História Um amor tatuado(r) - Capítulo 9


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 2.059
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Oito


Bianca


Vou me encontrar com a Sophia, estou curiosa com o seu grande mistério, ela me mandou uma mensagem a noite para um café na padaria do seu Joaquim.


Hoje o dia está nublado e um pouco seco, o que normalmente não acontece nos dias assim, não estou muito animada para me produzir, resolvo colocar um macacão jeans e uma blusinha preta com sapatilha, faço um coque no cabelo, passo um brilho nos lábios.

Caminhando em direção a padaria, vejo as pessoas correndo para o ponto de ônibus, indo para os seus respectivos trabalho e penso em como à vida muda com o passar dos anos e séculos, em alguns aspectos para melhor e em outros para pior. Uma luta constante entre o bem e o mal, que todos nós seres humanos temos que passar para sobreviver. A incerteza de sair de casa sem saber se voltaremos.

Uma menina no colo da mãe sorri e a inocência daquele sorriso me mostra a importância de acreditarmos que um dia tudo irá melhorar, que um dia às pessoas vão pensar no próximo como pensam em si.

Chegando na padaria, seu Joaquim sorri e me cumprimenta, vou em direção a mesa que Sophia está sentada.

— Bom dia, Sophia!

Sophia está com um brilho no olhar diferente, é uma alegria quase contagiante.

— Dia maravilhoso! Senta logo, preciso te contar a novidade, nem o Rapha está sabendo, liguei a noite e o celular dele só fez chamar.

Me sento na cadeira na sua frente.

— Me conta logo! Estou morrendo de curiosidade, desde ontem você fazendo todo esse mistério.

— Está preparada?

— Estou!

— Estou grávida!

Sophia tá toda saltitante na cadeira a minha frente, ela está tão feliz que é impossível não perceber tamanha a sua felicidade.

— Meus parabéns! Vocês estavam tentando?

— Não. Eu desconfiei quando minha menstruação atrasou e fiz o exame de sangue, só porque sou meio paranoica mesmo, já tinha atrasado outras vezes e quando recebi o resultado deu negativo.

— Como você está se sentindo? Era o que você queria?

Sophia sorri.

— Estou bem fisicamente, não estou tendo nenhum sintoma, emocionalmente estou pirando, não estava fazendo planos de ter um filho tão cedo. Enzo ficou no céu quando contei, fiquei até meio preocupada já que nunca tínhamos feito planos sobre ter filhos, sabia que ele queria ser pai em algum momento, mas pensei que primeiro iríamos curtir a vida de casados e depois os filhos chegariam.

— A vida tem uma forma bem peculiar de se fazer presente. As coisas acontecem quando menos imaginamos.

— É verdade. Mas é uma sensação única saber que tem uma pessoinha sendo gerada por você.

— Imagino que sim!

— Sexta vamos para a boate comemorar com os amigos, não aceito não como resposta. O pessoal vai ficar sabendo lá, o Enzo falou com um dos amigos da gente e reservou um lugar legal perto da pista de dança, às meninas já não estavam lá muito animadas com o casamento, imagina agora!

— Pode contar comigo!

— Obrigada! É estranho sabe! As meninas eram bem próximas, quando comecei a sair com o Enzo algo mudou, no começo pensei que era coisa da minha cabeça e tal... mas quando falamos que iríamos nos casar a coisa piorou de vez. Nos conhecíamos a alguns anos, elas dizem que mudei, às vezes penso que sim e outras que não sabe... se tivesse mudado os meninos também diriam, eles nos zoou no começo e tal, dizendo que tinha amarrado o Enzo, mas fora isso nunca teve outros comentários.

— Posso te fazer uma pergunta?

— Lógico?

— Alguma dessas meninas já saio ou se interessou no Enzo?

— Que eu saiba não. Enzo sempre foi o mais fechado do grupo, as meninas chegavam nele e eram rejeitadas. Enzo nunca aparecia com mulheres sabe, as vezes víamos ele com alguém mais nunca se beijando. Quando ele se aproximou de mim, no começo foi bem sugestivo, até pensei que era coisa da minha cabeça até ele ir atrás de mim quando estava indo ao banheiro de uma festa que estávamos, Enzo me puxou para o quarto fechou a porta atrás de nos e me deu um beijo de tirar o fôlego. Ali nasceu a nossa estória.

