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História Um café, por favor. (Minsung - Knowhan) - Capítulo 24


Escrita por:


Notas do Autor


Hellou pudinzinhos ♥

Preparados para mais MINSUNG? Porque eu to =3

Boa leitura ♥

Capítulo 24 - Meanings


Fanfic / Fanfiction Um café, por favor. (Minsung - Knowhan) - Capítulo 24 - Meanings

Às vezes nosso subconsciente mergulha em um sonho tão bom, que nos recusamos a acordar e quando nosso cérebro desperta, tentamos voltar para ele a todo custo. No caso de Minho, o sonho dele era bem real, em verdade, foi o que fez ele acordar e rapidinho querer ficar de olhos bem abertos. O nome desse sonho? Jisung.

Sábado, quando ele chegou em casa quase onze horas da noite, Han já estava dormindo em sua cama, enrolado no meio dos lençóis como se estes fossem o seu casulo. Minho não quis nem acordá-lo. Guardou no fundo de sua gaveta de meias o que ele fez Hyunjin rodar a cidade inteira até encontrar para comprar. Está explicado porque aqueles dois chegaram tarde da noite naquele dia.

Agora, acordava com seu pequeno inconscientemente esfregando o rostinho na curvatura de seu pescoço e balbuciando qualquer coisa envolvendo nozes e frutinhas. Tinha certeza de que Jisung estava sonhando com comida, e a baba que lhe escorria pelo canto da boca era prova suficiente disso. Minho sorriu todo bobo com aquela cena, acariciando suavemente as madeixas castanhas do namorado enquanto o admirava dormir tranquilo contra seu peito.

O Lee ficou ali por uns bons minutos, até começar a sentir o braço ficando dormente e ter de se levantar. Cuidadosamente deitou Jisung na cama, cobrindo-o com o lençol. O garoto quase que imediatamente se agarrou ao travesseiro como se esse fosse um urso, e novamente Minho sorriu todo besta. Como podia estar tão apaixonado por ele? Chegava a doer de tanto que o amava, e para Minho isso era algo completamente novo, pois nunca antes havia sentido uma emoção tão forte assim por alguém. Se um dia ele achou que o que sentiu por Yun Hee no passado fora amor, nunca esteve tão enganado a respeito de algo.

Deixou o mais novo ali dormindo e foi fazer suas higienes matinais, a começar por um banho rápido só para terminar de acordar. Eram apenas sete horas da manhã de um domingo, então deixaria Jisung dormir mais. Depois de tomar banho e se vestir, foi até a cozinha comer alguma coisa. Já para o Han? Iria comprar uma torta de nozes e morangos no mercado antes que ele acordasse. Com certeza o pequeno iria gostar.

Saiu de casa vestindo apenas uma bermuda de moletom cinza, uma camiseta branca, máscara preta e um bucket hat de igual cor. Nos pés calçou um par de tênis qualquer. Queria evitar chamar atenção, assim não iria demorar tanto tendo que despistar paparazzi e fãs lunáticos. Por sorte, os óculos escuros que decidiu usar lá fora também serviram de um ótimo disfarce, e dentro de meia hora estava de volta ao apartamento.

Havia dias – embora poucos – que Minho conseguia sair de casa e seguir sua rotina pessoal de vida sem se preocupar com pessoas lhe parando no meio da rua ou lhe perseguindo para todo lugar. Porém, havia aqueles em que chegava a ser insuportável colocar o pé para fora do apartamento ou do prédio da empresa, pois sempre tinha algum aglomerado de pessoas lhe esperando ou alguém com câmera à postos enchendo sua cara com flashes de luz.

Já era quase oito horas da manhã quando o Lee entrou no quarto com uma bandeja de prata nas mãos, sobre a qual havia uma generosa fatia de torta de nozes; uma pequena tigela de porcelana repleta de morangos; pedaços cortados de pão com queijo derretido; e para completar, suco natural de maçã com hortelã. Ele deixou tudo sobre um aparador com tampo de madeira chanfrado que tinha no quarto e foi até a cama, sentando-se na beirada.

