História Um bom negócio. - Capítulo 6


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter
Tags Draco Malfoy, Drarry, Harry Potter, Pos-guerra, Romance, Top!harry
Visualizações 441
Palavras 1.977
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Capítulo 6


—  Já está pronto, Ron? —  Harry perguntou, batendo na porta do banheiro.

    Estavam atrasados para a festa que Malfoy ia dar em sua casa. Haviam orquestrado o crime perfeito: um dia em que seus pais partiriam em uma viagem de trabalho. Passou a tarde organizando a casa com o colega, filtrando a piscina, comprando salgados, refrigerante e bastante cerveja.

    Passavam cada vez mais tempo juntos, as aulas eram insuportáveis, mas o papo entre eles nem era tão ruim assim. Começou a entender que Draco vivia sobre extrema pressão dos pais e a forma como a corrida havia ajudado a salvar a sua vida, e o ensinado a lidar muito melhor. Até mesmo Potter estava correndo, para além dos exercícios e jogos de futebol americanos, que estavam sendo salvos graças ao platinado. Até mesmo Pansy e Blaise estavam menos ariscos perto de si e de Ron. Mantinham apenas uma distância amigável agora.

—  Pronto. —  Assegurou o amigo, saindo do banheiro com uma toalha enrolado em seus cabelos. Ele vestia uma calça jeans escura e uma blusa laranja, que só tratava de ressaltar seus cabelos, o allstar combinava.

Harry já havia optado por algo mais discreto. Uma blusa branca, outra flanela xadrez —  dessa vez azul — e o vans que combinava. Não haviam mais detalhes ou adereços, mas pensava que seria o suficiente para se misturar com todo o resto da escola que havia sido convidado.

Puxou a toalha da cabeça do amigo e a jogou em sua cama. Ronald foi na mochila que trazia quando vinha dormir em sua casa e puxou dali um perfume, passando no pescoço.

    —  Vamos. —  Anunciou o negro.

 

***

    Dava para ouvir o barulho da calçada. A música estava extremamente alta, mas mais que isso, as pessoas também faziam som. Parecia que toda a escola estava ali, e talvez estivesse mesmo, pelo tamanho da casa. Por dentro o cenário era ainda mais caótico, com apenas as luzes de abajures acesas tudo estava embaralhado, além da fumaça e o cheiro de maconha que ocupava todo o espaço. Todos tinham um copo na mão e algumas pessoas se beijavam freneticamente contra as paredes da residência.  Onde havia sido a sala de jantar, agora dava lugar a uma mesa de beerpoing, que dois garotos do time de natação jogavam alegremente.

    Com a movimentação logo Ronald se perdeu no mar de pessoas, e não foi muito diferente consigo. Visto que em cinco minutos parado na porta uma garota o puxou pelo braço, gritando coisas ininteligíveis e rindo.

    —  Venha jogar conosco! —  Falou de madeira arrastada, lançando o corpo contra os do jogador de futebol por alguns segundos antes de voltar a puxá-lo. —  Vem, vamos! — A garota o colocou sentado em uma roda concentrada na cozinha. Havia uma garrafa no meio dela, e ela girava. — Sete minutos no paraíso. — Começou a dizer, sentando a seu lado. — Ela gira, gira… — Gargalhou, incapaz de equilibrar o tronco, que se movia para todos os lados.

    Estava apoiando o corpo em uma das mãos para se levantar quando a garrafa parou apontada para si.

    — Você! — Berrou a bêbada, o puxando para baixo. Bateu com a bunda no chão em um baque surdo, e encarou a garota, que apontava de maneira veemente em outra direção. — E você! Para o armário!

    O ponto era que o “você” em questão era um garoto que se encontrava com as costas viradas para a roda. Ele estava em pé, se agarrando com alguém que estava contra a parede. Encontravam-se aos beijos. Uma das pernas do homem estava entre as pernas da garota, que arranhava as costas cobertas do rapaz.

    — Eu? — Então o alto se virou, evidenciando o rosto de pontas que conhecia bem. Astória, atrás de si, estava toda descabelada, e com o batom borrado. — Estou ocupado! —

Moveu a mão como a quem espanta um mosquito, mas a Greengrass o empurrou o peito, gargalhando.

