História Um caminho pra felicidade - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Tags Bakudeku
Visualizações 192
Palavras 2.667
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, LGBT, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey Hey pessoinhas, tudo bom com vocês? To sumida a um tempinho e não postei o capitulo novo de Entre tapas e beijos por problemas pessoais, e também meu computador não ta funcionando direito :/ ai fica difícil de postar, mas assim que eu conseguir escrever algo decente eu posto pra quem lê aquela história.
Boa leitura pra vocês e dois beijos 😘

Capítulo 1 - Felicidade


Tudo estava confuso em minha mente. Por que diabos não conseguia tira-lo de sua cabeça? Não o queria ali, não mesmo, mas ele não a deixava, nem mesmo por um segundo; sempre que avistava a cabeleira verde entrando na sala, mesmo que pelo canto dos olhos, sua cabeça virava automaticamente para a porta, a procura dos olhos enormes e verdes, do sorriso gentil e do corpo firme do outro. Era o que estava acontecendo agora. O esverdeado acabara de entrar na sala, acompanhado de seus inseparáveis escudeiros: Uraraka Cara de Bolacha e Iida Relâmpago McQueen, que conversavam animadamente com ele sobre algo banal. Observei-o atentamente, a maneira como ele gesticulava com as mãos, a maneira com o qual o seu rosto se contraia, os sorrisos e risadas, a forma que a boca dele se movia era a minha parte maravilhosa, e ah, que boca maravilhosamente linda ele tinha, era meu único pensamento quando olhava ela, e também o quanto eu gostaria de beija-la e fazer muitas outras coisas. Então seus olhos se moveram em minha direção. Congelei no lugar, apavorado e desesperado; ele havia me pegado no flagra, e agora me fitava tao intensamente que eu mal conseguia acreditar na intensidade.

Deku me olhou por poucos segundos, antes de me virar as costas e conversar cara a cara com os amigos, dando-me a oportunidade de apreciar aquele bela bunda que ele tinha. Ele fez um sinal de descasso com a mão, e ouvi-o dizer com aquela voz melodiosa:

-Não, não, tudo bem vocês irem sem mim, Iida-kun, Uraraka-san, eu estou bem e sem fome, vou ficar aqui na sala revendo minhas anotações de ontem; anotei diversas coisas legais sobre o treino de ontem! – ele disse com bastante animação na voz, fechando a mão em punho com o braço dobrado pra cima, e eu conseguia imaginar muito claramente aqueles olhos verdes enormes brilhando de animação.

-Mas você tem certeza disso, Deku-kun? Você vai ficar sozinho na sala com aquele monte de merda que é o Bakugou, e eu não acho que isso seja uma boa ideia, sabe... – a voz dela foi morrendo, como que para instigar o Deku a ir junto dela. Meu interior berrava e clamava que ele recusasse, para que pudessemos ficar sós, só para eu poder ficar mais aliviado.

-Deixe ele, Uraraka-san, ele quer ficar e olhar as coisas dele, vamos respeitar isso! – o Relâmpago McQueen disse, fazendo aquelas estranhas poses de robô que ele geralmente faz, e que me faz querer soca-lo como se não houvesse amanhã. – Ainda faltam 30 minutos pra bater o sinal de inicio das aulas, temos bastante tempo para comer e relaxar, então vamos indo Uraraka-san! Vemos você depois, Midoriya-kun! – o quatro olhos fez uma aceno estranho e robótico estranho pro Deku, e a Cara de Bolacha Galáctica deu um sorriso bem grande e acenou um tchauzinho pro Deku, ambos saindo da sala.

Sozinhos. Estamos completamente sozinhos numa sala fechada. Em que eu não posso ataca-lo e falar tudo que eu quero. Tortura seria uma ótima palavra pra descrever o momento. “O que eu faço, porra? Vou ficar aqui no meu canto e se ele se aproximar xinga-lo como sempre faço?”, penso, com um desgosto no peito. “Mas assim ele nunca vai gostar de mim, como sou burro! Por que não consigo dizer a ele como me sinto? Por que não consigo ser mais legal com ele? Eu quero explodir minha cara, porra!”. Meus pensamentos começam a ficar confusos novamente e abaixo meu rosto, fitando a mesa a procura de auxílio, mas tudo que encontro é um belo de um vazio filho da puta, que não ajuda a silenciar meus pensamentos conflitantes. Puxo meus cabelos, depois bagunço-os, a confusão aumentando em meu peito. Então vejo a mochila dele ali, depois a cadeira ser puxada pra frente e então suas coxas aparecem pra mim, quando ele se escora na cadeira. Me pergunto por que diabos ele está virado para mim. Então sua voz doce e harmoniosa chegam aos meus ouvidos:

