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História Um café, bem quente e sem açúcar, por favor - Capítulo 2


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Notas do Autor


Espero que aproveitem a leitura!

Capítulo 2 - DIA 2


— DIA 2 —

 

Desceu do trem já sentindo o estômago roncar. Encarou o relógio e soltou um suspiro aliviado ao ver que ainda possuía bastante tempo livre até seu turno começar.

Viu o gato laranja, a árvore florescendo e a senhora com o pacote de rosquinhas, que lhe sorriu suavemente. Todoroki acenou uma única vez, apenas para mostrar à velha que havia notado a sua simpatia.

Abriu a porta da cafeteria, ouvindo a sineta irritante soar, e se conteve para não revirar os olhos. A atendente, a mesma moça sem graça do dia anterior, surgiu, com um sorriso enorme no rosto redondo.

— Bom dia — ela cumprimentou alegremente.

— Bom dia — Todoroki resmungou em resposta. A grosseria não era proposital, mas para Shōto era impossível se manter de bom humor tão cedo —, um café, bem quente e sem açúcar, por favor.

— Claro — a jovem assentiu, torcendo a boca levemente para baixo. Virou-lhe as costas, dando atenção à máquina de café, permitindo que Todoroki fixasse seu olhar no longo rabo de cavalo escuro da menina.

Ela usava uma blusa verde escura, com listras horizontais finas e brancas. O avental estava amarrado na altura de sua cintura, deixando a tira preta bem firme nas costas, com um laço perfeito, que quase lhe alcançava o quadril, que estava coberto por uma calça bege clara justa, talvez até demais.

Shōto desviou o olhar rapidamente, temendo ser pego encarando o traseiro da moça que fazia o melhor café do mundo, e fixou-o na vitrine cheia de bolos e tortas. Analisou um dos bolos, já sem algumas fatias, era redondo e de massa branca, com a cobertura laranja, de aparência gelatinosa e algumas folhas douradas decorativas nas laterais do prato largo em que se encontrava.

Franziu o cenho levemente para a estranha comida, se questionando qual seria o seu sabor e se deveria pedir um pedaço, já que adorava experimentar coisas novas. Estava tão distraído que quase não notou quando a atendente deslizou o copo grosso de café sobre o balcão.

— Vai querer uma fatia do bolo de physalis? — questionou a moça, acompanhando o seu olhar. Ela abriu novamente aquele sorriso enorme — Foi a minha primeira tentativa, por isso não está tão atraente, mas, acredite, está bem gostoso. Como não é uma fruta muito comum e nem fácil de trabalhar, o valor é um pouquinho acima dos outros bolos, mas posso te fazer um descon...

— Não precisa — cortou, lançando um olhar rápido ao relógio —, quero só o café.

Meteu o dinheiro pelo café na mão da moça e saiu da loja, sem se importar em responder o “tchauzinho” animado que ela lhe ofereceu.

Assim que garantiu ter saído do alcance visual que a janela da cafeteria daria a qualquer um que estivesse observando a rua, Todoroki levou até os lábios o copo fumegante e provou do café, fechando brevemente os olhos.

Como poderia estar ainda melhor do que o do dia anterior?

Continuou seu caminho até a agência, porém, algumas quadras antes de chegar, sacou o celular do bolso e pesquisou rapidamente o que diabos era uma physalis.

Juntou as sobrancelhas para a pequena frutinha com folhagem dourada, lendo sobre seu sabor doce e levemente ácido. Talvez devesse pedir uma fatia do bolo junto de seu próximo café. Por fim, guardou novamente o celular em seu bolso e sorveu mais um gole de café.


Notas Finais


Eu fiz uma pesquisa e descobri que a physalis não é uma fruta comum no Japão (nem no Brasil, convenhamos), mas podem me corrigir nos comentários caso tenham esse conhecimento extremamente específico sobre a cultura nipônica hahahah


Comentem o que acharam desse capítulo, a opinião de vocês é muito importante para mim!


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