História Um Brilho Na Escuridão - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Chiyo, Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Kizashi Haruno, Kushina Uzumaki, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara
Tags Amor Profundo, Cego, Drama, Narusaku, Naruto Uzumaki, Preconceitos, Romance Época Vitoriana, Sakura Haruno
Visualizações 125
Palavras 3.918
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero q gostem^^
Desculpem os erros;
Boa leitura;

Capítulo 17 - Capítulo 16 - Rompante


Amor? Naruto realmente acabou de declarar o seu amor por mim? Ou simplesmente estou sonhando acordada, como já sonhei e fantasiei diversas vezes antes? Não, não, não, isso não é um sonho. Isso tudo é muito real, bem real na verdade. Seus olhos sinceros transbordam sinceridade, e lá no fundo vislumbro um sentimento apaixonado, uma extrema adoração severa. Não consigo entender e muito menos compreender quando foi que Naruto começou a desenvolver sentimentos românticos em relação a mim? Os beijos indevido que havíamos compartilhado? As carícias que trocávamos na infância todas as noites de tempestade? Confissões e confidências que dizíamos um para o outro secretamente? Eu não sei dizer com total exatidão o que havia mudado de uma relação fraterna para caminhar numa direção totalmente contraditória de um relacionamento saudável de irmão e irmã, para um proibido território desconhecido e amorosamente carnal.

Nunca imaginei tendo nenhum outro tipo de relação incestuosa com Naruto, mesmo ele não sendo meu irmão de sangue, sempre o considerei parte da minha família e isso jamais vai mudar. Mas ter um sentimento amoroso já é algo totalmente impensável, e, eu não quero ser apontada nas ruas pelas pessoas por me considerarem impudica e ser apelidada pelos demais de “pervertida pecaminosa” e lamentarem sofregamente por Naruto que é um pobre deficiente visual que não pode enxergar e ver com seus próprios olhos aonde havia amarrado seu bode, na garota mais ridícula e patética de todo condado de Hampshire. Assim como as mães casadoiras lamentavam por Sasuke Uchiha ser meu prometido e tenho certeza que elas me amaldiçoam entre dentes por quererem que suas adoráveis filhas se casem com o partido mais cobiçado e disputado nos bailes sociais de Londres. Mas, Naruto, merece coisa muito melhor do que eu, uma garota linda e delicada que seja totalmente o inverso de mim.

Ainda estou fitando seu rosto assombrada pela sua revelação e não sei o que lhe responder. Ele aperta minha cintura, obrigando-me a retornar ao presente.

- Não vai me falar nada? – Ele me escrutina com os olhos, o rosto pálido e machucado, inteiramente apreensivo. – Eu mereço uma resposta, você, não acha?

Engulo em seco.

- Preciso pensar primeiro – murmuro dificultosamente. – Uma semana no mínimo.

Precisava de tempo para digerir aquela confissão inesperada e pôr meus pensamentos em ordem.

- Nada disso, eu quero saber agora mesmo o que tem para me dizer! – Naruto está tremendo e respira ofegante, ele ainda não está totalmente recuperado. – Não posso esperar tanto tempo! – exclama enfático, respirando ruidosamente.

Me separo dele e o ajudo a se deitar na cama, ele protestou e resmungou alegando estar em perfeitas condições para continuar conversando mais estava à ponto de desmaiar de exaustão.

- Descanse primeiro, depois continuaremos nossa conversa se não seu ferimento na cabeça nunca irá sarar – me curvo e deposito um beijo meigo na sua testa pegajosa de suor. Quando ele acordasse a primeira coisa que faria seria pedir que lhe dessem um bom banho quente nele para revigorar suas forças e trocar suas roupas surradas por outra limpa.

Afofo seu travesseiro cuidadosamente.

- Sakura amanhã a primeira coisa que você fará ao acordar, é vir aqui nesse quarto para me dar uma posição não posso esperar tanto tempo pra saber...

Enrijeço.

- Naruto...

- Por favor, não pode me fazer esperar demais, é crueldade.

Reflito por um instante.

- Tudo bem, farei exatamente como me propôs – digo sorrindo, entristecida. Mas eu já sabia qual seria minha resposta diante da proposta dele. Beijo-o na testa outra vez, amavelmente, antes deu ir embora. Penso que ele já adormeceu pois seus olhos estão fechados e sua respiração funda e instável, começo a retrair-me e erguer-me calmamente do colchão para sair do quarto silenciosamente para não despertá-lo.

