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História Um Beijo Inesperado de Natal - Snames - Capítulo 58


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Notas do Autor


1. Oi! Primeiro agradeço os comentários, os 881 favoritos, os pedidos de atualização e todo o carinho recebido no capítulo anterior. Muito obrigada. Aqui está o novo capítulo. Espero que gostem. Bjs :D
2. Se não se importassem, gostaria que lessem as notas finais. É importante.

Capítulo 58 - O Primeiro Compromisso de Slugue


Janeiro se desvaneceu imperceptivelmente para fevereiro, sem nenhuma alteração no tempo frio e nada acolhedor. As semanas seguintes passaram com relativa rapidez, mas sem nenhuma novidade na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. A chuva desaparecia aos poucos e fazia surgir novamente a neve. As árvores continuavam nuas de folhas e o lago congelado. Os estudantes continuavam com suas rotinas: acordavam, comiam, iam às aulas, estudavam e socializavam. Costumavam passear pelos corredores decorados de cristais congelados – onde faziam bolas de neve e atiravam uns aos outros.

Marlene e Lily eram, de todos os casais de Hogwarts, o que estava mais feliz e Sirius costumava comentar, em voz alta, que seu presente estava sendo bem utilizado para mortificação das garotas, embora elas não negassem.

Os jogos de Quidditch ainda não tinha iniciado, devido ao tempo severo, mas tal não significava que alguns times não aproveitassem para treinar.

Os tempos eram difíceis para o mundo bruxo, não havia como negar. O "Profeta Diário" trazia notícias atualizadas sobre os ataques dos Comensais da Morte aos Bruxos e Muggles, daquela vez se focando na Irlanda do Norte. Todos os dias se podia observar a fotografia a preto e branco da marca negra, pairando sobre edifícios, o crescente número de assassinatos e raptos, com fotografias de rostos desconhecidos. Os estudantes, principalmente os nascidos muggles, estavam apavorados por suas famílias e, muitos deles, já tinham insistido com seus familiares para escaparem para o estrangeiro, para ficarem a salvo.

Os professores continuavam normalmente suas aulas, mandando deveres e corrigindo-os em seus gabinetes. De vez em quando, realizavam reuniões para conversarem sobre algum determinado estudante, ou para relaxarem entre eles. Estando fechados no castelo, só podiam assistir, impotentes, aos sucessivos acontecimentos de morte e destruição, não podendo fazer muito mais do que proteger seus alunos, lhes educando e confortando naqueles momentos terríveis. A guerra entre a luz e as trevas não tinha fim à vista.

Frank e Alice continuavam atarefados com o casamento. Queriam se casar o mais rapidamente possível, logo que terminassem Hogwarts. Queriam aproveitar a vida de casados antes de entrarem para o Curso de Aurors. O casal enviava, sempre que podia, cartas com instruções dos preparativos para suas respetivas famílias, que adorariam ajudá-los a ter o casamento de sonho. Seria uma boa forma de distrai-los das notícias ruins e do sofrimento que assistiam todos os dias.

Regulus e Lizbeth eram vistos muitas vezes na mesa dos Gryffindors, conversando com os Marotos, Severus e as meninas. Também tinham adquirido o hábito de estudarem, sozinhos, em frente à lareira do Salão Comunal, enquanto trocavam, de vez em quando, uma carícia ou um beijo apaixonado. A maior parte da Casa de Slytherin os ignorava, os restantes somente trocavam cumprimentos, por educação. Mas ambos estavam felizes, e era o que importava.

Peter e Zoey continuavam juntos, e felizes, fazendo planos para quando terminassem Hogwarts. Queriam sair do país, deixar toda a guerra para trás, constituírem uma família.

James e Severus tentavam passar o maior tempo possível juntos, até ao toque de recolher. Tirando seu namorado, a única pessoa que tivera coragem de contar seu segredo tinha sido Lily, que ficara emocionada com a notícia, e lhe dera todo seu apoio. Muita gente poderia considerar a intersexualidade como uma "monstruosidade", pelo receio do desconhecido, e não queria ser mais machucado do que já tinha sido por seus colegas. Sabia que tal poderia acontecer mesmo com James e os Marotos tentando protegê-los.