-Kacchan... – “não faz isso comigo, seu desgraçado lindo da porra, não tem ideia de como eu quero te ouvir gemendo esse ‘Kacchan' no meu ouvido quando eu estiver todo dentro de você, desgraça”, sinto vontade de dizer isso, mas me controlo.

-O que foi, seu nerd de merda? Quer que eu te exploda? – pergunto, enquanto ergo meu rosto e encaro os olhos grandes e esmeraldinos me fitando com atenção e uma expressão suave no rosto, sentindo o remorso me corroer. Por que nunca consigo controlar essas palavras horríveis que digo a ele? Eu não quero mais ser assim com ele, mas é como se fosse uma barreira invisível que me impelisse a trata-lo mal.

-Na verdade, Kacchan, eu queria muito entender o por quê de você estar me olhando com tanto afinco nos últimos tempos, sabe? – seu rosto não desgruda do meu, e sinto meu coração parar por alguns momentos, pra depois voltar a bater retumbante. Ele havia me percebido. Eu era um idiota. Agora ele provavelmente me acha um maníaco. Parabéns Katsuki, estragou tudo, seu monte de bosta.

-Bom, é claro que eu lhe observo, Deku, mas é pra torcer que algo aconteça e você morra, seu pedaço de estrume de égua. – digo, ríspido e frio, mas meu peito se aperta e sinto meus olhos arderem. Não quero trata-lo mal, mas as palavras sempre saem sem consentimento meu.

-Ohooo, então é por isso? Sabe, Kacchan, eu não acredito nisso, porque se fosse verdade você me observaria apenas nos treinos, não é? Mas eu tenho notado que voce me observa antes dos treinos, depois dos treinos e inclusive no dormitório. – o maravilhoso do Deku é inteligente, então ele provavelmente já esta ligando um ponto a outro, e eu já estou me preparando pra rejeição; o que mais poderia esperar, uma declaração de amor? Depois de tudo que eu fiz ao pobre do Izuku? Não mesmo. – Isso significaria que você esta me observando por outro motivo. Então eu tenho uma pergunta a te fazer Kacchan, o que você realmente sente por mim? – a pergunta foi feita, e ele merece saber a verdade, sei que merece, mas eu não vou conseguir dizer, não mesmo, ele provavelmente vai usar a individualidade dele em mim e quebrar meus ossos. Sinto minhas mãos tremerem, meus rosto suar e meus olhos arderem. Não aguento mais trata-lo assim, ao menos a verdade ele merece saber, é o minimo que eu posso fazer por ele. Não consigo erguer meu rosto, não quero que ele veja as lagrimas que começaram a escorrer e a sensação de aperto em meu peito parece se intensificar.

-Eu gosto de você, Izuku, gosto muito... – minha voz é baixa, mas sei que pelo silencio da sala ele pôde me ouvir. Silêncio. Não há nada para responder para isso. Não me atrevo a erguer meu rosto. Não agora que eu disse. Não quando eu já sei que não é recíproco.

-Se gosta de mim, então por que é tao cruel comigo, Kacchan? Isso não faz sentido pra mim... – sua voz é firme mas há insegurança nela. Medo de algo? Não saberia dizer. Como estou sendo sincero com ele, vou responder a tudo que ele perguntar; contudo essa pergunta em especifico requer mais de mim, por isso ergo o rosto e fito ele, seus olhos se arregalando quando ele percebe meus olhos cheios de lágrimas. Percebo que ele ia falar algo, mas ergo a mão para silencia-lo, se eu não falar agora não vou conseguir coragem pra falar depois.