O colchão afundou com seu peso, mas nem por isso Jisung acordou. O mais novo dormia de um jeito todo desajeitado mas que, ao mesmo tempo, parecia ser confortável para ele. Minho ficou lhe observando por uns instantes até se inclinar na direção de Han, levando a mão aos seus cabelos em um carinho cuidadoso. Com o rosto não muito perto, mas também não muito longe, ele chamou pelo pequeno. – Amor? Hora de acordar esquilinho. – Seu tom de voz soava baixo e tranquilo. Os dedos ele mantinha acariciando os fios bagunçados do mais novo, que continuava a dormir. – Eu trouxe seu café da manhã. Vamos, acorde amor... – Insistiu, porém só teve alguns resmungos inteligíveis como resposta, então preferiu adotar outra tática para tentar acordá-lo. – Acorda preguiçoso, tem torta de nozes.

Deu certo.

Se Jisung estava relutante em acordar, com certeza depois dessa última fala ele mais do que depressa levantou o torso. Sua testa quase se chocou com a de Minho, mas ainda bem que este foi ligeiro o bastante para se afastar. – Epa! Calma amor, a comida não vai sair correndo. – Brincou ele em meio à uma risada. Já o outro, lhe encarou com uma expressão cheia de sono, mas ao mesmo tempo cheia de fome. O Lee só fez sorrir novamente e então se levantou. Foi até o móvel sobre o qual havia deixado o café da manhã e o trouxe até a cama. Com cuidado, se sentou sobre o colchão e colocou a bandeja no próprio colo, já que Jisung ainda estava meio sonolento e poderia acabar derrubando tudo. – Aqui pequeno, abre a boca. – O mais velho pegou um pedaço da torta de nozes e levou até a boca do pequeno, que de olhos fechados abriu a mesma e foi mastigando com as bochechas infladas, travando uma batalha entre comer e ficar acordado.

Só depois de mais algumas abocanhadas em meio a umas pequenas sonecas que não duravam mais do que poucos segundos – já que Minho sempre lhe chamava a atenção de novo, o chacoalhando para acordar – é que Han finalmente conseguiu se manter de olhos abertos. O garoto se espreguiçou todo durante um bocejo, logo voltando a comer, desta vez por conta própria. – Como sabia que eu estava com vontade de comer nozes e morango Min? – Indagou ele ao morder um generoso pedaço daquela frutinha vermelha e docinha, bebendo um longo gole do suco preparado por Minho já na sequência.

– Você estava falando e babando durante o sono, foi fofo. – Riu brevemente ao se lembrar das bochechas amassadas de Jisung contra seu peito.  – Murmurava algo como “Minhas nozes, me dá... O morango é meu também!”.

O mais novo arregalou os olhos e corou imediatamente, sentindo a vergonha subir por seu corpo todo até alcançar seu rosto. Suas bochechas ainda estavam cheias de comida, já que o esquilo ia colocando tudo na boca, e isso só deixou sua reação envergonhada ainda mais fofa. – Aish... Por que tão lindo Hannie? – Minho não se aguentou e afundou os dedos de uma das mãos nos fios de Jisung, lhe fazendo um breve cafuné.

– Não sou lindo, eu devia estar com a cara toda amassada, isso sim. – Ele respondeu, formando um biquinho dengoso nos lábios sujos com um pouquinho de farelo de pão.

– Bom, isso é verdade, você estava com a cara toda amassada mesmo. – Não tinha como negar o óbvio, não é? – Mas ainda assim continua lindo, pequeno. – Sorriu para o outro, acariciando sua bochecha e limpando o cantinho de sua boca. – Por que não termina de comer? Vou te esperar lá na sala enquanto isso, tenho que ler o roteiro. – Em verdade, Minho já tinha decorado as suas falas do Dorama que estava gravando há muito tempo, ele só queria mesmo era uma desculpa para pegar Jisung de surpresa depois. Aquilo que na noite passada havia guardado em sua gaveta de meias? Estava agora no bolso de sua bermuda. Ele pegou antes de sair para comprar o café da manhã do seu garoto.

