História Um café e um beijo, por favor (Min Yoongi - BTS) - Capítulo 1


Escrita por:

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Min Yoongi (Suga)
Visualizações 144
Palavras 3.758
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fluffy, Shoujo (Romântico), Slash
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom dia, cafézinhos!

Quero agradecer à @Wittrockiana pela betagem maravilhosa ❤
E @XxPuJinxX pela capa e banner lindos, eu amei muitão ❤

Espero que gostem da estória e curtam uma boa leitura ❤🌴

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Um café e um beijo, por favor (Min Yoongi - BTS) - Capítulo 1 - Capítulo Único

Desperto, infelizmente, de meu maravilhoso sono, após ouvir a doce melodia infame do despertador. Bato minha mão sobre o aparelho diversas vezes até que este se cale e, céus, jamais apreciei tanto o silêncio quanto agora, finalmente o despertador foi desligado. Sento em minha cama, um beiço irritado formado em meus lábios adjunto aos olhos espremidos, por conta de meu despertar recente. Percorro meus dedos entre os cabelos esparsos, facilmente confundidos a um ninho de passarinho e, preguiçosamente, retiro o edredom que me cobre o corpo. Arrasto-me até o banheiro e permaneço estática em frente ao espelho, tomo um susto com o reflexo visto, minha face está deplorável. Sou digna de interpretar o papel antagonista de alguma entidade em um filme de possessão demoníaca. Após tomar um banho quente, sigo para meu quarto outra vez e visto uma blusa de mangas longas, juntamente à uma calça de jeans escuro e botas amarronzadas, feitas de algodão. Vou para cozinha e preparo um cappuccino, panquecas com mel e alguns biscoitos.


Parando para observar momentaneamente, até que sou ajeitada. Gosto muito das cores e dos móveis que enfeitam o pequeno apartamento que, felizmente, divido com o ser mais folgado, preguiçoso e comilão de todo o planeta terra, meu gato, Sr. Thomas, um angorá de pelagem branca com algumas manchinhas de cor caramelada. Na janela da cozinha há algumas plantinhas, estas que estão morrendo por conta do frio e ausência da luz solar. Por não gostar de assistir televisão, optei por não comprar uma, afinal, não seria ligada sequer uma vez, passo boa parte de meu tempo enfurnada em livros de receitas. Me pergunto se Sr. Thomas realmente gosta de mim ou se apenas aceita minhas carícias por gostar das gororobas que invento. Por incrível que pareça, as come e lambe a vasilha sem hesitar. Certa vez, trouxe um peixinho betta para casa, este não durou sequer vinte e quatro horas ao novo lar pois Sr. Thomas o devorou enquanto eu estava no banho. Me pergunto como eu ainda não fui devorada por aquele gato gordo e esfomeado.


Olho para o relógio pendurado na parede, ao lado da geladeira, e arregalo meus olhos ao ver que estou prestes a me atrasar. Levanto rapidamente e corro até meu quarto, pego meu sobretudo de coloração bege e o visto enquanto tento encontrar as chaves de casa. Assim que pego minha pasta com alça, a coloco em meu ombro e tranco a porta de casa, logo paro em frente ao elevador mas, vendo que este demoraria chegar ao meu andar, decido ir pelas escadas. Para minha sorte, um ônibus estava prestes a sair, todavia ao me ver, o motorista esperou-me embarcar a condução, logo lhe agradeci. Ainda tenho de tomar um metrô para chegar ao centro, o que é uma completa chatice. No momento em que o ônibus chegou à parada, desci às pressas e corri direção a estação, empurrando qualquer um que estivesse em minha frente. Quando finalmente consegui encontrar um assento vazio, não pensei duas vezes antes de me lançar completamente desleixada sobre ele. Suspirei, toda esta agitação deixou-me exausta. Ao metrô chegar na estação, repetiu-se toda a batalha de empurrar as pessoas para direções aleatórias, contando que não estivessem à minha frente. A avenida está mais movimentada do que o normal, o que é estranho, pois as ruas estão completamente cobertas pela neve.


