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História Um Anjo do Céu - Capítulo 2


Escrita por: soufabi

Capítulo 2 - Despedida de solteiro


Fanfic / Fanfiction Um Anjo do Céu - Capítulo 2 - Despedida de solteiro

— Neto, a gente tem que sair. Foi você que inventou essa despedida de solteiro, lembra? — Josy puxou a sua calcinha das mãos do marido e a vestiu pela segunda vez. — Amor, na volta a gente dá mais uma.

— A gente devia era desistir desse negócio, todo ano é a mesma coisa, os caras nem tem criatividade de me levar pra algo diferente.

— E pra onde você queria ir, hein? — Josy terminou de retocar o batom e virou-se para o marido. — Nada de ir pra puteiro, tá ouvindo, Neto? Eu te capo. — Pulou na cama e apertou as bolas dele.

— Ai, isso dói, porra! — Massageou os testículos assim que Josy os soltou. — Se machucar eles, a gente não brinca amanhã.

Neto levantou-se e começou a se vestir. Olhou para a esposa e admirou o seu vestido novo. Ela estava linda, com uma maquiagem leve, mas o batom bem marcante.

— Recapitulando. — Começou a listar nos dedos. — Pode ver streeper, passar a mão, até dá uma lambidinha no peito, mas não pode se meter entre as pernas de ninguém. Entendeu, Neto?

— Claro, você me lembra disso todo ano. — Ele também fez as suas exigências. — E você, pode colocar dinheiro na sunga, passar a mão no tanquinho lá daqueles preguiçosos que passam o dia malhando em vez de trabalhar, pode até olhar para o troço do dito cujo, mas não vai colocar na boca nem em nenhum outro lugar. Ouviu bem?

— Tá, mais alguma coisa?

Neto parou de se vestir e puxou-a, de surpresa, tascando-lhe um beijo intenso, deixando-a molinha. Ele aproveitou que a esposa cedeu às suas investidas e a jogou na cama, virando-se sobre ela.

Os dois ficaram no maior amasso. As mãos dele foram parar debaixo da saia dela, as mãos dela espalmaram as costas dele, mas, quando Neto enfiou o rosto dentro do decote dela, Josy recobrou o juízo e parou de beijá-lo.

— Amor, assim eu vou ter que passar batom de novo! — Josy o empurrou, depois levantou-se, ajeitando o vestido que já se encontrava todo amarrotado. — Eu amo você! Se quiser, ano que vem, a gente para com isso, mas hoje não dá, as meninas já gastaram dinheiro e arrumaram tudinho.

— Eu sei, os caras também já tão me ligando. — Levantou-se da cama, novamente, e ajeitou a camisa sobre a calça, antes de pegar a carteira e colocá-la no bolso. — Vai ser o último ano dessa maluquice, tá?

— Claro, o último ano. — Josy pegou a bolsa e saiu do quarto antes que ele a levasse para a cama de novo.

Os dois moravam na zona rural, era um local tranquilo onde a violência da cidade grande ainda não havia chegado. As casas eram espaçadas por grandes áreas verdes de plantações de milho, quiabo e algodão. Várias pessoas moravam por ali, já que ficava a poucos quilômetros da cidade.

Josy saiu e foi até a lateral da casa pegar a bicicleta enquanto Neto trancava a porta, já com o capacete em uma das mãos.

— Não vai querer ir comigo? — Neto perguntou, já subindo na moto. — Te deixo onde quiser e te pego na volta.

— Não, amor, eu marquei de me encontrar com a Rosemary na cada dela e de lá a gente vai de carro. — Josy olhou para o céu. — A noite está bonita e eu quero pedalar um pouco, curtir o ar fresco.

— Tá bom, mas toma cuidado, tá? O lugar é tranquilo, mas não dá para confiar mais em todo mundo. Já soube que tem gente ruim vindo morar por essas bandas. — Neto deu partida na moto.

Soltaram beijos um para o outro e saíram lado a lado. Ele ia pilotando bem devagar para fazer companhia à esposa. Na encruzilhada, cada um seguiu por um caminho diferente.

Neto que havia inventado a despedida de solteiro inusitada. Todos os anos, um dia antes de completarem aniversário de casamento, cada um se reunia com os seus amigos para curtirem uma noite de solteiro, assim um não enjoaria do outro e ainda aproveitavam para se testarem e terem certeza se queriam ou não continuar juntos. A cada ano, ele se apaixonava ainda mais pela esposa e já começava achar que esse ritual deveria acabar antes que ela se interessasse por alguém.

Josy pedalava admirando a paisagem. Nunca se cansava da beleza daquele lugar, principalmente à noite. Na distração, ela tropeçou em algo e caiu, mas levantou-se o mais rápido possível e agradeceu por estar no meio do mato, bem longe dos deboches alheios.

Enquanto limpava os joelhos e ajeitava o vestido, a essa altura, já amarrotado, Josy olhou para o alto e viu algo diferente naquela noite. Cores intensas e brilhantes se misturavam e vibravam no céu, logo no final da área de reflorestamento de pinhos. Ela ficou parada, admirando a linda imagem e, sem pensar muito, se abaixou, pegou a sua bicicleta do chão e desviou do caminho, seguindo na direção daquele fenômeno nunca visto até então.

Quanto mais perto chegava, mais brilhante e intensa as cores ficavam, além de parecer tomar ainda mais espaço no céu. Josy sentiu uma energia diferente em volta de si, parecia ter entrado em uma espécie de campo magnético. Seus pelos se eriçaram e ela começou a pedalar com mais lentidão, como se estivesse em câmera lenta.

De repente, ela viu algo no céu, um contorno diferente saindo dentre as luzes coloridas e se aproximando cada vez mais perto dela. Parecia um pássaro grande. Apesar do medo, ela não conseguiu sair correndo. O pássaro, ou o que quer que fosse, continuou se aproximando até cair do alto. Ao ouvir o baque no chão, seguido de um gemido, Josy teve certeza que era uma pessoa


Notas Finais


Gente, será mesmo que caiu um homem do céu? Que loucura!


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