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História Um Caso de Baker Street - Capítulo 17


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Notas do Autor


Boa Leitura.

Capítulo 17 - Capítulo XVII


— John? – O motorista se vira, e eu olho também, Sherlock estava parado, de roupão com uma xícara na mão, na porta.

— Esse é aquele cara?

— Sim. Sherlock, agora não, eu estou um pouco ocupado.

— Não se meta nisso, Holmes Jr. – O motorista diz se virando e mirando a arma na minha cabeça.

— Observe, agora ele vai fazer alguma coisa para nos salvar dessa. – Digo rindo para a jovem, e olhando com dificuldade para Holmes, que simplesmente dá um gole na xícara e entra, fechando a porta em seguida.

— Ah, era esse o seu plano?

— Por um momento sim, mas não pensei que ele fosse fazer isso.

— Olha, eu saio do carro, tá? Vou pegar um metrô, ou alguma carona até perto de casa. Não quero problemas com você, ok?

— E você, baixinho?

— Ele pode ser baixinho, mas ainda temos um caso para resolver! E eu não sou Júnior! – Sherlock diz aparentemente da janela, e logo tomo um susto ao ver caindo alguma coisa na cabeça do motorista, ele despenca no chão em seguida, desacordado.

Eu saio do carro num pulo, e logo identifico, pelos restos de pedaços de vidro no chão, que aquilo era uma garrafa, provavelmente de uísque, eu checo os sinais vitais, e percebo que ele ainda está vivo; olho para cima, e vejo Sherlock me olhando, e olhando a garota ao meu lado.

— Ele tá morto?

— Não, não; apenas desmaiou.

— Se importar de ficar aqui, por enquanto?

— Na verdade, não. Depois de ver uma arma apontada para as nossas cabeças, eu refleti que, tenho que aproveitar minha vida, e não ficar por aí, com medo do que meu pai diz, ou acha.

— E isso foi antes, ou depois de você ter dito que iria a pé? – Sorrio a olhando, e suspendo o tronco do não tão falecido. — Ajuda?

— Sim. Enfim, foi depois do seu amigo ter jogado uma garrafa na cabeça dele. – Ela diz rindo, e me ajudando a suspender o corpo dele pelas pernas. — Onde vamos colocar ele?

— No carro.

— Ok.

Depois de quase termos caídos ao tentar colocar um corpo dentro do carro, para dar impressão que ele dormiu dentro. Nós subimos, e uma tontura infernal chega para me atormentar, no momento em que subo o último degrau. Logo ouço uma música leve, ambiente, não muito do estilo que Sherlock ouviria, sinto um cheiro notável de bebida pela casa, na verdade, não é a casa que está fedendo, mas sim, as pessoas que estão aqui; porque a casa está com uma cortina notável de fumaça, por todo o lugar. Se Mrs. Hudson estivesse aqui, já teria feito alguma coisa.

— Sherlock, quem são essas pessoas?

— Quem é ela?

— Minha amiga.

— Se conheceram onde?

— Você não respondeu minha pergunta.

— John, se quiser, olha, eu posso ir para casa agora.

— Não, não, e o seu pai? Veja, você fica; é a minha visita. – Eu puxo Sherlock para um canto separado dela. — O que você está fazendo?

— Nada, apenas me divertindo, bem, não sou eu que estou bêbado, certo?

— Olha aqui, sei que rolou uma coisa entre nós, mas isso acabou, entendeu? Não pode ficar querendo queimar meu filme só porque nos beijamos uma vez! – Digo baixinho para ninguém ouvir.

— Ouviram essa! Watson pegou o Shezza! – O amigo dele drogado diz, e uma série de sons de cada um zombando de mim vem à tona.

— Na verdade, foi ele que me beijou. – Os sons se repetem novamente, e eu acho engraçado, por mais idiota que essa situação pareça.

— E agora o quê? Vai continuar dizendo que eu te beijei apenas porque você não tinha coragem, e estava parecendo uma menininha?