Apertei o casaco sob meu corpo, meu nariz com certeza está vermelho, assim como minhas bochechas, pois o frio que está fazendo é de congelar até os cabelos. Por mais que seja manhã, as luzes dos postes estão todas acesas. Todos os estabelecimentos estão sendo abertos, cumprimento algumas pessoas que conheço e vou em direção ao “melhor lugar do mundo”, a cafeteria em que trabalho. Apesar de nada novo sob o sol, admito que realmente gosto do meu emprego, pois não tenho que fazer nada mais, nada menos do que bebidas quentes. Pode parecer idiota e simplório demais mas, meu sonho — ou um deles — é abrir um café só meu, com meu estilo, do meu jeitinho.

Fazem alguns meses que venho juntando dinheiro de todos os empregos que já tive para conseguir alugar, ou mesmo comprar, um apartamento no centro. É cansativo ter de tomar ônibus e metrô todas as manhãs, apenas para vir trabalhar. Estou de olho em um que jaz apenas algumas quadras daqui, o encontrei na internet. Pelo que vi nas fotos, ele é bastante espaçoso e tem uma ótima vista para o parque.


Ao chegar em frente o local onde trabalho, ponho minhas mãos sobre o vidro e, em seguida, meu rosto. Para o meu azar, o estabelecimento já está lotado de pessoas, o que significa que o dia será muito, muito cansativo mesmo. Eu não gostaria estar na minha pele, se fosse outra pessoa, claro. Arregalo os olhos assim que meu chefe flagra minha silhueta exposta, chama-me rapidamente para entrar pois tenho muito trabalho a fazer. Bufo e solto meus braços ao lado do corpo, meus cabelos caem sobre os olhos e, assim, empurro a porta do estabelecimento, fazendo o pequeno sininho disposto à parede soar. Caminho preguiçosamente até o balcão e esparramo-me sobre este.


— Ei, Moon-ji! Deixe de preguiça e venha, preciso de sua ajuda aqui na cozinha! — Gritou meu chefe, logo voltou para a cozinha. Estranhei o fato de que somente nós dois estamos presentes e fui apressadamente até onde ele se encontrava.


— Onde estão os outros? Por que estamos somente eu e o senhor aqui? — Disparo as perguntas, levando minhas mãos às costas, amarrando o avental de cor marrom com o brasão e nome do café.


— Dois disseram estar resfriados e uma disse que não pode vir trabalhar pois é “sensível” ao frio. — Disse meu patrão sem olhar para mim, lavando algumas xícaras que ocupavam parte da pia. — Hoje, — Iniciou, passando por mim e indo até alguns panos, enxugando suas mãos. — você ficará encarregada de preparar e servir os lanches. Eu tomarei conta do caixa e anotarei os pedidos. Dá conta disso?


Parecia que ele estava me desafiando.


— Sim, senhor. — Dito isso, prendi meus cabelos em um coque firme e coloquei uma bandana.


Alguns clientes já estavam reclamando de tamanha demora para os pedidos chegarem. Tive de subir no balcão para anunciar à todos que há apenas dois funcionários trabalhando no café hoje. Alguns dos clientes assentiram, cessando sua inquietação, outros foram embora proferindo reclamações e houveram os que fecharam a expressão em uma carranca amarga, pareciam crianças mimadas. A manhã no café foi agitada, corrida, exaustiva principalmente. Estava tão cansada que poderia encostar na parede e dormir até o dia seguinte. Estávamos prestes a fechar o estabelecimento, achávamos que não viria mais ninguém. Para nossa surpresa — minha e de meu chefe, que aparentava estar mais exausto do que eu, apesar de ter ficado sentado por um bom tempo —, o tilintar do sininho soou pela cafeteria e um homem alto, trajando um sobretudo escuro, foi sentar-se em uma mesa próxima ao balcão.