    — Vai Draco! É o teu amigo, vai deixar ele ir sozinho pro armário! — A implicância deixava Harry levemente ofendido, como se ele não fosse uma ameaça. E talvez realmente aquilo não correspondesse com a realidade, mas gostava da ideia de ter uma chance.

    — É o Harry? — Perguntou e logo se virou, em uma mistura de incredulidade e surpresa ao vê-lo ali. Malfoy não parecia sóbrio, mas também não indicava que estava muito ruim. O estudante pigarreou, passando a mão pelos cabelos. — Certo, eu volto já. — Selou a promessa com um beijo, atravessando pelas pessoas com cuidado, erguendo bem as pernas longas e definidas até que estivesse no centro da roda, consigo. — Aguenta sete minutos comigo, Potter?

    Poderia estar ficando louco, mas detectou uma razoável quantidade de flerte naquela troca de palavras, ou talvez fosse como a boca dobrara-se para construir as palavras. No final o esguio passou a língua pelos lábios finos e vermelhos.

    — Vai ter que entrar no armário para descobrir, Malfoy. — Retrucou na mesma moeda e tom de brincadeira, indo até o armário da dispensa. Abriu a porta para o esperar, e uma vez que o garoto estava dentro, fechou a porta.

    No momento em que a porta se fechou, e que foram contemplados pela escuridão, tudo o que Harry conseguia focar era na respiração alcoolizada do mais alto contra seu rosto, invadindo suas narinas. Ele abriu a boca para dizer alguma coisa, sentindo a proximidade do mais velho a sua frente. Os corpos não se encostaram, mas conseguia sentir seu calor. Aquilo era insano.

    Timidamente levou uma das mãos a cintura do outro, roçando a digital ali de maneira envergonhada. O nariz alheio recostou no seu, roçando levemente e, antes que se dessem conta, as bocas estavam se chocando de maneira brusca.

    Não havia mais timidez ou hesitação, apenas o desejo e a luxúria, o vazio da necessidade que o rasgava, deixando-o terrivelmente quente. O apertou nos quadris, empurrando o corpo mais magro contra o seu e chocando as costas de Draco contra a parede.

    Só parou de o beijar no momento em que os pulmões começaram a implorar por ar, doendo. Aproveitou para depositar beijos no pescoço do corredor. Tinham um espaço limitado agora, e pouca privacidade. Queria fazer o que podia dentro daquilo, e ainda com consciência suficiente para que não fossem pegos. Escorregou a língua por ali, sugando a área de maneira brusca, enquanto as mãos deslizavam pelo corpo do platinado de maneira altiva.

    Draco não demorou enfiar as mãos por suas costas largas, arranhando-o pela área com suas poucas unhas.

    —  Eu quero você… —  Confessou ele em um sussurro, apoiando a cabeça na parede da dispensa.

    Seu membro pulsava pelo estímulo mínimo oferecido pelo outro, e sem nem ao menos notar, movia os quadris em direção aos do outro, roçando-se contra ele de maneira bruta o suficiente para que o corpo pequeno grudasse contra a parede.

 

Os lábios subiram por seu queixo, e então ele mordeu seu lábio inferior, sentindo o sangue verter para sua boca. A língua então ganhou espaço na cavidade úmida, sentindo o gosto de sua saliva e o férreo do sangue. Ele subia e descia com seus quadris, arrastando-se preguiçosamente contra o outro, seguindo o mesmo ritmo daquele beijo, que só parou quando ouviu um esbarro na porta. Se afastaram por alguns segundos, respirando com dificuldade, antes de voltarem a se agarrar.

 

As mãos do platinado começaram a deslizar pelo corpo do dono dos olhos esmeraldinos. Podia sentir-se desfazer contra suas digitais. Draco o explorava as costas, subindo e descendo por sua espinha até mais ou menos sua calça e então subia novamente. Não demorou muito para numa dessas levar a barra de sua camisa, o encorajando a retirá-la. Harry não hesitou um segundo sequer, deixando o pano cair no chão e fazendo o mesmo com o homem a sua frente, para que tivesse mais carne para explorar.

 

 

    — Eu sempre quis. — Disse depois de muito tempo, como se aquelas palavras só agora houvessem entrado em sua mente.