— Que lindo! Enzo sempre mostrando o quanto gosta de você.

— Verdade, ele não é muito de falar e sim de mostrar. Foi assim que me conquistou, de promessas já estava cheia. Queria alguém de atitude e o encontrei.

— Mas porque você achou que as meninas estavam estranhas por causa dele?

— Assim, achei estranho o fato de coincidir delas mudarem com você depois dele. Eu tinha uma melhor amiga ou o mais próximo de uma amiga que já tive, e algumas pessoas diziam que ela tinha inveja de mim, que na primeira oportunidade ela me passaria a perna. Nunca acreditei. Achava que era inveja da nossa amizade, foi quando conheci o Bernardo. Ela a Mirela o conheceu primeiro em uma festa, meses depois o conheci só que ficamos inseparáveis, ela começou a dizer que mudei... falou tanto que acabei acreditando. Como resultado acabei me afastando um pouco do Bernardo para dar mais atenção a ela, já que éramos amigas ... vou encurtar a estória, ela inventou uma mentira para o Bernardo e a turma que saíamos as vezes, já que nunca fui muito de festa. O que ela não imaginava, era que as pessoas não acreditaria no que ela estava falando, o Bernardo veio falar comigo tentando descobrir se o que ela tinha contado teria algum fundo de verdade. Quando ele descobriu que Mirela estava fazendo isso tudo porque queria ele... Bernardo a desmascarou na frente de todos. Mirela me pediu desculpas, disse que estava apaixonada, depois por vergonha trocou o horário da faculdade.

— Que estória! Depois disso ela te procurou?

— Sim, mas disse que a nossa amizade tinha acabado, que em nome dos anos de amizade, não tinha raiva dela só não a queria mais fazendo parte da minha vida.

— Você está certíssima, uma pessoa dessas pode causar estragos estando por perto.

— Depois disso, sempre desconfio quando alguém fica o tempo todo dizendo que estamos diferente porque conhecemos alguém ou até estamos namorando.

— Você e o Bernardo... — Sophia faz um gesto engraçado com as mãos, juntando os dedos indicadores e esfregando. — já deram uns beijinhos?

— Não. Ele é meu melhor amigo, conhece minha família, minha mãe adoraria que ficássemos juntos.

— Ele gosta de você, só não vê quem é cego.

— Já me passou algumas vezes ter algo com ele, não vou negar, mas por medo de estragar a amizade não tentei. Ficar só por ficar, tenho muito carinho por ele e não queria ver isso sendo jogado fora por besteira.

— Você está certa, se não rola sentimento para se envolver é melhor não arriscar e perder a amizade. E tem alguém habitando esse coraçãozinho?

— Até tem ou tinha, para falar a verdade nem sei o que tivemos, foi só um momento bom que passou.

— Quanto mistério, quem é ele?

— Alguém que ficou no passado!

É o melhor que consigo dizer, não quero mentir. Sophia atende o celular que nem escutei tocar.

— Estou bem! Calma! Só queria te contar uma novidade, queria que você fosse lá em casa jantar e comemorar. — Pausa. — Não vou falar por telefone, quando chegar aí te conto maninho. Tchau!

Desligando ela diz:

— Rapha todo preocupado, disse que olhou o celular só agora e tinha vinte ligações perdidas minhas. Nem tinha percebido que Liguei tanto, estou com fome por dois, o que você vai querer?

— Um misto quente e suco de uva!

— Vou pedir o mesmo, preciso diminuir o café.

Pedimos a nossa refeição e continuamos conversando, Sophia é uma amiga que nunca tive, ela é bem expansiva, fala pelos cotovelos e é muito verdadeira. É o que pude notar em relação a ela nesse pouco tempo de convívio.

Entrando no estúdio, Raphael está na sua sala, acho isso estranho, mas não comento nada. Sophia vai até ele contar a novidade, vejo pelo reflexo que estão se abraçando, Sophia volta um tempo depois, e é justamente na mesma hora que uma mulher chega, me olha e cumprimenta Sophia.

— Bom dia, Sophi! Será que o Raphinha tem um tempinho?

— Não sei Julia, vou perguntar.

