História Um bom negócio. - Capítulo 2


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter
Tags Draco Malfoy, Drarry, Harry Potter, Pos-guerra, Romance, Top!harry
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Palavras 1.321
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


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Capítulo 2 - Capítulo 2


— Eu sinto muito, Harry, mas não vou poder te dar aula. — Hermione lamentou.

Naquele dia quente de primavera encontravam-se os três dentro do quarto de Mione. A garota, de cabelos cacheados e rebeldes, estava ocupada arrumando suas coisas, ou melhor, enfiando as roupas amassadas para dentro do enorme baú de madeira que tinha. Eram amigos desde muito novos, e não desgrudavam.

Ronald era co-capitão do time de futebol americano em que jogava, enquanto Hermione era mais quieta e dedicava-se exclusivamente ao time de debates —  da qual era orgulhosamente a capitã. Eram populares, mas não o suficiente para a hierarquia maluca em que o colégio era organizado.

—  O quê?! —  Arqueou ambas as sobrancelhas e abriu a boca, incrédulo.

A amiga, por muitos anos, havia sido a responsável por suas notas medianas e suficientes. Assim como Ron, sonhava em entrar para a universidade com uma bolsa integral fornecida pelo futebol americano, deixando a herança de seus pais exclusivamente para emergências. Não gostava de depender de um dinheiro que, apesar de tudo, não sentia como se fosse seu.

— O clube de debates foi convidado para um Retiro, com outros alunos de debate para treinos e competições. —  Apesar da voz lamuriosa, não havia nada nos olhos castanhos que indicasse tristeza. Hermione estava mais do que orgulhosa por ter recebido tal honra, e Harry sabia disso. Não podia culpá-la. —  Mas eu posso te dar umas sugestões de outros bons alunos? — Sugeriu.

—  Eu posso te ensinar História! —  Rony se meteu, levando um empurrão brusco da namorada em seguida.

—  Não comece! —  Bronqueou a cacheada. —  Vocês dois juntos não conseguiriam estudar absolutamente nada. —  Empinou o nariz, parando de jogar suas roupas no baú para então seguir em direção a sua prateleira de livros. Esta era de pintura branca e completamente organizada. A garota gostava de fazê-lo em ordem alfabética. Passou o indicador pelos livros, os olhos afiados e atentos. —  Aqui! — Sorriu satisfeita, puxando o anuário da escola.

A esguia logo se jogou na cama, abrindo o anuário ao mesmo tempo em que ambos os garotos deitaram a seu lado. Na cama pequena mal porcamente cabiam os três, mas faziam seu melhor. Hermione começava a se ajeitar, jogando o corpo para o lado do ruivo, dando mais espaço para Harry encaixar metade de seu corpo ali, visto que a outra metade já se encontrava parcialmente ajoelhada no carpete cor de creme.

—  Para o que estamos olhando? —  Resmungou Ron.

—  O anuário, dã! —  Retrucou Potter, levando um chute do amigo — Ouch!

—  Você sabe que eu não estava perguntando isso! —  Se exaltou o ensardado.

—  Ei! Os dois! —  Reprimiu a outra entredentes. —  Prestem atenção. — Chamou, parecendo mais calma. Pigarreou então, para continuar. — Eu aconselho você a procurar ajuda para alguma pessoa que também está fazendo esportes, já que elas tendem a ter os mesmos horários que a gente. E uma pessoa inteligente, por favor.

—  Okay. —  Harry assentiu, conforme a amiga folheava o livro até abrir na página dedicada aos esportistas da escola. A página era dividida em quatro cores, com múltiplas fotos dos principais times de Hogwarts.

— Com as águias da natação as alunas com melhor pontuação são Chang e Lovegood.

Hermione começou, apontando para as fotografias das garotas. Luna Lovegood era uma garota magra, de cabelos ondulados e óculos esquisitos. Era uma das melhores nadadoras do estado, ganhando a fama de garota-sapo não apenas pelo seu talento, mas por suas peculiaridades. Cho Chang já era o oposto: muito mais centrada. Era introspectiva e parecia dedicar a sua existência ao namorado, Cedrico Diggory, que fazia o mesmo favor. Ele era o capitão do time de Baseball, e, aparentemente, era quem fazia as provas dos jogadores de seu time, visto que seu pai trabalhava na administração e tinha acesso aos testes com antecedência.

—  E então o Diggory dos Texugos, sabemos… —  Quem falou foi o Weasley, claramente entediado. —  Por que não escolhe a Luna de uma vez? Chang não vai se desfazer da bolha protetora que criou em volta do Cedrico pra te ajudar.

