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História Um cliente diferente (KatsuDeku, Bakudeku) - Capítulo 15


Escrita por:


Notas do Autor


Oie, tudo bem?
então, eu mudei as capas das fics, espero que não se incomodem!
eu postei uma one-shot kamishin, vcs poderiam ler?

desculpem qualquer erro, espero que gostem^-^

Capítulo 15 - "O quão possessivo você pode ser?"


Acordou abraçado a Midoriya, que dormia calmamente em seu peito. Sorriu ao lembrar do noite passada, por Deus, se antes não tinha certeza se o amava, agora tinha. Não porque achava que uma transa unia relacionamentos, mas por poder ter certeza que poderia confiar nele, tanto quanto ele confia em si.

Se levantou, tentando tomar cuidado, não queria acordá-lo, e como ele mesmo já havia dito, tinha sono leve, então faria do possível ao impossível para deixá-lo descansar, até por que, não tem motivos para acordarem cedo em um sábado. 

Foi para o banheiro, fazendo suas higienes, e depois foi para o quarto trocar de roupa, e em seguida desceu para a cozinha, para ajudar sua mãe com o café, que provavelmente já estaria pronto. 

— Bom dia, velha — Falou entrando na cozinha.

— Só se for para você — Ela respondeu impaciente, olhando para o celular o tempo todo — Resolvo essa merda depois — Falou jogando o aparelho em cima da mesa, e em seguida, ela lhe olhou, cansada, e levemente chateada. Não sabe o que ocasionou esse olhar, tem medo de perguntar, mas sabe que seria necessário.

— O que foi, mãe? — Pediu, percebendo ela suspirar fundo.

— Bakugou, que horas eu chego do trabalho? — Parou para pensar um pouco, e então respondeu. 

— 17:30, por que? — Ela se levantou, pegando uma xícara de café, saindo do cômodo.

— Só pense nisso — Então ela saiu, indo em direção ao quarto, deixando para trás um Bakugou confuso. Tem certeza que, se fizesse bastante silêncio seria capaz de ouvir as engrenagens de seu cérebro funcionando. 

Passaram-se longos minutos, até que ele juntasse as peças do quebra-cabeça.

— Puta merda — Fora tudo que disse, e saiu correndo em direção ao quarto de sua mãe, entrando sem nem antes bater.

— Porra moleque, não foi essa educação que te dei — Falou assim que a porta fora aberta de repente.

— Me desculpa — Foi tudo que disse, abaixou a cabeça, quase como se implorasse por seu perdão, suas bochechas estavam coradas, o que fez Mitsuki entender o motivo da euforia do rapaz. 

— Eu não vou te repreender, Bakugou — Ficou surpreso, sempre que isso aconteceu quando namorava com Kirishima, levava altas horas de sermões — Você é quase um adulto, afinal — Ela lhe olhou ameaçadora — E além do mais, acredito que, depois que Izuku descobrir que vocês foram pegos, ele não vai ser tão descuidado assim.

— Tem razão — Riu fraco ao final da frase — De todo jeito, me desculpe mesmo — Falou saindo do quarto, sabe que se ela estivesse brava, não esperaria para conversarem no quarto. 

Desceu as escadas, indo novamente para cozinha, onde encontrou Izuku, que comia em silêncio, vez ou outra olhando para os lados, provavelmente procurando sua mãe, ou lhe procurando.

— Bom dia, Deku — Falou entrando de vez no cômodo, e se sentando à mesa.

— B-bom dia, Kacchan — Ainda não gostava desse apelido, ele lhe dera quando saíram um dia para almoçarem juntos, e por causa de pessoas que, olhavam com nojo para os dois, acabou "explodindo" em raiva, como ele mesmo disse, e então o apelidou de Kacchan, como se fosse uma explosão. Sinceramente, odeia esse apelido, e acha ela muito infantil, mas não tem o direito de reclamar, chama ele de Deku sempre que possível — Onde você estava? Por que eu tenho quase certeza que, não estava na cama quando acordei —  Disse colocando uma torrada na boca.

— Conversando com a velha — Pode ver curiosidade em sua face, não sabe se deveria falar isso para ele, sente que ele ficaria com muita vergonha, mas que seja, se não contar, sua mãe fará isso — Ela nos ouviu ontem — Disse simplório, vendo ele ficar confuso, e segundos após, corando violentamente. 

