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História Um Amor Venenoso - Capítulo 12


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, aqui vai mais um capítulo.
Espero que não me xinguem, mas estejam preparadas(dos) para este capítulo, mas antes de gerar comentários depressivos por isso...

Calma, tudo fica bem no final, ta ok?

Capítulo 12 - A Queda


Fanfic / Fanfiction Um Amor Venenoso - Capítulo 12 - A Queda

(Narrador Onisciente)

  Era manhã quando um tímido sol iluminava a cama quente onde Geralt e Madeleine haviam dormido anteriormente. Ele abriu os olhos e estendeu o braço com a intenção de tocar na pele viciante dela, mas só o que encontrou foi a cama fria e vazia do outro lado, e assustado, se levantou e viu que Delphine não estava no berço. E então olhou ao redor, as roupas de Madeleine ainda estavam dobradas sobre uma cômoda e um cheiro de chá de ervas invadiu seu olfato. Ele vestiu a calça e a blusa e caminhou até a cozinha. E a imagem que viu ficara em sua mente gravada, Madeleine segurava a bebê no colo, vestia um comprido e azul vestido, com os ombros de fora, o decote era sutil, mas Delphine segurava com tanta força que aumentava a visão dos belos seios da garota. Ela oferecia uma das mamas para alimentar a bebê, enquanto mexia nos ovos sobre a panela. Ela se virou para Geralt, e sorriu.


     Ele caminhou lentamente e abraçando a cintura da garota, beijou seus ombros e ficou por um tempo abraçado, enquanto ambos observavam Delphine brilhar seus olhos azuis enquanto mamava.


      - Eu preciso dizer que já não consigo imaginar minha vida sem vocês duas. 


      - Oh, Geralt.- disse Madeleine, sorrindo e beijou os lábios do bruxo.


      - Sente-se, eu levo os ovos. 


  A manhã naquele dia tinha sido maravilhosamente feliz, Madeleine admirava Delphine a sorrir e apertar o nariz de Geralt enquanto o mesmo brincava com a bebê. Tudo estava perfeito e ficaria, se não fosse um grito estridente vindo dos campos afora da casa. Geralt trouxe a bebê para perto de si e levantou, indo até a janela. Olhou e nada viu.


     - Geralt?- disse Madeleine, indo até ele.


     - Segura a Delphine.- disse ele. - E fique aqui, vou ver o que é.


      Madeleine levou Delphine em seus seios, e a apertou, vendo Geralt sair pela porta.

      O bruxo carregava sua espada, e olhava ao redor da casa e seguindo para o curral, vasculhou e nada viu. Foi ao estábulos e viu que Płotka ainda estava lá, porém assustada, tinha um cheiro estranho no ar e algo apodrecia. Ele olhou para baixo e um rastro negro seguia, para mais adentro, e chegando ao final do rastro, Geralt viu um dos vizinhos morto degolado, com apenas o corpo presente. 


     - Geralt...- chamou uma voz do lado de fora. 


    Ele reconhecia a voz. Ele sacou a espada e foi para fora, vendo a face de quem jamais pensaria em ver novamente.


      - Niklaus...-  disse ele, vendo o Conde brincar com a cabeça do vizinho de uma mão para a outra.


     - Eu vim pegar minha encomenda, afinal, foi o que combinamos.- sorriu Niklaus.- Ou se esqueceu disto?


     - Não tem encomenda...- resmungou ele.


     - Ah, eu creio que sim. Se não, meu irmão traidor não teria tanto trabalho para te trazer para cá, não  é?- sorriu ele. E ficando sério novamente, disse:- Onde está a minha esposa, Bruxo?


      - Não está aqui...- disse Geralt.


     Niklaus sorriu e largando a cabeça, andou para um lado e para o outro.


      - Nós somos velhos conhecidos, Geralt, há muitos anos. É normal que tenha se apaixonado por ela, até posso aceitar que tenha se aproveitado e a feito gritar a noite, mas convenhamos... já deu. Preciso dela e do meu filho.- disse com ênfase.


      - Ela jamais vai voltar para você, sabe disso.


      Niklaus ficou sério e então disse:


      - Hoje é lua cheia, Geralt. Estou no meu auge de força, você não é pareo para mim, então não me provoque. Onde está Madeleine?!


