1. Spirit Fanfics >
  2. Um Amor sobre Teias >
  3. 11 : Tendo a certeza

História Um Amor sobre Teias - Capítulo 12


Escrita por:


Capítulo 12 - 11 : Tendo a certeza


Fanfic / Fanfiction Um Amor sobre Teias - Capítulo 12 - 11 : Tendo a certeza

Narração Especial


Assim que estava em frente a porta de sua casa, Isa olhou para cima antes de girar a maçaneta, na esperança que o avistasse e apenas viu o homem-aranha jogando sua teias ao fim da rua.

- Ah, eu estou ferrada! - ela expressou para si mesmo, depois abriu a porta e entrou.

- Boa noite filha! - Alejandro, o pai da jovem que estava sentado na poltrona da sala, a cumprimentou mesmo de costas.

- Como sabia que era eu? - a morena pergunta antes de depositar um beijo no topo da cabeça do mais velho.

- Porque essas horas todos já estão em casa, menos você. - André se fez presente no cômodo - Onde estava?

- Na casa da Agus. E não fale isso como se eu chegasse sempre tarde.

- Deveria pelo menos, ter atendido o celular.

- Não é para tanto, André. Ainda é cedo da noite e a Isa não é mais uma criança - Alejandro a defende. - Querida, da próxima vez nos avise quando for chegar a noite.

- Apenas estava preocupado com a minha irmã. A cidade anda muito perigosa ultimamente.

- Ainda naquele caso filho? - o pai questiona.

- Acreditam que foram 27 homens treinados contra um cara fantasiado? E o delinquente ainda fugiu.

- Ele não é um cara fantasiado, é o homem aranha. - a garota rebate.

- Não importa o nome. O sujeito esconde seu rosto.

- Talvez pela sua própria proteção. Ele está ajudando a combater os criminosos, se mostrasse quem era, muitos poderiam tentar se vingar.

- Por que está defendendo ele, Isa? - o irmão perguntou estranhando o interesse da jovem naquele assunto.

- Eu não estou defendo, só apresentando os fatos. - Ela fala andando de costas até a sala de jantar. - Vou subir para tomar um banho e me trocar.

- Filha, como foi o dia? - Estela, sua mãe, a cumprimenta assim que a ver passando.

- Muito bem, mãe. - a garota sorriu largo, lembrando do que aconteceu minutos atrás. Sem acreditada que havia beijado o Julio Parker, também intitulado Homem-aranha.

- No que está pensando? - surgiu seu irmão mais novo de 11 anos chamado Eduardo, nome do falecido avô brasileiro da parte de sua mãe.

- Nada que você precisa saber. - respondeu a irmã bagunçando seu cabelo.

- Para, Isa! - o pequeno reclama saindo de perto dela.

- Daqui a dez minutos, o jantar estará pronto. - a mulher mais velha anunciou.

Enquanto isso, abaixo do chão e no esgoto da cidade, Alan fazia modificações no antídoto. Após ter voltado a forma de humano e perceber que sua perna apenas estaria enquanto ficasse na forma de lagarto, ele não mediu esforços usar seus equipamentos e fórmulas carregadas do laboratório que pertencia para melhorar sua pesquisa. O que esperar que aconteça agora?

Julio Parker


- E como você está? - Guido perguntou quando paramos em frente ao lago dentro do Parque de Retiro.

- Bem. Por que a perguntou agora?

- Porque você ficou um pouco estranho ontem quando foi embora.

- Eu fiquei surpreso por saber que o Alan Connors saiu da Osborn.

- Vocês eram amigos?

- Quando soube quem era o meu pai, ele me convidava para ir ao laboratório. Eu estava aprendendo muito com ele.

- Não ficar assim, cara. Pode ter acontecido algo, em breve ele deve mandar notícias.

- Já estou acostumado das pessoas indo embora da minha vida. - suspirei.

- Eu fui uma dessas pessoas, não é mesmo? - ele disse cabisbaixo.

- Tudo bem. Não foi sua culpa, eramos crianças.

- Como o tempo passa rápido. Eu ainda me lembro da gente brincando de salvar a galáxia, vulgo a sala da minha casa dos bonecos inimigos. - rimos.

- Muita coisa aconteceu nos últimos anos. A gente cresceu.

- Você talvez um pouco mais para me humilhar.

- Quem está dizendo é você. - voltamos a rir. Era incrível como anos de distância não havia diminuído a nossa grande amizade.

- É bom voltar a Madrid. Senti falta daqui.

- Você gosta da cidade?

- Sim, eu gosto sim.

- De alguém que quase já viajou o mundo, eu fico surpreso.

- Não é para tanto, Parker. Eu apenas visitei Hong Kong, Brasil e Inglaterra.

- E México.

- Como sabe?

- Eu vi fotos suas em Cancún com umas modelos.

- Ah, é verdade. - ele expressou como se recordasse naquele momento. - Foi legal. Mas sair com modelos é muito cansativo.

- Por que?

- Você sabe, as mesmas conversas: roupas, maquiagem, comida saudável... - apenas sorri. Eu imaginei que Guido ia se tornar um galã das mulheres, mas eu também me lembro que ele era bem impaciente com as coisas. - E você? Está namorando?

- Não. - respondi rapidamente me agachando e mexendo nas pedrinhas no chão.

- Não? Fala. Quem é a garota?

- Não estamos namorando. Quero dizer, a gente se beijou, duas ou três vezes, mas eu não contei. - ele riu.

- É claro que não contou. - ironizou.

- Está muito recente.

- Eu a conheço?

- Isabela Jane.

