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História Um anjo sujo de sangue (repostando) - Capítulo 7


Escrita por: Sherlocknininha

Notas do Autor


Boa leitura ❤️

Capítulo 7 - Siga-me nesta dança


O jantar foi silencioso. Sherlock, como de costume, não comeu quase nada, e o pouco que ingeriu foi graças ao olhar duro que John volta e meia o lançava. Como sempre, Angelos insistiu em colocar uma vela na mesa, para dar um clima "romântico", John não se importou. Afinal, John e Sherlock viviam colados, o médico dispensava qualquer pessoa, bastava apenas o detetive precisar dele, não era de estranhar as pessoas pensarem que fossem um casal.

 

Ao fim da noite eles pegaram um táxi e seguiram para casa. Já era bem tarde e John estava realmente cansado, seus olhos pesavam como se tivessem toneladas sobre eles, e o detetive parecia estar da mesma forma, o seu "transporte" como o de todas as pessoas, precisava de descanso também.

 

Chegando em casa, John deu um “boa noite” entre um bocejo para Sherlock e subiu em direção ao quarto. “Cama, cobertor e sonhos” era o que ele precisava. Tirando os sapatos e as roupas ele subiu na cama apenas com a parte de baixo. E foi como se tivessem apertado um botão, ele apenas deitou e apagou, simples assim.

 

Diferente de Watson, Sherlock não conseguia dormir, mesmo sabendo que precisava descansar para melhorar sua produtividade, ele não podia, afinal nunca dormia enquanto estava em um caso. Mas não era apenas isso, mas cedo, John parecia querer beijá-lo e isso não saia da cabeça do detetive, e estava turbando seus pensamentos e abalando seu palácio mental. Um lugar que antes era “seguro” na mente de Sherlock, ultimamente deixou de ser. De forma que, quando Sherlock buscava estar nele para afastar os pensamentos do médico, magicamente John aparecia lá.

 

Sherlock percebeu que seu olhar havia mudado em relação a Watson. Ele sabia que estava prestando atenção demais no sorriso do médico, em tudo. John estava se tornando cada vez mais fascinante para o detetive, até as "ordens" do médico passaram a agradar Sherlock e ele passou a achar aquilo absurdamente atraente.

 

Quando conheceu Watson, assim como fazia com todas as pessoas que conhecia, ele classificou e armazenou as informações sobre Watson em seu palácio mental, Sherlock o classificou como "bom homem, médico e soldado" depois ele percebeu que a relação havia evoluído e “promoveu” Watson para a categoria de "único/melhor amigo” E agora esse espaço parecia não conter todas as informações e sentimentos que o detetive nutria por John e esses “dados” começaram a se expandir para todos os lugares na mente do detetive. 

 

 Observando e analisando a forma como o seu corpo e sua mente reagiam perto do soldado, pulsação elevada, respiração irregular, Sherlock tinha certeza que suas pupilas dilatam também, e por fim nos últimos tempos, o corpo de Sherlock passou a ser atingido por uma corrente elétrica toda vez que o médico o tocava ou encostava acidentalmente. Esse sentimento era algo novo e que parecia crescer gradativamente, e se intensificar na mesma medida, o detetive sendo péssimo com emoções não sabia até que ponto aquilo podia crescer. E se de alguma forma o médico já havia percebido? A incerteza e medo, dominavam a mente do cacheado e ele de fato, não sabia como lidar com eles, e isso era frustrante. Porém, a frustração maior, era não saber se o que estava sentindo era retribuído ou não pelo soldado. Ele não tinha experiência com esse tipo de coisa, o que ele sabia sobre “amor” era o que ouvia as pessoas falarem, frases como “o amor é cego” sempre assustaram Sherlock, "como uma coisa que deixa você incapaz de enchergar claramente pode ser algo bom?" O fato é que agora, ele parecia cego e não conseguia descobrir os sentimentos de seu melhor amigo. A aproximação de John o seu toque e carinho nos seus cabelos poderiam indicar duas coisas: "Ou Sherlock era retribuído, ou seus devaneios estavam invadindo a realidade." Sherlock temia a segunda hipótese.

 

 

 

(...) 

