História Um amor tatuado(r) - Capítulo 11


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 4.131
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - Dez


Raphael


Estranhamente sinto me como se estivesse em casa, na casa da Bia, o cheiro dela está no meu corpo, queria que ela estivesse comigo. O que está acontecendo entre nós?

Vou tomar um banho e ir para o estúdio, preciso conversar com ela e tentar fazer com que aceite que fiquemos juntos, não quero perdê-la.

Chegando no estúdio, escuto o que não queria, Sophia perguntando se Bianca e o mauricinho (Bernardo), tem um rolo, para minha surpresa, Bia não nega, quando me vê fica desconfortável, estou com uma raiva, uma fúria parecida com o que sentir quando o câncer venceu a batalha e perdi minha mãe, preciso me afastar dela, tenho que pensar com clareza.

Cumprimentando às duas, vou para o escritório, minhas mãos estão tremendo, sei que não posso tatuar ninguém hoje, chamo Sophia:

— Mano você sumiu esse final de semana, fiquei preocupa.

Lembro que estava com Bianca literalmente em meus braços, sentindo me feliz como a muito tempo não sentia.

— Me desculpa! Não foi essa a intenção, estava precisando me desligar do mundo, estava bem, pode ter certeza!

— Estava tão bem e chegou assim! O que aconteceu? Posso ajudar?

— Vai passar Caçula, mas estou bem! Cancela as sessões de hoje por favor!

— Certo! Tem certeza que não quer conversar maninho?

— Tenho, bem mesmo não estou, mas irei ficar. Só preciso de um tempo, colocar os pensamentos em ordem.

— Se precisar conversar, nem preciso terminar essa afirmação! Sabe que te dou bronca, mas estou sempre ao seu lado.

— Eu sei! Mas por agora preciso pensar, e nada mais... obrigada por tudo, não te mereço e nem agradeço o suficiente por estar ao meu lado em todos os momentos.

— Rapha o que aconteceu? Assim você me assusta, some e reaparece todo estranho e agora isso.

— Não foi nada Caçula, só precisava dizer o que sinto, esses últimos meses briguei muito com você, por me abandonar. Não pensei no seu lado, na verdade na maioria das vezes fui egoísta querendo você sempre por perto, sem entender que não sou a única pessoa importante na sua vida. Espero que depois das minhas chatices ainda seja uma dessas pessoas.

— Lógico que é Mano! Te amo muito! — Vem me abraçar, ficamos assim por um curto tempo, estava mesmo precisando desse abraço. — Maninho não sei o que aconteceu, mas seja lá o que for, você é importante, muito.

— Obrigada!

Sophia me dá um beijo no rosto e vai embora, antes de sair do escritório mando uma mensagem para Letícia: "Se não for pedir muito, gostaria de te ver, beijos!"

Passo por elas feito um foguete, nem olho na direção da Bianca, vou para a praia, que joguei as cinzas da minha mãe.

Olhando o mar, sinto como sou pequeno na imensidão desse mundo, caminho pela praia até cansar, sento na areia e converso com minha mãe, como fazíamos quando estava viva.

"Mãe, a senhora não gostaria da vida que venho levando, mas em minha defesa não machuquei ninguém com meus rolos, só Letícia, e vou tentar resolver as coisas com ela. Não sei se a culpa foi minha ou da situação, nunca senti nada mais forte que carinho, que não deixa de ser importante em um relacionamento, mas é preciso mais que isso para querer dividir sua vida com outra pessoa, acho que o certo não é dividir e sim somar. Pela primeira vez, senti vontade de ter um relacionamento, mesmo sem conhecer Bianca a muito tempo, na verdade mal nos conhecemos, mas algo nela despertou em mim essa vontade de passar meus dias e noites ao seu lado, como o nosso final de semana. Nunca falei antes de sexo tão explícito com a senhora, mas com ela foi diferente, urgente, como uma necessidade, nunca tinha sido assim, estou tão confuso mãe. Confesso que estou com ciúmes, ela tem um amigo, Bernardo, que me garantiu que era só isso, mas ela não negou ter algo com ele quando Sophia perguntou, agora com a cabeça no devido lugar, percebo que posso ter interrompido a sua resposta. Desde o começo, fiz besteira, dizendo que só seria sexo, sabendo que não era só isso que queria, fui covarde, não quis assumir o que sentia. Prometi que não quebraria a regra de misturar trabalho com vida pessoal, já que aprendi da pior forma, quando fiquei com uma cliente, e acabou misturando tudo, não teve nenhum dano, ela só era gananciosa e pensou que teria comigo uma fonte de tatuagens grátis e dinheiro. As vezes consigo rir das furadas que já entrei. Sinto tanto a sua falta! Mais do que permito admitir, não por não querer sentir e sim por sentir demais ao ponto de querer estar com você, seja lá onde a senhora estiver. Sophia assumiu o seu lugar, é engraçado, me liga perguntando onde estou, com quem, depois de passar quinze dias sem querer sair da cama ou comer, Sophia disse:

Também sinto falta dela! Mas se você continuar assim, vai morrer de inanição, e sua mãe não ficaria feliz!

Fez com que mesmo na dor, levantasse, e foi o que aprendi, seu rosto é minha primeira lembrança quando acordo e a última quando vou dormir. Queria te ter ao meu lado! Sinto falta do seu cheiro e do seu carinho, te amo!"

Uma brisa passar no meu rosto, sinto como se tivesse sido beijado, se será possível ser minha mãe respondendo, dizendo que está e estará sempre ao meu lado.

O celular vibra no bolso, é Letícia.

— Oi! — Diz Letícia.

— Let podemos conversar?

— Para quê? Você já foi babaca o suficiente não!

— Merecia essa! Mas realmente queria falar com você!

Ela fica em silêncio, olhando para o celular sei que ainda está ouvindo.

— Let sei que você não tem nenhum motivo para falar comigo, gostaria de conversar, se você quiser.

— Tá!

— Em que horário fica melhor para você?

— Se você puder agora, daqui a pouco estou em horário de almoço.

Nem tinha percebido que estava a tanto tempo sentado aqui.

— Pode ser no meu apartamento?

— Não acredito que está me ligando para transar?

— Calma! Não é isso! É que estou todo sujo de areia da praia, passaria aí e almoçaríamos na minha casa.

— Combinado então! Aconteceu algo?

— Não, pra falar a verdade mais ou menos. Como sabe?

— Você vai à praia sempre que quer relaxar!

— Você me conhecer tão bem!

— Verdade, estou te esperando.

—Daqui a pouco chego.

Encerrando a ligação, vou caminhando para o carro e não lembro bem onde foi que deixei, depois de uns quinze minutos o encontro, está quente feito inferno, entrando dou partida e ligo o ar-condicionado. Quando chego no salão onde Let trabalha, ela já está na frente me esperando, como sempre fez, encosto e ela entra rápido, me olha e não consigo identificar os seus sentimentos nesse momento, é estranho, nunca fiz isso antes, espero fazer da maneira certa, quebrando o clima estranho falo:

— O gato comeu a sua língua?

— Não, é que não sei o que dizer e nem o que devo esperar!

— Entendo.

Pergunto amenidades do seu dia, de como tem passado, conversar sobre nada específico é mais fácil do que me desculpar.

A trânsito estava numa constate, chegamos rápido, subimos, lhe digo para pedir o almoço e vou tomar banho, quando volto ela está vendo algo no celular, me olhando diz:

— A comida já está chegando, posso tomar banho?

— Lógico! Você precisa de alguma coisa?

— Você pode pegar o vestido que deixei aqui!

— Na verdade não sei onde você colocou, pode ir pegar.

— Obrigada!

Quando volta está visivelmente mais relaxada, diz:

— O que você quer falar que não poderia ser por telefone?

— Queria me desculpar!

— E não podia ser por telefone?

— Não! Sei que nada irá fazer com que mude a maneira como lhe tratei, só gostaria de dizer que errei, não tenho como corrigir esse erro, nenhuma palavra será suficiente.

— Rapha na verdade, já sabia, só não queria admitir. Depois de três meses, me convenci que tínhamos mais do que mero caso, casual. Fiz um drama desnecessário! Meus sentimentos mudaram... não sei o que deu em mim. Quando a Júlia disse que você estava com Anna na boate fiquei com raiva. Só que já esperava por isso, você tinha parado de ligar, soube no momento que as ligações pararam que tinha acabado. Queria que você tivesse ligado ou mandado uma ligação para tentar te convencer do contrário, mas ainda bem que não o fez, iria me sentir mais constrangida do que já estou.