Júlia é bonita de uma forma exótica, alta e curvilínea, morena com um cabelo estilo Chanel. Não vejo tatuagens, tem até um jeito bem elegante.

— Ele disse que você poderia entrar.

— Obrigada!

Júlia entra e fecha a porta, minutos depois sai, não muito satisfeita.

— Tchauzinho Sophi!

— Tchau!

Quero saber quem ela é, mas sei que não devo ser intrometida, acabo não resistindo.

— Uma das suas amigas?

— Não mesmo, essa se acha a superior, uma das ficantes do Rapha.

É quando lembra da mulher que estava com ele no dia que o vi, pela primeira vez.

— Hum... sei!

Raphael realmente seguiu em frente, vou fazer o mesmo, e para de pensar nele.

A manhã passa bem rápida, entro levando o almoço do Phael, como não bati ele está de costas para a porta sem camisa e os arranhões de unhas só confirma o que já sabia, ele dormiu com outra depois do que aconteceu entre a gente, uma lágrima quer escapar mais não permito. Notando minha presença ele se vira e dá um sorriso sapeca, minha expressão não deve está muito boa porque ele muda instantaneamente.

— Me desculpe Raphael, só vim deixar o seu almoço.

— Obrigada, Bia...nca!

— De nada!

Saio de lá o mais rápido que posso o cheiro dele me faz querer esquecer tudo e só continuar ali ao seu lado. Sophia foi almoçar com a tia que a está ajudando com o casamento, como não tinha pedido almoço vou comer em casa e o deixo sozinho no estúdio.

Chegando em casa vejo o que tem para comer, vejo uma geladeira cheia de besteira, nada do que deveria é queria comer nela, ligo para o restaurante e pergunto se ainda posso fazer o meu pedido para entregar no horário de sempre, assim posso fazer uma boa refeição e descansar um pouco, como a recepcionista já é uma conhecida ela diz que sim, tomo um banho já que o almoço vai demorar um pouco.

Coloco uma roupa confortável enquanto espero o meu almoço. A campainha toca, abro a porta pensando ser o meu almoço, dou de cara com Raphael.

— O que faz aqui? Aconteceu algo com a Sophia?

— Precisava te ver fora do trabalho, imaginei que estaria em casa já que não avisou que talvez demorasse, um palpite.

Ele se aproxima, toca o meu rosto e meu corpo todo parece derreter com o contato. Não respondo, Raphael está cada vez mais próximo, lembro que tenho um cérebro.

— E o que tanto precisava falar comigo fora do trabalho?

Me afasto do seu toque que é tão familiar.

— Precisava sentir que o que aconteceu aqui foi real, não uma ilusão.

— Foi... muito bem colocado.

— Mas poderia...

— Nem termina essa frase, nossa relação é estritamente profissional. Deixamos isso bem claro, para ser sincera você deixou isso bem claro antes de qualquer coisa acontecer.

— Mas se deixássemos a nossa relação profissional no trabalho e fora dele poderíamos ficarmos juntos? Foi maravilhoso o nosso final de semana, revivi ele todos os dias.

— Percebi, só que com uma mulher diferente! Não, obrigada pela oferta! Se era isso, já pode ir.

Ouço meu celular tocar, vou atendê-lo tão rápido que parece que alguém do outro lado está pedindo socorro e sou a única que posso salvá-lo.

— Alô!

Não olhei o visor de identificação.

— Oi, mamãe!

— Para Ber!

— Liguei para confirmar o nosso jantar amanhã.

— Está confirmadíssimo. Só falta escolher o que vamos assistir.

— Me surpreenda. Já faz um tempo que não assisto a um filme, e assistir com você vai ser uma ótima maneira de retomar a rotina de antes.

— Sempre galanteador, vai chegar de que horas aqui?

— Lá pelas 19:00 horas, assim dá tempo de você se organizar.

— Combinado então, vou está te esperando. Beijos!

— Beijos, linda!

Desligando o celular, me dou conta que deixei Raphael falando sozinho, mas ele não está mais lá, sinto uma pontada de culpa mais lembro que ele não pensou nisso quando fez o melhor sexo da minha vida e no dia seguinte estava todo estranho e em seguida dormindo com outra.  



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