 

A madrugada declinava, do lado de fora do 221 tudo estava calmo e toda Londres parecia dormir, assim como o doutor Watson que, alheio ao seu colega inquieto no andar de baixo, dormia e sonhava gostosamente. No sofá da sala, Sherlock continuava no seu palácio mental, que mais uma vez foi invadido pelo seu colega de apartamento. O devaneio daquela noite era semelhante aos anteriores: Seu melhor amigo, John Watson o guiando em uma dança. O detetive percebeu que estava mergulhando em uma fantasia, mas optou por não sair dela.

 

 Ali eles não estavam em uma boate ou coisa semelhante, pelo contrário estava no ambiente mais íntimo em que podia esta, estavam em casa, no seu quarto, a iluminação era pouca, ofertada apenas pelo abajur na escrivaninha de Sherlock e alguns raios que incidem através da cortina da janela. Naquele cenário, Sherlock podia ver o brilho bater sobre os olhos azuis de John os tornando prateados e contornando o rosto do médico que sorria timidamente e essa cena era tão bela e íntima, que Sherlock mesmo sabendo lá no fundo que era mentira, ele desejou ardentemente que algum dia pudesse ser verdade. Após se olharem por um instante, eles se aproximam um do outro e uma canção calma e suave começa a tocar. Watson o envolve em seus braços e Sherlock retribui sentindo o corpo vibrar com a proximidade, John segura sua cintura suavemente e Sherlock imita seus gestos, e balançando despreocupados de um lado para o outro eles trocam carinhos. “Tão real, tão real” .

 

Sherlock desperta assustado “Não!” ele diz para si, “John é meu melhor amigo e dado o número de vezes em que ele disse não ser gay, e o tanto de pares românticos femininos que ele colecionou, o mais provável é que de fato ele não é gay, outra hipótese é que mesmo sentindo atração ele prefere qualquer coisa a ter algo íntimo com outro homem. De qualquer forma essas ideias românticas absurdas e incertas só vão resultar em sofrimento, afinal "o amor é um defeito químico encontrado do lado perdedor". E Sherlock não tinha tempo para perder com essas bobagens humanas. Por fim, ele opta por não se importar com coisas inconstantes como “sentimentos”, afinal, Sherlock tinha um caso a resolver, precisava: traçar o perfil do assassino, acertar os detalhes do disfarce, definir os nomes falsos e claro preparar a performance coreográfica. Só o trabalho. Nada de romances para Sherlock Holmes.

 

(...)

 

Agora com o caso ocupando a mente, Sherlock termina o resto da madrugada entre foto das vítimas, cena de crime, coreografia e violino. Ao nascer do sol ele ainda estava acordado, tocando violino com os olhos fechados, enquanto a melodia saia do instrumento.. Watson desperta aos poucos, e ouve aquele som doce, Sherlock era de fato muito talentoso, John não cansava de admirá-lo tocando. "Um ótimo jeito de acordar” ele pensa, enquanto se espreguiça e levanta arrumando a cama.

 

 Depois ele segue para o banheiro, lembrando que não tomou banho na noite anterior ele aproveita para fazer agora, depois do banho e de escovar os dentes, John vestir algo confortável e logo está descendo as escadas, morto de fome e pronto para tomar café da manhã com o detetive. Na sala ele se depara com o detetive sentado no sofá.

 

— Bom dia John! — Sherlock o cumprimenta, parando de tocar.

 

Ao olhar para o detetive, a alegria matinal de John rapidamente vai embora quando ele constata algo sobre o detetive: roupas de ontem, olhar cansado e sonolento. Sherlock não tinha dormido. 

 

— Sherlock, eu sei que você não liga para as necessidades básicas do seu corpo, mas as pessoas precisam dormir Sherlock! — O humor de John passou de feliz, por causa de Sherlock, para zangado, também por conta do detetive, esse era um dom que o cacheado tinha.

 

— 57 — Sherlock fala, voltando ao instrumento.

 

— O quê? 

 

— Você já disse isso 57 vezes.

 

— E você não aprende. — John tenta manter a paciência e suspira — Agora eu vou fazer algo para o café, você vai tomar banho e vai comer, certo. — E soou como uma ordem

 

— Certo. — Sherlock simplesmente concorda, sabendo que não podia discordar quando John adquiria o tom “Capitão Watson” — E podemos falar os detalhes do caso.