— Não. Eu não te beijei porque...

— John, eu te dei apenas um beijo, você me induziu ao resto. – Ele diz de modo que parece que tínhamos feito algo a mais, eu o encaro com as sobrancelhas arqueadas.

— Sherlock! – Digo chamando a atenção dele, não sei dizer se ele havia notado, bem provavelmente sim, mas todo mundo estava prestando atenção à nossa pequena conversa, ou discussão.

Depois de alguns segundos silenciosos de olhares atenciosos sobre nós dois, a garota vem na minha direção, sorrindo.

— Olha, adorei seus amigos, eles sabem dar uma festa.

— Eles não são meus amigos.

— Deveriam ser.

Ela desaparece por entre os outros, e todos voltam para onde estavam. Eu vou seguir a jovem, mas Sherlock me segura pelo braço, eu me viro o olhando, e ele vai andando pelo corredor até o próprio quarto.

— O que você quer?

— É sobre a sua nova amiga. – Eu fico curioso, ele provavelmente sabe mais dela, do que eu.

— Eu não quero entrar. – Lembro da bagunça que foi agora há pouco, imagino o que não aconteceria se eu entrasse no quarto com ele.

— Eles não vão mais perceber, pedi para Billy resolver isso.

— Ok. – Eu entro no quarto dele, e uma náusea vem ao meu encontro.

— Toma, preciso que esteja inteiro para ouvir o que tenho a dizer.

— E me dar um copo de uísque vai adiantar algo?

— Vai tardar a ressaca que sentes por mais um tempo.

— Ok, mas então, o que queres me falar sobre ela?

— Ela está mentindo para você.

— Ok, e por que eu deveria acreditar em você?

— Sei que não sou a pessoa mais sincera do mundo, mas ela não é quem parece.

— E quem ela é?

— Ela se apresentou, com nome e idade?

— Sim.

— Então, me diga. – Ele diz, e eu me ponho a pensar; pois tenho vergonha de dizer que não lembro, só sei do pai dela, que a pessoa na qual ela mais fala sobre.

— Eu não sei. – Prefiro afirmar que não sei, do que falar que não lembro; mas a verdade mesmo parece fazer mais sentido com o que falei, forcei a minha memória o bastante para lembrar, e consegui nada referente àquilo.

— Você não sabe, porque ela não te disse. – Ele diz, e ambos ficamos em silêncio por um tempo. — Vocês se beijaram? – Sherlock quebra o silêncio com essa pérola.

— O quê? – Pergunto instintivamente, e fico corado ao pensar que, algumas vezes tive vontade de beijá-la. — Não.

— Por que ela não quis?

— Sim. Aonde você quer chegar com isso? – Pergunto ficando nervoso, não me sinto à vontade, tendo esse tipo de conversa, principalmente com ele!

— Essa menina é a órfã de Manchester; há dez anos os pais dela morreram assassinados enquanto dormiam, ela foi poupada pelo assassino.

— Sim, e?

— E que, ela tinha seis anos, há dez anos. – Eu fico gelado ao perceber que havia cometido uma infração; ela bebeu, e agora está aqui, comigo!

Numa festa cheia de bebidas e drogas! Eu trouxe uma menor para uma festa ilícita, sem o consentimento e presença da pessoa responsável por ela.

— Meu Deus, Sherlock! O que eu fiz? – Começo a ficar preocupado, pois se algo acontecer à ela; eu serei o responsável, já que a garota veio para cá pelo meu intermédio.

E caso aconteça algo com ela... Será bem mais difícil para mim, continuar com o caso do sequestro de minha filha. Sherlock continua me fitando com as pupilas dilatadas de alguém que vem tomando muito estimulante nas últimas horas.

— Eu preciso levá-la para casa. – Digo devolvendo o copo para ele, me dirijo em direção à porta, tento a abrir, mas ela está trancada.

— Não precisa, e enfim, você poderá me agradecer depois. – Sherlock diz, e eu me viro o olhando.

