História Um Café e um Amor. - Capítulo 33


Escrita por: e MaryLiss

Postado
Categorias Histórias Originais
Visualizações 30
Palavras 3.723
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Orange, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Voltamos, esperamos que vocês gostem.

Capítulo 33 - Capítulo 16 - Charlie


Em dias 

Como hoje 

Preciso que você 

Passe os dedos 

Pelo meu cabelo 

E fale baixinho 

- você 

-Outros jeitos de usar a boca

 

Charlie 

 

Sou o amor dela! Estou pensando nisso desde de segunda e hoje é quarta. Esses dois dias tem sido muito bom eu e a Jen estamos mais próximas que nunca e ela já disse que me amava e eu chorei depois que encerramos a ligação 

-Bom dia vovó! Chego no café um pouco atrasada e sou recebida por um pano voador. 

-Atrasada Charlie! 

-Mas vó foram apenas 30 minutos de atrasado. Digo rindo colocando o avental e indo atender os poucos clientes que tinha. 

-Como você chegou atrasada? - Ela faz uma pergunta retórica-  Ou você dorme e acorda na hora ou você não dorme e chega na hora. Ela sai reclamando limpando a mesa. 

-Eu dormi tarde e acordei estava falando com a Jen- Sorri sem graça, tenho certeza que estou vermelha- Ela disse que me ama vovó! Apertei os ombros dela e coloquei meu queixo no mesmo. 

-Que bom meu amor! Você respondeu? Ela vira me encarando e eu abaixo a cabeça. 

-Ainda tô trabalhando isso com o Grilo Falante. Esse não é o nome do meu psicólogo, o nome dele é Rodrigo, mas eu amo a Disney e chamo ele de grilo falante. 

-E o que ela acha disso? Você já falou sobre isso com ela. 

-Ainda não, quando ela falou eu fiquei em silêncio e dei uma desculpa esfarrapada, depois que desligamos eu comecei a chorar. Disse meio cabisbaixa, sei que não é assim que retribui, mas não rolou. 

-Vocês tem em que falar sobre e isso não é motivo pra chegar atrasada, não sei se sabe, mas já estou com 70 anos- Ela diz rindo e me empurrando- Vai atender os clientes menina. vou para o caixa cobrar os pedidos, últimamente está saindo muito torta de pêssego e realmente a torta da Elise é maravilhosa. 

-Família cheguei! 

-Pra que gritar criança. Vovó fala do fundo da loja, a hora passou e eu nem percebi que estava dando a hora da minha consulta. 

-Meu Deus! Já tá na hora- Digo me apressando, termino de ajeitar as mesas, cortar e colocar as porções de torta na bancada e a Angélica me ajudando a repor os alimentos na vitrine- Tô saindo vó. Dou um beijo no rosto dela. 

-Angélica, você gostaria de um emprego de meio período?. Elise pergunta bem aleatória mesmo. 

-Adoraria, tchau Dona Elise, estamos atrasadas. Ela me puxa pelo braço e vamos correndo para o consultório.

-É sério que eu tenho um emprego? Ela perguntou rindo assim que sentamos na sala de espera. 

-Ela já estava planejando isso a um tempinho. Digo dando um tapinha na coxa dela. 

-Charlie? Rodrigo me chama para entrar, Angélica me dá um selinho como de costume e eu entro. 

-Arrumou uma namorada Charlie? Ele me pergunta brincando. 

-Que isso grilo! - Falo me fazendo de ofendida- Já tenho namorada ou pelo quase, não fiz o pedido. 

-E quem é essa mulher que conquistou esse coração frágil?  É engraçado como ele se refere ao meu coração, mas estamos trabalhando nisso. 

-Uma mulher muito especial pra mim e eu dei uma bola fora ontem. Ele se senta em sua mesa e eu na cadeira a frente. 

-O que houve. Ele pergunta, acho que sabe não vou falar quem é. 

-Ela disse que me amava e eu não respondi, mesmo amando ela.... 

*

Sai do consultório com a cara toda inchada de tanto chorar, foi difícil falar sobre isso com o Grilo. 