Ele o beijou uma vez mais, e o mais novo não se deu o trabalho de refutar, mesmo sabendo que aquilo era, de certa forma, errado. Sua língua movimentou-se contra a dele a medida que as mãos arrancavam sua calça, empurrando-a pelas coxas do Malfoy em um movimento quase desesperado. Desvencilhou-se do esguio apenas para lhe morder e sugar seu lábio inferior, escorregando a língua por sua bochecha e então por seu maxilar, manchando sua pele com saliva.

Imediatamente a mão livre do corredor foi para o zíper da calça do jogador de futebol americano. Abriu o botão e então abaixou o ferro, tirando o membro para fora da calça sem a necessidade de o despir, como Draco quase estava. Pela primeira vez depois que engrenaram, Harry tinha certeza de que não seria apenas o platinado a se arrepender daquela foda.  Estava tomando cada vez mais consciência do que faziam.

Aproveitou a posição para esfregar a língua pelo peitoral do esguio, continuando por seu mamilo para sugar seu direito com cuidado. Ao mesmo tempo, ele procurava sustentar as pernas do dono dos olhos cor de lua, erguendo uma das suas coxas para ter melhor acesso a sua entrada. Não se demorou muito esfregando a cabeça inchada de seu cacete ali, empurrando o membro para dentro dele sem demoras. Podia sentir o corpo alheio se retesando, apertando seu caralho pulsante dentro de seu buraco estreito e quente.

O quadril se moveu quase sozinho, recuando e então o penetrando com força. O suficiente para que o impacto dos corpos ecoasse por todo o cômodo. Havia algo nele que o atraía intensamente, e não da forma com a qual estava acostumado. Era como uma droga que fazia todos os seus sentidos aguçarem-se, o tomando por inteiro.

— Incrível... — Sussurrou, arrastando a boca fervente até a dele, suprimindo gemidos e arfadas durante todo o processo. Contudo não o beijou.

Às vezes esfregava a cabeça inchada de seu pau em seu interior, forçando-se contra o ponto sensível antes de voltar a estocar. Os movimentos eram rápidos e descontrolados, simplesmente não conseguia parar. O corpo suava, enquanto admirava os fios platinados que grudavam na testa do outro e a única coisa que o mais novo conseguia pensar era na ardência que começava a se espalhar por sua virilha, e em como Draco era simplesmente delicioso, como o paraíso.

Dentro daquele cômodo o prazer o tomava por inteiro, dando-lhe a sensação de tocar nos céus, de poder tudo. O Malfoy o acompanhava, mãos aferradas em seus ombros conforme rebolava e quicava em seu cacete, esfregando as costas contra a parede para ter um melhor suporte. Ele não parava um segundo sequer, e seu membro roçava-se contra o estômago de Harry, o marcando com sua pré-porra.

—  Harry… —  Chamou sôfrego em seu ouvido, lambendo seu lóbulo sem pudor algum. Poucos segundos depois porra quente escorria por entre os corpos, e em segundo algum o mais magro parava de se mover, mantendo o ritmo.

Tê-lo gozando fora o suficiente para que se enterrasse e esporrasse dentro dele, despejando o líquido pegajoso e quente dentro do buraco estreito. Só se retirou no momento em o Malfoy começou a transbordar, colocando-o gentilmente no chão e sentando em seguida. Suas pernas encontravam-se queimando e terrivelmente trêmulas, parecia que havia acabado de correr uma maratona.

Vestiram-se ao mesmo tempo, correndo. Limitavam-se a respirar o ar  pesado, buscando-o quente e rarefeito para dentro dos pulmões. Quando alguém bateu na porta, contudo, Draco levantou assustado, os olhos arregalados brilhando no espaço escuro.

— Eu não posso fazer isso. — Falou como quem confessa um segredo. — Não posso fazer isso! — Tornou a repetir mais alto, levantando-se de maneira brusca e abrindo a porta num estrondo. — Potter, eu não posso fazer isso. — Finalizou, a face rasgada pelo desespero antes que ele desaparecesse.

Aparentemente todos haviam desistido de jogar o jogo e os esquecido ali na dispensa.  Por quanto tempo haviam ficados suspensos em um mundo apenas dele? E, o mais importante, por que Draco sentia necessidade de colocar os pés no chão?

 



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