— O que você quer dizer com isso? – Digo franzindo as sobrancelhas.

— Quero dizer que poderá descansar agora.

— Descansar? Mas e a menina? Eu não posso deixá-la aqui. – Tento abrir a porta, mas a mesma se encontra trancada.

— Já a deixou.

— Abre a porta.

— Não fui eu que fechei.

— Mande o seu amigo abrir a porta.

— Ele não está mais aqui.

— Você está me dizendo que estou trancado aqui com você? – Realmente depois disso, é que as pessoas realmente falarão!

— Sim. – Ele responde seco, e eu me sento na cama, alguns centímetros distante dele.

Um silêncio fica entre nós dois, a música do lado de fora que estava baixa dentro do quarto, tomara conta do aposento ao ver o silêncio que estava habitando por aqui. Eu me sento ao lado dele, fico pensando em me declarar para ele, mas acho que não seria uma boa ideia. Me recordo mais uma vez do nosso beijo, e da boate; e da maneira estúpida na qual eu agi com ele.

— Sobre o que houve lá, eu gostaria de me desculpar. – Começo a falar, o olhando, e ele continua estático. — Me desculpa por eu ter agido daquele jeito com você.

— Onde?

— Na boate. – Digo e ele solta um "Ah" quase imperceptível; o assunto acaba. — A noite está longa hoje, não acha? – O tédio apenas me dá a opção de puxar assunto, enquanto olho para o meu relógio, vendo que os minutos não passavam na mesma pressa que antes; não me lembro de ter presenciado uma noite tão longa assim desde que estava de luto.

— John, eu sou assexual. – Ele finalmente se vira para mim, e solta isso, eu fico sem entender; como a nossa conversa tinha chegado nesse nível?

— Quê? – Nunca me senti tão surpreso, por mais que seja algo completamente fora de contexto, o que ele havia me confessado, fazia sentido em algumas partes. — Assexual? – Pergunto novamente, como se estivesse pisando em uma terra nova, não tão confiável, onde o pé se recusa a tocar na primeira, e o corpo se deita no mesmo na terceira.

— Sim, olha John, sei que é difícil para você viver sem sexo; e por isso eu quero que você entenda que isso pode não dar certo.

— Então, você acha que quero me relacionar contigo? – É agora, o momento perfeito onde digo que o aprecio como uma escultura, ou uma obra artística divina; que eu realmente quero viver com ele o resto da minha vida.

Que penso que meus olhos são sortudos o demasiado por poderem apreciá-lo, que minhas mãos realmente não foram feitas para tocar o rosto escultural dele, por mais que o mesmo rosto já tivesse sido agredido por mim algumas vezes... Eu começo a corar, fico nervoso, e tento não o olhar; enquanto ele me fita ininterruptamente, como se estivesse sabendo o que penso, e o que sinto.

— Sim. – Ele responde e a hora chega, preciso falar, preciso dizer, o coração acelera, eu pigarreio tentando falar de modo que a voz não falhe; mas logo penso em outras coisas, desperdiçando a oportunidade perfeita de dizer a ele que realmente o quero.

— Hum... – É o único som que sai de minha boca e ele retira o olhar sobre mim.

Já era! Preciso falar algo, eu fico ainda mais nervoso, olho para frente, para tentar me concentrar; ele em si, já é algo para me desconcentrar ao todo.

— E... É... – Tento falar sem gaguejar, passo a mão no rosto, e desejo o máximo que eu estivesse bêbado, pois sei que seria mais fácil. — Ainda tem uísque? – Decido ficar bêbado, e me confessar com ele, não há nada de errado em tomar o soro da verdade aqui, com ele; sei que não fará nada comigo.

E que provavelmente não há pessoas sóbrias lá fora, ou seja, elas não notarão. Ele me olha, e franze a sobrancelha me olhando.

— Eu sei o que quer fazer, John. – Eu engulo em seco, e ele se levanta para colocar uísque para mim.