— C-como a-assim ela n-nos ouviu ontem? — Perguntou todo atrapalhado.

— Com os ouvidos — Falou irônico.

— Bakugou, o que ela vai pensar de mim? — Ouviu ele falar baixinho. Preocupava-se demais com o que os outros achavam dele, enquanto simplesmente deveria meter o foda-se, e fazer o que quisesse, a menos que isso fosse fora da lei. 

— Não vou achar nada, Izuku — Sua mãe disse entrando na cozinha, se divertindo com a situação. Principalmente por que, o esverdeado estava ficando ainda mais vermelho.

— Caralho Izuku, faz cosplay de tomate que ganha mais — Disse indo sentar ao lado dele. 

— Deixa ele Bakugou, nem todo mundo é como você — Ela pegou outra xícara de café, e saindo novamente da cozinha — Enfim, eu vou estar lá em cima, resolvendo alguns problemas, caso qualquer coisa, não me procurem — E então saiu do cômodo, deixando um clima de tensão entre os dois.

— Não pensa muito nisso, ela não liga — Segurou a mão dele por cima da mesa, dando um leve aperto.

— Nós não vamos mais fazer isso — Ele disse com convicção. Revirou os olhos, sabia que esse seria o desfecho da história.

— Se você diz. 


Logo após o café, Izuku teve que ir para casa, sua mãe estava possessa com a falta de atenção que o filho tinha consigo, e Hitoshi não estava mais conseguindo acalmá-la. Então passou o resto do dia vendo animes, e a noite fez alguns trabalhos, um dia quase nada produtivo, não que isso o surpreendesse, apenas o deixava inquieto, antes de voltar a estudar, daria de tudo para ter um dia assim, mas agora, sente que precisa fazer algo a mais. 

Desceu até a sala, e ficou vendo algum programa aleatório que passava, e logo recebeu uma mensagem, um novo grupo tinha sido criado "Festa da Momo" era o nome, revirou os olhos, pronto para sair dele. Mas antes de fazer isso, leu a mensagem "Antes de qualquer coisa, para que os apressadinhos não saiam (Bakugou, isso serve para você), eu EXIJO que todos compareçam! Será minha festa de 18 anos, no sábado às 20 horas na minha casa". Não iria, não tinha vontade de ir, mesmo que amasse festas, preferia se manter como estava. Até por que, as festa da Momo, eram conhecidas por terem muitas bebidas, e drogas, muitas drogas, de inocente, ela só tinha o rosto mesmo. Saiu do grupo, e jogou o celular em cima da mesa de centro, e então foi para a cozinha buscar um pouco de água, e quando voltou viu que recebia uma chamada de Todoroki, atendeu a contragosto, até por que, sabe qual seria o assunto.

— Fala, meio a meio — Falou se jogando no sofá. 

— Você vai sim na festa da Momo — Ele disse ríspido. 

— Não, não vou — Ouviu ele suspirar do outro lado da linha, podia imaginar ele levando as mãos para suas têmporas.

— Ah é, e por que não? 

— Por que eu não quero, porra — Ele riu, fazendo sua paciência cada vez mais se esgotar.

— Você vai mesmo deixar o Midoriya ir sozinho — Agora ele tinha jogado baixo, muito baixo. 

— Que horas você vem me buscar — Ele riu vitorioso. 

— O quão possessivo você pode ser, Bakugou? — Respirou fundo, odiava essa face de Shoto, alguém debochado e irônico, preferia ele neutro. 

— O quão filho da puta você pode ser, Todoroki? — Ouviu ele rir, não uma risada discreta, algo bem escandaloso mesmo. 

— Às 19:45 eu passo na sua casa — E então desligou, não lhe dando tempo para contestar. 


Odiava isso, quando foi que Izuku tornou-se seu ponto fraco? E qual seria o problema dele ir sozinho? Oh céus, que raiva que sentia de si mesmo, estava tão patético, cedendo ao o que Shoto queria, apenas por um sentimento de posse?

Mandou mensagem para o esverdeado, pedindo se ele iria, e logo recebeu uma resposta afirmativa. É, pelo o que parece, no sábado terá que comparecer em uma festa.



Notas Finais


obrigado por lerem^-^

beijinhos, até a próxima!!

link da one-shot https://www.spiritfanfiction.com/historia/as-estrelas-e-o-sol-kamishin-19762729


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