-Olha faz isso, certo, senta com ela e conversa, cara a cara, conta o que você me falou. Ele aperta meu ombro e eu apenas choro. Rapidamente a Angélica acorda e vem me abraçar e eu desabo. 

-Estou aqui, vamos temos aula. Ela enlaça minha cintura e vai me empurrando. 

-Charlie! Já está com o remédio. Ele pergunta antes de sairmos. 

-Sim ela está. Angel responde por mim e vamos caminhando pra escola. 

Chegamos antes do portão abrir e eu vou em uma floricultura perto dali encomendar um buquê pra entregar a Jen hoje. 

-Boa tarde me vê uma rosa vermelha, pra entregar por favor. 

-Só uma moça? A atendente me pergunta. 

-Sim apenas uma, a mais bonita que tiver. Sorrio tímida, vejo meu reflexo no vidro e estou com os olhos um pouco inchados e o nariz vermelho ainda. 

-Vai querer entregar com cartão? Ela pergunta entregando-me um papel e caneta. 

-Claro. Pego e penso o que escrever. 

"Tenha uma boa tarde amor 

Ass: Rosa Azul" 

-Quer que entregue quando? Ela recolhe o cartão, coloca no envelope e prende junto a rosa. 

-Agora se possível, aqui na escola mesmo. 

-Qual o nome da pessoa? 

-Jennifer Lamartine. Sorrio genuinamente ao pronunciar o nome dela. 

-Okay, a entrega será feita imediatamente. Agradeço, pago e vou embora, o portão já está aberto e vejo que o carro da Jen é ela saindo do mesmo. 

-Vamos Charlie. Angélica brota de não sei aonde e me da um selinho, olho em direção ao estacionamento e vejo que minha futura namorada está com uma cara péssima. 

-Valeu ruiva, a Jen estava olhando pra mim quando você me beijou. Reviro os olhos entrando na escola, espero que ela goste da flor. 

*

-Turma fica quieta só um pouquinho- Daniel grita, real a sala está bem agitada hoje, mas rápidamente todo mundo vira e presta atenção- Hoje a atividade é bem tranquila eu quero que vocês... 

-Com licença professor. A secretária, Mary, interrompe ele e o mesmo vai ver o que ela quer. Nesse momento a sala toda fica extremamente quieta, bando de curiosos. 

-Charlie- Ele me chama- O diretor quer te ver. Ele fala baixinho. 

-O-oque eu fiz. Gaguejei, toda vez que eu ia pra diretoria eu ficava mal. 

-Não sei querida, se você não voltar em 15 minutos eu vou lá. Dan me conforta e eu só concordo com a cabeça, será que vou  ser expulsa? Ou vou perder a bolsa do curso? Ou descobriram da Jennifer. Meu Deus Charlie, para de pensar e teorizar. 

-Pode entrar Charlie. Mary me deixa em frente a uma porta, na parte de vidro esta escrito em uma grafia bonita 'Diretor James.'

-Não quero saber James, foi ela, quero ela fora daqui! Ouço o senhor Burnier gritando assim que abro a porta. 

-C-com licença. Digo tremendo. 

-Entre Charlie, sente-se. O diretor James me indica uma cadeira ao lado do senhor Burnier. 

-Confessa garota! Ele grita assim me acomodo na cadeira, me fazendo dar um leve pulo de susto. 

-Por que estou aqui? Pergunto trêmula. 

-Hoje, na hora da entrada algum aluno furou o pneu do carro do senhor Burnier e alguns dizem que foi você. 

-Impossível senhor, eu cheguei um pouco antes do do portão abrir, minha consulta demorou mais que o nor-normal - Para de gaguejar Charlie, respira. Meu corpo inteiro tremia, o olhar do Burnier queimava sobre mim, me jugando em silêncio. 

-Blasfêmia! Olha a cara dessa garota, é bem óbvio que ela faz esse tipo de delinquência. Ele grita ainda mais apontando o dedo na minha cara e eu apenas me encolho na cadeira. 