-Na verdade não sei porque eu sempre te tratei assim, acho que é porque eu sempre senti isso por você, e fazia isso por medo, pra te afastar, pra você e nem eu me machucar, mas isso não adiantou muito; você continuava insistindo em ser meu amigo, então eu resolvi que ia enterrar esses sentimentos dentro de mim e ser um escroto de merda com uma pessoa maravilhosa como você, e tenho sido assim desde então; não posso te pedir pra me desculpar, porque eu não sonharia com isso, mas esses motivos fúteis são meus motivos pra ser um desgraçado de um lixo com você. – agora as lagrimas caem com mais força, embaçando minha visão, não me deixando ver nitidamente a expressão dele. Sou pego de surpresa ao sentir a mao delicada e cheia de cicatrizes dele tocar meu rosto, os polegares enxugando minhas lagrimas enquanto elas caem, e sua voz soa muito próxima.

-Não diga essas coisas horríveis, Kacchan, você era apenas uma criança que não sabia lidar muito bem com sentimentos, eu compreendo isso, e não te culpo tanto por me afastar, você era só uma criança, e sem saber gostava de outra criança, ainda mais um garoto! Isso é compreensível, mas o que eu não consigo compreender é o porquê de você ter continuado com isso mesmo após ficar mais velho, entao por favor me explique, Kacchan, por favor... – suas maos acariciam minhas bochechas, e sinto sua boca beijar o topo da minha cabeça, isso me acalma e me traz uma paz interior maravilhosa. Espero as lagrimas cessarem para poder observar bem o rosto dele e responder a essa pergunta.

-Eu... eu não sei ao certo, mas é como se a minha voz sempre saísse sozinha, pronta pra te insultar e te magoar, eu não quero fazer isso contigo, mas era como se isso fosse o natural do meu corpo, te tratar mal era como meu corpo reagia a frustração que eu sempre senti por ter esses sentimentos que eu não compreendia por você... Eu sei, sou estupido demais, não sei porque você esta me ouvindo, sério... – seus olhos se arregalam e ele me olha como se eu fosse louco. Sua mão ergue no ar e acerta a mesa a minha frente, causando uma rachadura na mesma, por sua individualidade estar ativa mas não no auge, e seu rosto se ergue para me encarar, os olhos marejados e comprimidos numa expressão de raiva como eu nunca havia visto antes, nem mesmo quando o xingava ou o explodia.

-Pare de ser tao submisso e negativo, Katsuki! Você não é assim! Você pode se sentir mal por agir daquela maneira, mas isso não vai mudar o fato de que agia! Seja homem e enfrente as merdas que fez com orgulho e ferocidade, não como se você estivesse prestes a morrer e se ajoelhar perante a morte! PORQUE ESSE NÃO É O KATSUKI ORGULHOSO E BIRRENTO QUE EU TANTO AMO! – ele berra a última parte, como se eu não ouviria caso ele não gritasse essa última parte. Meu cérebro fica lento e entra em colapso. Não consigo acreditar nisso; ele acabou de dizer que me ama. Ele me ama. Me ama. Ama. Essas palavras ecoam na minha cabeça e ela não consegue processa-las, mas sinto a felicidade me invadir aos poucos, junto da compreensão.

-Você... me ama? De verdade? – pergunto, cauteloso. O sorriso dele aumenta e ele pega ambas minhas maos, juntando-as sobre o próprio peito e sinto o coração dele batendo rapidamente, como de ele tivesse corrido uma maratona.

-Eu te amo de verdade e com todo o meu ser, Bakugou Katsuki... – ele sussurra isso olhando fixamente em meu rosto, como que para ter certeza de que eu acreditaria nele. Não precisava desse esforço todo, porque ele podia dizer que a terra era quadrada que eu acreditaria. Me levanto da cadeira e puxo as mãos dele para o meu peito, para que ele sinta meu coração acelerado e descontrolado.

-Eu te amo demais e com todo o meu ser, Midoryia Izuku... – sussurro, puxando sua mão esquerda para os meus lábios e deixando um beijo em cada junta dos dedos dele, em cada cicatriz, sem deixar de fita-lo por nenhum segundo; a expressão dele quando faço isso é de pura vergonha e expectativa, como se esperasse pelos próximos passos e não serei eu que vou decepciona-lo. Aproximo-me lentamente dele, largando as mãos dele e envolvendo sua cintura com um braço, enquanto levo uma mão a sua nuca, aproximando nossas bocas ate elas tocarem uma na outra. – O que você quer que eu faça, Izuku...? – pergunto com calma, sentindo nossos lábios se roçarem enquanto falo, o que me faz arrepiar e usar todo meu auto controle para não ataca-lo agora.