— Porque ela não vai conseguir explicar nada para o Harry! Quer dizer, não de forma coesa. —  Deu de ombros. — Eu amo a Luna, mas ela…

—  Não faz sentido algum! —  Riu Ronald, levando outro empurrão da namorada. Este o fez rolar para fora, caindo em um baque surdo no chão.

— Ela é uma pessoa peculiar. —  Corrigiu Hermione. —  Pois bem. Isto nos leva aos Serpentes Sonserinas. —  Concluiu, apontando para a imagem a sua frente.

Ali jaziam três pessoas. Na fotografia elas encontravam-se abraçadas, todos aparentemente muito suados e vermelhos. Trajavam shorts esverdeados e blusas sem manga acinzentadas, com uma enorme serpente no meio. Eram os corredores do colégio, os alunos mais populares e, claro, conhecidos por sua falta de simpatia.  No meio havia Pansy Parkinson. A garota tinha o rosto redondo e lábios grossos, pintados em um batom vermelho. Ela tinha um sorriso vitorioso no rosto e olhos verdes como oliva afiados em direção ao câmera. Suas unhas bem feitas encontravam-se pintadas de preto e envolviam dois garotos. O da direita era Zabini, um rapaz negro e forte de maxilar quadrado e marcado, lábios grossos e olhos negros como a noite. Portava-se de maneira imponente e não havia um sorriso sequer em seus lábios. Já a esquerda havia o Malfoy. Draco Malfoy. Seus cabelos eram de um loiro platinado, quase branco, e seus lábios eram rosados e finos. Seu rosto era oval e o corpo inteiro parecia ter ângulos pontudos, visto que o rapaz era esguio e muito alto. Tinha a postura perfeita e o nariz aquilino empinado, o deixando com uma expressão aristocrática. Eram todos tão bonitos que os olhos chegavam a doer, e exalavam controle.

Eles eram as pessoas mais populares da escola. Extremamente exigentes a respeito de com quem andavam ou o que faziam, tiravam as melhores notas, tinham os melhores desempenhos em atividades extracurriculares, eram cobiçados pelas universidades e, o mais importante de tudo, pelos estudantes também.

— Eu não vou pedir a nenhum deles ajuda! —  Reclamou contrariado. — Eles são todos maquiavélicos! —  Fez uma careta, encarando a imagem a sua frente.

— Aposto que Pansy é capaz de voar em uma vassoura. —  Gracejou Rony, gargalhando do chão.

Harry não foi capaz de fazer outra coisa senão concordar, em meio a risadas.

— Blaise deve congelar suas vítimas antes de devorá-las vivas, não tenho dúvidas! —  Juntou-se as provocações, lacrimejando de tanto rir.

—  Pois eu quero ver você fazer essas gracinhas quando estiver sendo expulso do time. —  A amiga sentou, cruzando seus braços e arqueando uma das sobrancelhas em desafio.

Imediatamente os rapazes ficaram quietos.

—  Ótimo. —  Mione sorriu. —  Pansy e Blaise certamente não vão te ajudar… — Deu de ombros. —  Na verdade não sei nem se eles são humanos, honestamente. — Riu, mas uma risada um pouco nervosa. —  Nunca os vi demonstrando nenhum sinal de terem sentimentos…

—  Ou fraquezas… —  Sussurrou Ronald, bancando o engraçadinho.

—  Mas Draco —  A castanha interpôs, prevendo mais uma chuva de risadas. —  também é do clube de xadrez e nós conversamos algumas vezes. Acho que ele não vai ver problemas em te ajudar.

—  Existe alguma coisa que esse garoto não faça? —  Harry perguntou em um misto de incredulidade e inveja. Sabia que o Malfoy fazia parte da equipe de corrida, do clube de corrida, informática e até mesmo de latim, agora também o de xadrez?

Harry não conseguia fazer nem mesmo três coisas ao mesmo tempo, quanto mais tudo aquilo!

—  Aparentemente conquistar o coração de Astória Greengrass, e é aí que você entra.

— Ah, então vai ser uma troca de favores? —  Arqueou uma das sobrancelhas, sentando-se para ficar de frente a amiga. —  Não sei se notou, Hermione, mas eu sou tão gay quanto o céu é azul.

—  Sabemos. —  Ronald colocou, levantando uma das mãos para que fosse visto.

—  Sim, mas é também o cara por quem todas as garotas tem uma queda. Astória inclusa. Então você vai compartilhar algumas dicas com o Malfoy e ser um bom garoto, certo? — A negra negociou.

—  Acho que posso fazer isso. —  Concluiu meio contrariado. Tudo por melhores notas.

 



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