James tinha comentado aos Marotos a sala que tinha encontrado e procuraram-na por toda a Hogwarts, debaixo da capa de invisibilidade, durante várias noites,mas sem sucesso.

O Gryffindor era obrigado por seu namorado a estudar na biblioteca, todos os dias, para que estivessem mais do que preparados para os NIEM´S. O Slytherin devolvera, finalmente, o grosso livro de DCAT que tinha requisitado na biblioteca depois do Natal. Nunca demorara tanto tempo para ler um livro, mas muito tinha acontecido em pouco mais de dois meses. Mas já tinha lido tudo e realizado os feitiços na perfeição.

Durante esse tempo, tinha contatado via coruja o Ministério , para mudar seu apelido, mas rapidamente se apercebeu de que não valeria a pena, pois a burocracia era imensa, e demoraria meses, senão anos, para fazer essa alteração.

Se sentia bem, embora acordasse de manhã com uns estranhos enjoos, ou um apetite voraz nas refeições. Comia sempre que podia e nunca se sentia satisfeito. Por vezes, tinha sonhos esquisitos, que não se recordava quando acordava. Redobrara as lições de Oclumência, que também tinha negligenciado um pouco devido às fortes emoções dos ultimos tempos, mas os sonhos que continuavam assombrando-o não eram, de todo, ruins. Tinha sido sua mãe a ensiná-lo as artes da Legilimência, Oclumência e Poções, quando era criança, e Tobias estava se embebedando nos bares.

Os Princes tinham sido uma das famílias puro-sangue que mais se tinham focado nessas artes, passando-as de geração em geração. E sua mãe não tinha quebrado esse costume.

Ainda não sabendo se iriam a Hogsmeade no dia dos namorados, devido ao ataque que tinha ocorrido há semanas, encomendara do Beco Diagon-Al um caderno de capa dura para escrever suas invenções, e os materiais que necessitava com mais urgência. Durante várias noites, deitado de bruços em sua cama, tinha passado todos seus feitiços e invenções. Protegido com os encantamentos mais poderosos que conhecia, seu caderno estava rabiscado com alterações em poções bastante conhecidas como a Poção de Acônito, e Um Elixir para Induzir a Euforia, que incluía a adição de um raminho de hortelã-pimenta, que tenderia a contrabalançar os efeitos colaterais ocasionais de cantar e nariz excessivos. Ou o Bezoar, pois se uma pessoa fosse envenenada e precisasse de assistência imediata, bastava "enfiar um Bezoar goela abaixo".

Também tinha passado seusfeitiços, como o Levicorpus, que fazia com que a vítima fosse içada no ar por seu tornozelo, um feitiço não verbal, mas que também podia ser falado em voz alta, e a contrazaração, o Liberacorpus. O Sectumsempra, criado em momentos de raiva e humilhação, fazia com que a vítima fosse esfaqueada por milhares de facas, a matando de hemorragia. Tinha sido uma azaração criada com a intenção de usar em seus inimigos, o que tinha incluído – naquela altura - os Marotos. Era uma de suas habilidades. E seu contrafeitiço era o Vulnera Sanentur, que tinha de ser repetido três vezes. Primeiro, para abrandar o fluxo de sangue para evitar a morte. Segundo, para limpar resíduos e começar a curar as feridas, e o terceiro para fechar totalmente as feridas. O Muffliato enchia os ouvidos de qualquer pessoa próxima com um zumbido não identificável. E o Langlock tinha como objetivo colar a língua no céu da boca. Na parte de dentro da capa, tinha assinado com seu apelido: "Principe Mestiço".