 – Tá bom, eu já vou lá. – Nisso, o Lee lhe deu um breve selar nos lábios e se levantou da cama, deixando a bandeja no colo de Jisung, que logo voltou a comer seu café da manhã. O mais novo não demorou muito. Assim que terminou de se alimentar, a primeira coisa que fez foi trocar de roupa – já que vestia apenas um pijama simples –, colocando um short de malha cor verde musgo, que deixava metade das suas coxas à mostra, e uma regata branca um pouco larga. Roupas confortáveis para se usar em casa em um domingo.

Aliás, falando em roupa, fazia uns dias que Jisung já estava dormindo ali no apartamento de Minho. Já tinha lavado as poucas peças que havia trazido consigo umas três vezes, então precisava logo ir para casa. Mas por que só de pensar em voltar para o próprio apartamento onde mora sozinho deixava Jisung triste? Quer dizer, ele tinha assim todo aquele seu complexo de independência e tudo mais. Porém, em sua casa, não teria Minho dormindo abraçado com ele todas as noites. Então... Valia mesmo a pena manter essa independência toda?

Em um suspiro, o mais novo foi até o banheiro escovar os dentes. Depois de sua higiene matinal, tomou também seu remédio para bipolaridade e apanhou a bandeja de prata nas mãos, deslocando-se até a cozinha. Lavava a louça em frente a pia, tão distraído que nem percebeu já ter terminado tudo e que agora estava apenas encarando o porcelanato da parede, perdido em seus pensamentos. Foi com Minho lhe abraçando por trás, pela cintura, que Jisung finalmente saiu daquele devaneio. – Ei esquilinho, você está bem? No que está pensando? – Perguntou o mais velho, descansando o queixo no ombro de Jisung enquanto o balançava suavemente para os lados, no mesmo ritmo de seu corpo.

Han piscou algumas vezes, respirando fundo antes de virar pouca coisa de seu rosto para o lado. Com um meio sorriso curvado nos lábios, encarou Minho ao descansar suas mãos sobre as dele, cuja as quais envolviam sua cintura fina naquele abraço. – Ah, não é nada. Não precisa se preocupar. – Tentou disfarçar o máximo que pôde, não queria preocupá-lo com seus pensamentos.

– Huum... Sendo assim, por que não vem ficar na sala comigo, hum? Quero te dar uma coisa.

Jisung arqueou a sobrancelha, virando-se de frente para o mais velho. – O que é?

– Primeiro vem comigo, e daí eu te mostro. – Disse o outro, depositando um selar na pontinha do nariz do mais novo antes de puxá-lo consigo para a sala.

Na televisão, a tela inicial da Netflix estava aberta, porém nada passando ainda. Minho se sentou no sofá espaçoso com os pés em cima do mesmo e puxou Jisung, o fazendo se sentar entre suas pernas, com as costas do mais novo escoradas em seu peito. O envolveu em um abraço por trás – tendo em vista a posição em que estavam – e novamente apoiou seu queixo no ombro esquerdo do menor. – Sabe Hannie, eu estive pensando em algo, que talvez para você possa parecer um tanto precipitado, mas eu sinto que preciso fazer isso. – Começou dizendo, enquanto Jisung apenas lhe escutava, acariciando os antebraços do mais velho que tinha em volta de sua barriga. Minho então usou da mão direita para, do bolso de sua bermuda, tirar uma caixinha de veludo de cor azul reluzente. Estendeu a destra que a segurava para frente, deixando o objeto no campo de visão do namorado. – Abra.

