História Um café gelado, por favor - Capítulo 1


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Categorias One Piece
Personagens Monkey D. Luffy, Trafalgar D. Water Law
Tags Comedia, Fluffy, Law X Luffy, Lawlu, Luffy X Law, Lulaw, One Piece Yaoi, Romance
Visualizações 105
Palavras 1.849
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A última do dia! Comédia pra relaxar, porque amanhã tem altas pauladas (mentira).
Beijocas e boa leitura!

Capítulo 1 - Azar


— Isso tá muito ruim.

Se o comentário partisse de Sengoku, seu orientador do TCC, Law teria compreendido. Sengoku era exigente, e já havia deixado bem claro que viu um grande potencial em Law no meio acadêmico. Só que não era o caso.

Quem dizia isso, com a boca cheia de panquecas recém servidas pelo garçom, era Corazón.

Preocupante.

— O que eu posso fazer para melhorar? — Law disse entredentes, emburrado.

Corazón folheou o trabalho de conclusão de curso mais uma vez antes de declarar:

— Joga isso no lixo e faz outro.

Law balançou a cabeça em negação. Fazia dias que não dormia uma noite inteira, re-escrevendo e complementando os parágrafos, a fim de entregar o melhor trabalho possível. E agora, que estava com as páginas já impressas, estava sendo obrigado a ouvir tamanha barbaridade.

— Não pode estar tão ruim. — Murmurou cansado.

— Sendo honesto, se você entregar do jeito que está, vai conseguir nota. — Corazón dizia calmamente enquanto corria os olhos pela página. — Mas não vai chegar nem perto do que você realmente é capaz de fazer.

— Não foi o que Sengoku me disse.

— Sengoku não te conhece como eu. — Corazón disse por fim.

Realmente. Pensar nisso fez Law suspirar, porque, no fim das contas, a opinião de Sengoku era válida, mas não poderia ser mais realista do que a de Corazón.

— Eu não posso fazer isso de novo, Cora-san. Levei tempo demais para chegar até aqui.

— Você é quem sabe.

O que Corazón poderia fazer? Prender Law na cadeira do computador até que ele redigisse um novo trabalho? Não daria certo.

Adotou Law quando ele tinha nove anos, e precisou aprender a lidar com a personalidade forte da criança desde cedo. Law não era problemático, era um garoto exemplar, na verdade. Só que vivia de mau humor e era teimoso demais para a própria saúde mental.

O clima na lanchonete era bem agradável, porque todo mundo estava cuidando da própria vida e não se importavam com o quanto Law estava desanimado por causa do comentário de Corazón sobre seu TCC. Law gostava do lugar exatamente por isso. Ninguém se metia na vida do outro.

Ao ver o garçom se aproximar com seu café, até se endireitou na cadeira. Estava precisando urgentemente daquilo. Talvez, depois de ser revigorado pela cafeína, sentisse vontade de comer as panquecas que Corazón devorava sem piedade.

— Acho que vou pedir mais. — Corazón se virou no banco estofado, com vista para a janela, colocando as pernas para fora no corredor. O TCC de Law estava perigosamente pendurado em sua mão e, naquele momento, Law soube exatamente o que iria acontecer.

— Sanji! Eu tô entrando para meu horário de almoço! Mande Usopp entregar o próximo!

O garçom vinha na direção da mesa de Law. Estava sorrindo, meio irritado, e olhava distraidamente para a cozinha, na tentativa de verificar se o citado Sanji estava ouvindo. Usava um chapéu de garçom na cabeça, que pendia para o lado, como se fosse cair a qualquer momento, e outro chapéu, de palha, pendurado nas costas.

— Cora-san, cuidado!

A tentativa desesperada de Law de impedir a tragédia fez Corazón pular no banco, se assustando com o grito repentino. No mesmo momento, o garçom também se alarmou. Seu chapéu de garçom caiu na cabeça de Corazón, que se virou a fim de identificar o que estava obstruindo sua visão, e culminou no acidente que Law havia previsto no exato momento em que viu o garçom.

Seu TCC estava no chão, coberto de café, e tanto o garçom quanto Corazón sorriam sem jeito, pedindo desculpas um ao outro.