Ao longo de suas cartas trocadas com sua mãe, de onde faziam planos para a Mansão, Eilleen o tinha informado que as obras estava indo num bom caminho e , se assim continuassem, terminariam em meados de março. Severus amava ter magia, fazia tudo ser mais fácil e rápido. Comentou que queria para seu quarto uma estante para todos seus livros. Depois de muito pensarem, se decidiram que o nome dado à sua coruja seria "Luna". Era um bom nome, e combinava com ela.

Sua mãe estava muito feliz com sua nova vida, que lhe começara a enviar, semanalmente, biscoitos recheados e bolos feitos por ela em grandes quantidades,que era obrigado a dividir com seus amigos. Talvez sua mãe estivesse fazendo tudo aquilo para compensar os anos em que nada lhe tinha enviado.

James sempre ficava com água na boca com a aparência deliciosa de cada um deles. No início da semana do dia dos namorados, Severus e todos o que participavam no "clube de Slugue" tinham recebido um convite para uma festa privada na noite de sexta. Nenhum membro poderia faltar, sem um motivo de força maior. Nessa mesma noite, Dumbledore lhes informara, para animação de todos, que as visitas a Hogsmeade estavam novamente autorizadas, pois os Aurors andavam fazendo patrulhas cerradas na vila, mas só poderiam ir a partir do dia de S. Valentim.

Durante aquelas semanas, James tinha reparado que seu namorado andava mais cansado e sonolento, quase adormecendo nas aulas. Felizmente, conseguia acobertá-lo e, assim, os professores nada desconfiavam. E os enjoos constantes de manhã, ao ver certos tipos de comidas também o estava assustando. Não mencionando que, sempre ia ao banheiro no final de casa aula – o que nunca tinha feito antes -, ou os queixumes, ao fim do dia, que sua cabeça doía. Tentou convencê-lo a ir visitar Madame Pomfrey, pensando que seu namorado teria apanhado alguma doença grave, mas o Slytherin não aceitou, em sua teimosia caraterística.

Severus odiava ir à enfermaria, tinha passado demasiado tempo ao longo daqueles anos devido às peças que sofria de seus colegas. Não costumava ficar doente mas, de alguma forma que não conseguia identificar, estava diferente. Sua pele estava mais suave ao toque, brilhante e rosada. Seus seios mais sensíveis ao toque e suas aréolas estavam mais escurecidas. De vez em quando, sentia uma dor aguda no fundo das costas, o que o obrigava a passar a maior parte do tempo sentado, ou deitado. Sua magia, não sabia como descrever, estava mais poderosa, ou seria instável? Tinha de ter cuidado com os encantamentos que proferia, pois seus feitiços estavam mais poderosos.

O Gryffindor também tinha reparado nas mudanças de seu namorado, ficando cada vez mais surpreso. E não tinha sido o único. Seus colegas davam mais atenção ao Slytherin, principalmente os garotos, o deixando com raiva. Querendo ensina-los que não deveriam observar os namorados dos outros, lançava-lhes encantamentos nojentos, que faziam aparecer bolhas dolorosas em lugares bem privados. Não que fosse falar à frente de Severus, não queria ser amaldiçoado. Ele andava com umas estranhas alterações de humor.

OoOoO

A noite de sexta chegou com uma rapidez inesperada. Depois de jantarem no Salão Principal, os convidados da festa se dirigiram para seus dormitórios para se prepararem para o primeiro encontro do ano. Severus esperou que seus colegas se arranjassem. Ainda se recordava das pontadas dolorosas que sentira aos vê-los se preparando para uma festa para o qual não tinha sido convidado, comentando e rindo entre eles. As vezes que ficara sozinho no dormitório, se perguntando porque não tinha sido convidado para o clube, achando que o professor o considerava menos importante do que os outros. Até que, um dia, deixou simplesmente de se importar, não queria saber se era convidado ou não. Já não importava. Ele mostraria a todos que não precisava de ninguém. Mas, agora, fazia parte desse mundo.