— E o que eu quero fazer? – Digo o olhando, e ele me entrega o copo cheio.

— Sair, ficar bêbado, esquecer o que eu disse. – Ele diz, mas percebo que o tom é distinto de quando ele fala a verdade; ele sabe muito bem o quero, provavelmente está me deixando tomar coragem para agir, e falar sozinho, sem que ele precise dizer.

— Você sabe muito bem o que quero, Sherlock. – Digo dando um gole, ele guarda a garrafa, e se vira, me olhando.

— Sim, foi o que acabei de dizer.

— Você sabe o que eu realmente quero. – Digo me ajeitando na cama, e lambendo os lábios com vontade de o beijar; encaro o copo como se fosse ele.

— Resgatar sua filha, eu também, e já tenho até um plano. – Ele diz começando a andar de um lado para o outro no quarto; eu o olho incrédulo, tenho certeza que ele me entendeu, ou leu; enfim, não entendo o fato dele estar me evitando, quero dizer, tem motivo, mas já me desculpei ora!

— Não íamos fazer uma troca? – Decido desistir de minha tentativa, e entrar no assunto mais sério.

— Nós vamos fazer a troca. O plano é para quando você estiver lá, na casa dela. – Ele dá ênfase no "vamos", como se estivesse, e realmente estava, me corrigindo.

— Como assim?

— Nós vamos te sequestrar de lá.

— Quê?! – Pergunto instintivamente, lembrando de algumas cenas cinematográficas, onde tem tiro, morte, drama, bomba; o mocinho no final vence, e o vilão perde.

— Vamos te enviar alguns sinais, até porque ela não consegue ficar um dia inteiro dentro de casa. Então, quando ela sair, obviamente ela irá te levar para todo o lugar, e essa parte é importante, porque vou precisar que você preste atenção em todo e no mínimo detalhe o possível. Contratei pessoas, moradores de ruas principalmente, que ficarão de olho em você, o tempo todo, por enquanto eu ainda não consegui, mas irei colocar alguém infiltrado lá dentro também. – Ele diz rapidamente, e eu o compreendo; agora compreendo que o que estava ocorrendo aqui não era uma festa, e sim um tipo de entrevista de emprego, e capacitação.

A porta se abre, e Billy, o amigo de narcóticos dele, aparece e olha para ele como se tivesse algo para contar.

— Sim? – Sherlock diz parando de andar e o olhando seriamente.

— Nós a levamos para casa, mas o pai dela, é na verdade marido, e quis explicações... – Billy começa a falar com ele como se fosse um empregado, aluno, ou filho; claramente ele tem muito respeito por Sherlock.

— O que você disse? – Sherlock o olha com atenção.

— Nada, ela não deixou, e contou tudo o que aconteceu. – Eu o olho incrédulo, e esvazio o meu copo, se ele quiser vier para cá prestar contas, estarei frito.

— Idiota! O que ele disse? – Sherlock diz andando na direção dele, Billy sai do caminho, e o segue; eu o sigo também curioso, e apreensivo.

— Disse que queria falar com o tal de John, e veio, nos obrigou a vir, na verdade. – Meu coração quase para quando vejo a menina em pé, ao lado de um esbelto homem, com cara de magnata, tinha os cabelos claros, mas pela falta de iluminação natural, que é algo completamente normal pela madrugada; estava um pouco mais escuro.

— Não estamos aberto, volte às oito. – Sherlock responde rispidamente, eu fico na cozinha, o homem ainda não havia olhado para a minha cara, ele se senta e cruza as pernas, a menina que chorava em silêncio se senta ao lado dele.

— Não vim lhe consultar, detetive. Apenas quero algumas explicações. – Ele diz com um sotaque diferente, talvez italiano, ou francês, enquanto olha ao redor, e Sherlock o encara.

— Damos explicações em horário comercial, agora, por favor, se quiser se retirar. – Sherlock vai em direção à porta, e a abre.