— Mais você tem razão, deveria ter conversado com você, por isso peço desculpas!

— Me desculpe também! Por te mandado todas aquelas mensagens, te cobrando algo que não tínhamos.

— Podemos ser amigos, como éramos?

— Lógico!

Almoçamos e a levo de volta para o trabalho, volto para casa, estou tão cansado que durmo assistindo ao jornal na TV.

Acordo, troco de roupa e vou no apartamento da Bia, preciso fazer com que ela também deseje ficar comigo. Quando estou chegando perto do apartamento dela, a vejo beijando um homem, só pode ser Bernardo, não paro, vou voltar para casa, sinto o celular tocar atendo sem olhar a identificação:

— Oi!

— Oi, é!

— Fala Júlia! Estou no trânsito, não vi que era você!

— Estou querendo companhia! Pra ser mais clara, a sua.

— Já estou a caminho!

Se Bianca seguiu em frente, vou fazer o mesmo.

Júlia abre a porta da sua casa com um roupão e sei que está nua, sua recepção e sempre calorosa.

Esqueci de tudo que estava tirando minha paz, mas o sexo foi diferente, não no prazer do corpo, no vazio depois.

Acordo com Júlia em cima de mim, esfregando, sua excitação no meu membro semiereto, estava sonhando com Bianca, estávamos nas preliminares, ela me masturbava, só que quem estava era Júlia, retiro Bianca da cabeça e penso no momento presente, troco a posição, pego uma camisinha no criado-mudo.

Não sou delicado com Júlia que grita meu nome e arranha minhas costas, gozamos rápido, deixo ela se recuperando e vou tomar um banho, preciso ir embora daqui, estou sentindo um vazio pior do que quando ficamos ontem.

Chegando no estúdio, recebo uma mensagem de Sophia dizendo que não vem trabalhar, que me explica depois, pergunta como estou, estou respondendo quando Bianca chega, está tão linda, me olhando sinto como se ela tivesse o poder de saber o que fiz, me sinto mal por ter esse vazio e saber que fui o único responsável.

Bia diz que se quiser posso demiti-la, não devo temer por termos ficado e tal... uma conversa sem pé e cabeça, lhe digo que ela não tem nada a temer, ela faz a fatídica pergunta, querendo saber o motivo de estar tão chateado ontem, tudo passa na memória, a pergunta de Sophia, que me lembra do Bernardo e do motivo de está com tanta raiva, ela beijando outro, dou-lhe uma resposta amarga e sei que a magoei, mas também estou magoado, que ela sinta um pouco da dor que estou sentindo.

Bia fica desconfortável com minha presença e também estou com a sua, quero lhe perguntar tantas coisas, mas não devo, não agora que estou chateado e ela nem olha em minha direção, vou para o escritório, mesmo ela estando com raiva é melhor do que a sua ausência.

O dia passa e a noite chega, e continuo sem saber como resolver as coisas entre a gente, depois que Bia voltou do almoço, tentei amenizar minha grosseria e levei um tapa na cara, com palavras, muito merecido, mas sua indiferença doeu muito mais do que imaginei a princípio.

Quarta-feira, um novo dia, uma nova oportunidade.

Pego o celular, tem várias chamadas da Sophia, retorno a ligação imediatamente, meu coração está tão acelerado que estou sentindo ele batendo contra o peito, assim que Sophia atende sinto um alívio, por saber que nada aconteceu com ela e pela sua voz com nenhuma outra pessoa;

— Você me ligou umas vinte vezes, o que aconteceu?

— Estou bem! Calma!

— Calma, Caçula! E isso que me diz, depois de todas essas ligações, se fosse outro teria morrido de ataque cardíaco. Todas as ligações foram porque?

— Só queria te contar uma novidade, queria que você fosse lá em casa jantar, comemorar.

— Comemorar o que?

— Não vou falar por telefone, quando chegar aí te conto maninho. Tchau!

Fala desligando, Sophia e mesmo uma figura.

Sophia chega com Bianca, estão em uma conversa animada, depois de guardar sua bolsa, vem falar comigo:

— Desculpa maninho, não quis te assustar. Queria que você fosse um dos primeiros a saber, mas você passou a não atende a droga do celular.

— Estava muito cansado e capotei na cama quando cheguei em casa.

