação eu nunca o perdoaria.
 
   Eu pude jurar que ouvi Haku engolir em seco.
 
- Verdade? Você não está com raiva de mim, mesmo? – Lin perguntou chorando pra mim.
 
- Claro que não sua boba! – e nós duas começamos a rir igual as doidas que nós somos.
 
- Mas, mudando de assunto: como você cresceu Chihiro! Nem parece aquela menina toda atrapalhada de 6 anos atrás! E olha essas curvas! Kohaku tirou sorte grande! – disse Lin, como se passasse na rua e falasse isso pra qualquer um. Como ela conseguia falar essa coisas assim, do nada?
 
   Nessa hora, Haku se engasgou com o chá. Tadinho, já sofri disso, e com toda a experiência que tenho posso afirmar: não é NADA legal, principalmente quando você, além de se engasgar, cospe em alguma vítima alheia a sua estupidez. Eu corei e levantei rápido e fiquei olhando-a abismada.
 
- Lin! Isso é coisa que se diga! – Eu disse.
 
   Você acredita que ela começou a rir igual foca engasgada (N/A: tenho doutorado nisso -_-)? Enquanto eu ouvia Haku se recuperando de seu engasgamento de chá e ficava na frente dela igual a estátua. Depois de me recompor, eu e ela começamos a falar sobre como estavam as coisas e sobre como foi pra eles aqui na minha dimensão “não-mágica” até que umas 19:00hr Haku disse que tínhamos que ir pois já era tarde. Confesso que nem vi o tempo passar.
 
   Começamos a andar na direção da minha casa até que Haku me para e me chama pra ir pra uma pracinha deserta àquelas horas. Estranhei um pouco, mas já que era Haku, não me preocupei nenhum um pouco, afinal, se algum doido aparecesse era só Haku virar um dragão que o cara saía gritando “Corre negada”. Depois nos sentamos os balanços.
 
   Eu estava pensando sobre tudo e resolvi puxar assunto:
 
- Então, foi por isso que você demorou, não é? –
 
- É, foi sim. – respondeu-me.
 
- Bom, menos mal. Pensei que não viria porque não queria mais me ver. – eu disse me lembrando desses 6 anos de agonia e sofrimento.
 
- E como eu poderia não querer te ver Chihiro? Durante os 3 primeiros anos eu fiquei só na expectativa de que, quando entregasse aquela poção, poderia ver você, mas aí aconteceu tudo aquilo e demorei mais 3 anos, mas no dia que eu e Lin fomos libertados, eu estava tão feliz a ponto de meu peito quase explodir de felicidade e ansiedade. Então como Chihiro, como eu poderia não querer ver a mulher que amo? – ele disse, me surpreendendo, e eu podia jurar que o vi levemente corado.
 
   Eu fiquei processando tudo aquilo, quando meu cérebro terminou eu sorri e contemplei a figura dele a minha frente.
 
- Eu também te amo Haku, mais do que você pode imaginar.
 
   Ele me olhou e rapidamente veio pra perto de mim, ainda sentado no balanço, e me beijou, e aahhh.... Aquilo me entorpeceu todinha. Sabe quando você se desliga do mundo e apenas aproveita o momento? Era exatamente isso que estava acontecendo, eu fechei meus olhos e aproveitei pra aguçar meus outros sentidos. Pude sentir o gosto dele mais claramente e senti sua respiração quente e falha no meu rosto. E eu simplesmente adorei isso. Estava em êxtase, o beijo dele era uma droga pra mim, e acho que já viciei e tenho certeza que nem tratamento resolve. Estava tão entregue àquele momento que a separação de nossos lábios foi como um baque.
 
   Eu estava memorizando o gosto de Haku quando ele me olhou apreensivo e começou:
 
- Chihiro, eu sei que me confessei hoje, sei que demorei 6 anos, e sei que talvez você não queira esse tipo de relacionamento agora, ou melhor, comigo, mas eu preciso te perguntar: você quer namorar comigo, Ogino Chihiro? – ele disse de uma vez.
 
   Eu podia jurar que via uma barra de progresso a minha frente, sabe aquelas de computador? Ela estava 95, 96, 97, 98, 99, ... 100. E quando eu processei aquilo explodi de felicidade por dentro.
 
- Claro que sim Haku! Por que demorou tanto pra perguntar? – eu respondi e sorri com a boca e com os olhos pra ele. Minha felicidade foi tanta que eu pulei do meu balanço, corri e me joguei em cima dela, acabamos os dois no chão. Eu por cima e ele me olhando intensamente.
 
- Bom, então, se me permite. – ele disse e puxou minha nuca pra baixo e selou nossos lábios num selinho carinhoso, mas depois ele pediu passagem com a língua e eu cedi e entreguei tudo naquele beijo, mostrei a ele o tamanho da saudade que eu senti todos esses anos, mostrei o amor que descobri, senti e desenvolvi aquele tempo todo. E parece que isso só serviu para “esquentar” o beijo. Nossas línguas se enroscavam desesperadas, querendo marcar em si o gosto um do outro. Mas como somos infelizes seres vivos que precisam da droga do oxigênio, tivemos que nos separar e encostamos nossas testas uma na outra e ficamos nos olhando, sem nada dizer. Afinal, em momentos como esse não havia nada a se dizer, apenas a se sentir. Sabe aquele ditado popular: “uma imagem vale mais do que mil palavras”? Ele nunca fez tanto sentido como naquele momento. Haku deu um sorriso tão lindo que tive vontade de chorar. Aquele sorriso disse tudo que ele não ousou pôr em palavras.
 