 

— Sim, podemos — John segue para cozinha, para preparar o café nada complicado, só torradas, geléia, café e algumas frutas.

 

Sherlock, como John pediu, seguiu para o banho como dito estava cansado, a água ajudou a despertar um pouco. Vestindo uma roupa qualquer enquanto segue para a cozinha ainda terminando de secar os cabelos com a toalha.

 

(...)

 

Enquanto se serve de uma torrada com geleia de morango, sobre o olhar fiscalizador do soldado, Sherlock lembra de alguns pontos do caso a serem discutidos:

 

— Vamos tratar logo do disfarce de hoje a noite. Nomes: Eu adotarei o meu primeiro nome William e quanto a você, tudo bem se for algo como...Darwin?

 

— Por mim, tudo bem.

 

— Certo. Em relação a dança, é muito importante não levantar suspeitas, por isso devemos parecer com dançarinos, ao menos minimamente, então precisamos começar a ensaiar o mais rápido possível, eu sugiro depois do café. Tudo bem para você?

 

— Pode ser — John estava tenso, mas estava tentando disfarçar.  

 

— Ótimo. — Sherlock diz voltando a comer. 

 

(...)

 

Agora com a certeza de que ele teria que eles iriam performar uma dança erótica, logo no momento em que John começava a notar seus sentimentos aumentando pelo detetive, John se sentia acuado e nervoso, extremamente nervoso. Mas antes da tal apresentação eles teriam que ensaiar, Sherlock iria lhe ensinar, John podia sentir a ansiedade crescendo. Ele não podia negar que queria isso, queria muito ficar perto de Sherlock, tocar e abraçar, sentir e agora ele tinha uma boa justificativa para isso, mas John também tinha medo, medo de seu copo o trair, afinal isso podia não ser o suficiente...

 

— Primeiro vamos começar sem música, certo? — O detetive pergunta e John concorda.

 

Sherlock prossegue 

 

— Eu vou lhe mostrar os passos — O detetive o pega pela mão levando ao centro da sala.

 

 John está rígido, a tensão que ele expressava era semelhante ao de um soldado que se apresentava pela primeira vez no serviço. E claro que Sherlock percebe isso e tenta acalma-lo .

 

— Não é nada complicado, não se preocupe John. Vai ser até fácil.

 

— Certo. — Ele diz e a insegurança é nítida

 

Agora, não tinha mais como John escapar. Ele ia fazer isso. “Certo” “Vamos lá" ele diz para si mesmo, tomando coragem

 

— Antes de começarmos, é bom fecharmos as cortinas e a porta. Vai ser um pouco constrangedor se alguém nos ver. — Watson diz e soa como um adolescente tímido no seu primeiro encontro.

 

Eles fecham a porta e as cortinas também.

 

— Podemos? — Sherlock pergunta

 

Watson apenas assente. E Sherlock passa a explicar a dinâmica da apresentação.

 

— Antes de começar a música, eu vou estar atrás de você, assim — ele agora está atrás do médico, abaixando um pouco ele passa a dar instruções próximo do ouvido de John, e o Watson sente que aquela simples dança vai ser sua perdição. O corpo de Sherlock estava quente em suas costas e ele podia sentir a respiração do detetive batendo em sua nuca o arrepiando naquela região sensível.  

 

— Depois eu vou colocar as mãos em volta da sua cintura, tudo bem. — A voz de Sherlock baixa e aveludada “Cristo, ele precisa mesmo falar assim?” John pensa.

 

John concorda acenando com a cabeça levemente, talvez com receio de não soar firme como pretendia. E Sherlock executa os movimentos descritos.

 

— Bom! — Sherlock continua sussurrando. — Agora você se solta sutilmente e foge do meu abraço. — O tom barítono de Sherlock sopra, arrepiando os pelos da nuca do soldado. Isso foi demais, essa era a deixa para John, ele se soltou bruscamente dos braços de Sherlock e fugiu deles como o diabo foge da cruz, deixando Sherlock atordoado.

 

— O que foi isso! Eu falei com sutileza Watson, você quase me derrubou!

 

— Desculpe, eu acho que exagerei um pouco. — John se sente envergonhado, “como um adolescente”.

 

— Tudo bem, deixe-me mostrar então. Fique atrás de mim. 