-Por favor Kacchan, por favor, me beija... – ele diz sussurrando, nossos lábios tocando novamente, e dessa vez eu o beijo, sentindo ele tremer contra meu corpo e ele soltar um gemido contido. Ele passa os braços pelo meu pescoço e uma das maos dele se afunda nos meus cabelos, puxando-os levemente, meu corpo se arrepia com isso; nossas línguas duelam por espaço na boca um do outro, e desço minha mão da cintura dele pra bunda dele, apertando ela com gosto e sentindo a maciez dela. “Caralho, que bunda gostosa pra porra, que delicia cara”, penso, apertando um pouco mais forte ela, sentindo ele tremer novamente. Separou nossas bocas e ele reclama, e isso me faz dar uma risada anasalada, empurrou ele com cuidado ate ele sentar em cima da mesa dele, e quando ele o faz da um sorriso tímido ao mesmo tempo que safado, me fazendo endurecer ainda mais.

-Eu preciso perguntar uma coisa antes de continuar a te pegar de jeito, Izuku... Midoryia Izuku, você aceitar ser meu namorado? – pergunto olhando diretamente em seus olhos, enquanto entrelaço nossos dedos da mão esquerda.

-SIM! MIL VEZES SIM, KACCHAN! – ele diz com excitação, me olhando com olhos brilhantes.

Nossas bocas se juntam de novo e eu o puxo mais pra mim, ele puxa minha blusa pra cima e sinto suas unhas arranharem meu quadril, eu levo minhas mãos a bunda dele, apertando ela. Desco meus beijos pro pescoço dele, e sinto ele se arrepiar e ofegar mais, suas unhas se fincarem mais firmemente em meu quadril...

-QUE POUCA VERGONHA É ESSA NA SALA DE AULA?! MIDORYIA! BAKUGOU! – a voz do Aizawa-sensei irrompe pela sala, me fazendo me separar do Izuku rapidamente e olhar para a porta, onde toda a turma nos observa estupefata. Pego a mao dele e espero ele descer da mesa para poder puxa-lo para minha frente, passo o braço meu braço pela cintura dele, e descanso meu queixo sobre a cabeça dele. Todos nos olham boquiabertos, mas a primeira a se pronunciar é a Bolacha da Galáxia.

-O QUEEEEEEEEEEEEEEEE?! VOCE ATACOU O DEKU-KUN BAKUGOU? VOCE É PIOR DO QUE EU ACHEI QUE ERA! EU VOU TE MANDAR PRO ESPAÇO, SEU MONTE DE MERDA! – ela grita, me olhando irada, dando um passo em minha direção, sendo segurada pelo Carro de Fórmula 1 da turma.

-Uraraka-san, tenho quase certeza que o Midoryia-kun estava apreciando muito o que ele e o Bakugou estavam fazendo, logo eu concluo que ele estava de acordo. – ele diz naquela voz robótica bizarra dele, olhando sem emoção para nós. Noto que muitos parecem inquietos. Mas o mais inquieto dentre todos é o Cara Metade, ele olha para nós sem entender nada, e tem uma expressão magoada nos olhos, mas ela não chega ao rosto.

-Não quero saber de desculpas, mas estou com preguiça de mandar vocês pra secretaria, então só quero que não façam mais isso, porque se não vocês vão sofrer consequências severas. – isso é tudo que o Aizawa-sensei diz, entrando junto do resto da turma, que nos olham estranho, menos o Cabelo de Menstruação vencida, que me olha com um sorriso enorme no rosto.

-Tomou coragem e pediu o verdinho em namoro hein Bakugou? Já tava na hora, seu bostinha! Cuida bem dele viu, se não eu vou te socar! – ele diz, dando um tapinha em meu ombro e um sorriso pro Izuku, que sorri agradecendo pra ele. Seu olhar se volta pra mim e ele me da um selinho rápido, virando e sentando na cadeira. Imito ele, sentando atrás dele com um sorriso enorme no rosto. Fui correspondido. Eu era amado por aquele que eu amava. Nunca poderia pedir nada mais que isso. E isso era minha felicidade, e eu lutaria para manter aquele que eu amo seguro e feliz.


Notas Finais


E então? Gostaram? Espero que sim, pq eu adorei escrever ela, foi bem gostosinho.
Então ate uma próxima.
Beijos gente😘


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