O homem ri, eu entro na sala; pois não gosto de pessoas que riem se razão. Para mim são eles loucos, isso sim. E não deixarei um louco pensar que Sherlock está sozinho.

— Ah, finalmente! – Ele diz me olhando, e juntas as mãos na minha direção.

— Faça o que o cavalheiro pediu.

— Ou o quê?

— Ou terei que lhe tirar daqui, e não terá mais oportunidades de receber uma explicação. – Digo o encarando, ele diminui o próprio sorriso, e fecha a boca, levantando a sobrancelha com expressão de "fazer o quê, né?" .

Ele se levanta, estende a mão para a menina, ela se levanta pegando na mão dele; e logo percebo que ela está usando uma aliança. A menina estava vermelha, com os olhos molhados; nem parecia a garota que conheci na boate, sorridente, tomando todas, e com um pai a zelar. Ele vem na minha direção, e para na minha frente, eu tento não vacilar com minha posição autoritária. Ele dirige os próprios olhos de cima a baixo, como se estivesse me analisando, eu fico um pouco desconfortável, e mudo o meu olhar para qualquer coisa aleatória que tenha na sala. Ele sobe o olhar, e sorri.

— Agora entendo o porquê dela ter vindo com você. – Ele diz e eu o olho sem entender.

— O que você quer dizer com isso? – Digo o encarando, ele olha para Sherlock, e vai andando em direção à porta.

— Pensei que fosse mais tarde que teríamos explicações. – Ele diz descendo as escadas. — Até daqui a pouco, senhores. – Logo ouvimos a porta bater, e finalmente nos olhamos.

— O que foi aquilo? – Digo olhando para Sherlock, e vou para a janela, vejo um carro preto blindado indo embora daqui.

— Um cliente. – Sherlock diz.

— Um cliente? Por um momento eu pensei que ele fosse sacar uma arma do paletó, e matar todos nós. – Me viro, e o olho incrédulo, ele arruma o próprio roupão.

— Não, não, não... Ele não é uma pessoa de matar assim, por impulso. Faz tudo calculadamente... – Ele diz indo para a cozinha, onde Billy estivera sentado, e logo agora está em pé, observando tudo o que está acontecendo; começo a lembrar da história que Sherlock tinha falado, da órfã, assassinato, associo uma coisa a outra; minha cabeça reclama do trabalho duro, e começa a bater de volta, me mandando calar a boca e dormir.

— Espera, ele tem algo a ver com o assassinato dos pais dela? – Pergunto saindo da janela e olhando para Sherlock que estava indo para o próprio quarto.

— Se a bebida não fosse tão ruim, diria que ela te faz bem para pensar melhor. – Ele diz e fecha a porta do quarto.

— Mas não tem como provarmos isso, tem? – Aumento o tom da voz para que ele pudesse ouvir.

— Ainda não. – Ele abre a porta, e fecha novamente.

— Você vai dormir aqui? – Digo olhando para o magro não tão esquelético sentando à mesa, me olhando.

— Tem alguma cama livre?

— Não.

— Então eu durmo no sofá, ou no chão, só preciso de alguns lençóis. – Ele diz se levantando e vindo na minha direção.

— Billy, vá para casa! – Sherlock tinha aberto a porta sem que eu notasse, nós tomamos um susto, e olhamos para ele no mesmo instante; ele fecha a porta novamente, batendo-a.

— Mas, eu durmo até o amanhecer, se quiser. – Ele diz passando por mim e falando em direção ao corredor.

— Agora! – Sherlock abre a porta, e fecha novamente.

— Boa noite, John. – Ele diz balançando a mão para mim, e abre a porta.

— Tchau. – Digo, e logo ele desce, e vai embora.