Então, ouço sussurrar ferino:

- Ás vezes, Sakura, você me faz recordar da minha mãe da maneira carinhosa como ela cuidava de mim antes dela falecer, os gestos gentil, a voz serena, a proteção que na maior parte do tempo me sufocava, o beijo depositado na testa toda vez que me colocava na cama para dormir. Sabe eu só queria ser uma criança normal... Mas eu odeio quando você faz essas coisas, me faz relembrar do quanto sou um ser miserável que sempre necessitará da ajuda dos outros, eu não quero que você seja uma mãe substituta para mim, Sakura. Eu não quero uma enfermeira que me auxilia vinte quatro horas por dia, para isso eu já tenho o Wolf... E-Eu quero e desejo você como um homem sedento deseja desesperadamente a mulher que ele ama... – suas palavras vão perdendo força e foram se apagando conforme mergulhava no sono profundo.

Enfim adormeceu exaustivo.

Naruto nunca podemos ficar juntos”, penso amargurada. “Eu te amo, mais não dessa forma, sinto muito.”

 

Fecho a porta do quarto em silêncio, e me recosto cansadamente sobre ela, o corredor principal está deserto e sem nenhuma alma viva de algum servente curioso perambulando pelos corredores para bisbilhotar sobre seus mais novos hóspedes que chegaram em perfeito estado catastrófico. Isso é estranho, empregados geralmente sempre agem pelo instinto de saberem a respeito dos convidados misteriosos de seus patrões para fofocaram até altas horas de madrugada na cozinha com os demais serviçais, é assim que os subalternos de papai agem toda vez que meu pai recebe alguém na nossa casa, principalmente se forem companhia feminina, especulando se será a mais nova senhora e soberana da mansão. Mas felizmente isso nunca aconteceu. Já os diligentes da família Uchiha parecem mais com fantasmas do que obsequiador existentes, evaporando-se numa enorme nuvem enegrecida de fumaça. Estou exausta, faminta, suja, e louca para me banhar, mas não consigo encontrar ninguém, todos pareciam ter desaparecido misteriosamente. Ainda estou vestida com o mesmo vestido de musselina que tinha posto hoje pela manhã, ou o que sobrou dele, agora encontra-se imundo, totalmente rasgado, deplorável, e, enlameado, percebo que até agora estou vestindo o casaco que Sasuke havia emprestado para ao menos esconder parte do meu corpo desnudo que o vestido deixava à mostra.

Aqueles saqueadores de estradas, perversos, tentaram me estuprar e por muito pouco não haviam conseguido o que queriam tocando e apalpando grosseiramente cada canto da minha pele nua, exposta, as mãos imundas enfiadas debaixo dos tecidos da roupa rasgada, puxando e remexendo para descobrirem o que escondia ali em baixo. Ainda tremo ao recordar do horror daquela cena sanguinolenta: o choro, terror, misturando juntamente com o desespero crescente a cada segundo que se passava, eu acreditei que meu fim seria ali naquela estrada deserta, estuprada por um bando de ladrões imundos e depois assassinada de maneira selvagem com uma adaga enfiada até a base do meu crânio, o corpo inerte largando em algum buraco esquecido pelos homens. Não gosto de me lembrar daquele ocorrido terrível ainda está tudo muito claro e vivido na minha mente, gravado à ferro e fogo, os vestígios daqueles homens nojentos não tinham sido expurgados da minha pele, preciso tomar um banho imediatamente para sentir-me humana outrora.

De repente, me vejo caminhando cegamente pelos corredores, atormentada, desesperada, agoniada, escandalizada, e ansiosa numa busca frenética por água limpa, uma barra de sabão, e esponja para esfregar vigorosamente toda minha pele até ponto de feri-la, deixando-a em carne viva, eliminando assim todos os vestígios de impureza que tinham sido infligidos. Meu corpo inteiro está tremendo pelo horror da situação pela qual havia passado recentemente, sentindo-me suja, impura, e sinto uma extrema repulsa de mim mesma, quero fugir e desaparecer para longe desse corpo nojento.