- Bom, acho melhor irmos. Um dia quero conhecer seu pai e não quero que ele se lembre de mim como o “menino inconsequente que ficava com a filha até tarde da noite fazendo sabe-se-lá-o-que” – ele disse com uma cara divertida e ao mesmo tempo apreensiva.
 
   Eu apenas ri e concordei com a cabeça. Seguimos caminho até minha casa e ele me deixou na porta. E ele disse:
 
- Bom, até amanhã namorada. – ele disse dando ênfase no “namorada” e beijou minha testa.
 
   Eu apenas disse um “Até” e acenei quando ele virou e fiquei olhando-o até ele dobrar a esquina e eu perde-lo de vista. Entrei em casa e meus pais até me questionaram sobre o que eu tanto fazia àquela hora da noite na rua, simplesmente respondi que uma amiga que tinha se mudado voltou e que passei a tarde na nova casa dela. Eles aceitaram a explicação que não era completamente mentira e eu subi pro meu quarto e deitei na cama, lembrando de tudo que tinha acontecido e pensei: “Kami, se isso for um sonho, me coloca em coma porque eu não quero acordar nunca”. Adormeci logo em seguida.
 

***

 
   No dia seguinte eu acordei, me arrumei e quando saí de casa dei de cara com Haku escorado na cerca que tinha e volta da minha casa. Quando ele me viu sorriu e disse:
 
- Bom dia! Dormiu bem?
 
- Bom dia. Maravilhosamente bem – respondi sorrindo.
 
- E posso saber o porquê? – ele perguntou, se aproveitando da situação.
 
- Ah... Você sabe – eu respondi ficando vermelha.
 
- Não, eu não sei mesmo o motivo – deu um sorriso de lado quando terminou de falar.
 
   Filho da mãe que eu amo, pensei.
 
- Foi por sua causa. Feliz agora? – respondi ficando emburrada.
 
- Você não sabe o quanto – ele me respondeu e enlaçou minha cintura e me beijou. Mas estávamos com pressa então não demorou muito.
 
   Seguimos o caminho para a escola de mãos dadas, mas quando chegamos ainda era cedo e quase ninguém viu nós dois daquele jeito. Entramos na sala e ele se sentou na carteira a minha frente enquanto Risa não chegava e ficamos conversando. Aos poucos os outros foram chegando e umas meninas vieram falar com Haku, eu as encarei com uma aura demoníaca (N/A: se vc assistiu Lovely Complex sabe do que estou falando), mas não disse nada e elas me olharam com cara de quem comeu e não gostou e foram pra seus lugares. Vi Risa passando pela porta com o Otani-kun e eles, como sempre, estavam brigando por algo pequeno. Por que aqueles dois não assumem que se gostam? Maldita diferença de altura. Risa deu língua pra ele, encerrando o discussão e veio em nossa direção soltando fumaça pelas orelhas.
 
- Bom dia – disse.
 
- Bom dia! E aí, qual foi o motivo do casal estar brigando logo cedo? – eu perguntei.
 
- Não faço a mínima ideia, já até esqueci. Só sei que estou com uma vontade imensa de jogá-lo pela janela – ela disse, olhando feio pra ele, que estava do outro lado da sala conversando com uns meninos.
 
- Ah, mas você não pode fazer isso, ou quer ficar viúva antes mesmo do casório? – eu disse, zombando dela.
 
- Hahaha, muito engraçado – ela disse irônica.
 
   Nessa hora, Haku disse que ia pro lugar dele, se levantou e foi. E Risa não perdeu tempo e começou o interrogatório, só faltou apagar as luzes e colocar um abajur na minha cara.
 
- E aí? Como foi? Rolou alguma coisa? Se acertaram? Ele beija bem?
 
   A olhei com espanto e ralhei:
 
- Risa!
 
- Estou brincando, mas me conta logo! – ela disse impaciente.
 
   E então contei tudo pra ela, até a parte sobre Lin, mas disse que era irmã dele, e quando contei sobre o pedido de namoro ela se sobressaltou:
 
- O QUÊ? ELE TE PEDIU EM NA..... – tapei a boca dela antes que terminasse e briguei com ela.
 
- Ô sua louca, quer que eu te compre um megafone? Não tá alto o suficiente, acho que só a sala toda ouviu.
 
   Ela parou e se desculpou, e ficou dando piti em silêncio, parecia que estava tendo um AVC, mas o ataque dela teve que parar porque o professor tinha entrado na sala.
 
   Na hora do intervalo eu resolvi ficar com Risa e comíamos na sala, não queria chamar atenção estando com Haku com toda aquela intimidade. Mas ás vezes acho que Kami não gosta de mim, porque enquanto comíamos eu ouvi Otani-kun gritando:
 
- O QUÊ? VOCÊ E A OGINO-SAN ESTÃO NAMORANDO? – e nessa hora eu parei pra filosofar um pouco. Esses dois são iguaizinhos, a regra “Os opostos se atraem” não funciona com eles, exceto na altura talvez.
 
   E sabem minha reação quando a sala inteira olhou pra mim? Eu bati minha própria mão na minha testa e praguejei os ancestrais de Otani-kun, porque se praguejasse os futuros filhos de minha amiga ela ia me dar uma voadora no meio da fuça. Tudo que ouvi foi uma comoção e Risa resmungando:
 
- Anão estúpido – e dessa vez eu concordei plenamente. 


Notas Finais


Beeeem, foi isso. Se puderem e quiserem me digam oque acharam, isso é muito importante.
Ja nee.


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