Tomou um banho quente, relaxando seus músculos tensos. Sentia que seu corpo estava, de alguma forma, diferente. Seus seios doíam com frequência, tinha mais dores de cabeça que o habitual, sem falar dos enjoos. Já tinha comentado seus sintomas com Lily e ela lhe dissera que, talvez fosse sua menstruação chegando. Ela, por vezes, se sentia assim.

Estremeceu com o pensamento, não sabia como iria reagir ao ver sangue saindo de dentro de si. Vestiu uma de suas novas vestes, que lhe assentavam que nem uma luva.

Quando chegou ao saguão da entrada às oito horas, encontrou um número anormal de estudantes, que estavam esperando seus pares. Seu namorado já ali se encontrava. Seu cabelo negro estava mais revoltoso que o norma, como se ele tivesse tentado domá-lo, mas sem sucesso. As vestes negras lhe assentavam na perfeição.

- Oi! - Cumprimentou, se aproximando – Vamos?

- Claro! - Respondeu James, se colocando de imediato a seu lado e se dirigindo, pela escadaria de mármore, para a sala de Slughorn, onde o som de risos, música e conversas em alta voz aumentavam a cada passo. Fosse porque tivesse sido construida assim, fosse porque ele tivesse usado magia para deixá-la daquele jeito, a sala de Slughorn era muito maior do que o escritório normal de um professor. O Gryffindor nunca tinha entrado a sala do Chefe de Slytherin.

O teto e as paredes tinham sido forradas com panos esmeralda, carmim e dourado, para dar a impressão de que se encontravam no interior de uma vasta tenda. A sala estava abafada e cheia, imersa em luz vermelha que o ornamentado lampião dourado projetava no centro do teto, onde se encontravam fadinhas de verdade, cada qual um ponto de luz brilhante, algumas pousadas nos rosais ali conjugados, e outras esvoaçando em redor. Uma cantoria, aparentemente acompanhada por bandolins, subia de um canto distante; uma névoa de fumaça de cachimbo pairava sobre vários bruxos idosos, absortos em conversa, e numerosos elfos domésticos se deslocavam entre uma floresta de joelhos, sombreados pelas pesadas travessas de prata com comida e bebidas que seguravam, parecendo mesinhas móveis. Slughorn, que acabava de cumprimentar Regulus e Lizbeth exclamou, ao vê-los:

- Severus, meu rapaz! Sr. Potter. - Cumprimentou, vendo como o casal se espremia pela porta para entrar – Que bom que apareceram.

Severus acenou, se perguntando porque o chefe de sua casa não tinha alargado a porta. Talvez fosse para vê-los fazendo figuras ridículas.

-Entrem, entrem! - Continuou Slughorn – Há tanta gente que eu gostaria que vocês conhecessem.

Slughorn usava um chapéu de veludo com borlas, combinando com o smoking. Apertando seu braço com força, puxou-os para a festa.

-Severus. James. - Pararam em frente a um grupo de pessoas muito bem vestidas, de porte altivo e sorrisos arrogantes. Snape, embora não quisesse revelar, se sentiu um pouco vexado, ma sorriu educadamente. Pelo canto do olho, observou a expressão fechada de seu namorado e percebeu que estava aborrecido. Ele também se sentia assim e desviou o rosto. Respirou fundo, trazendo seus conhecimentos de Oclumência, sua mente ficando em branco e vazia. Não conhecia nenhuma das pessoas presentes. E se houvesse algum seguidor do Lord das Trevas? Não queria que ninguém lesse sua mente. Observou as mesinhas redondas, dispostas pela sala, com variados pratos em forma de coração, com entradas: desde fruta descascada, pedaços de variados queijos, partidos em cubinhos, patés e tostinhas, bolinhos e bebidas, como xerez, cerveja de manteiga, uísque de fogo e, até, hidromel. Severus sentiu água na boca com tanta comida. Já tinha jantado, mas eram tantas maravilhas à sua frente que não conseguia resistir. Trocou rapidamente algumas palavras com os restantes convidados, para que não o considerassem um mal educado, antes de avançar para a mesa mais próxima, onde pegou em um dos pratinhos.