-Burnier se acalme já. Ouço a voz do diretor James longe. Meu coração acelera. 

-Só paro quando ela confessar o que fez. Ele grita mais uma vez me encarando. Dor. Sinto uma dor enorme no meu corpo, como se algo estivesse me apertando. 

-Eu.. EU.. EU. Minha voz sobe de tom, minha garganta começa a fechar e o oxigênio se torna escaço. 

-Você está bem? Olho ao redor e tudo gira, as paredes parece estar se fechando sobre mim. Aliso meu pescoço desesperadamente a procura do ar que não chega aos meus pulmões. Meu corpo começa a formigar e tremer. Quero correr, gritar, mas não consigo, é como se um elefante estivesse em cima de mim, impedindo qualquer movimento, olho pra porta na esperança do Dan entrar... 

Angélica 

-Professor, posso conversar com você lá fora? Levanto minha mão perguntando e ele concorda indo em direção à porta, me levando e sigo. 

-Sim. Ele diz olhando para o relógio e em seguida para o corredor. 

-É a Charlie, ela está demorando e eu estou com uma sensação ruim. Como pode um homem tão lindo assim, se concentrar Angélica. Balanço a cabeça pra espantar os pensamentos. 

-Já se passaram 15 minutos- Ele diz olhando para o relógio novamente, ele pega o celular e digitar algo bem rápido- Vamos até lá. Diz e sai andando. 

-Só preciso pegar algo na sala e já volto. Ele concorda, entro na sala pego o que preciso e então seguimos para a diretoria e quando chegamos a cena que vejo quebra meu coração... 

Charlie 

-Charlie pare de drama. Olho para o senhor Burnier e as palavras deles viram gelo em minhas veias e de maneira bruta levanto e saio da sala me escorando na primeira pare que vejo. Não consigo respirar, não consigo. Escorrego e abraço minhas pernas, acho que meu coração vai parar a qualquer momento. 

-Hey love. Ouço a voz da Angélica e quando tento olhar pra ela minha visão está toda manchada ou melhor está como um túnel, escuro envolta e uma luz no meio. 

-Não tenha pressa de dizer, não precisa falar tudo de primeira se não se sentir a vontade. 

-Mas ela deve achar que eu não a amo Grilo. 

-Não se forçe a nada Charlie, ela vai te entender, sei que vai. 

-Eu não fiz nada, não fiz, não fiz. Me agarro ainda mais nela chorando de maneira descontrolada. 

-Eu sei que não. Ela se senta melhor e me acolhe. 

-Eu te amo Charlie, essa é a única certeza que eu tenho no momento. 

-Eu..... 

-Charlie? Esta aí? 

-Tenho que dormir, está tarde, eu.. eu, boa noite Coalinha

-O que está acontecendo?.  Dan, ele veio! Pisco diversas vezes na tentativa de enxergar melhor. 

-Olha esse drama! Tá fazendo isso para não assumir a culpa. Burnier, Burnier, a voz dele me dá raiva. 

-Drama é o que você está fazendo! Eles entram na sala e nos deixam sozinhas no chão no colégio. 

-Eu juro que não fui eu, juro. Suplico olhando pra ruiva à minha frente. 

-Seja lá o que for eu... 

-ELA NÃO TEM PAI E NEM MÃE, OLHA PRA ELA, PARECE UMA ABERRAÇÃO! ACHA MESMO QUE ELA VAI SER ALGUÉM? TENHO CERTEZA QUE COM ESSES PROBLEMAS E VAI ACABAR SUCUMBINDO AO MUNDO. Não, para! Tampo minhas orelhas com força desejando não ouvir isso. 

-MARCUS! Grito com força, na esperança dele aparecer, na esperança dessa dor sumir.  

-Eu não sou o Marcus, mas estou aqui Love.

Ela aperta e eu continuo a sussurrar o nome de meu irmão, quando de repente sinto ela se afasta e eu me desespero novamente a apertando. 

-Rosa. Olho pra cima e vejo a imagem distorcida da Jen tomando o lugar da Angélica. 