— Eu me distraí com o grito. — O garçom explicou, coçando a nuca, os olhos até mesmo fechados por conta do grande sorriso sem jeito.

— Eu também. Não tem problema!

— Oe!

A voz de Law atraiu a atenção de ambos. As pessoas ao redor observaram discretamente a cena por alguns segundos, mas logo estavam absortas em seus assuntos pessoais. Era assim que deveria ser a vida de um ser humano normal em uma segunda-feira de manhã. E foi assim que Law teve a certeza de que, por mais que se esforçasse, orbitava ao seu redor apenas pessoas peculiares. Essa certeza só se confirmou quando o garçom franziu o cenho:

— Por que está bravo? A culpa disso tudo foi sua mesmo!

— Ele tem razão, Law. Você não deveria ter gritado.

Aquilo só podia ser um pesadelo.

— Onde você vai? — Corazón perguntou ao ver Law se levantar, colocando a mochila nas costas.

— Pra casa. Imprimir o trabalho de novo.

— Você não pode sair sem tomar o café. — O garçom disse de imediato.

— Posso sim.

— Não, não pode. — Ele insistiu. — Se você sair daqui com fome, o Sanji vai me matar. Espere um pouco.

Ele correu para a cozinha, sem se importar com a bagunça deixada no corredor, e voltou rapidamente com um café para viagem e um embrulho pequeno.

— Salgadinhos. Por minha conta. — O garçom disse animado.

— Por que por sua conta? Você não acabou de dizer que a culpa era minha?

— Mas é sua. Só que você tá com fome e bravo por causa do seu caderno cheio de café. Se eu não te der nada, talvez você nunca volte.

Não era só um caderno, mas Law não estava com ânimo para explicar isso ao garoto. Pegou o café e o saquinho e recebeu uma careta do garçom.

— Não vai nem dizer "obrigado"?

Certo. Ele acabou de despejar café na sua impressão do TCC, colocou a culpa em Law com ajuda de Corazón – aquele traidor – e ainda queria um agradecimento.

— Obrigado. — Law disse entredentes. — Posso ir agora?

— Claro. A propósito, eu me chamo Monkey D. Luffy!

E estendeu a mão para Law. Muito contrariado, Law aceitou o cumprimento.

— Trafalgar Law.

Luffy apertou sua mão por alguns segundos e saiu em seguida, acenando para Corazón e entrando na cozinha. Enquanto saiam, passando pelos escombros de café e TCC, Corazón ainda teve a audácia de comentar:

— Que cara legal!

 

[...]

 

Lamy estava brincando no computador de Law. Nenhuma novidade, ela sempre saia de seu quarto para ir até o quarto do irmão para aproveitar os jogos pré-instalados que Law julgava ser violento demais para a pouca idade de Lamy. Ela não percebeu quando ele chegou, e só foi tirar o headset da orelha quando Law a pegou no colo e literalmente a removeu da cadeira.

— Já disse que não quero você mexendo nessas coisas.

— Você é muito besta, nii-san. Acha que vou sair matando todo mundo só por jogar uns joguinhos de tiro?

Law não achava, mas era a desculpa perfeita para não deixar Lamy entrar em seu quarto.

Demorou mais tempo que havia imaginado para chegar em casa. Precisou passar na faculdade e depois no estágio, por causa de uma ligação de emergência. Além disso, Law não confiava em Corazón para lhe pedir para que fizesse a impressão.

Não era como se Corazón conseguisse fazer aquilo sem incendiar a casa.

Acabou por se separar dele quando saíram da lanchonete e somente agora, no fim da tarde, é que teria o tempo necessário para imprimir novamente o TCC.

Law começou a vasculhar o computador, pensando em seu imenso azar que atraía gente louca para seu convívio. Luffy deveria estar sorrindo naquele momento, refletiu. Ele sorria o tempo todo.

O computador de Law era tudo o que seu quarto não conseguia ser. Era uma bagunça generalizada, cheio de downloads que ele não apagava e de jogos que não jogava, além de vários programas inúteis que nunca abriu. Sua cama era um brinco de tão arrumada, e seu histórico do navegador acumulava pesquisas do ano retrasado.

