História Um bom negócio. - Capítulo 4


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter
Tags Draco Malfoy, Drarry, Harry Potter, Pos-guerra, Romance, Top!harry
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Palavras 846
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Capítulo 4


Na quinta feira, exatamente às oito horas da noite, Harry encontrava-se em frente a uma enorme mansão no bairro nobre da cidade. Não que estivesse terrivelmente surpreso com o fato de Draco ser podre de rico, mas ver tanto dinheiro exposto daquele jeito ainda era estupidamente sufocante.

    Não era pobre. Seus padrinhos ganhavam um bom dinheiro lecionando, e havia sim a fortuna que seus pais o haviam deixado, mas não era uma realidade com a qual o dono dos óculos redondos era sempre confrontado. Vivia confortável, mas não daquele jeito — não cercado de luxo.

    A primeira visão que o dono dos cabelos negros teve foi de uma mulher loira e altiva. Tinha seus cabelos perfeitamente jogados para trás, preso em um coque. Os fios emolduravam bem o rosto sério, pintado com batom claro e uma maquiagem que lhe ressaltava a cor dos olhos.

    — Você deve ser Harry Potter. — Ela o cumprimentou com um aceno, dando-lhe passagem. — Aceita um chá? Draco já vai descer. — Assegurou, sorrindo. — Pode se sentar na mesa da sala de jantar.

    — Ah, não, obrigado. — Agradeceu com um sorriso, caminhando em direção até a mesa de jantar.

    O cômodo onde ela jazia era amplo, com inúmeras janelas enormes e cobertas com cortinas verdes e pesadas. O tapete abaixo da mesa de madeira escura e pesada era persa, contendo vários detalhes em verde e prata. Além dele, havia também um armário de madeira escura onde ficavam as bebidas, e um jogo de chá  de porcelana sobre o mesmo. No mais, um lustre de cristal se dependurava do teto, iluminando o ambiente.

    Colocou as coisas sobre a mesa, segurando uma caneta enquanto olhava fixamente para o livro, esperando.

    — Já fazem cinco meses!

    O comentário veio em um estrondo. Aparentemente a voz soava do segundo andar, e era masculina — além de parecer nada satisfeita. Acompanhado dela, um barulho de coisas a se quebrar.

    — Não é fácil conquistar uma garota, você sabia?!

    Quem retrucou foi Draco, parecendo igualmente exaltado. Sua voz parecia rouca, como se a discussão já estivesse acontecendo havia tempos, além de um certo exaspero.

    O dono dos cabelos bagunçados só sabia olhar para as próprias mãos, olhando para os lados de maneira desconfortável e fingir que nada estava acontecendo. A mãe do colega havia desaparecido em direção as vozes, deixando-o sozinho naquela situação desconfortável.

    — Eu juro por Deus, Draco, se você estiver se envolvendo com um garoto… — Aquilo era uma ameaça dada aos berros. Nenhum dos dois parecia consciente de que receberiam visita, ou não ligavam.

    — Eu gosto de garotas também! — O platinado foi rápido em responder. — É bissexualidade que se chama, aliás!

    Aquilo não era uma novidade para ninguém da escola, aliás, boa parte dela já havia cedido aos encantos do Malfoy, sua fama de galinha o precedia. Talvez por isso Astória não demonstrava interesse, ou ela só estava se fazendo de difícil. A verdade era que achava muito difícil que a garota estivesse evitando-o por não querer estar consigo. Ele era difícil de se resistir.

    — Você e suas palavras inventadas. Tanto faz… — Rosnou a segunda voz, claramente desinteressada. — Pare de enrolar de uma vez e conquiste essa garota, você sabe como nó-

    — Precisam. Vocês precisam disso. — Finalizou o esguio, um tom mais baixo, mas alto o suficiente para que pudesse ouvir.

    Quando começou a ouvir barulhos na escada, o Potter só faltou dar um pulo, tentando ajeitar os papéis a sua frente e fingir que era surdo. Quer dizer, parecia uma melhor opção do que admitir ter escutado aquilo tudo.

— Bem vindo a minha casa, Potter.  — Draco apareceu no batente da porta que fazia a transição do hall de entrada para a sala de jantar. Sua postura, apesar da discussão, era descolada, muito embora o rosto se encontrasse vermelho, provavelmente de raiva.

     — Vocês precisam da Astória?  — Infelizmente ficar quieto não era a sua especialidade, e muito menos impedir as coisas que rolavam por sua língua. Às vezes elas o faziam muito antes da informação chegar em seu cérebro, o que resultava em suas péssimas ideias.

    — Você é sempre assim tão curioso? — Arqueou uma das sobrancelhas, franzindo o cenho. — Meu pai quer um Império, e Astória é o caminho pra isso.

    — Casamento arranjado neste século? — Retrucou o garoto tentando fazer gracinha, mas ficou sério no momento em que encarou o outro.

    — Bem, você perguntou. — O esguio deu de ombros. — Qual o seu plano, aliás?

    Harry ponderou com afinco a respeito de respondê-lo. Ainda queria a sua aula — ou melhor, precisava — e não queria ferir os sentimentos de Draco. Ou ao menos havia se convencido daquilo.

    — Você não faz o tipo de que deve demonstrar sentimentos, ou sequer dar sinal de que eles existem, então vamos explorar isso. — Sorriu, mal intencionado. — Por acaso eu sei onde Astória gosta de passar tempo, e nós vamos dar uma olhada.

    Por alguns segundos o silêncio os engoliu. O mais alto ficou parado sério, encarando-o por um longo momento antes de dizer:

    — Muito bem, Potter! — O platinado bateu palma, puxando os livros para si logo em seguida. — Vamos começar com os estudos, sinto que vai ser um processo árduo.

 



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