História Um Beijo Inesperado de Natal - Capítulo 19


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Categorias Harry Potter
Personagens Remo Lupin, Severo Snape, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Bottom!severus, Botton!sirius, Jamesxseverus, Lemon, Marotos, Salily, Snames, Top!james, Top!remus, Yaoi, Yuri
Visualizações 355
Palavras 1.556
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi! Primeiro agradeço os comentários, os favoritos, os pedidos de atualização e todo o carinho recebido no capítulo anterior. Muito obrigada. Aqui está a segunda parte, espero que gostem. Bjs :D

Capítulo 19 - À Procura do Presente Ideal - Parte 2


A neve começava se acumulando nas ruas e o frio intenso batia em seus rostos, obrigando-os a se encolherem nas roupas. Os pubs se encontravam cheios de pessoas, que saiam de sues empregos e iam relaxar um pouco antes de irem para casa almoçar ou, até, de aproveitarem suas férias. James estava aborrecido, farto de entrar e sair de lojas. Desejava regressar para Hogwarts e comprar o presente noutra altura, mas Lily, era tão teimosa que o obrigava a percorrer todas lojas. Mas mesmo que quisesse deixar para outro dia, não podia. Faltavam cerca de quatro dias para o aniversário de Severus e ele não tinha forma de voltar novamente antes do fim de semana seguinte.

Lily não queria ir embora tão depressa. Sabia que conseguiriam encontrar um presente para seu melhor amigo.

­– Lily... – Resmungou James, encolhido pelo frio – Quero ir embora.

– Mas a gente ainda nao encontrou nada para você oferecer a Severus! – Exclamou a ruiva, que agarrava sua mão e o puxava pelas ruas cheias de neve – Há algumas lojas que ainda não vimos!

­ – Está escurecendo, Lily. – Alertou o Garyffindor – Dentro de pouco tempo vai chover e eu não quero ficar molhado. Deveriamos...

– Olhe ali! – Gritou ela, o interrompendo. James se clou e se virou, vendo uma pequena loja de antiguidades. O nome “Antiguidades, desde 1830” surgia a letras grossas e negras por cima da loja cor de creme. A garota avançou e James a seguiu, curioso, não se lembrando de algumas vez ter ali entrado.

 

Abriram a porta e um sininho tocou, informando o comerciante da chegada de clientes. Entraram, hesitantes, e fecharam a porta. Era um local iluminado, de paredes brancas e longas parteleiras pintadas a castanho, com os mais variados artigos, desde frascos de tinta de cristal, livros antiquados e cheios de pó, bolas de cristal dos mais variados tamanhos, tapetes do século XVIII, castiçais, caldeirões de ouro, latão, e prata, entre outros. Ao balcão estava um homem idoso, que lhes sorriu. Suas mãos enrugadas estavam pousadas em uma vitrine de vidro com joias antigas.

Se aproximaram, cautelosos, e o dono da loja lhes sorriu polidamente:

­– Boa tarde. – Cumprimentou, sua voz era baixa e rouca – Que desejam?

– Boa tarde. – Respondeu Lily, que se encontrava encostada ao Maroto.

– Boa tarde. – Disse James, olhando em redor – Estamos procurando um presente para meu namorado.

– Ah! – Falou o homem, movimentando alegremente suas vestes castanhas. Convidou-os com a mão a se aproximarem. Eles assim o fizeram e viram as mais belas peças e antigas joias, vendidas por famílias puro sangues que necessitavam de dinheiro e nunca mais tinham sido recuperadas,

 

– Vejam essas jóias aqui. – Incentivou o homem, tirando uma bela aliança de ouro, com um brilhante rubi vermelho, e entregando na mão de James – É uma aliança banhada a prata de goblin, com mais de duzentos anos. Seu namorado ficaria deslumbrante com ele.

– Ele tem algum poder especial? – Perguntou o garoto, cauteloso, observando o diamante reluzindo na escassa luz – Ou alguma maldição?

– Todas as joias de nossa vitrine têm encantamentos de proteção. – Informou o vendedor – Embora algumas só protejam seus herdeiros de sangue.

– Entendi. – Falou o Maroto, lhe entregando o anel. Olhou em volta, vendo os objetos antigos e pensou que seu namorado não iria querer tralhas velhas – Vou dar uma volta pela loja e…

– James! – Chamou a ruiva e ele se calou, se dirigindo para a amiga, que se encontrava ao fundo da vitrine, olhando fixamente para uma joia. Se colocou a seu lado e ela apontou para um delicado medalhão oval, com a letra P em itálico, desenhada a pedras preciosas e com uma fina corrente banhada a prata.

– É o símbolo dos Prince. – Esclareceu Lily, ao ver seu olhar perdido – Deve ter sido vendida por seus avós.

– Você tem certeza? – Perguntou, olhando a letra bem desenhada.

– Absoluta. – Falou ela, convicta.

– Esse colar… – Começou James, levantando a voz para o vendedor, para que ele o ouvisse melhor – há quanto tempo está aqui?

O dono se aproximou, seu rosto enrugado demonstrando curiosidade pela escolha dos jovens. Ao ver qual era o colar, respondeu:

– Há cerca de dezoito anos, ou até mais… – Sua voz soava hesitante – Pertencia a uma família…os Prince, se não estou enganado…

Retirou o colar e o estendeu sobre o espelho da vitrine, para que o observassem melhor.

James e Lily deram uma vista de olhos mais atenta ao medalhão, vendo a sua beleza, tendo a mesma ideia.

– Estou interessado em levar – Começou o garoto – Quanto custa?

Estava ansioso pela reação de seu namorado ao ver um pertence de sua família.