Olhei para Jeongguk — meu patrão —, vendo que este quase babava sonolento sobre a caixa registradora, tive de me segurar para não rir. Visto que não aparentava acordar tão cedo, suspirei e o guiei até uma cadeira no canto da cozinha. Por incrível que pareça, ele não acordou, apenas roncou ao pé de meu ouvido, o que quase me deixou surda. Logo após, peguei a caderneta que estava sobre o balcão e arrastei-me até a mesa onde o cliente esperava pacientemente pelo atendimento.


— Boa tarde, seja muito bem-vindo ao CatCoffee. O que o senhor deseja? — Sorri, olhando para o lado de fora do estabelecimento. Está se iniciando uma nevasca, realmente não tenho sorte.


Voltei minha atenção ao cliente e, pelos deuses, que Ian Somerhalder me perdoe mas, que homem é esse? Sua pele pálida combina perfeitamente com o sobretudo preto que veste por cima do terno social, este que aparenta ser bastante caro; seus olhos felinos e castanhos com poucos cílios dão-lhe uma aparência infantil e travessa; seus lábios pequenos e rosados condizem com seu nariz, pequeno e achatado, fofo. Não sei se estranho o fato de estar decorando e prestando atenção em cada detalhe desta face tão bem provida de beleza, ou se estranho o fato do homem — mais bonito do que Ian Somerhalder — estar me encarando de forma tão indiscreta, acompanhada de um sorriso travesso e um olhar indecifrável.


— Tens belos lábios. — Comentou meio à um sorriso e apoiou-se sobre os cotovelos.


Sorri sem graça. Cocei a garganta e voltei a olhar para o homem.


— Devo ficar com medo ou agradecida por este comentário tão… Imprevisível? — Lhe perguntei, arqueando a sobrancelha.


— Talvez os dois. — Recostou-se sobre a cadeira. — Qual seu nome? Tem algum compromisso depois que acabar o expediente?


Revirei os olhos.


— Senhor, estou aqui somente para anotar o seu pedido e trazê-lo o mais rápido possível pois quero ir para casa e, se não se importa, pode me dizer o que deseja?


— Ousada. — Disse, arrumando sua postura e encarando-me. — Está bem. Desejo um café… — Anotei seu pedido na caderneta e, quando estava prestes à dar-lhe as costas. — E um beijo, por favor.


Chocada com o que havia acabado de ouvir, arregalei meus olhos, de certa forma, até mesmo humilhada me senti. Ora, quem este homem pensa que é? Se ele pensa que sou do tipo que dá moral para qualquer um, está muito enganado. Fingi não tê-lo escutado e lhe dei as costas, indo até a cozinha. Jeongguk ainda dormia, desta vez encostado na parede, roncando mais do que um porco. Não me foi possível segurar a risada. Enquanto preparava a bebida, malditamente lembrei-me do que aquele filho da mãe havia dito. Que os deuses me perdoem, parte de mim queria experimentar e descobrir qual seria o sabor daqueles lábios rosados, maltratados pelo vento frio. Assim que a bebida ficou pronta, depositei a xícara sobre um pratinho branco, acompanhada de um guardanapo. Respirei fundo e caminhei rapidamente até a mesa onde o infeliz freguês estava. Deixei o pedido sobre a mesa e antes que o homem dissesse alguma coisa, voltei para a cozinha. Meu chefe acordou assustado, o que também assustou-me e fez-me soltar um grito apavorado.


— O senhor por um acaso quer me matar do coração? — Perguntei, tentando recuperar o ar que me escapou os pulmões.


Jeongguk levantou-se da cadeira e espreguiçou-se, bocejando logo em seguida.


— Desculpe. — Sorriu. — Por quanto tempo dormi e, como fui parar naquela cadeira?


— Acho que por uns trinta minutos. E, fui eu quem o deixei sentado na cadeira, parecia estar exausto. — Dito isso, bocejo.


— Acho melhor acabar por hoje. Pelo que parece, a senhorita também está exausta. Pode ir para casa, eu fecho a cafeteria. — Retirou o avental e o pôs sobre a cadeira, passando a mão pela blusa social branca que vestia. — Tenha uma boa tarde, senhorita. — Veio até mim e selou seus lábios com minha testa em um selar rápido.


