1. Spirit Fanfics >
  2. Um beijo à meia noite (Imagine Jimin) >
  3. PRÓLOGO

História Um beijo à meia noite (Imagine Jimin) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


𝑨𝑽𝑰𝑺𝑶𝑺: ✧ essa história é baseada no livro “Um perfeito cavalheiro”, que é o terceiro da série “Os Bridgertons”;

✧ sou muito insegura em relação à minha escrita e não terminei de escrever ainda, então fiquem cientes de que há a possibilidade de eu não conseguir terminar a história;

✧ esse é meu primeiro imagine, então me perdoem por qualquer erro :p

boa leitura!💗

Capítulo 1 - PRÓLOGO


Todos sabiam que S/N Beckett era bastarda. Todos os criados tinham consciência disso apesar de o conde de Penwood, seu pai, ter dito que ela era a filha órfã de um amigo falecido. Mesmo que os olhos e cabelos castanhos cor de mel de S/N fossem praticamente idênticos aos do conde e que seu sorriso fosse uma réplica do da irmã dele, todos preferiam fingir acreditar na história. Não queriam magoar a jovem que tanto amavam e, muito menos, perder os empregos. Porém, a menina sempre soube que o conde era seu pai. Não sabia como, apenas sentia. Lembrava-se vagamente da noite chuvosa em que chegara a Penwood Park, aos 3 anos de idade. Sua avó, muito magra e doente, deixou-a na porta da mansão enrolada em um casaco, que continha um bilhete em um dos bolsos. O conde fez questão de alojar a menina na ala infantil, garantindo todos os cuidados e regalias necessárias. Desde que ela chegara, já havia conquistado todos que viviam ali, pois era dócil e gentil. Conforme crescia, S/N se tornava cada vez mais bela e inteligente. Adorava as aulas de aritmética e francês e passava a maior parte de seu tempo na biblioteca da casa, estudando e lendo livros de temas variados. Seus melhores e únicos amigos eram os criados, pois ela não era chamada para festinhas ou eventos. Afinal, era conhecida apenas como a pupila do conde. Via o pai, que chamava de milorde, algumas vezes por ano quando ele vinha de Londres - o que acontecia raramente. - Quando ela tinha 10 anos, ele decidiu se casar.

Boatos corriam entre os empregados de que o conde agora passaria mais tempo em casa, já que seria um homem de família. S/N ficara bastante contente com o anúncio do casamento, pois, depois de sete anos sozinha na ala infantil, ganharia duas irmãs - filhas da futura esposa de seu pai. - Porém, infelizmente, nada foi como a menina esperava. Logo no primeiro dia em que chegara a Penwood Park, Araminta, a nova viscondessa, notou que S/N era a filha bastarda do conde, deixando bem claro assim que ficou a sós com a menina: 

— Não quero que fale comigo nem com minhas filhas. É uma vergonha ver que o conde mantém nesta casa uma filha ilegítima, comendo e bebendo do bom e do melhor e vestindo roupas de grife. Você não é parte da família. Pessoas da sua laia nunca serão boas como nós. — S/N, que tinha o queixo segurado, sendo forçada a olhar nos olhos da mulher, apenas assentiu calada. Naquele mesmo dia, Araminta pediu ao conde que se livrasse da garota, porém ele se recusou, afirmando que ela não precisava gostar da menina, apenas suportá-la. Assim, as três novas moradoras da casa passaram a tratar S/N com frieza e desdém. Rosamund e Posy, a pedido da mãe, sempre implicavam com a garota quando ninguém estava olhando. E, por mais que os criados percebessem a mão da menina cheia de roxos dos beliscões, ninguém falava nada. 

A vida da jovem foi assim durante quatro anos, até que um dia, enquanto tomava chá no jardim, o conde levou a mão ao peito e arfou, caindo duro sob o chão de pedra. Todos ficaram chocados com sua morte, pois o homem tinha apenas 40 anos. Em seu testamento, ele havia deixado dotes respeitáveis para as meninas, incluindo S/N. Araminta ficara indignada, principalmente quando soube que caso expulsasse a menina de casa antes que esta completasse 20 anos, a renda anual destinada a si pelo ex-marido cairia de seis mil libras para duas mil libras. Portanto, se viu obrigada a deixar S/N ficar. Desde então, fez a menina de gato e sapato, despedindo vários empregados da casa para economizar e deixando suas funções para a jovem. Suas roupas, antes bonitas e bem passadas, deram lugar a outras de lã crua, e a comida que comia agora era a mesma que a dos outros criados: sobras.

— S/N!!!!! — Rosamund gritou do quarto. Era S/N pra cá e pra lá. Toda hora Araminta, Rosamund ou Posy estavam gritando pelos serviços da pobre garota, que fazia desde levar comida até vesti-las. 

— Pois não? — A jovem arfava após subir as escadas depressa.

— Meu chá está frio.

— Trarei outro bule então. — Deu um sorriso amarelo e saiu do quarto antes que pudesse resmungar. Era típico de Rosamund pedir chá e beber apenas uma hora depois, quando já estivesse frio, e então pedir outro bule. Descia as escadas quando ouviu seu nome ser chamado novamente, dessa vez pela outra irmã, Posy. Era a única que era gentil com S/N; não era má como Araminta ou Rosamund.

— Sim? 

— Você acha que essa cor fica bem em mim? — Perguntou sobre a fantasia de sereia verde que estava usando. O modelo não favorecia muito o corpo da menina, mas a cor lhe caía bem. 

— É muito bonita! Combina com sua pele. — S/N respondeu. 

— Obrigada! Você leva jeito em escolher minhas roupas. — Deu uma risadinha. — Mamãe está me deixando louca com esse baile de máscaras. Ela quer que vamos impecáveis! Tem a esperança de nos juntar com algum dos irmãos Park, acredita?

— Eu sei. — Riu. Araminta estava desesperada para casar pelo menos uma de suas filhas com algum homem rico importante. Pois o novo conde de Penwood, primo de terceiro grau do falecido pai de S/N – cujo o título lhe foi passado – anunciara que elas só tinham até o ano seguinte para arranjar outro lugar para morar. A viscondessa viúva enlouqueceu, claro. Desde então a mulher fazia de tudo para que suas filhas ficassem “impecáveis” – extravagantes e exageradas – para ir a qualquer evento. Ah, e o tão esperado baile de máscaras... S/N havia lido várias vezes sobre o assunto nos jornais daquela semana. A anfitriã era Lady Park, uma condessa da sociedade londrina. Descendentes de coreanos, os Parks eram bastante conhecidos por serem encantadores e divertidos. A família era composta por nove pessoas, Lady Park e seus oito filhos. Os homens eram bastante cobiçados pelas moças da sociedade, mas até então apenas um havia se casado. Ás vezes, S/N se pegava imaginando se a união de seus pais tivesse sido oficializada. Sua vida seria completamente diferente, e comparecer a bailes, jantares e saraus seria algo rotineiro, não apenas um sonho inalcançável. Mas a realidade dela era arrumar as jovens para esses eventos, fechando corpetes, penteando cabelos e limpando sapatos. “Você é uma camareira” pensou consigo mesma. Mas isso não a impedia de sonhar.



Notas Finais


e aí? continuo?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...