 

E John fez o que o detetive pediu, ficando atrás de Sherlock e envolvendo sua cintura como o detetive tinha feito com ele antes.

 

— Certo, agora eu me solto delicadamente de seus braços. Sherlock é gracioso, e leva as mãos até as de John tirando-as de lá.. John acredita que nunca vai conseguir algo como aquilo.

 

 — Bem, John, essa foi a introdução. Agora começa de fato a história da música, sendo um jogo de sedução — Eles haviam parado de dançar, mas as mãos de Sherlock ainda estavam sobre os ombros de John e o Médico continuava com as mãos na cintura do detetive. Sherlock olhava profundamente para John e John retribuía na mesma intensidade, como se aquelas esferas azuis tivessem um ímã prendendo a atenção do soldado. 

 

— Então eu vou precisar tocar seu corpo um pouco mais... intimamente — Sherlock fala e os olhos de John migram em direção a boca bem desenhada do detetive — E você também precisa me tocar da mesma forma — O detetive faz uma pausa analisando a reação do médico — Eu preciso saber se tudo bem para você?

 

— Si-sim. — John gagueja, e se amaldiçoou por isso, ele pigarreia e tenta parecer mais firme quando fala — Tudo bem.

 

 Sherlock suspira e parece aliviado, John percebe .

 

 — Então vamos lá, depois de fugir de mim eu o agarre — Sherlock diz enquanto mostra suas ações — minhas mãos vão para seus cabelos e descem por suas costas e param aqui — Ele aperta moderadamente a bunda do médico e John esta vermelho e um pouco excitado agora, tentando não pensar nas mãos de Sherlock ali, tudo que eles menos quer é que o detetive se depara com uma ereção

 

— Pode retribuir. — O detetive fala.

 

John faz alguns movimentos contidos nas costas de Sherlock, parando em sua cintura. Sherlock considera o fato dele não ter se afastado umas evolução.

 

— Bom John, muito bom. Agora preste atenção, eu vou lhe mostrar uma sequência de passos, certo? — John assente — Bem, me acompanhe.  — O detetive começa a contar e descrever os passos enquanto eles executam 

 

— um “giro”, dois, “juntos” três "mãos sobre o corpo, quatro“ Abraço e por fim um quase beijo — John estava seguindo à risca todos os passos. Disciplinado. Concentrado. Como um soldado. E Isso não era bom, pelo contrário, era um problema.

 

— John, você está rígido demais, precisa soltar-se. Fluido John, é um jogo de sedução. Então eu preciso que você faça isso.... Tente me seduzir John, ok?

 

John realmente estava tentando... Não, não estava ok, nada estava ok, a respiração de John, o seu corpo, sua mente, tudo nele não lhe obedeciam, não o pertencia, então ele não estava nada ok. Ele sublimou suas emoções quando disse:

 

— Desculpe Sherlock, eu não consigo fazer isso. E mesmo que eu aprenda, não tem como ser algo além de Vergonhoso. — Ele diz sentado no sofá.

 

Sherlock suspira, ele odiava quando John fazia isso, se subestimar daquela forma. Sherlock acreditava em John, ele acreditou que John poderia superar os traumas da Guerra, acreditou que ele podia voltar a ativa, e saltar mais alto, ele acreditou em John Watson, então ele não entendia por que John não podia acreditar em si mesmo. “Uma simples dança, e John desistiria, Sherlock imaginava que o médico não estava à vontade por se tratar de algo tão íntimo e com outro homem, mas mesmo assim, isso não era motivo para um soldado desistir.

 

— Certo, vamos tentar com a música. — Sherlock diz colocando-a para tocar Apenas vamos seguir a música, vai ser mais fácil. Venha - Sherlock estende a mão para Watson, que segura. 

 

Sherlock colocou as mãos na cintura de John e começou a mover os pés mansamente. John retribui e eles começam a balançar preguiçosamente, para direita e para a esquerda. Watson claramente estava menos tenso.

 

Uma sensação de Déjà vu toma conta do detetive, mas ele tenta afastar esse pensamento. Não é como se eles fossem um casal, ou amantes, então Sherlock tenta ver aquilo o mais profissionalmente possível. Eles não falam por algum tempo, Sherlock é quem interrompe o silêncio:

 

(...)

 

— Então John, amanhã nós vamos procurar o assassino, certo?