Ninguém é perfeito.

Porém, era uma bagunça organizada e Law sabia onde estava cada coisa. Bastava alguns segundos de busca para achar um código perdido, ou uma foto antiga. Sua mente indexou perfeitamente o caos do computador, e Law respirou fundo ao abrir a pasta que continha o arquivo do TCC.

Estava vazia.

— Lamy. — Law foi muito cauteloso. — Você limpou essa pasta por um acaso?

— Limpei porque tava cheia de episódio de anime que você já tinha visto. Aí o PC tava lento e eu excluí.

— Tudo?

— Tudo.

Tudo. Só podia ser uma conspiração. Corazón provavelmente pagou Lamy para cometer aquele crime e escapar impune, porque obviamente Law não brigaria com ela.

Lamy era sua princesinha, embora não deixasse ninguém saber disso.

— Tá tudo bem, nii-san?

— Tá, eu só… Tenho que fazer uma coisa.

 

[...]

 

Luffy estava ajudando Sanji a fechar a lanchonete quando sentiu algo o empurrar até a parede, segurando seu colarinho. Confuso, olhou para o lado, e se deparou com o olhar mortífero do cliente que gritou na lanchonete mais cedo.

Law parou de empurrá-lo quando suas costas se chocaram contra a parede.

— Onde você deixou meu trabalho?

— Que trabalho?

Luffy estava cansado e com fome. Não entendia absolutamente nada do que estava acontecendo e não entendeu quando Law o soltou, parecendo perdido.

— Você jogou fora os papéis com café?

— Claro que joguei! O que queria que eu fizesse com eles?!

Law se sentiu o maior idiota do mundo, porque Luffy tinha toda razão de estar confuso. Pensou, por um segundo, que poderia copiar o texto impresso para o computador, se virasse algumas noites em claro, e entregar o trabalho a tempo. No entanto, pelo visto, não seria tão fácil assim.

Estava anoitecendo e começava a fazer frio. Law só notou esse detalhe naquele momento, quando parou de correr para brigar com o maluco da lanchonete. Percebeu então que não havia se alimentado desde os salgadinhos que Luffy lhe dera. Percebeu também que sua expressão se suavizou contra sua vontade.

— Você vai me ajudar a digitar um trabalho novo. — Declarou para Luffy, que fez uma careta imediatamente e deu um passo para trás.

— Claro que não!

— Ah, você vai. — Law tinha um brilho maligno nos olhos e o tom de voz cheio de múltiplos sentimentos atraiu a atenção de Sanji, que acabava de sair do estabelecimento e agora trancava a porta. A reação de Luffy foi imediata e Law teve uma ideia.

— Algum problema? — Sanji perguntou amigável. Era o dono da lanchonete, agora que seu pai havia se aposentado e estava, no momento, fazendo um cruzeiro pelo mundo.

Law estendeu a mão para Sanji, para o completo horror de Luffy.

— Estava só resolvendo uma pendência com Mugiwara-ya. — Sorriu de leve quando Sanji apertou sua mão.

— Ah, tudo bem. — Sanji murmurou distraído. — Até amanhã, Luffy.

— Até. — Luffy disse com a voz fraca.

Sanji acenou para eles e saiu, atravessando a rua e os deixando sozinhos na calçada. Estava frio, Luffy até esfregava as mãos, na tentativa de aquecê-las. No entanto, quando Law tornou a encará-lo, engoliu seco e esqueceu o clima.

— Vamos começar amanhã. — Law foi firme.

— Se eu não aceitar, você vai contar pro Sanji, não vai? — Luffy perguntou emburrado.

— Não, mas vou contar para meu orientador e ele ficará muito frustrado e vai querer conversar com seu amigo. — Law respondeu, se sentindo vingado pela primeira vez naquele dia.

Luffy não podia perder aquele emprego. Não era como se fosse arrumar outro com facilidade, dadas as circunstâncias de sua vida.

— Tudo bem. Eu ajudo.


Notas Finais


Por alguma razão, eu imagino a Lamy uma versão menos estressada da Érika de Stranger Things ahuhauhauahau ♥️♥️♥️


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