Eu paro para observar a casa, que estava não tão bagunçada, mas com drogas, agulhas, injeções, garrafas, em todo os lugares. Por mais que minha cabeça esteja doendo e implorando por um bom banho quente, e um descanso; não consigo subir tendo em mente que a casa estava uma zona; creio que será bem rápido, e que poderei dormir tranquilo depois. Eu pego uma sacola de lixo, e vou pegando as coisas e colocando-as na sacola, eu me abaixo para pegar algumas coisas embaixo do sofá, ficando de quatro; logo percebo uma sombra atrás de mim, eu olho para sombra atrás de mim, meu coração acelera, quem pode ser? Será que aquele cara voltou para nos matar? Estou de quatro, eu levanto um pouco mais meu quadril, e olho por baixo de mim a pessoa que me atemoriza.

— Pelo amor de Deus, Sherlock! – Eu me sento, tentando acalmar meu coração, enquanto o vejo parado, enrolado num lençol branco, me olhando sem entender.

— O que está fazendo? – Ele pergunta me olhando com um cachimbo na mão.

— Arrumando a bagunça dos seus amigos. – Jogo o cachimbo na sacola, e me levanto.

— Por quê? – Eu me viro de costas para ele, e pego algumas coisas que estavam em cima do sofá.

— Porque a casa não vai se arrumar sozinha. – Procuro mais algum lixo no sofá.

— John, tenho uma pergunta para te fazer. – Eu me viro e fico o olhando, ele se aproxima, mexendo no próprio lençol por dentro, perto do peito; eu o encaro, não entendo o porquê dele estar me perguntando se pode fazer uma pergunta, provavelmente deve ser algo importante.

— Sim? – Pergunto o olhando, já que ele estava demorando para fazer a pergunta.

— Você quer minha ajuda? – Ele pergunta e eu sorrio o olhando.

— Sério? Claro que quero, Sherlock! – Entrego a sacola para ele, e ele sorri.

Nós vamos retirando as coisas, e logo começo a passar o aspirador de pó; eu estava prestando mais atenção em Sherlock do que na tarefa que eu estava fazendo, porque ele estava prestando muita atenção nas drogas jogadas à deriva por aqui, estou com medo dele acabar usando alguma. Não sei o que houve, mas de repente eu pisei em algo roliço que tinha escapado pelo tubo engolidor, e acabei escorregando para trás, o aspirador acabou puxando o lençol de Sherlock que caiu ao meu lado, nu. Nós nos encaramos, eu fico nervoso por estar perto dele desse jeito. Logo me sento no chão, e tento soltar o lençol que havia ficado preso dentro do tubo, estando apenas uma ponta para fora.

— Sherlock, por que não me disse que estava sem roupa? – Pergunto tentando não o olhar, nunca pensei que vê-lo pelado me faria ficar tão excitado quanto agora.

— Na verdade, eu estava muito bem vestido. – Ele diz se levantando calmamente, eu fico nervoso pensando em o agarrar com força.

— Lençol não é roupa. – Digo rispidamente, e rapidamente, antes que eu falasse qualquer outra coisa sobre o corpo dele, ele se vira de costas.

A bunda dele é uma coisa muito, muito, muito linda. As duas nádegas pálidas, bem divididas, de tamanho perfeito em relação ao corpo dele me faz ficar olhando incessantemente. Ele parece uma estátua grega de marfim, que ganhou vida e agora está aqui, nu, na minha frente, com uma bunda exuberante, implorando para que eu a pegue.

— Meu Deus do céu, Sherlock, se veste, por favor. – Sinto meu órgão latejar dentro da calça, eu fico tentando não olhar para ele, ele se vira de lado me olhando.

— Por quê? – O olhar provocador dele me faz ficar de pé.

— Quer que eu fique nu também? – Pergunto olhando para os olhos dele, e ele esboça um sorriso me olhando.

— Você decide, John. – Considero isso como um "sim", e começo a tirar minha roupa devagar.

Eu hesito na hora de tirar a cueca, mas logo o faço, ficando nu na frente dele.

— Quebrou? – Ele pergunta, e eu penso se ele está falando do meu corpo, não se ele não tivesse visto antes; mas enfim, eu tento não ficar excitado.