      Geralt franziu as sombrancelhas e então pensou.


       - Então você é...

- Híbrido, sim. Metade Lobisomen e metade Vampiro. Surpreso?

    - Impossível.


       - Vampiros não se reproduzem, Geralt. E Madeleine jamais deitou com homem algum além de mim.


       Geralt sabia que não seria fácil, Niklaus estava mais forte naquela manhã, a lua o favorecia, mas ele tentaria atrasá-lo para salvar as duas de suas garras.


       - MADELEINE CORRA!!!- gritou Geralt, indo em direção a Niklaus com a espada.

       Madeleine saiu de casa com Delphine embrulhada nos lençóis, ela não olhou para trás, mas ouvia a espada de Geralt lutar por igual com Niklaus. Ela percorreu a campina até adentrar na floresta, estava úmida e um pouco quente, a subida estava ingrime e chegar ao alto com Delphine seria impossível. Pior seria se a menina fosse pega como ela por Niklaus, então sobre as raízes seca de uma árvore de folhas vermelhas secas, Madeleine pôs a bebê sobre o chão. Chorou sobre a menina, demorando de lhe afastar do abraço apertado e lhe dando um beijo, escondeu-a ali e correu para cima. 


    Chegou ao fim da floresta depois de quase perder o fôlego, e viu uma campina com o final da encosta do monte logo após. Sentiu o vento e caminhou até a ponta, olhou para um lado e para o outro e via apenas campinas e montes vazios, não havia ninguém para lhe socorrer. Ela chorou de desespero e medo, e abraçando-se, ouviu a voz surgir na campina.


     - Há quanto tempo meu amor.


     Ela se virou e encarou o rosto maquiavélico de Niklaus, com um sorriso doentio, enquanto a olhava de cima a baixo. Seus olhos estavam negros e aos poucos normalizavam.


      - O que você quer, Niklaus?- disse ela com voz chorosa.


      - Eu quero o que sempre tive. Você e nosso filho.


      - Deixe Delphine fora disto.- disse Madeleine com raiva.


      Niklaus parou, perplexo e lacrimenjando, sorriu:


     - Delphine... tivemos uma menina...


     - Como nos encontrou?- disse Madeleine.


     - Fácil, depois de Elijah ter me dito que estavam na Inglaterra me apressei em te trazer de volta.


     - Ele disse...?


     - Sim, antes de ter uma estaca em seu coração.- sorriu Niklaus. - Vamos querida, venha para cá.


      - Você é um monstro, Niklaus. Não vou voltar e muito menos minha filha.


      - Nossa... nossa filha. Delphine é a única híbrida do planeta, e você não vai me privar de vê-la.- disse Niklaus, irritado.


       Madeleine viu Geralt andar arrastado para o topo, emergindo da floresta, com a espada em suas mãos e muito machucado. Seu coração tremeu e seus olhos marejaram ao ver a situação do bruxo. Niklaus viu seu rosto e olhou para trás, e rindo da situação de Geralt, ele disse:


        - É isso que você quer? Quer que você e nossa filha seja protegida por isto?- Niklaus foi até Geralt e o pegando pelo colarinho da camisa, o trouxe para mais perto. Ele segurou a cabeça do bruxo, que estava ajoelhado a sua frente, e o fez olhar para Madeleine. - Olhe, bruxo, olhe bem esta imagem.


       - Por favor, Klaus...- disse Madeleine, chorando com a mão sobre a boca.


      - Não, meu amor, você precisa ver o quanto fraco ele é. Ai vai entender, que não há ninguém melhor do que eu...


       Geralt tinha apenas um dos olhos aberto, o outro estava inchado pelos ferimentos no rosto. Ele sentiu as mãos de Niklaus o seguraram pelo queixo e pela testa, ele sabia o que aconteceria. Ele movimentou os lábios e disse:


     " Eu te amo"

      Madeleine piscou e Niklaus arrancara a cabeça do bruxo, ao ver a cabeça rolar para um lado e o corpo pender para frente, Madeleine gritou chorando. E se encolhendo, chorou abraçada por seus braços. Seu coração partira pois já não tinha seu amado e sua filha por perto, só o que restava agora era um maníaco apaixonado a sua frente. Niklaus sorriu e caminhou em direção a ela.


