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História Um anjo de amor - Capítulo 4


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Notas do Autor


Olá meus amores como estão? Vocês estão lavando as mãos, comendo bem, se hidratando, passando álcool em gel e quem pode tá ficando de quarentena? Bora nos unirmos, agora ainda mais é hora de pensarmos no coletivo. Eu não consegui vir esses últimos dias foram uma correria que só por aqui devido ao coronavírus e só consegui finalizar o capítulo ontem de noite, mas já tava muito tarde para postar. Espero que gostem e boa leitura!!

Capítulo 4 - Capítulo 3


Fanfic / Fanfiction Um anjo de amor - Capítulo 4 - Capítulo 3

 Lica POV.:

Já havia se passado uma semana desde a visita surpresa da Samantha, ainda andava com o estômago meio ruim mas nada como aquele dia. Clara veio com a possibilidade de que fosse estresse e acúmulo de trabalho conseguindo convencer as a Tina a me obrigar a tirar uns dias de folga e que estavam sendo bom pois podia dormir um pouco mais e não precisava me preocupar com horários.

Tinha acordado a poucos minutos e ainda tava de pijama, que era um camisetão antigo que ia até metade das minhas coxas, quando a campainha tocou. Pelo olho mágico pude ver uma Samantha alegre com um short jeans, uma camisa colorida, sandálias brancas, óculos de sol e o fios ondulados bem soltos.

- Bom dia Sam. - falei coçando minha nuca um pouco confusa.

- Bom dia Lica! - ela falou animada após me encarar por alguns segundos. - Sei que são dez da manhã e que logo vai ser o horário do almoço mas vamos tomar um sorvete? - ela sugeriu animada. - Tá calor, você está de folga, eu também, que tal um programa diferente? - ela argumentou.

- Nunca sai pra tomar sorvete as dez da manhã. - pensei alto propositalmente.

- Então? - ela perguntou animada.

- Entra vou me arrumar. - respondi dando espaço para ela entrar. Nesses poucos dias que conhecia a Samantha uma coisa que me estava cativando era o seu jeito espontâneo como quem vê a vida sempre leve.

Coloquei uma regata de alcinha fina branca, um short preto e meus tênis também pretos e prendi a parte da frente do cabelo que estava me irritando e voltei para sala.

- Bora para o melhor sorvete que você já tomou na sua vida? - Samantha disse assim que me aproximei dela.

- Espero que você esteja certa. - disse estendendo minha mão para ajudar ela a sair do sofá.

- Você está linda. - ela falou em meu ouvido assim que se aproximou.

- Você também está. - falei sorrindo sem soltar de sua mão, fato que só fui perceber ao chegarmos ao elevador e eu automaticamente soltei nossas mãos e senti falta do toque delas juntas.

Naquele dia no caminho para sorveteria descobri que Samantha gostava de calda dupla de caramelo caseiro com sorvete de limão uma combinação que me pareceu estranha quando ela me contou. Também descobri que ir a sorveteria pela manhã era um costume que ela e a irmã haviam adquirido na infância onde todo feriado e férias elas gostavam de escaparem do prédio e irem para tal sorveteria.

Cada vez que Samantha contava uma aventura com a irmã eu me recordava dos momentos com Clara e nossa mãe e internamente desejava que pudesse ter duas filhas que vivessem aventuras como Sam e sua irmã, que fossem unidas como eu e é Clara e que eu pudesse estar sempre lá com elas como minha mãe estava quando eramos menores.

- Heloísa e aí você topa? - Sam perguntou me tirando dos pensamentos.

- O que Sam? - perguntei confusa

- Eu tava dizendo que consegui convencer a dona da sorveteria a nos deixar fazermos nossas próprias casquinhas. Você topa? - ela perguntou novamente.

- Opa amei a ideia, topo sim. - falei animada, tá certo que provavelmente não iria dar certo eu e Samantha fazendo casquinha de sorvete, mas parecia uma possibilidade divertida.

Samantha POV.:

Eu já conhecia Lica a quase duas semanas e tinha certeza que ela aceitaria meu convite aleatório as 10:00 da manhã para tomar sorvete. Mas no instante em que vi ela parada na porta de camisetão minha voz sumiu por alguns segundos, foi como se tivesse ficado hipnotizada e depois disparei a falar assim no segundo seguinte, claro me arrependendo e imaginando que ela tinha me achado maluca. Mas o universo estava ao meu favor e ela aceitou.

