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História Um café, bem quente e sem açúcar, por favor - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Adorei escrever esse capítulo, espero que gostem do resultado!

Capítulo 3 - DIA 3


— DIA 3 —

 

Desceu do trem e ajeitou o sobretudo azul escuro no corpo esguio, enquanto deixava seus pés o conduzirem pelo caminho que já estava começando a decorar. Naquele dia, havia penteado os cabelos e passado uma fina camada de gel, apenas o suficiente para domar os fios rebeldes.

Olhou para cima em determinado momento e notou o gato laranja entretido com a cortina nova que seu dono havia comprado, era horrorosa, azul clara com enormes bolas vermelhas, responsáveis por atrair a atenção do bicho. Shōto não conseguiu conter um sorriso mínimo ao pensar que o gato estava tentando arrancar aquele tecido ridículo da sua janela. Faria o mesmo, se pudesse.

A árvore, antes seca, agora já possuía alguns botões mínimos em alguns de seus galhos retorcidos. Parou por alguns segundos e admirou a visão, era uma beleza aquela planta renascendo após o longo inverno, recortada contra aquele céu azulado e limpo da manhã.

Caminhou mais alguns metros e logo topou com a senhora que, como de costume, carregava seu pacote de rosquinhas sob o braço. Naquele dia, ela usava um gorrinho de crochê, possivelmente confeccionado pela própria, ridículo, que provocou um sorriso torto no rosto de Todoroki. A senhora lhe arqueou as sobrancelhas, curiosa, e abriu um sorriso de volta.

— Bom dia — ela cumprimentou.

— Bom dia — ele respondeu, rapidamente desviando o olhar. Sentiu as bochechas arderem por ter sido pego em flagrante ao rir do gorrinho feio da mulher, mas preferiu pensar que ela não havia notado o motivo do seu sorriso.

Entrou na cafeteria e foi recebido pelo imenso sorriso da atendente. As bochechas redondas comprimiam os olhos enormes, dando-lhe uma aparência ainda mais gentil.

— Bem-vindo de volta. Mudou o cabelo — ela observou, curiosa —, ficou legal, mas antes estava mais bonito… — Divagou, sem olhá-lo nos olhos. Por fim, abriu um enorme sorriso antes de questionar: — Café?

— Bem forte e sem açúcar, por favor — completou, tocando levemente os fios endurecidos pelo gel, franzindo o cenho levemente.

— É pra já.

Ela se virou com rapidez, quase que convidando Todoroki a passear os olhos por suas costas esguias. Naquele dia, os cabelos escuros estavam presos em um coque muito mal feito, que ameaçava lhe jogar os fios sobre o rosto redondo a qualquer momento. Usava uma blusa azul escura, de alças grossas, que deixava à mostra seus ombros, salpicados por pintinhas minúsculas. Usava uma calça de alfaiataria cinzenta, com pequenas margaridas bordadas no bolso traseiro, que gritavam chamando a atenção do homem para aquela área.

Todoroki engoliu em seco, enquanto ouvia a máquina de café funcionando, e permitiu que seus olhos admirassem o corpo feminino à sua frente. Não era a mais bela mulher que ele já havia visto, era, como tudo nela, comum, mas bonito, ainda assim.

Postura ereta, ombros arredondados, cintura fina e um quadril largo. Ela jogava o peso de uma perna para a outra, impaciente com a demora da máquina, o que fazia seus glúteos, até que bastante empinados, se remexerem contra a calça justa e as margaridas bordadas.

Arregalou os olhos, surpreso, quando a atendente se virou para ele, com o copo de café fumegante na mão direita.

— Tudo bem? — ela perguntou, franzindo as sobrancelhas escuras — Você está com uma cara estranha.

— Tudo — respondeu rapidamente, estendendo a mão para pegar o café. A jovem, porém, tirou o copo grosso de seu alcance, abrindo um sorriso sapeca. — Que foi?

— Qual o seu nome? — sorriu enormemente, sacando um canetão preto do bolso do avental.

— Ah — hesitou por um momento — Todoroki.

Ela assentiu, sem dar atenção ao nome de sua família. Ergueu o copo de café na altura dos olhos e rabiscou rapidamente, entregando-lhe o copo em seguida.

Todoroki abriu um sorriso sem graça antes de deixar o dinheiro sobre o balcão. Murmurou baixinho um: — Obrigado.

— Até amanhã! — ela respondeu com alegria, acenando animadamente. Foi difícil para Shōto conter um outro sorriso enquanto saía da cafeteria.

Caminhou por alguns metros apressadamente, sentindo os dedos aquecidos através do copo de café. Quando já estava longe o bastante da cafeteria, olhou para o copo. Seu nome estava escrito ali, com uma caligrafia apressada e garranchosa, porém, o que verdadeiramente lhe chamou a atenção, foi o pequeno coração desenhado abaixo dos kanjis.

Sorriu enquanto tentava, sem sucesso, separar as mechas do cabelo bicolor fixo pelo gel.

 


Notas Finais


Eu não revisei, então se notarem algum erro de digitação, comentem, por favor!
Digam também o que acharam do capítulo, please, eu vou amar saber a opinião de vocês!


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