História Um café gelado, por favor - Capítulo 2


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Categorias One Piece
Personagens Monkey D. Luffy, Trafalgar D. Water Law
Tags Comedia, Fluffy, Law X Luffy, Lawlu, Luffy X Law, Lulaw, One Piece Yaoi, Romance
Visualizações 77
Palavras 1.969
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Consegui atualizar eeeeee!
Espero que gostem do capítulo!
Boa leitura!

Capítulo 2 - Rotina


Naquela noite, Law não dormiu muito bem. O tempo todo, teve sonhos esquisitos envolvendo papéis e despertadores fora de controle tocando sem parar até deixá-lo maluco. Acordou no meio da noite, suando frio, e se levantou rapidamente a fim de tomar um chá antes de tentar pegar no sono novamente.

Ferveu a água e colocou o saquinho com folhas de erva-doce na caneca. Deixou a infusão sobre a pia e esfregou o rosto. No fundo, sabia, estava intencionando punir Luffy pelo TCC arruinado, porque, parando para pensar racionalmente agora, era uma grande bobagem acreditar que dariam conta de digitar toda a monografia em menos de dez dias. Talvez se pedisse prazo…

Law suspirou, mexendo o saquinho de chá dentro da caneca enquanto refletia. Ele era um ótimo aluno e sabia que não teria de fato um problema se deixasse para entregar o trabalho no período seguinte. Só que Corazón estava sustentando a casa sozinho naquele momento, e Law já começava a se sentir incomodado, embora Corazón nunca tivesse se queixado. Adiar a entrega significava mais tempo sem poder arranjar um emprego remunerado, e isso sim era um grande problema.

Mentalmente exausto, Law sorveu o chá sem açúcar inteiro em dois goles e voltou para a cama.

 

[...]

 

— Você deveria arranjar alguém, isso sim. Ficar sem namorar pode ser a causa do seu estresse.

A pérola foi dita por Shachi, e Law pode ver o arrependimento nos olhos dele ao encará-lo com um profundo desejo de apertar seu pescoço. Para disfarçar, tomou um gole do café à sua frente, só que não resolveu muito porque, naquele dia em especial, Lamy havia decidido ir com Law até a cafeteria, e o comentário de Shachi cumpriu muito bem o objetivo de plantar a semente do mal na cabeça da menina:

— Não adianta fazer essa cara, Nii-san. Você sabe que é verdade.

— Então, de acordo com vocês, é só eu pedir alguém em namoro e meu TCC será magicamente refeito, é isso?

— Não se faça de bobo. — Lamy deu de ombros.

— Não estou me fazendo de bobo, é uma pergunta séria. — Law suspirou.

Quando seus olhos encontraram os de Shachi, Law teve certeza de que ele estava com muita vontade de falar besteira e que, provavelmente, estava se segurando por causa de Lamy. Dito e feito. Bastou a menina ir até o balcão para pedir cookies, Shachi fez para Law um gesto exagerado com as mãos e murmurou:

— Precisa de uma foda.

Irritado, Law pensou seriamente ameaçar Shachi com a conta, deixando toda a despesa para que ele pagasse, mas, como se sua vida estivesse impregnada com um azar indissolúvel, Law ouviu uma voz característica às suas costas:

— Quem que precisa de foda?

Virando-se rapidamente, Law se deparou com o maior sorriso do mundo, que vinha acompanhado de um olhar curioso e uma cestinha cheia de cookies. Lamy realmente estava com fome.

E Law só queria abrir um buraco no chão e sumir.

— O que você gosta de fazer para relaxar? — Shachi perguntou a Luffy, e Law, prevendo a desgraça, interceptou o garçom para longe de seu amigo.

De relance, Law viu Shachi se emburrar.

— Hoje às sete. Não esqueça. — Law disse para Luffy, pegando a cestinha de cookies de sua mão.

— Não vou. — Luffy fez uma careta.

Law voltou para a mesa, sob protestos de Shachi por não deixá-lo conhecer seu “novo amigo” e, sem esboçar reação, começou a comer. Já estava tudo bem complicado sem ter que explicar para os amigos que, para ele, simplesmente “ir para a cama” com alguém não funcionava.

 

[...]

