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História Um caso perdido? - Capítulo 1


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Capítulo 1 - A novata


Fanfic / Fanfiction Um caso perdido? - Capítulo 1 - A novata

08h - Despertador toca e Lea levanta animada
- Primeiro dia de trabalho na delegacia do Brooklyn, departamento 99. Novata, infelizmente, ninguém gosta de ser novato em lugar nenhum. Estava louca pra trabalhar lá, soube que o capitão é o Sr. Holt. Ele me inspira a melhorar o sistema. Negro e gay, lutando todos os dias nesse Estado, onde, bem, sabemos há muito racismo e preconceito.

Vou ao banheiro e tomo uma ducha. Tomo café no caminho, até porque chegar atrasada no primeiro dia não causa boa impressão. Chegando na delegacia encontro uma mulher bem falante, se apresentou como Santiago, ela é bem simpática, me levou até a sala do capitão, e não parou de exalta-lo por um minuto. Já saquei, ela deve ser a puxa saco do time. Mas eu gostei dela, parece ser legal.

Bato na porta e o capitão me da permissão para entrar.
- Bom dia, você deve ser Lea?
- Bom dia, eu mesma.
- Certo, quem lhe trouxe aqui?
- Santiago, senhor.
- Ah, então você já conhece a delegacia.
- Sim, senhor.
- Bom, sem mais delongas, como é seu primeiro dia, te darei seu primeiro caso, logo este será seu teste.
- Tu..tudo bem.
Holt estende a mão e entrega os documentos do caso para Lea, que vai em direção a porta. Contudo, antes dela sair:
- Lea
- Capitão?
- Sua parceira será a policial Rosa Diaz.
- Certo, mas não conheço todos aqui.
- Logo você saberá quem é.
Lea sai da sala e logo Santiago lhe encontra.
- Hey, como foi?
- Ah, tudo bem, eu tenho um caso.
- Mas já?
- Sim, ele disse que seria um teste.
- Hmmm, e com quem você trabalhará?
- Rosa Diaz, você sabe quem é?
- Ah, sei sim, mas ela ainda não chegou. Vou te levar até sua mesa e você pode esperar por ela lá.
- Obrigada!

Santiago a leva até a mesa e sai. O lugar é bem legal, há bastante gente trabalhando aqui, fico muito apreensiva apesar de estar sendo tudo bem até agora. Já trabalhei como policial em outro departamento antes, contudo houveram alguns desentendimentos e pedi transferência, deixando tudo pra traz. O login para meu sistema estava na papelada que Holt me deu, comecei a me familiarizar.

Um homem se aproxima, negro, forte, alto, de deixar a calcinha molhada. 
- Oi, sou o sargento Terry - Ele me cumprimenta
- Oi, sou Lea
- Tudo bem por aqui?
- Tudo certo - Eu respondo
- Quando precisares de alguma coisa, pode me chamar, Terry está sempre a disposição pra ajudar.
- Ah obrigada, você é muito gentil.
- Ah, minhas filhas sempre dizem isso
- Você tem filhas?
- Ah, eu tenho 3, as coisas mais lindas desse mundo? Você quer ver? Olha aqui uma foto
- Sua família é linda mesmo, parabéns!
- É, Terry tem muito orgulho da família. Mas vou indo, qualquer coisa é só chamar
E sai. Terry é o cara que ama a família e fala na terceira pessoa. Ele é engraçado, e casado, então apesar de molhar a calcinha, nunca rolaria. 

Volto a mexer no computador, quando na mesa da frente, alguém chega e joga o capacete de uma moto.
- Novata?
- Sim, me chamo Lea, prazer.
Ela era linda, cabelo cacheado e tem um jeito de marrenta; voz meio grossa e jaqueta de couro, quem será que era?
- Ok, novata
Sério que ela estava me chamando de novata? Eu acabei de me apresentar
- Lea.
- Ok.
Esquisita, tenho certeza que não daremos certo, e ainda vamos trabalhar uma de frente pra outra.

Ela sai e ouço ela falar com um outro cara:
- E ai Jake
- E ai Rosa, você não iria sair com Pimento hoje?
Ah não, não acredito que ela é ROSA DIAZ, e eu ainda vou ter que trabalhar com ela até resolver esse caso, espero que seja rápido.
- É sei lá, ele sumiu, a gente já tinha terminado, mas eu não me importo
- Legal, legal, legal, legal, legal, legal, legal.

Eles se despedem e Rosa volta para a mesa, eu a olho.
Rosa: - O que foi?
- Você é Rosa Diaz?
- Sim, novata. Por que?
- Trabalharemos em um caso juntas, hoje.
- Sério? E você demorou esse tempo todo pra me dizer? Vamos logo.
Lea informa o local, Diaz vai de moto e Lea de carro.

Chegando no local...
Analiso o conteúdo, há um corpo, três facadas nas costas. Local trancado e não há testemunhas.
Rosa indaga:
- Há algum DNA?
- Não, o local estava trancado e só suspeitaram pois ele não foi trabalhar.
- interessante
- Nem fala
- Há alguma câmera?
- Não que os policiais tenham achado, mas darei uma olhada.
- Faça isso, vou verificar por aqui - Diz Rosa, apontando para o quarto.
O corpo estava na sala, verifiquei o local e não achei nada, então fui ao banheiro tentar encontrar algo.
Rosa estava lá, e quase esbarrei nela. Ela estava achando alguma coisa no chão e quando levantou estava me olhando dos pés a cabeça.
Achei engraçado, mas tudo bem, pela conversa com o Jake ela era hétero. Além de não me tratar bem, então eu não me importei.
Rosa fala olhando pra mim:
- Olha o que eu achei...
- O que?
- Isso -  E aponta pra pista que estava na pinça, sem sua mão
Me aproximei mais, acabei sentindo o cheiro dela, ela tem um cheiro muito bom.
- Isso é um cabelo?
- Exato - ela fala, e sorri
Nunca tinha visto ela sorrir, ela tem um sorriso lindo...
- Bem, mas está no banheiro, deve ser da vitima
- Não, olhe a cor
- É loiro! A vitima tem cabelo escuro, será que é do assassino?
- Vamos descobrir
Procuramos por mais pistas e não achamos, fiquei intrigada por muitas coisas nesse caso e por Rosa. Ela parecia menos fechada. Final do expediente, o legista só iria entregar a autopsia no dia seguinte.

Hoje não temos mais o que fazer. Voltamos a delegacia.
- Caso complicado esse, sem testemunhas, sem provas, em uma casa no centro da cidade.
- Pois é, também estou intrigada. Espero que resolvamos isso logo.
- Eu também, novata.
- Com essa história ainda?
- Sim, por que?
- Olha, eu sou novata apenas aqui, nessa delegacia, mas eu já sou policial faz uns anos e eu não mereço esse desrespeito que só vem de você!
- Desrespeito? Ela se aproxima.
- Sim. Olha, já ta tarde, eu to cansada, só estamos nós duas aqui, e eu quero ir embora. Se me der licença nos vemos amanha. Eu ando em direção e a porta e ela se coloca na frente, nos esbarrando. Eu não esperava por isso.
- O que você ta fazendo?
- Quer sair pra beber algo?
- Não, boa noite
Eu saio e vou embora.
O que foi aquilo? Nem entendi nada
A maluca me chama de novata o dia inteiro e no final do dia me chama pra beber? Ela só pode estar brincando.



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