— Tenha uma boa tarde também, Gguk. — Sorri gentil.


Assim que me livrei do uniforme de trabalho, vesti novamente minhas roupas e saí do café. O vento frio fez todos os pêlos de meu corpo arrepiarem-se e os meus cabelos bagunçaram levemente. Apertei o casaco contra meu corpo, procurando esquentar-me do frio. Quando estava prestes a cruzar a rua, um carro parou em minha frente, fazendo-me dar alguns passos para trás. O vidro escuro abaixou-se então revelando quem estava dentro do veículo, bufei e revirei os olhos ao vê-lo. Dei a volta pelo carro e olhei para os lados antes de atravessar a rua e, assim que cheguei à calçada, ouvi a voz do estranho me chamar. Não lhe dei atenção e continuei meu caminho, em passos mais apressados.


— Ei, espere! — Segurou-me pelo braço e, de imediato, tentei dar-lhe um soco. Meu punho foi segurado por sua mão que, de fato, é bem maior do que a minha. — Realmente, você é muito ousada. E corajosa.


— Se você puder me soltar, eu agradeço. — Tentei soltar minha mão e meu braço da pressão que exerciam seus dígitos, mas fracassei perfeitamente.


— Não até você aceitar o meu pedido para ir, sei lá, tomar um café, dar uma volta no parque. — Tombou sua cabeça por cima de seu ombro direito, olhando-me com um olhar pidão e com uma feição infantil e travessa em sua face. — Por favor.


— Obrigada, mas terei de recusar o pedido pois estou exausta. Por favor, me solta. — Choraminguei, tentando fracassadamente soltar-me de suas mãos, outra vez.


— Posso acompanhar-te até vossa casa, então? Ou até mesmo lhe dar uma carona, talvez? — Aproximou-se.


— Minha mãe ensinou-me que não devo aceitar nada de estranhos. — Sorri cínica, tentando mais uma vez livrar-me de suas mãos.


Não seja por isso. — Soltou meu punho, ainda segurando meu braço. — Olá, bela moça. Chamo-me Min Yoongi, tenho 26 anos, sou dono de uma das maiores bibliotecas do país. Sinto uma paixão imensurável por livros, gosto de passear na chuva e patinar no gelo. Sou um grande amante da fotografia e estou cursando tal. Já escrevi um livro que não chegou a vender três exemplares. Tenho uma gata chamada Marie que é como uma filha para mim. Agora não somos mais tão estranhos assim. Sua vez.


— Meu nome… — Suspirei. — Bem, não lhe devo esta informação, meu nome não lhe importa. Tenho 21 anos e trabalho em uma cafeteria. Divido um apartamento com o gato mais preguiçoso e esfomeado do mundo, cujo nome é Sr. Thomas. Curso gastronomia no período da noite e pretendo abrir uma cafeteria quando me formar e tiver dinheiro suficiente para isto. Gosto de um pouco de tudo. Sou fã de romances e alguns dramas, admito que alguns pornôs são também bem-vindos.


Após lhe ter dado as seguintes informações, sendo a última um pouco desnecessária, o moreno começou a gargalhar como se não houvesse amanhã. Parecia que sua risada era contagiante pois eu não consegui me segurar e acabei por rir junto de si. Sem ar em meus pulmões e com a barriga doendo de tanto rir, tentei controlar minha respiração e voltar com a mesma postura de antes. O tal Min Yoongi aos poucos soltou meu braço, como se certificando que eu não iria fugir. Seus olhos em momento algum desviaram-se dos meus, quanto à mim, procurei desviar minha atenção para outra coisa, qualquer coisa que não fossem aqueles olhos castanhos que tanto encaravam-me. Pigarreei, olhando para baixo e, em seguida, voltei meu olhar para o Yoongi. Visto que, talvez, seria bem mais cansativo ter de — outra vez — enfrentar o metrô cheio e pegar um ônibus que com certeza demoraria para chegar, soltei rapidamente as palavras que presas estavam em minha garganta.