– 1200 galeões. – Informou o vendedor e o Maroto saiu, chocado, de seus pensamentos. Lily arregalou os olhos, espantada pelo preço excessivo por uma joia, considerada de segunda mão, e o Maroto perguntou, tentando esconder seu choque:

– Perdão?

– 1200 galeões. – Repetiu o homem, calmamente, ignorando o olhar chocado dos Gryffindors.

– Tanto? - Perguntou a ruiva, se recuperando do susto.

– É uma relíquia. – Se justificou o dono, vendo as expressões céticas dos jovens – Não pode ser vendido por uma pechincha.

James pensou no dinheiro que tinha retirado do cofre, cerca de cem galeões e se perguntou como poderia baixar tanto o preço. Seria impossível.

– É muito caro. – Comentou o Gryffindor, pensando no que poderia fazer para adquirir a joia.

– É um preço justo. – Insistiu o homem, teimosamente – Esse medalhão é de ouro de goblins, com mais de quatrocentos anos. Uma verdadeira antiguidade.

– Ninguém vai dar tantos galeões por esse colar! – Exclamou Lily, tentando levar o homem à razão – Pertenceu a uma família que já está extinta!

– 1200 galeões! – Repetiu o vendedor, com voz firme, agarrando o colar.

– 650 galeões! – Ripostou James, querendo baixar o preço.

– Um absurdo! – Exclamou o dono, escandalizado – 900 galeões e nem mais um knut!

– Não se pode pagar a prestações? – Perguntou Lily, sabendo que era uma prática comum em seu mundo. Seus pais costumam fazê-lo quando queriam comprar um eletrodoméstico.

– Não, minha menina. – Respondeu ele, com desprezo, pesando que lhe queriam passar a perna – Só se fosse cliente da loja. E eu nunca vi ninguém de vocês aqui.

– Eu só tenho 100 galeões. – Sussurrou o garoto à amiga, se sentindo desesperado. Tirou o saco das moedas e o abanou à frente da ruiva. Lily retirou seu saquinho com moedas e as deitou em cima da vitrine, o som do metal ecoando pela loja. Contou em surdina e falou:

– Tenho trinta galeões que me sobraram do presente de Severus. – Suspirou, se sentindo cansada – Me desculpe, James, mas acho melhor procurar outro presente. Ou podemos regressar a Gringotts e buscar o resto do dinheiro.

– Droga! – Resmungou, se sentindo frustrado, ao mesmo tempo que balouçava o saquinho à sua frente. Ir ao banco e regressar à loja os faria perder muito mais tempo e estava quase na hora de almoço. Severus poderia desconfiar do que eles realmente foram fazer a Hogsmeade. O vendedor observava fixamente o saco de James, vendo a letra “P” bordada no pano castanho. Pensou um pouco e perguntou, cauteloso:

– O jovem pertence à família Potter?

– Sim. – Respondeu James, se virando para o vendedor – Sou James Potter.

– O filho de Fleamont e Euphemia Potter? – Insistiu o dono, semicerrando os olhos em sua direção.

– Correto. – Afirmou James, se sentindo ligeiramente incômodo.

– Ah! – Exclamou o dono alegremente, deixando sua expressão carrancudas de lado rapidamente, os espantando – Seu pai é um grande cliente da loja, Sr. Potter. Porque não me avisou que era seu filho? Ele sempre compra aqui seus presentes para sua mãe.

– Sério? – Perguntou o Gyffindor, curioso – Não sabia...

Ele nunca tinha dado atenção aos locais onde seu pai costumava comprar os presentes para sua mãe, embora ele já o tenha referido muitas vezes.

– É verdade. – Confirmou o vendedor, se aproximando da caixa registradora e esperando que eles o seguissem. James e Lily o imitaram – Eu costumo fazer descontos às pessoas, e seus familiares, que costumam comparar em minha loja. Seu pai tem aqui uma conta própria, onde pode colocar todas suas compras e, no final do mês, uma lista vai para sua casa com seus gastos. Como é filho, posso liquidar seu pagamento, mas seu pai receberá uma carta em casa com o pagamento.

– Isso seria…fantástico. – Balbuciou James, pensando em sua sorte. Pegando na varinha, o dono realizou um feitiço não verbal. À sua frente surgiu um pergaminho, com várias alíneas para assinar, desde seu nome, até sua morada, o pagamento, a data da compra e sua assinatura. O Gryffindor escreveu em tudo o necessário e entregou ao vendedor, que guardou o colar direito em uma grande caixa de veludo azul e dentro de um saco de papel colorido. James agradeceu e saíram da loja rapidamente.

– Ufa! – Desabafou, vendo as pessoas andando apressadas para as lojas e pubs, ao mesmo tempo que uma chuva miudinha caía – Estava pensando que teria de ir buscar mais dinheiro ao banco. Seria uma perdida de tempo. 

– É verdade. – Respondeu Lily, feliz por seu amigo – É uma sorte seu pai ser cliente daquela loja.

James acenou e caminharam rapidamente ao longo do amontoado de neve cinzenta, em direção às carruagens, tentado ignorar a chuva gelada que estava caindo. Entraram na carruagem mais próxima e se sentaram nos fofos bancos, arquejantes. Sorrindo um para o outro, satisfeitos, James pensou em enviar uma carta a seu pai, lhe contando as novidades e questionando se haveria forma legal de ajudar as pessoas que gostava.

 

Continua…

 

 


Notas Finais


Oi! Me desculpem a demora mas, não pude postar mais cedo. Mas espero que tenham gostado do capitulo. James teve muita em sorte que seu pai era cliente da loja. Acham que Severus irá gostar do presente?
Me digam nos comentários, por favor. Bjs :D


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