-Não! - Me afasto, arrastando meu corpo pra trás, chorando e tremendo - Você não merece me ver assim, vai embora!. Sussurro. 

-Você não tem esse direito Burnier, de sair acusando alguém sem prova alguma. Dan grita depois de um tempo em silêncio. 

-Vem cá- Jen de aproxima rápido e me abraça apertando me impossibilitando de fugir- Deixa eu te cuidar. Ela sussurra no meu ouvido acariciando meus cabelos. 

-Não fui eu, não fui eu, faz parar. Tremo ainda mais em seu corpo, levando a mão novamente ao ouvido na intenção de não ouvir mais nada. 

-Da pra ela Jennifer. 

-Isso é um absurdo, sai da minha frente Burnier. 

-Aqui querida- Ela põe algo em minha boca e em seguida me dá um copo de água- Não se assuste é seu remédio. Ela diz quando me recuso a tomar a água. 

-Isso não vai ficar assim garota. Ouço a voz dele novamente e me encolho nos braços da Jen de medo. 

-Vou morrer. Penso alto, era essa a sensação que sentia. 

-Não vai, não vou deixar. Ela beija minha testa e aos poucos sinto meu corpo amolecendo e tudo ao redor para de correr, minha mente para de gritar, meu coração desacelera, o oxigênio volta a correr pelos meus pulmões.

-Vai ficar tudo bem. Jen sussurra enquanto me levanta, minha pernas estão fracas e ela sustenta meu peso em seu corpo, devagar vamos andando até minha sala onde todos me olham cochichando, apenas de estar meio alienada eu ainda percebo as coisas.

-Vai sim- Jen me olha confusa- Vai ficar tudo bem. Pisco lentamente.

-Vamos pra casa. Ouço o sinal do intervalo.

-Intervalo, ainda é cedo pra ir embora. Digo arrumando minha postura e tirando o peso do corpo dela. 

-Eu sei, mas o diretor nos liberou, você não tem condições de assistir aula assim. Ela diz e eu abaixo a cabeça. 

-Me deixa em casa e volta. Falo meio seca pegando minha mochila que está a em suas mãos e me desequilibrando. 

-Opa! Cuidado mocinha. Dan tenta brincar ao me segurar. 

-Nem pensar Charlie, vamos para minha casa e eu vou ficar contigo. Bufo largando os ombros, meus olhos pesam muito, sinto como se fosse apagar a qualquer momento. 

-Não quero se um fardo na sua vida Jennifer. Confesso e ela me olha com as sobrancelhas franzidas. 

-Você não é um fardo. Ela diz pausadamente segurando em minha mão e indo para o estacionamento. 

*

Chegamos na casa dela e eu só sinto meu corpo caindo no colchão. 

-O a Charlie tem mama? Ouço a voz infantil do Chris, mas não tenho tanta força pra olhar para eles. 

-Ela tomou um remédio que dá soninho meu amor. Ela explica com doçura na voz. O que eu fiz pra merecer ela na minha vida. 

-Vem garoto, vamos deixar ela descansar. Dan e seu sotaque aparecem ao fundo. 

-Jen. Chamo ela e sinto o colchão afundando e ela se aproximando. 

-Sim? Pergunta mexendo no meu cabelo, fecho os olhos me rendendo os cafuné e ao sono. 

-Fica, por favor- Sussurro me entregando a morfeu por completo- Desculpa Jen

*

-Querida acorda, você precisa comer. Aos poucos recobro a consciência acordando devagar ouvindo a voz da Jen me chamando e me abraçando. 

-Desculpa. Falei baixinho me virando pra ela, ela acaricia meu rosto lentamente. 

-Pelo o que? Ela questiona olhando nos meus olhos, sinto o arder das lágrimas tomar conta de mim. 

-Por hoje e por ontem na ligação - Me sento abaixando a cabeça. 

-Não o que se desculpar por hoje, a culpa não  foi sua, você não é sua ansiedade. Ela me da um selinho que logo se transformou em um beijo mais profundo e gostoso. 