Noutro momento, se sentiria enojado com tanto amor no ar, mas como estava apaixonado, não se sentiu incomodado. Pelo contrário, se sentia emocionado pela forma como as fadas voavam em redor deles, libertando seu pozinho mágico e deixavam cair pétalas de rosas vermelhas, a cor da paixão. Se sentou em uma das cadeiras disponíveis, aproveitando a música, sendo imitado por seu namorado. Se sentia estranhamente cansado, suas pálpebras só queriam se fechar, não importava onde estivesse, só queria dormir. Sentiu os braços de James em redor de seu corpo e se olharam. Estar apaixonado era um sentimento indescritível. Sentia que James era o certo para si e, embora soubesse que ele tinha machucado seus sentimentos no passado, o fato de ele o ter ajudado poderia não apagar tudo o que tinha feito de errado, mas lhe demonstrava que o amava como dizia. Com James, se sentia mais alegre, vivo. Amava sentir seus abraços, seus beijos, suas carícias.

Ficaram observando a festa por uns momentos, o Slytherin fixando seu olhar nas deliciosas iguarias ao longo da mesa. Não entendia o motivo de agora adorar comida. Sentia necessidade de comer a toda a hora. Se não levasse aperitivos nos bolsos, não sabia como faria. Por vezes, comia alimentos que antes desprezava, dava maia atenção aos doces. Lily já lhe tinha explicado que todas as garotas têm reações diferentes durante a menstruação: umas preferiam comer, outras se emocionavam com mais facilidade, e havia outras que só queriam estar deitadas, enroladas nos cobertores, enquanto saboreavam doces. Talvez ele fosse como algumas delas, que seu paladar se tivesse virado para a doçura. O que não era normal, pois não estava habituado a comer tantos chocolates, ou bolos.

Os bandolins terminaram sua canção e os convidados bateram palmas, educadamente. Severus e James os acompanharam, o Slytherin vendo Lily e Marlene chegando à festa e sendo recebidas pelo professor. Olhou em volta, vendo Regulus e Lizbeth no outro lado da sala, conversando com alguns dos convidados. O professor se dirigiu para o centro da sala e, lançando sobre si um encantamento sonoro, falou:

- Boa noite a todos. - Os convidados se calaram, atentos ao anfitrião – Espero que todos estejam acomodados, pois a festa ainda agora começou! - Escutaram palmas e assobios alegres, enquanto Slughorn acenava com uma mão, pedindo silêncio – Também espero que se divirtam e, se precisarem de algo, aqui estarei.

O Slytherin se afastou do palco improvisado, se dirigindo para a porta e a fechando, para terem mais privacidade. Severus reparou em todos os convidados da festa, se não soubesse que Slughorn não era, de alguma maneira, adepto da pureza de sangue, pensaria que era ao ver que a maioria das pessoas ali presentes eram puro-sangue. Percebeu que nunca tinha trocado palavras com muitos de seus colegas que ali se encontravam. Um elfo se aproximou deles com uma bandeja com bebidas e a estendeu, perguntando:

- Os senhores desejam alguma bebida?

- Com certeza. - Respondeu James, pegando em um copo com uísque de fogo e estendeu a seu namorado e questionando– Você quer?

Severus observou o copo e sentiu seu peito apertando, um aviso de que não deveria beber.

- Não, obrigado. - Respondeu, observando a bandeja e vendo que somente havia bebidas com teor alcoólico. Se virando para o elfo, perguntou:

- Pode me trazer um suco de abóbora?

- Sim, senhor. - Respondeu o elfo doméstico, antes de aparatar. Viu o olhar de seu namorado sobre si e se justificou:

- Meu estômago tem andado sensível a certos tipos de bebidas e tenho receio de sentir enjoos de novo. Você já imaginou a vergonha que seria eu vomitar no meio da festa? Nem quero pensar.