Começo abrir todas as portas dos quartos do andar acima da ala oeste, verificando dentro de cada cômodo para averiguar se tinha algum lavabo e jarro com água dentro, comecei a sentir-me ansiosa cada vez que abria e fechava uma porta frustrada e desanimada por não encontrar nada, a maioria dos jarros estavam secos e sem uma gota de água dentro. Quando pôr fim abro bruscamente a última porta de um quarto no final do corredor da ala leste da mansão afastado e isolado dos demais aposentos, enfim encontro uma banheira fumegante e transbordando pela água limpa recém fervida. Lágrimas de alivio começam queimar meus olhos, o corpo sacudindo pela expectativa. Uma serviçal de cabelos vermelhos que eu não tinha percebido antes por conta da minha euforia, fita-me surpreendida analisando criticamente meu estado desalinhado e desastroso, postura rígida, segurando uma toalha num braço dobrado e pedaço de sabão na outra mão, eretamente.

Continuo firmada estoicamente na porta aberta.

Ao olhar para água cristalina novamente posta diante dos meus olhos faz com que o entorpecimento da sujeira impregnado na minha pele volte um milhão de vezes com força total, é insuportável, é agonizante, é desesperador, sem não mais conseguir conter as lágrimas começo chorar compulsivamente puxando e arrancando enfurecidamente cada peça de roupa do meu corpo começando pelo casaco puxando-os pelos braços num só arranque, a força brusca pelo movimento repentino provocou uma onda de choque pelo corpo exaurido, ignorei aquela dor pungente, segui rasgando com raiva o resto dos farrapos, terminei tirando o vestido rasgado, destruído, coberto pela terra, sujeira, e lama seca. Lágrimas continuam escorrendo pelo rosto que cobrem e turvam minha visão, sinto-me dilacerada por dentro. A única coisa que quero é purificar meu corpo da perversidade dos que me fizeram ruir.

Á empregada me olha escandalizada, os olhos muito abertos, eu sei que estou plenamente nua na porta escancarada de frente para o corredor principal, qualquer um que passasse naquele momento veria me inteiramente desnuda.

- Senhorita, você, não deve e nem pode fazer uma coisa dessas, ficar despida desse jeito e tirar as roupas desvairadamente feito uma pecaminosa sem pudores, ainda mais no aposento pessoal do mestre Uchi...

- P-Por f-favor, por favor, por favor, deixa-me banhar, preciso e necessito urgentemente purificar toda podridão do meu corpo... preciso... simplesmente preciso... Agora mesmo! – exclamo enlouquecidamente. Ignorando totalmente sua repreensão, eu nem ao menos entendi completamente as palavras que saíram da boca dela, pareciam ruídos de uma voz grasnada.

Preciso limpar-me!

Me pego caminhando tremulamente na direção da banheira, minhas pernas estão trêmulas e bambas por conta da força da comoção e não consigo obter uma firmeza satisfatória sob meu próprio corpo. Finalmente alcanço a tina de cobre, arranco bruscamente a pedra de sabão das mãos da serviçal que surpreendida pelo meu rompante louco e desesperado, se afastou praticamente correndo para outro lado extremo do quarto, fitando-me horrorizada como seu eu não passasse de um simples ser baixo e vil. Conforme me sento descuidadamente uma enorme quantidade de água transborda da tina de banho, inundando, e formando uma gigantesca poça d’água no piso, apanho uma bucha que estava ao lado do armarinho de mogno junto com outros vidros diferenciados de sais de banho, e decididamente esfrego a bucha com sabão na pele contaminada repugnantemente por homens cruéis. Mergulho a cabeça para lavar os cabelos esfregando tanto as madeixas compridas que sinto um pulsar incomodo ardido no couro cabeludo. Não sei quanto tempo fiquei fazendo e repetindo o mesmo processo sobre o corpo inteiro em movimento rítmico de vai e vem, a esponja áspera machucou totalmente a pele alva que agora encontrasse sensível, deixando-a com uma cor intensa de um vermelho carmim senti a frieza da água batendo contra meu corpo, pequenos arrepios erriçando incomodamente os pelos dos meus braços e pescoço. Mas ainda não senti vontade de abandonar aquele processo calmante de desintoxicação precisava continuar eliminando os últimos resquícios de impureza que ainda relutavam em ir embora.

- O que você está fazendo aqui no meu quarto? Maldita enxerida! Saia já daqui! - Uma grave voz masculina surpreendentemente gélida explode no ar fazendo-me empertigar desajeitadamente na banheira, assustada pela força da gravidade com que as palavras furiosas foram pronunciadas iradamente.

Bruscamente viro a cabeça para o lado, e fito um Sasuke Uchiha colérico pela súbita invasão de privacidade. Finalmente a consciência me atinge, feito um raio rasgando o céu impiedosamente numa noite fria de tempestade, envergonhada e rubra feito um tomate abraço os joelhos e aperto contra o corpo, tentando inutilmente esconder parte da minha nudez de Sasuke que continuava parado me encarando desgostosamente na porta entreaberta.