— Aceito a carona. — Olhei para ele, rapidamente desviando o olhar. Ouço-o rir. — Estava brincando sobre isso, não estava? — O encarei.


— O quê?! — Exclamou, parecia estar surpreso. — Claro que não! Eu só… Eu só não esperava que você fosse aceitar. — Sorriu sem jeito. — Bem… Vamos? — Apenas assenti e, então, fomos até o mesmo carro que a poucos minutos atrás, quase me atropelou.


Após entrar no veículo, encolhi-me contra a porta deste, quase fundindo com a mesma. Preferi sentar-me no banco de trás, sozinha, enquanto Yoongi sentou-se no banco de carona. Antes do motorista dar partida, informei-lhes o meu endereço e, então, seguimos caminho. Minha atenção estava voltada para as imagens que passavam como flashes diante de meus olhos. Estava começando a sentir um pouco de frio quando o moreno apertou um botão que fechou as janelas do veículo, um outro ligou o aquecedor. Murmurei um agradecimento, tendo o seu olhar sobre mim outra vez.


Sei que pode parecer burrice de minha parte aceitar a carona de uma pessoa que conheci a vinte minutos atrás, mas é melhor do que tomar o metrô, que mais parece uma lata de sardinha, e virar um picolé no ponto de ônibus. Talvez tenha sido uma escolha inteligente. Tivemos que parar algumas vezes pois havia alguns caminhões removedores de neve trabalhando e bloqueando as ruas. Mal posso esperar para chegar em casa, tirar essa roupa e vestir meu pijama favorito, me perder no edredom e tomar, quem sabe, um chocolate quente, sem esquecer de alimentar o esfomeado — Sr. Thomas — antes.


Sem ao menos perceber, minha atenção foi tomada pela figura masculina à minha direita, seus cabelos levemente bagunçados. Ele estava sentado de forma despojada sobre o assento de couro do carro. Seus olhos estavam fechados e sua boca entreaberta, seria até sexy se ele não estivesse babando. Segurando o riso, voltei minha atenção para a estrada, nos aproximávamos do bairro onde moro. Em mim cresceu uma ansiedade imensa, seguida de um sorriso de orelha a orelha, quando avistei o prédio avermelhado de vinte andares em que moro. Assim que o veículo parou em frente ao edifício, tentei abrir a porta mas esta ainda estava trancada.


— Ei, abre a porta aí. — Disse, cutucando o braço de Yoongi, este que acordou assustado perguntando aonde estava. — Isso só pode ser karma. — Murmurei, bufando.


— Senhor, chegamos na residência da garota. — Informou o motorista.


Yoongi olhou para mim e, então, saiu do veículo, dando a volta no mesmo, parando ao lado da porta em que estou encostada, abrindo-a logo em seguida.


Saí do veículo e murmurei um “obrigada” antes de seguir rumo à entrada do prédio. Peguei as chaves que estavam no bolso do sobretudo e olhei para trás, averiguando se eles ainda estavam ali. Acabei por levar um susto, o acastanhado estava bem atrás de mim.


Céus! — Exclamei, esbugalhando os olhos e levando uma de minhas mãos ao meu peito. — Não faça mais isto, por favor. — Me virei para ele, cruzando os braços. — O que pensa que está fazendo?


— Ora, estou lhe acompanhando até vossa casa. — Sorriu, um sorriso fodidamente bonito e, de certa forma, demasiadamente fofo. — Vamos, abra a porta. Estou congelando aqui! — Abraçou seu corpo e esfregou as mãos por ambos os braços, subindo e descendo os ombros largos.