-Espera. Paro o beijo com selinhos e ela me olha estranho. 

-Desculpa por ontem no telefone, eu.. eu não consegui dizer de volta, mas não foi de propósito eu juro- Minha fala ainda estava atrasada pelo medicamento- Juro que queria dizer de volta, por que eu sinto o mesmo, mas... É tão difícil, não me sinto digna de receber amor Jen- Ela seca as lágrimas que caem do meu rosto e eu me jogo em cima dela apertando meu corpo conta o dela, soluçando- Quando eu era pequena disse que amava meus pais e eles pediram parar que eu não dissesse isso novamente porque não era recíproco, aí eu travo sempre que sinto isso e não falo por medo, me desculpe Amor. Ela fica um tempo em silêncio, um silêncio que pra mim estava sendo horrível. 

-Confesso que fiquei chateada no começo, mas vi que não precisava ouvir. Já recebi palavras vazias antes, e sei que quando saírem da sua boca serão cheias de sentimentos. Charlie de você recebi atos que transmitem muito mais amor que qualquer frase pode ser capaz- Ela sorrir de canto e segurar minhas mãos com força- Você é uma menina incrível e eu amo cada pedacinho seu, não diga que não é digna de receber amor porque é sim, principalmente o meu, que parece ter sido feito especialmente para você. Não se apresse, na hora certa vai sair e por enquanto, você me é suficiente. Eu te amo minha rosa e é por esse amor que cresce no meu peito que eu não preciso que me diga, eu acredito, melhor, eu o sinto. Ela finaliza chorando e nos abraçamos novamente deitando na cama dela e curtindo nossa bolha. 

-Mama. Um menininho tímido aparece batendo na porta e abrindo bem devagar. 

-Vem de dar um abraço Chris. Chamo ele e o mesmo corre rapidamente pra cima da cama me abraçando, escondendo o rosto no meu pescoço, sorrio da maneira mais verdadeira possível. 

-Achei que não ia acordar mais. Ele fala segurando meu rosto com suas mãos pequenas, beijo a pontinha do seu nariz. 

-Que horas são? Perguntei meio confusa. 

-São quase dez da noite querida. Dan entra no quarto e eu arregalo meus olhos assustada. 

-Que horas chegamos aqui?- Meu Deus! Eu dormi tanto assim na cama dela- Parece que tirei um cochilo de meia hora. Estico meu corpo preguiçosamente. 

-Chegamos umas três da tarde. Jen diz rindo. 

-Sua voz está engraçada Charlie. Chris diz pulando na cama, meu corpo ainda dói e eu vejo umas marcas vermelhas pelos meus braços e pescoços. 

-É normal, tenho que cortar as unhas, tô com fome. Falo rindo e me levantando, mas logo caio na cama por conta de uma leve tontura. 

-Vai devagar campeã, toma banho primeiro. Jen se segura na cama e os meninos saem em seguida. 

-Tá doendo? Ela passa ao mão pelos arranhões com cuidado, em resposta meu corpo arrepia. 

-Arde um pouco. Respondo quando ela levanta e pega algo na comôda e volta com um alicate. 

-A banheira está cheia já, vai indo, já já vou cortar suas unhas- Me levanto devagar dessa vez e vou para o banheiro dela, tiro minhas roupas e entro na banheira sentindo meu corpo relaxar e os arranhões arderem por conta do sabão. 

Tudo foi tão rápido, eu não lembro muito do que aconteceu pra ser sincera, só algumas partes. Me permito relaxar com a água quente cobrindo meu corpo, levando todo o desespero de horas atrás. 

-Licença- Jen entra e vejo que ela trocou de roupa, está com um roupão vinho de seda, os cabelos soltos e pés descalços, ela senta na beira da banheira com o alicate em mãos- Vem deixa eu aparar essas unhas. Entrego uma das mãos a ela e vejo ela cortar unha por unha com delicadeza, depois lixando elas e se certificando que estavam curtinhas. 

Ela repete a ação na outra mão e por fim da um beijo ambas. 