- Vai embora – murmurei, escondendo as bochechas ardidas nos joelhos dobrados, abracei-me, encolhendo-me completamente feito um novelo de lã.

- O quarto é meu senhorita Haruno portando saia daqui agora mesmo. E o que pensa que está fazendo entrando e bisbilhotando como se fosse dona da mansão e ainda por cima usufruir da minha tina sendo que o banho foi preparado especialmente para mim. Ninguém entra no meu aposento pessoal sem pedir meu consentimento portanto suma daqui.

Não me movi um centímetro.

- Saia!

Continuei sem me mover.

- Não. – Declarei simplesmente.

- Levante-se daí imediatamente, ou será que terei que ser obrigado a recorrer à usar força bruta para arrancá-la dessa maldita banheira, heim?!

Meu coração disparou diante do tom perigoso de sua ameaça.

- Você não seria negligente para fazer uma coisa tão ordinária? – indago descrente e apavorada ao mesmo tempo diante da possibilidade de ser arrancada e ainda por cima plenamente nua, exposta a olho nu.

Ele esboçou um pequeno sorriso macabro.

- Então pague para ver senhorita.

- Mestre... – lamuriou a jovem empregada envergonhadamente que até o momento estava alheia a toda aquela cena expectante, encolheu os ombros acovardada e prosseguiu temerosa. – Não faça uma coisa dessas com a pobre menina mestre Uchiha, ela entrou aqui nos aposentos do senhor acidentalmente... porque... parecia ensandecida murmurando sem parar que precisava lavar o corpo imundo... eu pensei...

- Karin! – Sasuke a repreendeu, o rosto impassível, mais a voz baixa tão letal quanto uma adega afiada. – Suma você também agora mesmo das minhas vistas, nem como empregada é válida para alguma coisa prolifera!

- Mas senhor... – ela tentou protestar debilmente.

- Desaparece!

Fito-a suplicante implorando-a para não deixar-me sozinha com aquele ser repulsivo.

- Por favor, não deixa-me sozinha com esse ser abominável... – imploro desesperada, quase entrando num pânico desesperador.

- Sinto muito – ela sussurrou cabisbaixa, e saiu do quarto fechando a porta com um suave clique as costas dela.

Finalmente Sasuke e eu estávamos sozinhos.

O ar se tornou tenso, sufocante, tão pesado que ameaçavam obstruir meus pulmões dolorosamente, minhas roupas estão destruídas e não serviriam para nada esconder além da minha vergonha. Literalmente estou com as mãos e as pernas atadas apenas esperando chegar o meu fim, o quarto é muito grande e espaçoso parecia ser a suíte principal da mansão Uchiha com uma espaçosa cama de casal dossel luxuriosa de quatro colunas, posta no centro, uma poltrona para leitura, e um armário do outro lado, lavabo e jarro num canto oposto, as paredes pintadas de um suave marrom claro, cortinas azul turquesa destacando-se da cor das paredes tornando-o ambiente frio e sinistramente sombrio assim como seu ocupante. Meus dedos estão enrugados por ficaram tanto tempo submersos sob a água, ainda estou acocorada abraçando inutilmente meu corpo, os cabelos molhados escorrendo líquidos frios pelas costas.

- Saia, Sakura. Meu último aviso – disse Sasuke indiferentemente. – Não me obrigue usar a força.

- Não tenho roupas para vestir – gemo angustiada. – Precisava tomar um banho para tirar as impressões daqueles homens nojentos do meu corpo e senti uma imensa necessidade de me limpar...

- Você não é diferente deles, é tão repugnante quanto eles. - Aquela resposta me paralisou por completo.

Eu sou repulsiva?

Inesperadamente mãos se fecham ao redor dos meus braços arrancando-me brutalmente para fora da banheira, eu nem ao menos tive tempo para reagir diante da fúria pela qual havia sido arremetida, o toque doloroso apertando meus braços e colocando-me desajeitadamente de pé, água transbordando no chão abundantemente, e fico de frente para um Sasuke possesso, debato-me angustiosamente contra ele tentando soltar-me, um grito rouco e débil escapa dos meus lábios trêmulos. Seus frios olhos negros esquadrilha-me inteiramente se demorando nos mamilos rosados enrijecidos pelo frio, descendo vagarosamente o olhar para os ossos magros do quadril estreito, seguindo abaixo vendo o cacho de cabelos encaracolados que envolvem minha vulva, sentia-me vulnerável diante do olhar avaliativo dele sobre mim, seu colete e camisa estavam encharcados, os cabelos azeviche tocando meu rosto pela proximidade entre nossos corpos.