— Vou parar de enrolar, você vai ser titio! — A felicidade está estampada em cada palavra dita. — Você vai ficar olhando com essa cara de bobão ou vai me parabenizar?

— Parabéns! Mamãe! — Levanto, abraço minha irmãzinha. — Não estou acreditando!

— Nem eu!

— Até ontem você iria casar, agora tem uma família completa.

— Verdade. Estou pirando, nunca imaginei ser mãe tão nova.

— Eu sei, você sempre disse que seria a tia por muito tempo, depois quem sabe a mãe, olha só você agora! Minha irmã responsável. Que essa criança te de alegria a cada olhar, selando a sua união com Enzo.

— Que lindas palavras Rapha! Obrigada!

— Falando em Enzo, como ele está?

— Pirou de alegria, está tão animado, ninguém segura o pai de primeira viagem.

— Quem está comemorando ontem na casa de vocês?

— Mãe e os pais do Enzo.

— Desculpa, por perder esse momento, queria muito está com vocês!

— Eu sei... olha a galera ainda não sabe, bico calado, vamos contar na sexta feira na boate.

— Combinado então! Mamãe!

— Para! — Diz sorrindo. — Bebezão!

— O bom é que você já treinou comigo, cuida de mim como uma mãe.

— Nunca tinha pensado por esse lado, se cuidei de você até agora, uma criança vai ser moleza, ela nunca daria mais trabalho que você, em hipótese alguma.

— Chata!

— Olha quem fala, o professor da implicância.

Terminamos de conversar e voltamos ao trabalho, estou muito feliz por ela.

Será que um dia vou ser pai?

Estou no escritório respondendo uns e-mails, quando Sophia entra dizendo que a Júlia está aqui querendo falar comigo, merda, o que ela quer aqui? Digo para deixá-la entrar.

— Raphinha! — Caminha na minha direção e se senta, sei que está querendo alguma coisa. — Você esqueceu lá em casa. — Me entregando o cordão de ouro branco que estava usando, e nem lembrava, sai de lá o mais rápido que conseguir, como se isso apagasse o que fizemos. — Será que foi uma desculpa para voltar?

— Não! Obrigada! Não precisava se incomodar trazendo, era só dizer que iria buscar.

— Você diz que não foi uma desculpa, não é o que parece.

— Não foi e sabe muito bem que não sou de ficar enrolando, não preciso de desculpa quando quero algo e você sabe muito bem. — Estou sendo grosso, droga. — Desculpa, estou com muito trabalho e não estou para joguinhos, sei que essa é a sua especialidade.

— Se fosse outra, estaria ofendida. Jogar é o que faço de melhor, estou esperando pela próxima partida. — Solta um beijo no ar, pisca o olho esquerdo e vai embora.

Sophia detesta ela e sei que vou escutar sermão.

Quando estou trocando a camisa que sujou com um pouco de sangue, Bianca entra no escritório, sei que é ela pelo perfume, e estamos sós, queria tanto tê-la em meus braços, a olho com esse pensamento, mas ela está com raiva de algo, droga, os arranhões, agora ela sabe que dormir com outra, mas se ela pode está aos beijos com outro na rua não tem o direito de me cobrar nada.

— Me desculpe Raphael, só vim deixar o seu almoço.

— Obrigada, Bia...nca!

Esqueci que não devo chamá-la com tanta intimidade, merda, essa mulher tem o poder de bagunçar os meus pensamentos.

— De nada!

Agora estou só, olhando para comida, lembro de como foi bom o almoço no domingo, e depois.

— O que você seria se não fosse tatuador? — Diz Bia curiosa. — Já até sei, músico, aqueles artistas bem carismático, que nem precisaria ter uma música boa pra fazer sucesso.

— Não sei se isso foi um elogio ou crítica!? Mas se foi um elogio obrigado, mas não me acho nem um pouco carismático.

— Mas é, e muito charmoso também.

— Há, sou é! Sou mais o que?

— Inteligente! Bonito, bonito é pouco... — Ela me olha e sorrir, sou contagiado por essa alegria que vejo em seus olhos. — você é um daqueles homens que para o trânsito, que os outros homens queriam ser, deve chover mulher na sua horta.

— Bia!

— Okay. Okay! Nada de falar em outras mulheres. Essas suas tatuagens são enigmáticas, tenho um palpite de uma, mas não vou falar nada.

— Há, vai!

— Não vou!

— Vai sim, tenho meus métodos!