Sem entender, Jisung girou a cabeça para trás e encarou Minho nos olhos por longos segundos antes de voltar a olhar para frente novamente. Observava aquela caixinha aveludada com olhos surpresos e só então a pegou entre as mãos. Seu coração batia rápido dentro do peito e foi preciso a pontinha de sua língua umedecer seus lábios que ficaram secos de repente. Estava nervoso e o Lee percebeu isso. Para acalmar o pequeno, beijou a lateral de seu pescoço e sorriu para o mesmo. – Vamos amor, pode abrir sem medo.

Han engoliu a saliva presa na garganta e consentiu com a cabeça. Assim, controlando os dedos que tremiam, ele começou lentamente a abrir a tampa da caixinha e o que foi aos poucos sendo revelado naquele interior acolchoado fez com que Jisung se virasse para Minho ainda mais surpreso. Porém agora, ele não entendia o que aquilo significava.

Era um esquilo.

Ou melhor, um chaveiro de esquilo. O pingente no formato do pequeno roedor era de prata, e na extensão da corrente que ligava à argola havia uma pequena pinha de metal e uma plaquinha escrita “love”, as quais faziam conjunto com todo o resto. Não tinha mais nada dentro da caixinha, apenas aquilo, e Han ficou ainda mais perdido, pois geralmente quando nos entregam uma caixinha aveludada, o que imaginamos ter dentro é algo completamente diferente.

O mais novo voltou então a encarar Minho, agora com uma expressão totalmente confusa, o que fez o Lee soltar uma curta risada nasalada, tomando na sua mão o chaveiro que Jisung segurava entre os dedos. – Isso aqui amor... – Elevou o objeto, deixando-o na altura de seus olhos. –  ...É onde você vai prender a sua cópia da chave da nossa nova casa quando formos morar juntos. – Explicou sorrindo ao pegar Jisung mais uma vez de surpresa. – E amanhã, vamos escolher essa casa, uma que agrade nós dois. – Ao dizer isso, encarava o mais novo no fundo de suas orbes castanhas, assistindo as expressões faciais de Jisung migrarem de uma completa e total surpresa para quase um choro, porém este era de felicidade.  

O que Han fez em seguida foi se virar de frente para Minho, com algumas lágrimas salgadas já escorrendo pelos cantos de seus olhos, e abraçá-lo com toda a força do mundo. O mais velho chegou a ir para trás, e só não caiu porque o braço do sofá estava escorando o peso de seu corpo. Depois de quase esmagá-lo em seus braços, Jisung se afastou pouca coisa somente para poder lhe encarar nos olhos. Em seu rosto? Um sorriso enorme. – Amor! C-Como sabia que eu não queria ir embora? Q-Que eu não queria passar uma noite sequer sem dormir abraçado com você?! – Suas pequenas mãos apertavam o tecido da camiseta de Minho em seus ombros, e o mais novo nem se importava em controlar as lágrimas de felicidade, apenas as deixou escorrer de seus olhos.

Minho, por sua vez, segurava Jisung com sua canhota pela cintura, enquanto que com a destra teve todo o cuidado para segurar firme o chaveiro e não derrubar no chão no meio daquele abraço inesperado. Agora foi ele quem ficou surpreso, mas ao ver seu pequeno tão feliz a ponto de chorar, ele não pôde evitar em esboçar um enorme sorriso. – Na verdade eu não sabia. Fiquei até com medo de te dar isso e falar uma coisa dessas, já que eu sei o quanto gosta da sua independência e de mostrar que consegue se virar muito bem sozinho. – Se acomodou melhor no sofá, mas sem soltar Jisung, e sim ficando cara a cara com ele. – Mas saber que também era isso que você queria; passar todas as horas do dia e da noite comigo, me deixa muito feliz esquilinho. – Disse sorrindo, usando da sua destra – que tinha o chaveiro pendurado em um dos dedos – para acariciar a bochecha do mais novo, explorando cara centímetro de seu rosto com os olhos.

Os dois compartilhavam do mesmo sorriso e sentimento naquele momento, e os poucos centímetros que os separavam logo se tornou um beijo. Calmo, suave e duradouro. Como se ambos apreciassem um ao outro da mais profunda maneira. Quando se separaram, voltaram a sorrir novamente, com o mais velho enxugando as lágrimas do menor.