- Eu odeio você! – vociferou.

Lancei lhe um olhar cáustico.

- Se me odeia tanto como acabou de declarar porque salvou minha vida hoje? – Alfineto-o.

Ele me observa mudamente. Então, de repente aperta tanto meus braços com tamanha bestialidade à ponto de me fazer gritar loucamente pela dor excruciante.

- Desgraçado! – gemi angustiada. – Solte-me! – continuei gritando furiosa. Tento soltar os braços das mãos carrasca dele, é inútil, ele é muito mais forte do que eu.

Sasuke ri divertidamente, contemplando o meu desespero.

- Precisava salvar você, querida, para poder garantir o meu futuro – falou calmamente. – O dote desse casamente é a única coisa que realmente me interessa, é uma soma extremamente valorosa, como você bem sabe sou filho mais novo e não herdei um só vintém da herança do meu pai, tudo foi passado diretamente para as mãos de Itachi até mesmo o título de marquês, aquele vagabundo descompromissado que não liga nem para terras ou títulos. Apenas preocupando-se em lutar nessa tola guerra contra os franceses e com sua bendita farda de oficial do exército. – Sasuke parecia sentir uma inveja absurda de seu irmão mais velho.

Senti um asgo profundo das palavras ditas sem nenhum pingo de sentimentalismo e a necessidade de me limpar tornou-se insuportável outra vez.

- Você é um ser desprezível. Nunca vou me casar com uma pessoa tão fútil e infeliz – declarei irredutível.

Ele sorriu mas o sorriso nem havia chegado até os olhos, a expressão estava tão dura quanto um granito.

- Acreditou seriamente que eu de algum modo me senti inibido a lhe salvar porque simplesmente desenvolvi um senso de dever e honra e que agora encontro-me loucamente apaixonado por você, Haruno? Não sou nenhum tolo romântico como o incapacitado do seu irmão.

- Maldito! – praguejo colérica. – Lave sua boca imunda ao tentar se comparar com Naruto.

Sasuke sacudiu-me violentamente feito uma boneca de trapos. Aproximou perigosamente seu rosto do meu, obrigando-me a fita-lo diretamente nos olhos frígidos, estreitando-me cada vez mais contra si.

- Você não passa de uma menina pedinte, sedenta, para sentir a necessidade da intensidade da paixão, até mesmo pratica relações incestuosas com o próprio irmão cego um pobre coitado por assim dizer, ele não pode ver o quanto é desfavorecida de beleza, ele no mínimo é digno de piedade também. Se o Uzumaki enxergasse verdadeiramente jamais olharia para você duas vezes nessa vida, ele apenas sente compaixão por você ser tão sem graça e... – Sasuke faz uma breve pausa. – Feia... – suas palavras maldosas é como um punhal funesto enfiado no peito.

Respiro entrecortadamente.

Ele afasta seu corpo do meu, observando-me completamente sem pudor algum, o olhar obscurecido pelo prazer hediondo. Quero esconder meu corpo do olhar enjoativo dele, tapar com as mãos as partes íntimas expostas para ele parar de caçoar de mim.

- É digna de pena, querida. Nenhum pouco desejável, somente um homem privado de visão para poder querer desejá-la sem não sentir-se enfastiado – Sasuke sorri cinicamente.

Mordo os lábios com força para conter as lágrimas da amarga humilhação, é doloroso sentir-se sendo despedaçada por lobos famintos, apreciando saudosamente cada pedaço sendo estripado de si mesma. Sasuke está adorando o espetáculo de me fazer sentir o ser mais miserável do universo, estou tremendo raivosamente, debato-me contra ele novamente tentando inutilmente me soltar das mãos ignóbil postas em mim, ele é diabólico e perverso. Sasuke parece decidido a não querer me libertar nunca mais, apertando os dedos na pele sensível dos meus braços.

- Se eu sou assim tão indesejável e nojenta como argumentou porque ainda me mantém rendida, e segura-me tão fortemente parecendo extremamente relutante em querer me soltar? Pretende manter-me a noite inteira nua no seu dormitório? Não parece estar sentindo tanto nojo ou aversão como alegou dizer. - Aquilo parece ter surtido o efeito que eu esperava.