 

O dia passou rápido. Law se dedicou ao máximo no estágio e nas aulas, a fim de desviar a atenção do assunto “TCC”, e se sentiu aliviado por Sengoku não estar nas dependências do curso de medicina naquele dia. Mandou uma mensagem para Corazón, pedindo-lhe que fizesse comida a mais naquela noite porque, provavelmente, o garçom estaria faminto quando chegasse em sua casa para - ser torturado, Law pensou - começarem a digitação.

— Estão vendo? A artéria parece inchada de acordo com o exame.

— Existe uma possibilidade de o exame estar errado?

— São mínimas, mas existe. — Law não soube se Kureha, a médica cardiologista que havia lhe oferecido vaga de estágio não remunerado há algum tempo atrás, estava falando a verdade ou só tentando assustar Chopper. Chopper era um calouro baixinho facilmente impressionável e muito idealista, que era amigo de Kureha há muito tempo e que acabou ficando próximo de Law.

— Mas aí vamos abrir a pessoa inteira à toa?!

— Basicamente.

Kureha sorriu e Law balançou a cabeça em negação. Às vezes, se perguntava se era mesmo uma boa ideia estagiar ali em vez de ficar no hospital-escola como todo mundo. Só que era uma oportunidade única estagiar em uma clínica particular, especialmente na área em que desejava atuar, então Law acabou esquecendo o pensamento recorrente. Estava ali porque era a melhor opção, apesar de tudo.

Saiu do estágio às seis da tarde e correu para casa. Queria ao menos tomar um banho antes de revisitar os livros que foram sua única companhia nos últimos tempos.

 

[...]

 

Corazón queimou o jantar e Law oscilava entre esperar a pizza e esperar por Luffy. Ele estava atrasado, e Law teria que acordar cedo no dia seguinte. Não teriam como ficar acordados até tarde e Law estava emburrado.

A pizza chegou primeiro, e Law estava pagando o motoboy quando ouviu o ruído metálico da corrente de uma bicicleta. Luffy se aproximou por trás do motoboy e sorriu animado ao sentir o cheiro do alimento. Ele usava calça jeans, jaqueta vermelha e tênis, completamente diferente do uniforme do café, mas o chapéu de palha seguia pendurado em seu pescoço.

— Acho que vou derramar café nos seus trabalhos mais vezes! — Comentou com um sorriso, os olhos fixos na caixa de pizza, recebendo um olhar fulminante de Law em resposta.

— Não se eu te manter em cárcere privado. — Comentou em tom sombrio.

— Se tiver pizza, você pode me deixar acorrentado que eu nem ligo! — Luffy finalmente o encarou. — Vamos comer?

Se esgueirando pela brecha deixada pelo motoboy, Luffy entrou na casa, e, enquanto Law pegava as caixas de pizza e fechava a porta, viu Luffy cumprimentando Lamy e Corazón na sala.

— Vocês adivinharam, eu não consegui comer nada antes de chegar aqui. Tomei banho lá na lanchonete mesmo. Hoje foi feio o serviço.

— O que aconteceu? — Corazón quis saber.

— Gente demais. — Luffy se sentou no sofá e Law aproveitou o espaço para colocar as caixas na mesa de centro. Não costumavam comer na sala, mas ninguém ali parecia muito interessado em ir para a cozinha. — Acho que era um aniversário, sei lá. Só sei que não dava nem pra respirar.

Compadecida da situação de Luffy, Lamy abriu a caixa e fez um gesto para que ele se servisse. E foi o que ele fez, comendo com as mãos mesmo, sem interesse nenhum em um prato.

Eles conseguiram subir às nove horas da noite, quando as caixas de pizza já estavam vazias e quando Law puxou Luffy até as escadas pelo pulso. A conversa fiada entre os três estava começando a deixar Law estressado e tinham pouco tempo agora.

 

[...]

 

Abriram os livros somente meia hora depois.

Luffy estava genuinamente impressionado com a organização do quarto e fez mil perguntas sobre os livros na estante de Law - os únicos itens à mostra que revelavam um pouco de seu gosto pessoal. Depois de se sentar na cama, no chão e na cadeira, Luffy pegou o menor dos livros que Law havia utilizado em sua pesquisa e começou a folhear.

— Seu trabalho era sobre o que?

Finalmente uma conversa útil.

— Causas e prevenção de ataque cardíaco.

— Que chato.

Uma veia saltou na testa de Law.

— Esqueci que você é um projeto de Cora-san. — Disse entredentes, se jogando na cama, as mãos suadas de nervosismo.