Minho então guardou o chaveiro dentro da caixinha de veludo e a deixou em cima da mesa de centro, tomando uma melhor posição para puxar Jisung para seus braços. O mais velho se acomodou no sofá com as costas contra o encosto, dobrando a perna direita sobre a qual se sentou em cima, enquanto a esquerda deixou o pé apoiado no chão. Já Jisung, estava sentado ao lado direito do mesmo, com ambas as pernas sobre a superfície macia. Um braço passava por trás das costas de Minho e o outro descansava sobre sua barriga. A cabeça, o pequeno repousou no peito do Lee, quem tinha o braço direito lhe abraçando. Depois disso, o mais velho apanhou o controle remoto que estava ao lado e deu play na série que havia escolhido para os dois assistirem juntos, era uma nova que estava nas recomendações e a sinopse lhe chamou bastante atenção.

Fazia cerca de uma hora que os dois tinham começado a assistir quando Minho se lembrou de algo – muito – importante. – Ah, Hannie esqueci de uma coisa... – Chamou sua atenção com aquelas palavras, o que fez o pequeno levantar o olhar na sua direção, porém sem sair da posição confortável em que estava.

– Hum? – Respondeu com os olhinhos curiosos.

Minho desdobrou a perna sobre a qual estava sentado, deixando agora ambas para fora do sofá, e inclinou um pouco da pélvis para cima, de modo que assim pudesse tirar do bolso de trás da sua bermuda a dita coisa que ele havia esquecido. – Toma. – Segurava algo dentro do punho esquerdo, o qual estendeu para o outro ainda fechado. Jisung pendeu a cabeça para o lado, franzindo levemente o cenho sem entender, e foi nesse momento que Minho abriu a mão, revelando o que tanto segurava.

Era um par de alianças de prata. Finas argolas cuja parte externa era adornada com vários pequenos cristaizinhos em toda sua extensão, dando a impressão de que os anéis eram feitos de minúsculos pedaços de diamante brilhante. Porém, não era nada exagerado ou estupidamente deslumbrante. Caro? Claro que sim, não seria do feitio de Lee Minho economizar nisso. Difícil de se encontrar? Muito. Por que acham que Hyunjin chegou tão tarde em casa na noite anterior? Claro que o coitado do Hwang teve que rodar a cidade inteira junto com Minho até encontrar aquelas alianças.

Agora, se elas eram tão caras no preço, mas ao mesmo tempo simples e discretas na aparência, por que diabos Minho as deixou no bolso da bermuda – desde a hora que foi no mercado, inclusive –, propensas a caírem dali e se perderem? Ao invés de colocá-las na caixinha de veludo onde vieram? Pior, ele até esqueceu que as benditas estavam no bolso, e só se lembrou porque na série que estavam assistindo apareceu um personagem qualquer usando uma aliança.

Bom, a resposta para isso é simples; para Minho, aquele chaveiro com o pingente de esquilo – infinitas vezes mais barato do que aquele par de alianças – era algo com muito mais significado. Então o que ele fez? Tirou as alianças da caixinha e enfiou no bolso, colocando o chaveiro lá no lugar.

Minho não se importava com rótulos, tão pouco aparências – pelo menos não quando se tratava de assuntos pessoais da sua vida –. Logo, para ele, o amor que sentia por Han não se resumia àquelas alianças, mas sim às suas atitudes e a forma como enxergava um único futuro possível, e este era ao lado de Jisung. No entanto, ele sabia o quanto seu pequeno podia ser romântico quando queria, e no fundo sabia que Han apreciaria receber um anel de compromisso, então o Lee tratou de comprar o par de alianças que mais refletia a personalidade e o amor dos dois.