Imprevistamente Sasuke liberta-me como se tivesse queimando as palmas no fogo tempestuoso, olhando-me intensamente, surpreendido consigo mesmo, fitando meu corpo despido como se estivesse vendo pela primeira vez na vida, uma expressão estranha posta no rosto, não sei interpretar seu olhar.

Bruscamente ele se volta e encaminha decididamente na direção da porta transparecendo agitação, inquietação, intranquilidade. Sasuke, olhou por sobre o ombro e anunciou repentinamente deixando-me estupefata pela rumo inesperado de seu humor inconstante:

- Pedirei aos serviçais para prepararem um quarto para que você possa descansar e pedirei que sirvam algo para alimentá-la, imagino que deve estar exausta e faminta, sei que eu estou sendo um péssimo anfitrião pretendo consertar isso sem mais delongas. Você teve um dia extremamente difícil. Voltarei daqui a meia hora e durante esse período espero que já tenha tido tempo suficiente para se vestir e sair de uma vez por todas do meu quarto. Mas nunca esqueça-se do meu ódio por você, Haruno, não confunda meus gestos com demonstrações de afeto... – Sasuke saiu pisoteando duro, batendo surdamente a porta com estrondosa violência...

 

Eu não consigo dormir, mesmo deitada confortavelmente na cama macia que Sasuke havia disponibilizado e até mesmo depois da refeição saborosa de canja de galinha não serviram de nada para aliviar os músculos rígidos que se recusam a relaxar e enfim me fazerem adormecer. Meus olhos teimam em não se fecharem me fazendo relembrar e rememorar cada lembranças horríveis, ainda sinto-me torpe como se o banho de nada adiantará para arrancar a sujeira imposta sob mim, eu tremo, respirando profundamente, tratando de acalmar o coração disparado dentro do peito. Superestimar, Sasuke Uchiha foi um ato de loucura não deveria ter me importado com as ofensas que partiram da boca dele mais a raiva transbordou do copo e reagi da única maneira que consegui fazendo afronta contra ele mesmo supondo algo inexistente.

Á preocupação com o estado clínico de Naruto fez com que esquecesse parte daquele horror de quase ser violentada e morta. Passo as mãos pelos braços tentando atenuar aquele sentimento sinistro de afogamento como se estivesse num lamaçal de esterco preciso me livrar dessas sensações perturbadoras ou irei enlouquecer literalmente. Decididamente jogo os cobertores pro lado e me ergo da cama, o ar frio da noite penetra o tecido fino da minha camisola de algodão branco conforme caminho descalça pelo piso envernizado, esgueiro-me pelo corredor vazio iluminado parcialmente pelos castiçais postos sob as mesinhas de madeira maciça. Caminhei tão rapidamente e apressadamente que quase tropiquei na barra da camisola no medo pavoroso de ser apanhada praticando alguma arte travessa. Estou estremecendo e suando friamente, quase rompendo em prantos.

Abro a porta do dormitório de Naruto delicadamente, o quarto está ligeiramente escuro apenas com o fogo da lareira iluminando e aquecendo o ambiente, entro e fecho a porta as minhas costas em silêncio, só quero dormir pelo menos essa noite com ele sua presença reconfortante me acalma, sempre foi assim desde de que éramos crianças. Wolf me fita indagativo a cabeça apoiada confortavelmente nas patas dianteiras provavelmente sem entender o que estou fazendo ali aquelas horas de madrugada, Wolf está deitado aos pés da cama de seu amo e quando passo por ele faço um suave cafune nos pelos sedosos do pescoço dele.

Quando volto as vistas distraidamente para o leito, meus olhos se arregalam de forma imediata feitos dois pratos, coração começa bater desbocadamente ameaçando explodirem dentro do peito, suor e calor percorreram instantaneamente todo meu corpo em comichão, os mamilos enrijeceram cada vez mais diante da visão gloriosamente pecaminosa, despontando-se doloridos sob o tecido fino da camisola.

Naruto está dormindo completamente despido.

 

 


Notas Finais


Sasuke como sempre sendo Sasuke, rsrs
Fui rápida dessa vez, heim^^
Eu escrevi tanto ontem o dia inteiro empolgada com a história q depois fiquei com dor no corpo inteiro depois, tudo para vcs queridos leitores narusakus ><
Postarei um cap. por semana
Espero q tenham gostado;
Até o próximo;
Kisses...


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