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História Um anjo, um demônio e um terreiro - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oiiiii, tudo bem?

Provavelmente seram 5 capítulos. Já fiz 4 e apenas estou os revisando antes de postar. Tentarei fazer o último bem rápido.

Boa leitura!!! 💙

Capítulo 2 - Two



Continuação...


- Então na África cada local se cultua uma certa divindade ao que parece, só não conseguir entender porque agora se cultua todos?

- Anjo, quando os Africanos escravizados foram levados ao Brasil, eles foram colocados em diferentes senzalas com negros de culturas e linguagens diferentes, pois os europeus não queriam que eles conseguissem se comunicar...

- Que terrível! ― Falei segurando mais firme minha xícara de chocolate quente. Agora eu e Crowley dividimos o pequeno sofá nos fundos da livraria enquanto ele conta o que se lembrava da época.

- É... os Africanos trouxeram consigo, de certa forma, a cultura religiosa deles, que era esse culto aos ancestrais. Os índios também seguia um pouco isso de ancestrais e culto a natureza, claro que tinha índios escravizados, mas não tanto, já que eles conheciam muito bem aquelas terras por isso fugiam, já os negros não sabiam onde estavam e ainda estavam com pessoas às quais eles nem sabiam se comunicar, Azi. Com o tempo eles foram vendo que precisavam se unir e que os europeus não iriam deixar que eles cultuasse sua religião em paz, dai veio o tal sincretismo entre orixás e santos católicos, eles apenas associaram as imagens de santos no altar das senzalas com características das divindades deles... e com isso veio também o culto a todos os orixás, já que ali se encontrava pessoas de várias partes da África.

- Mas querido, isso foi a anos, porque dizem que a Umbanda nasceu em 1908?

- Pois só foi considerada religião em 1908 quando o tal do Zélio que era do Kardecismo incorporou uma entidade, então com o tempo foi podendo haver os cultos e tudo mais, por isso é um religião tão miscigenada, igualmente ao Brasil.

- Zélio, não foi ele que lhe chamou de espiritinho sem luz...

- Nem começa anjo ― Crowley falou puxando o coberto que dividiamos mais para perto.

- Posso perguntar uma coisa, querido?

- Você vai perguntar mesmo se eu falar não

- Por que você conhece tanto sobre essa religião? Você nunca se interessou por essas coisas.

- Deve ser porque mesmo que eles não acreditem na minha existência, eles me deixaram falar...

- Como assim?

- Sabe anjo, a Umbanda nasceu para dar ouvidos a todos, sejam encarnados ou não. Eu admiro isso, você sabe que sempre tentei falar... mas quase todos aprendemos como questionar é errado. ― Sentir o pesar em sua voz, afinal todos sabemos como a agora serpente Crowley, caiu do reino dos céus.

- Sinto muito, meu bem...

Crowley me olhou com seus olhos amarelos brilhando. - Ngk! Não é como se eu lembrasse do céu, nem como se eu quisesse lembrar.

O olhei com um sorriso acolhedor e um certo semblante de dúvida.

- Sua vida foi boa Crowley? Mesmo tendo caído...?

- Claro que foi Azi. Tenho certeza que no céu eu não tinha amigos

Sorri com seu comentário. - Eu também não tinha. 

- Que coincidência, você sem amigos, eu sem amigos... deveriamos ser amigos.

- Mas já somos amigos, Crowley ― Comentei sem entender e recebendo um leve chute de Crowley por baixo da coberta. - Ei! Por que fez isso?

- Você é muito bobo, anjo ― Ele sorriu para mim

- Você que é ― Retruquei como uma criança

Crowley escondeu seus pés gelados atrás de minhas costas me causando arrepio

- Crowley tire esses cubos de gelo que você chama de pé daí ― Reclamei me remexendo no sofá

- Está frio, preciso me esquentar Azirapahale. Não seja uma amigo cruel

Os pés gelados de Crowley iam se espremendo cada vez mais atrás de minhas costas procurando se esquentar

- Sai Crowley!

- Sai você!

- Eu vou te bater!

- Vem!

Peguei o pé de Crowley por de baixo da coberta e o puxei fazendo com que todo seu corpo entrasse de baixo do coberto.

- Anjo! ― Ele exclamou se sentando no sofá com a coberta cobrindo sua cabeça como se fosse um fantasma de desenho.

- Você está adorável de fastaminha, querido. Acho uma ótima ideia para fantasia de Halloween.

E em questão de segundos Crowley se pois a correr atrás de mim pela livraria enquanto gritava "BUU"


Continua...


Notas Finais


Obrigada para quem está lendo!!!

Beijos para quem quiser 💙


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