— Ele também achou seu trabalho chato?

— Não vem ao caso. Só quero que digite.

— O que eu tenho que digitar?

— As coisas que estão destacadas. Eu vou digitar as conexões dos temas no celular e você pode usar meu computador.

— E todo esse esforço pra fazer um trabalho chato?

Luffy o encarava sentado na cadeira, com a sobrancelha arqueada e os dedos brincando de dobrar e desdobrar a página do livro, como uma criança hiperativa tentando extravasar a energia acumulada.

— Mugiwara-ya… — Law suspirou e Luffy sorriu. Gostava do apelido. — Vou falar isso uma vez só, porque no fim das contas isso não interessa: eu preciso entregar esse trabalho e me formar o mais rápido possível. Já fiz toda a pesquisa, então não vou perder tempo fazendo outra.

Luffy deu de ombros.

— Você que sabe. Mas quem te olha de longe espera muito mais de você do que uma chatice dessas.

Naquela noite digitaram muito pouco, porque Luffy tinha que ir embora, já que acordaria ainda mais cedo do que Law. Em momento algum, Law deu o braço a torcer e perguntou a quê exatamente Luffy se referia com “olhar de longe”. E este foi seu primeiro grande erro, porque a frase o perseguiria durante todo o dia seguinte.

 

[...]

 

Luffy levou para casa o livro menor que tanto folheou na casa de Law. No celular, digitou alguns trechos e acabou dormindo de jaqueta no sofá, com o livro caído sobre o rosto. Acordou pela manhã com o corpo quente, e, quando o livro caiu no chão, a luz do sol invadiu suas pupilas sem piedade.

— Vai se atrasar se não correr.

A voz de Sabo despertou Luffy. Sanji era seu amigo, e certamente não o advertiria por causa de um atraso. Justamente por isso, Luffy odiava chegar tarde. Não gostava de ter privilégios por causa da compaixão de Sanji.

— Onde esteve ontem? — Quem perguntou foi Ace, que acabava de sair do banheiro, o rosto molhado e cheirando a pasta de dente. Luffy estranhou a presença do irmão àquela hora em casa; geralmente, depois de trabalhar a madrugada inteira como segurança, Ace costumava dormir até depois do meio-dia.

— Na casa do Tral. — Diante do olhar interrogativo de Ace, Luffy prosseguiu: — Derrubei café no trabalho dele e tô ajudando a consertar o estrago.

— Por isso o livro na cara?

— É isso aí. — Luffy confirmou.

Pegou um pão, passou manteiga e se esforçou para enfiá-lo inteiro na boca. Tomou um grande gole de café por cima e engoliu tudo de uma vez, sob o olhar horrorizado de Sabo.

— Você é inacreditável.

Interpretando o comentário como um grande elogio, Luffy sorriu, limpou a boca no guardanapo de papel e apanhou as chaves.

— Cadê a mochila? — Ace perguntou.

— Deixei lá no armário ontem, não queria levar coisas pra casa do Tral. Até mais! — Acenou para os irmãos ao abrir a porta e saiu.

Enquanto pedalava, lia distraidamente as mensagens no celular. Ace queria saber quem exatamente era “Tral” e perguntou se Sanji não estava precisando de alguém para fazer qualquer tipo de trabalho.

Estava bom demais para ser verdade.

Luffy trancou a bicicleta na frente do café e entrou, ainda encarando o celular com o cenho franzido.

— Algum problema, Luffy?

Era Sanji. Luffy sentiu o estômago afundar, porque não sabia mentir. Mas também não queria jogar mais responsabilidade em cima do amigo.

— Ace deve ter sido mandado embora. — Disse sério, algo incomum se tratando de Luffy. — Perguntou se tem alguma vaga qualquer que ele possa preencher. Mas olha, Sanji, você não precisa fazer nada se não der, a gente vai resolver. — Se adiantou.

— Peça para ele vir à tarde, ele pode fazer entregas. Mas só posso pagar por dia de trabalho. — Sanji esclareceu e um sorriso iluminou o rosto de Luffy.

— Obrigado! Você é o melhor!

Assim, Luffy atravessou até a área de funcionários para se trocar, sem perceber que, na mesa ao lado da porta, Law ouvia atentamente a conversa.


Notas Finais


Pois é gente, tem coisa aí. Aguardo teorias!
Beijos e até mais!


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