 

— Certo. Acho que você não precisava dizer isso. — John diz com um leve sorriso, sua cabeça encostada no peito de Sherlock.

 

— Me diga John, quem estamos procurando?

 

— Um serial killer — John diz como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo.

 

— E o que mais? — O detetive pergunta.

 

— Bem, penso que não sabemos muita coisa a não ser que é um assassino frio e sem escrúpulos. — E a resposta do médico.

 

— Sabemos sim. Você viu as fotos, não viu — Sherlock estava acariciando suas costas, John poderia reclamar, mas não fez, aquilo era bom, extremamente relaxante. Ele só responde à pergunta de Sherlock.

 

— Sim, eu vi.

 

— Com base nelas, o que você deduz sobre o assassino?

 

John abre os olhos, pensando ter entendido o que o detetive estava fazendo… era costume de Sherlock Pedir sua opinião. Pedir para ele analisar as informações e evidências e depois mostrar como John estava totalmente errado, como suas análises eram "medíocres" quando não, “idiotas”.

 

— Sherlock, se você sabe algo, apenas diga logo. Por favor, sem exibicionismo. — John afasta o rosto, mas Sherlock não o solta

 

— Só fale o que você viu, John. — e a voz do detetive e suave, e isso desarma Watson porque ele conhece o tom de Sherlock quando quer ser “exibido”

 

— Certo — John suspira, se preparando para seguir — O assassino provavelmente é um homem dado as circunstâncias íntimas em que as vítimas se encontravam, por se tratar de homens gays é pouco provável encontra-los em tal situação com uma mulher. Todas as vítimas estavam amarradas e pareciam não ter resistido a isso, provavelmente o homem que estamos procurando é alguém atraente e de certa forma as seduziu. Temos também os cortes, as vítimas tiveram o coração arrancados, porém todos os cortes foram bem executados, sem “bagunça” nenhuma, o assassino conhecia a anatomia e tinha destreza para realizá-los, talvez um médico ou estudante de medicina. Além disso, temos os tiros certeiros, praticamente no meio da cabeça das vítimas, demonstra que ele está acostumado a atirar e sabe muito bem como fazer. Então eu diria que estamos procurando um homem de boa aparência, talvez médico e praticante de tiro esportivo ou um militar. — John conclui — Agora diga detetive, o que eu perdi? — John diz sarcasticamente e levanta o olhar em direção ao rosto de Sherlock

 

— Nada. — Sherlock fala com um suave sorriso

 

— Nada?— Ele não acredita muito nisso — Diga um detalhe crucial que eu deixei passar, deve ter algum.

 

— Nada, você foi perfeito, John. Exatamente é esse o perfil do assassino.  Perfeito John. — Sherlock enfatiza 

 

— Eu não fiz nada de mais. — John não sabia como reagir ao elogio sincero do detetive — Já vi você fazendo isso um milhão de vezes. Eu apenas imitei o que você faz.

 

— Você não imitou John, você aprendeu. Isso prova que é totalmente capaz de aprender, afinal é um soldado que aprendeu a sobreviver em uma guerra e aprendeu a sobreviver comigo, o que confesso que deve ser bem mais difícil. — John sorrir, Sherlock não pode ver, mas deduz isso e sorrir de volta

 

— Se conseguiu isso, suponho que pode aprender simples passos de dança, não pode?

 

— Acho que sim — John se interrompe e passa a falar com firmeza — Sim, eu posso.

 

— Ótimo — Sherlock, fecha os olhos enquanto eles continuam se movendo.

 

— A música é mais agitada do que isso, você sabe não é? — Watson fala. Ele se admirava com a corrente elétrica que passa por ele agora, não devastadora como antes, agora é algo calmo e extremamente bom.

 

 Sherlock sussurra no seu ouvido

 

— Eu sei disso. 

 

— Você disse que eu precisava seguir a música. — John está anestesiado pelo carinho do detetive

 

 Sherlock sorrir levemente — Sim, você precisa segui-la em cada melodia e nota... Mas mais importante, você precisa seguir o seu parceiro. Vai ser bem mais fácil assim, mesmo que não saiba o que fazer, ou se estiver nervoso com isso, o que é totalmente compreensível, apenas me siga. Siga-me, John Watson.

 



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