– Mas o q- – Jisung ficou boquiaberto. Aquelas alianças pareciam ser extremamente caras, embora modestas no visual, e Minho havia as deixado no bolso da bermuda?! Assim sem mais nem menos?! E como assim “toma”? Isso lá era jeito de se dar uma aliança de compromisso? – Minho! – Levantou o torso, desencostando a cabeça do peito do mais velho, porém mantendo-se sentado ao seu lado, e logo desferiu um tapa fraco no ombro do mesmo. – “Esqueceu uma coisa”? Como se esquece alianças caras desse jeito?! – Sim, ele estava indignado. Já o Lee? Deu risada, obviamente.

– Ai amor. – Fez um falso biquinho de dor com o tapa. – É que você ocupa 99,99% da minha mente, então coisas como essa eu acabo esquecendo sabe? – Ok. O Lee certamente sabia o que fazer e o que dizer em uma situação como essa, porque a reação de Han àquelas palavras foi ficar todo corado e envergonhado, desviando o olhar.

– Aish Min... – Sussurrou, apertando os lábios um contra o outro. Ele simplesmente não conseguia dar uma bronca em Minho, vê se pode? Esse malandro sempre arrumava um jeito de se safar. – Desse jeito nem ficar bravo com você eu consigo... – Falou emburrado.

Minho riu mais uma vez e então puxou seu pequeno para um abraço bem apertado, durante o qual balançou ele para lá e para cá, quase esmagando Jisung entre seus braços. Ao se separarem, beijou sua testa e então tomou sua mão direita entre as suas. Sorriu meigo para Jisung, intercalando o olhar entre seus olhos e sua mão. Lentamente, deslizou a aliança de Jisung em seu dedo e então colocou a sua própria, também no anelar da mão direita. – Agora sempre que olhar para essa aliança, vai se lembrar de mim. – Disse Minho, com um sorriso convencido e todo contente curvado nos lábios.

Jisung lhe deu outro tapa no peito, desta vez um pouquinho mais forte, e sorriu também. – Eu nunca precisei de algo para me lembrar de você Min, mas... – Voltou a se acomodar contra o peito do mais velho, ajeitando-se no sofá. Em seguida, elevou a mão direita para frente e para cima, vendo o brilho do anel reluzir. – ...Você sabe bem como me agradar, não é?

– Claro que sei esquilinho. – Lhe abraçou de lado, pelos ombros, beijando o topo de sua cabeça. – E nem pense em querer pagar pelas alianças também, ouviu? – Balançou ele suavemente, adotando um leve tom de bronca em sua voz. – Até porque eu já paguei por elas, então trate de controlar esse seu complexo de independência, hein Hannie.

O mais novo revirou os olhos e então abaixou a mão direita que ainda estava elevada na sua frente, abraçando Minho pela barriga e esfregando o rostinho contra seu peito. – Isso nem tinha se passado pela minha cabeça, tá? – Respondeu com uma voz dengosa. – Mas a nossa nova casa eu vou ajudar a pagar sim! – Argumentou com um biquinho nos lábios, lhe encarando por baixo ao erguer o olhar na sua direção.

Minho riu nasalado. – Tá bom, tá bom. Agora vamos voltar a assistir, pelo visto está ficando interessante essa série. – Não adiantava argumentar com Jisung sobre aquilo, não se quisesse sair vivo dali depois. Porém mal sabia o esquilinho que o Lee já havia transferido para a conta bancária da imobiliária um elevado valor para cobrir quaisquer custos e despesas com a compra da casa que escolhessem. Logo, ela já estava praticamente quitada.

Qual será a reação de Jisung quando descobrir isso? Um calafrio percorreu a espinha de Minho só de imaginar. Mas por hora, preferiu aproveitar daquele dia de domingo junto do pequeno, enquanto este ainda estava de bom humor. “Ai céus, ele vai me matar...”


Notas Finais


Tão soft, aish *-*

Ah, só digo que... O Minho tem um jeito bem peculiar de testar a cama dos quartos das casas que eles vão ir ver amanhã para comprar... 👀

HEHEHE

Até a próxima ♥


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