Pela milésima vez, bufei. Revirei os olhos e tentei acalmar meus nervos. Abri a porta que estava quase coberta de neve, empurrei-a e entrei, dando passagem para que Yoongi entrasse. Olhei mais uma vez para o lado de fora e fechei a porta, deixando-a destrancada. Passei pelo rapaz e sequer lhe dei atenção, apenas empinei meu nariz e subi as escadas, ouvindo uma risadinha vinda do Min. Mais uma vez, o ignorando, segui até o final do corredor onde fica o elevador, esperei longos minutos até que este finalmente chegasse ao segundo piso. Yoongi fez questão de ficar encarando-me até o momento em que as portas da caixa de metal se abriram, finalmente chegando ao meu andar, décimo sexto. Minhas mãos tremiam ao que eu tentava encaixar a chave na fechadura, só não sabia o porquê de estar tão nervosa. Talvez fosse a presença irritante do ser irritante que está fazendo questão de irritar-me com sua presença… Insuportável!

Assim que abri a porta, virei-me para o Min, deixando novamente meus braços caírem ao lado de meu corpo. Prestes a abrir minha boca, de imediato meus lábios foram tomados pelos de Yoongi. Parecia a cena de um daqueles filmes de romance clichê, eu estava com os olhos arregalados e o Min estava com os seus fechados, quase que espremidos. Afastei-o rapidamente e olhei para ele com a boca aberta. Franzi o cenho assim que caí na real e percebi o que ele havia feito. Tudo bem, eu admito que possa ter gostado um pouquinho desse beijo mas, eu não sou tão fácil assim!


A cena de minutos atrás se repetiu, tentei lhe dar um tapa à bochecha mas, novamente, sua mão segurou o meu pulso, impedindo-me de lhe estapear. Tentei com a outra mão mas ele a segurou. Tentei lhe dar um chute, mas ele foi mais rápido e desviou. Céus, como eu quero… Esganar esse… Esse filho da mãe!


— Seu… Seu filho da mãe! Como ousa me beijar? Sequer nos conhecemos e eu não lhe dei essa liberdade! — Exclamei, tentando mais uma vez me livrar de suas mãos, para que possa lhe bater. — Solte-me!


— Hum, deixe-me pensar… Não! Primeiro, a senhorita deve acalmar os seus nervos. Segundo, não acha que “filho da mãe” é um palavrão meio… Fraco? — Arqueou sua sobrancelha. — Está parecendo um tomate, senhorita. — Riu.


— Eu disse para me soltar! — Rapidamente, pisei em seu pé, vendo-o fazer uma careta.


— E eu disse que não. Sabe, você me deu apenas um pedido. Se me der o outro, eu te solto, mas não garanto que não iremos nos ver mais vezes. — Sorriu travesso. — A escolha é sua. Podemos passar o resto do dia, da semana, do mês, aqui. Então, senhorita?


Então, eu fui colocada entre a cruz e a espada. Restava-me apenas a dura opção de dar o que aquele maldito queria. Admito que quando o vi na cafeteria, tive a impressão de que ele seria alguém maduro mas, me enganei, pois Min Yoongi é um homem de vinte e seis anos com personalidade infantil. Admito também que, talvez, apenas talvez, eu tenha me deixado cativar por toda sua beleza e jeito travesso de ser. Seu ar desafiador faz meus hormônios vibrarem e meus pelos se arrepiarem.


Vendo que não me restava outra saída, olhei para os lados e fiquei na ponta de meus pés, fechei os olhos e lhe dei um selar rápido, casto. Suas mãos soltaram as minhas e eu rapidamente abri a porta de minha casa, ergui meu olhar e vi que Yoongi estava com um sorriso bobo em seus lábios, enquanto olhava-me. Aproximou-se de mim mais uma vez e colocou uma mecha de cabelo atrás de minha orelha. Acariciou meus cabelos e, céus, eu desejei que esta carícia jamais tivesse fim. Seus lábios selaram-se com minha testa por alguns segundos até se afastar, sorrindo para mim outra vez, antes de dar-me as costas e caminhar até o final do corredor. Antes de fechar a porta, escutei-o dizer algo que me fez sorrir, algo que real e secretamente, esperava que acontecesse mais vezes.


— Nos vemos por aí, senhorita “meu nome não importa”. — Enfatizou, aflautando a voz.


No entanto, ele ou ninguém mais precisa saber disto.





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