     - Não...-  disse a garota e dando um passo para trás, desequilibrou e despencou da borda da campina. Niklaus gritou e correu para segurá-la pelo braço, o que a fez ter seu corpo suspenso penhasco abaixo.


      - Madeleine, segure-se em mim. Vou puxá-la.


      Ela olhou para baixo, um abismo com muitas nuvens enganava a profundidade daquela queda e acima, ela viu seus dedos segurando a mão suja de sangue de Niklaus. Aquele sangue era de Geralt, agora morto, ela chorou e apertou os olhos ainda com a mente se descidindo de voltaria para a vida terrível ao lado de Niklaus, ou ficaria com o amado em um outro plano, sem sua filha.


       - Madeleine, está escorrengando, me de sua outra mão.- Niklaus implorou.


       Ela o olhou nos olhos e soltou o dedo.


       - Não, por favor, meu amor...- chorou Niklaus.


       - Delphine... seja bom para ela. Não se torne o monstro que foi para mim... seja bom, Niklaus.- disse Madeleine.


       Ela soltou os dois últimos dedos e Niklaus gritou ao ver a imagem da ruiva caindo penhasco abaixo, com a face de que já havia se entregado a morte. Ele voltou a campina e chorou agarrado a relva, não houve barulho do corpo se chocando sobre a terra ou sobre as águas, mas Niklaus havia perdido tudo que lhe restara. O vazio o preenchera quando ouviu aquelas palavras e a face da morte em Madeleine. Ele se levantou com dificuldade, tremendo e olhou aos céus, imaginando que a alma da garota estaria pairando em algum lugar ali. Ele limpou as lágrimas do rosto, e suspirou, passando um filme em sua mente. 


      Então ouviu um choro.


      Arqueou as sombrancelhas e olhou para trás, o choro vinha da floresta, ele percorreu a campina e atravessou a floresta com pressa. Procurava pelo cheiro e seguia o choro abafado, e chegando a uma árvore de folhas vermelhas, viu o embrulho branco escondido entre as raízes e olhando para ele sorriu.


      Niklaus caiu em prantos, de joelhos, e pegando a bebê chorou. Vira o quanto era bela e isso lhe assustava, pois o fazia lembrar de Madeleine e de sua crueldade com a esposa. Ele beijou a testa da menina e encarou os olhos azuis da garota.


      - Oi filha...- chorou ao sentir que a bebê tentava descobrir com suas mãos o rosto do estranho.


      Ele abraçou a criança e a carregou em seus braços por todo o caminho de volta a fazenda. A cada passo que ele dava o fazia se distanciar do corpo de Madeleine e a culpa o fazia enlouquecer cada vez mais. Por toda aquela manhã e tarde ele vagou pelos campos, carregando a bebê o quanto ele podia, sem leite, a criança chorou por um tempo, o que foi crucial para que Niklaus chorasse ainda mais. Era impotente em manter sua filha e sem mãe, ela não duraria muito tempo. Ao anoitecer, Niklaus chegou a uma pequena vila, e para sua sorte, Delphine havia chorado tanto que adormeceu cansada de pedir comida ao estranho. Ele foi até uma das casas que ainda havia velas acesas e batendo a porta, deixou a menina sobre o tapete na porta e se escondeu de volta para a floresta. Ele esperou até que abrisse, e um casal de jovens havia aberto a porta. O homem carregava um facão e a mulher ainda estava de camisolas, com medo, segurando uma vela tremulante em sua mão.


     - Não vejo ninguém...


     - John, veja!- disse a mulher afastando o homem e se aproximando, pegou Delphine em seus braços. 


      - Mas quem deixaria um bebê no meio da noite, muito estranho, Mary...- disse o homem, abaixando o facão.


      - Deve ser uma benção, era o que queríamos. Olhe como ela é linda, John.- disse a mulher, mostrando ao homem.


      - Vamos, Mary, está frio aqui fora para deixar essa criança sozinha.


      E então fechando-se a porta, Niklaus falou a si mesmo que jamais  veria a filha novamente. Sua ambição e doentia paixão por Madeleine o haviam matado seu grande amor e sua chance de felicidade, e agora, entregara a única esperança que lhe restara às mãos de camponeses. Voltando a ser o Conde solitário e frio que sempre fora.


Notas Finais


Continua...


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