— Primeiro você vai ter que me pegar.

Bia tenta se levantar da cama, mas sou mais rápido que ela e a puxo de volta para cama.

— O que você estava dizendo mesmo?

— Hum, que você não vai conseguir me fazer falar!

— Vou sim!

— Não vai!

Ela passa a mão no meu rosto como se quisesse reconhecê-lo de olhos fechados, estou absorvendo o seu toque, é tão bom e diferente, vai descendo a mão até chegar no meu pênis semiereto, começa a movimentar, estou completamente entregue a ela, que está me apertando e acelerando cada vez mais, estou tão perto, Bia faz o movimento para trocarmos de posição, deitando na cama ela continua me masturbando, que agora se posiciona em cima de mim, parando de me masturbar e começando a se masturbar com o meu pênis, fazendo movimentos circulares no seu clitóris, isso é bom pra caralho, estou quase gozando só de vê-la tão entregue a mim. Os seus espasmos começa e quero gozar dentro dela, quero tê-la se contraindo no meu pau, gritando o meu nome.

— Bia senta logo, quero estar dentro de você!

— Como é que se fala!

— Quero ter essa buceta me apertando, quero logo! Não aguento mais!

— Alguém está tão perto, é bom né! É assim que fiquei quando você estava me chupando, louca por mais, ardendo por dentro, meu corpo implorando para te ter bem fundo.

— Que boquinha mais suja, fala mais vai!

— Você gosta da minha boca suja né!

— Ô, se gosto!

— Quer minha boca suja ou minha buceta molhada?

— Essa sua bucetinha.

Bia começa a se sentar no meu pau bem devagar, quando está na metade sai, sei que está me torturando, e gosto, gosto da nossa entrega, quando estou todo dentro dela, ela começa a subir e descer em um ritmo rápido, apoia suas mãos nas minhas coxas, está tão aberta que vejo meu membro entrando e saindo, estou muito perto.

— Estou quase lá, goza Bia, goza minha gostosa da boca suja!

Gozamos juntos, foi uma experiência única.

— Você disse que tinha uma forma de me fazer falar, mas esqueceu tão rápido!

Sorrindo, passa os dedos na minha boca, me beija e deita a cabeça no meu peito, adormecemos.

Estou duro, só de lembrar dela, preciso tê-la de novo, a quem quero enganar, preciso dela na minha vida, vou fazer com que fique comigo, e esqueça o mauricinho.

Vou ao apartamento dela, toco a campainha, Bia está linda, só quero abracá-la e dizer o quanto quero fazer parte da sua vida.

— O que faz aqui? Aconteceu algo com a Sophia?

Minha aparência não deve estar boa para fazê-la imaginar que aconteceu algo com Sophia.

— Precisava te ver fora do trabalho, imaginei que estaria em casa já que não avisou que talvez demorasse, um palpite.

Me aproximo, toco o seu rosto e sinto seu corpo se arrepiar com meu toque, quando estou perto o suficiente para beijá-la, diz:

— E o que tanto precisava falar comigo fora do trabalho?

— Precisava sentir que o que aconteceu aqui foi real, não uma ilusão.

— Foi... muito bem colocado.

— Mas poderia...

— Nem termina essa frase, nossa relação é estritamente profissional. Deixamos isso bem claro, para ser sincera você deixou isso bem claro antes de qualquer coisa acontecer.

Ela está chateada.

— Mas se deixássemos a nossa relação profissional no trabalho e fora dele poderíamos ficarmos juntos? Foi maravilhoso o nosso final de semana, revivi ele todos os dias.

— Percebi, só que com uma mulher diferente! Não, obrigada pela oferta! Se era isso, já pode ir.

Quando vou dizer que ela está me julgando, mas estava aos beijos com outro na rua o celular toca, Bia corre para atender como se fosse apagar um incêndio, vou esperar ela terminar a ligação para fazer o que for possível para nos resolver, ela diz:

— Alô!

Silêncio.

— Para Ber!

Silêncio.

— Está confirmadíssimo. Só falta escolher o que vamos assistir.

Já ouvi o suficiente, ela já fez sua escolha. Volto para o estúdio, não vou correr atrás dela, me humilhando.

Bianca chega e só tratamos de assuntos de trabalho, vou tratar de esquecê-la.

Antes de Sophia ir embora, vem no escritório para se despedir.