Uma coisa que Lica ainda não sabia e que ela não precisava fazer muita coisa para ficar bonita ela tinha algo que me atraia até de moletom antigo, como se o ato de seduzir alguém fosse como respirar para ela.

Naquela primeira ida a sorveteria contei a ela sobre como aquele lugar era especial para mim e para Alanis, contei de como era incrível para mim pegar a bicicleta e ir os três quarteirões passando pela avenida Paulista para chegar até a sorveteria e sobre a ideia de fazermos as nossas próprias casquinhas. O que foi uma ideia muito boa, nunca havia dado tantas risadas depois da adolescência como quando estavamos fazendo as casquinhas, Heloísa era ótima com fotos, cozinhando mas no quesito fazer casquinha tinha a mesmas habilidade de uma criança de 3 anos, o que nos rendeu ótimas risadas.

Estavamos voltando para o condomínio quando ela perguntou se eu já tinha dançado no parque em um dia aleatório, contou que era já tinha feito isso várias vezes com a irmã e a Tina uma amiga de infância e me convenceu a irmos ao parque para dançarmos.

Fomos ao mesmo lugar em que nos vimos pela primeira, por ser dia de semana não tinha ninguém. Heloísa pegou o celular do bolso de trás do short, colocou o som no último e me entregou para eu escolher a música, coloquei no aleatório e lhe devolvi.

- Só sente a música e dança. - ela falou colocando o celular em um dos bolsos da frente e fechando os olhos. Se movia como quem sente a música com a alma e me deixei levar da mesma forma. Tocava Tutu de Camilo...

Ay, yo no sé de poesía

Ni de filosofía (uoh-oh, uoh)

Solo sé que tu vida

Yo la quiero en la mía

Yo no sé cómo hacer pa' no tenerte

La ganas que te tengo

Cómo hacer pa' no quererte, yeah, ah

Tú, tú, nadie como tú, tú, no hay un sustitutu

Pa' ese cuerpo tuyo que a mí ya me tiene cucu

En un rato te buscu, voy y te acurrucu, yeah eh

No hay nadie como tú, tú

Porque no hay nadie como tú, tú

No hay nadie como tú, tú (nadie como tú)

No hay nadie como tú, tú (nadie como tú)

(Yeah, yeah, yeah, yeah)

Tamo' online como YouTube

Conecta'os como Bluetooth

Si me dejas, yo soy la aguja

Y tú mi muñeca vudú-dú

Yo te quiero pa' mí, mí (pa' mí)

Si me dices que sí, sí (que sí)

Me muero y me desmuero solo por ti, hah

Porque yo me acurruco solo contigo (ay, yo contigo)

Pongamo' el…

E dançavamos cada vez mais perto, não sei se foi a música, sei foi destino,acaso, o universal ou sei lá o que. Mas em um determinado momento estávamos tão perto mas tão perto que podíamos sentir o batimento acelerado uma da outra Lica que tinha aberto os olhos fechou-os novamente e eu também fechei, deixando o momento acontecer encurtamos nossas distâncias mais ainda e nossos lábios se encontraram em um selinho singelo e rápido, como um beijo de pré-adolescentes no pátio da escola com o primeiro namoradinho, ela não sabia mas e muito menos eu, mas aquele primeiro se linho fora a primeira vez que ambas beijavamos alguém do mesmo sexo. O selinho ia ser repetido, mas a apreensão começou a surgir nos nossos olhos ao ouvirmos vozes se aproximando.

- Vamos? - A questionei e ela afirmou com um aceno de cabeça, saímos do parque conversando sobre nossas vidas e quase como se fosse costume nossas mais se uniram novamente. 


Notas Finais


Esse foi o capítulo do final de semana, como estou de quarentena voluntária e as atividades da minha faculdade estão sendo realizadas pelo portal, vou tentar voltar antes do final de semana e postar mais vezes. Se cuidem, cuidem daqueles que vocês amam e até a próxima. Beijos de algodão doce.


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