-Me desculpe por todo esse alvoroço- Me sento abraçando minhas pernas- Entra aqui-Olho pra ela e a mesma me parece relutante- Por favor. Ela se levanta e desamarra o nó do roupão e eu fecho os olhos, ainda não está na hora, sinto a água mexendo e logo o calor do corpo dela próximo ao meu. 

-Por que fechou os olhos? Ela pergunta e eu a olho, ela está na mesma posição que eu, lentamente me movo para frente e viro de costas ela parece entender o recado e abre as pernas para que me encaixe. 

-Ainda tá cedo pra ver, mas quero sentir o calor do seu corpo no meu. Me ajeito e deito a cabeça em seu ombro, ela passa os braços pela minha cintura e me abraça, novamente me arrepio toda. 

-Você gritou pelo Marcus. Ela diz depois de um tempo em silêncio. -Gritei? Não me lembro de muita coisa- Digo rindo e mexendo e vejo ela se arrepiar- Normalmente era sempre ele que estava ali, era pra ele que a escola ligava. 

-Entendi, a Angélica passou aqui depois que saiu da escola, mas você ainda está a dormindo. Ela conta me puxando pra mais perto dela, a água estava começando a esfriar. 

-Ela tá bem? Pergunto. 

-Sim, estava bem preocupada contigo. Ela diz pelo reflexo da água vejo que ela estava revirando os olhos. 

-Vamos sair? Tá ficando frio. Peço indo pra frente e enquanto ela se levanta saindo da banheira eu continuo de costas sem vê-la. 

-Pronto, aqui a toalha. Me viro e ela está segurando a toalha em torno do corpo e estendendo outra pra mim, pego a tolha e ela vai para o quarto. Seco meu cabelo e me enrolo na toalha e vou para o quarto dela.

-Se importa de usar calcinha hoje? Ela diz rindo e balançando uma calcinha azul de renda e um blusão em outra. 

-Não, eu não me importo- Pego a roupa e me visto rápido- Hey, não precisa ter ciúmes da Angélica, sei que você viu ela me dando um selinho e não gostou- Ela se sentou na cama olhando para minhas pernas nuas e passou as mãos por algumas cicatrizes discretas que ali estavam- Mas eu só tenho olhos pra você e isso virou rotina pra gente, não tem esse tipo de sentimento no selinho. Digo rindo tímida. 

-Mas vocês já transaram,  é difícil não imaginar essa cena na minha mente. Ela faz um bico enorme virando a cara. 

-Sim já transamos algumas vezes, mas foi só sexo casual, sem laço emocional, tira esse bico e deixa esse ciúmes de lado. Me aproximo dela e sento em seu colo a beijando intensamente, nossas línguas brincam e uma corrente elétrica corre pelo meu corpo me excitando de maneira instantánea, principalmente depois do banho, eu ainda sinto o calor da pele dela na minha, o cheiro e a textura, tudo. 

-Charlie você precisa comer. Ela para o beijo e quando eu ia pra cima dela novamente minha barriga ronca alto nos fazendo rir. 

-Preciso sim. Falo gargalhando e caindo em cima dela, depois levantamos e descemos para a cozinha e ela havia feito lasanha e está uma delícia, essa mulher é perfeita!

Terminamos de comer e voltamos para a cama e já passava da 00:00h, deitadas uma de frente pra outra, debaixo das cobertas, ficamos nos olhando no nosso silêncio confortável, levo minha mão até seu rosto acariciando e contornando cada canto dele, ligando as pintinhas como se fosse constelações no céu azul dos seus olhos.

-Vai ficar comigo? Pergunto contornando os lábios dela. 

-Não vou a lugar nenhum minha rosa- Sorrio e ela acaricia minhas bochechas- Adoro quando suas bochechas ficam vermelhas de vergonha- Dou um selinho rápido pra esconder minha vergonha- Você está florenscendo. Ela sorri e se aconchega na altura do meu peito. 

-Por você.. 

 


Notas Finais


E aí? O que acharam?


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