— Maninho, não tem mais ninguém marcado, você ainda vai ficar por aqui?

— Vou, vocês podem ir!

— Tchau!

Quando Sophia está quase saindo, falo:

— Sophia.

Ela me olha em expectativa.

— Você sabe se Bianca tem alguém?

Falo quase sussurrando, Sophi se aproxima.

— Porque o interesse?

— Curiosidade.

— Ela não está com ninguém!

— Tem certeza? E o amigo dela da boate?

— Tenho, Bernardo é só um amigo, ela estava com alguém que não sei dizer o motivo pelo qual terminou.

— Entendo. Obrigada!

— De nada! Mas porque o interesse?

— Feche a porta!

É o que Sophia faz, volta e se senta na cadeira na minha frente.

— Não tem outra forma de contar, foi com ela que passei o final de semana.

— Como?

— Depois que ela me trouxe, passei mal, fui para o seu apartamento e uma coisa levou a outra. Mas já estava interessado nela antes disso. Aí ouvi você perguntando do Bernardo quando cheguei, ela não negou, fiquei com raiva, porque ela tinha me garantido que eram amigo, fui para praia pensar, a noite quando tentaria conversar a vi beijando outro.

— Olha posso garantir, pelo pouco que a conheço que ela não teve e não quer ter nada com o Bernardo, ela parece gostar desse outro, não sei se é você ou outra pessoa. Mas faz sentido ser você, quando disse a ela que iria ligar, perguntando de você, ela ficou vermelha, mas como falo demais não reparei na reação dela até agora. Você tem certeza que era ela beijando outro?

— Sim. Estava no carro, mas sei o que vi.

— O que você viu.

— Ela se beijando com outro.

— Mas estava perto, viu bem o rosto dela?

— Não, só vi o cabelo, ela estava de lado.

— Você não parou e pensou que talvez não fosse ela?

— Não.

— E onde a Júlia entra nessa equação?

— Depois que vi Bianca beijar outro...

— Supostamente!

— Que seja! Estava furioso, Júlia ligou querendo, você sabe bem o que, fui.

— Agora entendi o motivo da Bianca perguntar o que ela era sua, acabei entregando que era uma das suas ficantes.

— Pior foi ela ver os arranhões que a Júlia fez.

— Mancada, Rapha.

— Você acha que não sei disso, tentei resolver as coisas é só piorei. Ouvi ela marcando um jantar com Bernardo e fui embora do apartamento, sem me despedir.

— Jantar, não é nada demais. Como falei, são amigos.

— Tem certeza!

— Tenho!

— Não sei o que fazer!

— Dá um tempo! E vê como você pode resolver a situação.

— Obrigada!

— Precisando. Só tenta não estragar, mais, é a primeira vez que te vejo tão encantado com alguém.

— Ela mexe comigo, é diferente.

— Então não a deixe escapar.

— Vou tentar! Mais uma vez, obrigada!

Sophia se levanta, me dá um beijo no rosto e diz:

— Juízo irmão!

— Vou tentar!

— Certo.

Terminando o procedimento de esterilização, vou para casa, estou cansado, preciso pensar em alguma forma, que possa fazer com que Bia, queira ficar comigo.

Meu celular toca, como queria que fosse ela, é Júlia.

— Oi, Júlia!

— Vem aqui? Queria tanto sua companhia!

— Não vai dá, estou cansado!

— Amanhã?

— Júlia, pra ser sincero não vai mais rolar. Estou em um relacionamento.

Júlia rir.

— Desde quando? Tudo bem. Você tem os seus rolos, e acaba na minha cama no fim. É para mim que sempre volta.

— Não é bem assim, ficamos, não pense que é mais que isso Júlia. — Há maneira que ela fala me irrita mais do que deveria. — E não vai acontecer de novo! Dessa vez não é um rolo.

— Se você está dizendo, boa sorte! — Está com sarcasmo. — Até mais!

Desliga.

Depois que fecho o estúdio, tenho vontade de ir no apartamento de Bia, mas não o faço. Chegando em casa, tomo um banho, como um sanduíche com suco, vou trabalhar para não pensar nas besteiras que fiz.

Leio alguns e-mails, faço o esboço de alguns desenhos, mando o orçamento, alguns irá precisar de duas ou mais sessões.

Já é meia-noite e meia, desligo o computador e vou dormir.



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