James franziu o sobrolho, como se uma ideia estranhamente louca tivesse passado por sua mente, mas abanou a cabeça. Não podia ser. Só tinha sido uma vez. Seus pensamentos foram interrompidos com a chegada do elfo, que entregou um copo cheio a seu namorado, que agradeceu e deu um gole.

-Você já pensou em ter filhos? - Sua pergunta saiu de rompante, não tinha pensado sequer em como abordar esse assunto. Severus baixou o copo e olhou para o Gryffindor com uma estranha expressão, como se nunca tivesse pensado nisso, e questionou:

- Porque você está me perguntando isso agora?

- Não sei. - Admitiu James – Esses seus sintomas não são normais e eu pensei...

Snape deu uma risada, antes de responder, dessa vez em voz baixa:

- Eu não estou grávido.

- Como pode ter certeza? - Insistiu Potter. Seu pai falava muitas vezes da época em que sua mãe o estava esperando e os sintomas batiam certo. - Eu não estou constantemente com mulheres grávidas, mas meu pai costumava comentar como minha mãe sofria alterações hormonais, os enjoos matutinos e vômitos a qualquer hora do dia. Bate tudo certo.

O Slytherin abanou a cabeça, ao responder:

- Os intersexuais muggles são estéreis e não há registos de intersexos mágicos que tenham sido pais. - Vendo que seu namorado queria insistir, comentou – Tenha calma. Isso deve ser só os nervos pela aproximação dos NIEM´S ou é esse momento instável que vivemos. E, mesmo que os intersexuais bruxos pudessem engravidar, deveria ser depois de muitas tentativas. E, desde que descobri o que realmente sou, só fizemos uma única vez.

Se levantou, acenando para alguém. James ergueu o rosto e viu Regulus e Lizbeth chamando seu namorado. Severus pegou em sua mão e o puxou em direção a seus amigos, ignorante da expressão tensa e os pensamentos obscuros de seu namorado. James não sabia como reagir. E se suas suspeitas fossem verdadeiras? Como poderia levar seu namorado à enfermaria, sem ser amaldiçoado pelo caminho? Por momentos, imaginou Severus com um bebê gorducho em seus braços, com seu cabelo e os olhos de seu amado e não pode evitar sorrir. Sabia que eram muito novos e que não era o momento para terem filhos, mas não conseguiu deixar de imaginar um menino – pois sua família só conseguia gerar garotos - , a cópia exata de ambos, sorrindo e o chamando de "papai".

 

Continua...


Notas Finais


Oi! Eu sei que esses ultimos capitulos continham erros, e peço desculpa por isso. Mas é que tem havido obras no prédio e, por vezes, é tanto barulho que não me consigo concentrar. Mas já revi os capítulos e corrigi os erros. Obrigada às pessoas que me avisaram.

Espero que tenham gostado do capítulo! Como puderam ler, o nome escolhido para a coruja do Severus foi Luna, o nome mais votado pelos leitores. Obrigada. Severus já têm os sintomas típicos de uma gravidez. Quando eu mencionei que essa fanfic teria M-preg, muitos ficaram preocupados em saber se era o ultimo ano de nossos personagens, pois ter uma gravidez durante seus anos escolares não é nada fácil. E eu afirmei que era. Ou seja, quando Severus terminar Hogwarts, terá somente cinco meses.

Ao longo da história têm me deixado dicas para fazer novos capítulos, o que é maravilhoso. Mas eu percebi que muitas delas não dão para encaixar nessa fanfic. Estou pensando em fazer uma 2ª Temporada? Alguém concorda?

James foi o primeiro a desconfiar de uma gravidez. Decidi fazer assim, pois não é a primeira vez que o homem descobre, em vez da companheira. Como acham que Severus irá reagir ao saber que está esperando um filho? Sei que muitos estão ansioso pela revelação, está quase! O próximo capítulo será o dia dos namorados. Se quiserem deixar opiniões, estejam à vontade. E será no seguinte que o Slytherin saberá.

Estou ansiosa com vossos comentários. Bjs :D


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