- Não acredito! A Jane? Você era apaixonadinho por nessa menina no ensino fundamental. Algumas coisas não mudam mesmo, em todos os sentidos. - peguei uma das pedrinhas e me levantei - Quando tomou coragem para dar o primeiro passo? Ou foi ela quem fez isso?

- É uma longa história. - joguei a pedrinha no lago.

- Não vem complicar as coisas. Se gosta da garota, fala para ela.

- Complicação é meu sobrenome. - sorri.

- Eu sei. Mas eu odeio complicações. Quando eu gosto de alguém eu digo, e quando eu não estou gostando mais também digo.

- Vou tentar seguir o seu conselho, pelo menos a primeira parte. - joguei mais uma pedrinha que saltitou para longe nas águas.

- Que arremesso! Você tem um braço forte.

- É só pegar impulso no giro do pulso. Não é tão difícil. - tentei amenizar para que ele não suspeitasse das minhas habilidades.

- Falei sério! Mostre essa sua força para Isabela e ela vai se apaixonar. Eu quero ser o padrinho do casamento.

- Calma, amigo. - rir de nervoso - Você vai mesmo ficar?

- Eu espero que sim. Estou fazendo de tudo para agradar o meu pai. Ontem ele me levou para conhecer os setores dessa filial.

- Você tem acesso permitido a todas as salas?

- Não exatamente a todas.

- Mas pode entrar numa boa, estou certo?

- Sim. Por que o interesse? Você não já visitou os laboratórios?

- Já. Só que...

- Você quer ir de novo. - ele me interrompeu - Ciências sempre foi a sua matéria favorita, mas no ensino médio arrisco ser química. - sorri em concordância - Vamos lá.

Seguimos até o prédio da Osborn, onde Guido informou que eu estava com ele. Queria tentar ir ao laboratório do Alan e quem sabe descobrir alguma prova que era ele naquele dia da ponte. No fundo, acho que ainda tinha esperanças de não ser.

Assim que entramos, o celular do Guido tocou e ele teve que se afastar para atender. Aproveitei a oportunidade para seguir a sala do Alan e obviamente a porta de vidro estava fechada. Me escorei na parede de frente desapontado, foi quando avistei o que precisava para ter a certeza.

O camundongo que havíamos aplicado aquele o antídoto pronto, estava no chão após ter quebrado um dos vidros do quadrado que o prendia e devorar o rato que era seu companheiro. Seu tamanho também estava maior que o normal e suas garras desproporcionais para o próprio corpo. Se um bichinho chegou aquele estado, imagina o que poderia causar em um ser humano?! De repente, o rato mutante virou fazendo um som que minha reação imediata foi sair correndo dali. Ação que me fez se arrepender mais tarde por não ter tirado uma foto. Tudo que fiz em seguida foi enviar uma mensagem para o Guido, já no meio da rua, avisando que eu tinha saído. Só havia um lugar para ir.

Entrei na delegacia imediatamente, mas fui barrado no meio do local por um dos policiais. Quando percebi quem era, segurei mais nas alças da minha mochila onde estava a minha roupa de homem-aranha guardada.

- Olá. Eu sou o Julio Parker.

- Você é um estudante. Não deveria estar no colégio? - André perguntou.

- O turno terminou mais cedo. - respondi.

- Então, como posso ajudar?

- Eu gostaria de dar uma informação sobre o lagarto gigante.

- Ah... - ele bufou - Já recebemos muitos relatos, porém nenhuma prova. Então, não se preocupe deve ser apenas um boato. - ele deu as costas em direção a uma escada.

- Não é um boato. - afirmei o seguindo, enquanto subíamos os degraus. - Tem mesmo um lagarto gigante, mas acredito que ele pode ser mais perigoso do que parece e eu sei quem é. - o policial parou bruscamente se virando.

- Você sabe quem é?

- Sim. É o Dr. Alan Connors.

- O cientista das empresas Osborn?

- Exato. Recentemente ele deixou o laboratório sem motivo aparente. Tenho certeza que isso está interligado.

- Como tem certeza disso?

- Esse homem trabalha com cruzamento genético por muito tempo, sofreu um acidente em que perdeu sua perna e estava tentando fazer crescer de novo. Mas deu alguma coisa errada na equação o transformando em um lagarto mutante. - o homem a frente riu com o que falei. - Estou dizendo a verdade.

- Quer que eu acredite que um estudante do ensino médio sabe tudo isso do nada?

- Ele era um amigo da minha família. Por favor, Sr. Watson precisa fazer alguma coisa.

- Só temos relatos de uma parição. Se esse bicho existisse ele ia aparecer outras vezes.

- Pode estar tramando alguma coisa e as pessoas estarão em perigo. Precisamos alertar a todos.

- Está bem. Escute o plano. Eu vou voltar a fazer o meu trabalho e você vai para casa tentar não sonhar mais com esse lagarto gigante. - ele se afasta, mas eu não desisto.

- Isso é sério! Acredita em mim! - grito.

- Leve o rapaz para casa. - André ordena a dois policiais que passavam e os tiras vem em minha direção me empurrando para a saída, ao mesmo tempo que André sumia no corredor.

- Policial Watson! - me chacoalhei para que os outros me soltasse - Ok, já estou indo. Eu vou com as minhas próprias pernas. - avisei e os homens me deixaram sair sozinho. - Obrigado.

 _ _ _ _ 



Notas Finais


Prevejo ranços do André kkkk

E o que vocês acham dessa amizade do Julio e do Guido? 

Hoje não teve cena isulio porque estou deixando o melhor para o próximo capítulo hehe

Obrigada por lerem e desculpem algum erro, não revisei. 

Até a próxima segunda! 


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...