— O quê? – Pergunto e ele se vira indo até a janela; ele não tem vergonha?

— O aspirador. – Ele diz olhando para o aspirador, e logo me olha; por mais que eu não quisesse estar, eu estava excitado, e ele logo olha, percebendo e me olhando.

— Não, deve ter ficado preso... No tubo. – Eu olho para o tubo, e parece um pênis gozando, minha imaginação está muito fértil, eu fico mais excitado, e acabo me arrependendo de ter feito essa besteira.

Acho que não consigo pensar muito bem estando com sono, dor de cabeça, e talvez, estando bêbado. Sherlock não diz nada.

— Vai continuar me olhando? – Pergunto e ele olha para a janela, a fechando em seguida.

— Está frio lá fora. – Ele se vira, e percebo que ele está excitado também, eu fico mais nervoso do que antes; sinto meu pênis pulsar, e vou andando devagar na direção dele.

— Eu fiz uma pergunta. – Digo andando ainda na direção dele, ele se senta na própria poltrona.

— Eu sei. – Ele responde rapidamente cruzando as pernas, e tentando esconder a excitação de mim.

— Não vai me responder? – Fico em pé, perto da poltrona dele, com meu pênis já em pé.

— O que quer que eu faça? – Ele diz me olhando, e ignorando o monstro, eu me sento também; e começo a me tocar, o olhando; bem devagar, para que ele não pense que sou pervertido.

Eu não consigo mais me conter, o corpo dele, o rosto dele, a boca dele; acabo me lembrando do gosto do beijo dele. Eu fico cada vez mais excitado, e tento controlar minha mão de aumentar a velocidade.

— Você sabe. – Digo o olhando, tiro minha mão sem preocupação, e ponho a mesma na perna dele.

— Você não aguenta, não é John? Não consegue aguentar me ver pelado, porque meu corpo te excita, sou em forma, eu sei; mas não é isso que te excita; que te deixa assim. Sou eu, você adora saber que tem alguém para te dominar, gosta de ter um dono, han? – Ele finalmente fica me olhando, e diz; e por mais que eu quisesse dizer que aquilo era mentira, era tudo verdade. — Você não está em condição de me rebater, e dizer que está errado, porque você sabe que é verdade o que eu estou falando. – Ele diz, e eu subo minha mão para a coxa dele, ele para me olhando com atenção.

Não consigo falar mais nada, apenas subo mais, até que a mão chegue perto do pênis dele, que fica cada vez mais rígido. Isso me faz ficar mais excitado. Eu desço da minha poltrona ficando de joelho na poltrona dele, eu finalmente pego no pênis dele, sem que ele recue, ou reclame. Eu olho para os olhos dele, ele está olhando para a lareira; eu começo a masturbá-lo. Ele solta o primeiro gemido, e aquilo me faz sorrir. Ele olha para mim, e para o que eu estava fazendo.

— John... – Ele me chama, e eu aproximo meu rosto do dele, ficando entre as pernas dele, eu fico centímetros perto da boca dele, consigo sentir ele suspirando, e aumento a velocidade e força da minha mão.

Ele revira os olhos, e geme ainda mais. Eu o beijo, querendo todo aquele corpo para mim naquele instante. Sinto meu pênis encostar na poltrona dele, eu o paro de beijar, e desço minha cabeça. Bem, eu nunca tinha dado um boquete em alguém, mas acho que é só eu imitar o que as mulheres faziam comigo; acho que será melhor eu me situar na expressão dele. Eu beijo a ponta que estava molhada, e aquilo me lembra os lábios macios dele, que acabei de soltar. Ele põe a mão na minha cabeça, me olhando com os olhos um pouco fechado. Eu vou colocando cada vez mais dentro de minha boca, e ele vai parecendo sentir mais prazer. Eu sorrio pensando no quão sortudo sou em tê-lo depois de anos assim, de pernas abertas, gemendo,e segurando meus poucos cabelos em desespero.


Notas Finais


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