História Um começo Diferente - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia), To Love-Ru: Trouble
Personagens Inko Midoriya, Izuku Midoriya (Deku), Personagens Originais
Tags Boku No Hero, Deku X Yami, Drama, Escuridão Dourada, Izuku, Izuku X Yami, Romance, To Love Ru, Tortura, Yami
Visualizações 71
Palavras 4.201
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Fluffy, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom, vamos la, eu andei um tempo sumido do site, não tenho conseguido postar nada, e por isso quem acompanha minhas histórias me desculpe, por favor.

Mas agora estou de volta, e para pegar o jeito de jovo de escrever essas histórias, vim com uma ideia nova.

Vai ser crossover entre To love Ru e Boku no Hero, o casal é Izuku e Yami, isso é uma coisa que não vi até agora, e eu espero que gostem.

Minhas outras histórias, vou analisá-las e ver o que faç com elas, se as reescrevo, ou continuo elas de onde pararam, esperem novidades.

Bem, eu vi um novo jeito de escrita, e me interessei por ele, por isso agora escrevo assim também.

Quando as palavras estoverem entre duas aspas, são falas dos personagens, e quando em italico e com uma aspas só, são pensamentos.

Geralmente italico e negrito são falas de narrador ou efeitos sonoros.

Capítulo 1 - Opostos


Muito cedo, quando eu tinha apenas quatro anos, eu aprendi que nem todos são criados de forma igual.

Em uma sociedade sobre humana, onde existiam pessoas capazes de feitos sobre humanos, a igualdade era impossível.

As pessoas eram egoístas demais para isso.

E foi naquela época.........

Uma criança pequena, com cabelos negros com destaques verdes, e sardas nos rosto, estava esparramado ao chão, olhando o sol no céu.

Ele tinha lagrimas em seus olhos, e olhava as nuvens, com olhos sem foco, presos em um olhar desolado.

O ambiente a sua volta, era um parque publico, com alguns brinquedos para as crianças brincarem.

“Espero, que você tenha aprendido sua lição, Deku” algumas crianças foram vistas se afastando. Com um garoto com cabelos loiros sujos e bagunçados, falando essas palavras de forma venenosas.

O nome ao final do que ele disse, foi dito com o maior veneno possível.

As outras crianças com ele deram risadas ao que ele disse.

Antes de ir em frente, ele olhou para trás uma ultima vez, revelando olhos vermelhos ferozes “Tente o quanto quiser, alguém inútil como você, nunca, nunca poderá se tornar um heroi” e com essas ultimas palavras de escarnio ele e seus amigos se foram.

O garoto, Deku, ficou lá deitado, com machucados e arranhões em seu corpo, seus olhos produzindo lagrimas e as derramando, mas não emitiu um som sequer.

Atrás dele, um garoto que chorava de joelhos, o mesmo garoto que ele estava tentando defender, se levantou e foi em bora esfregando seus olhos, sem nem mesmo olhar para trás.

Ele ficou lá em silêncio.

“Tente o quanto quiser, alguém inútil como você, nunca, nunca poderá se tornar um herói”

Essas palavras ecoaram em sua mente, como um saco de tijolos.

“Você deveria desistir”

Essas palavras, eram demais para ele.

“Me desculpe Izuku, me desculpe, me desculpe”

Por que ninguém podia acreditar nele? Por que?

Por que?

O que ele fez de errado?

Ele não aguentava mais, e assim......

......

Ele chorou.

E foi naquela época que eu.....

.......

Muito cedo, quando eu tinha quatro anos, eu percebi que as pessoas simplesmente não se importam.

Para alguém como eu, nem sequer um segundo olhar.

Uma sociedade Heroica? Heróis? Naquela época eu não acreditava que heróis verdadeiros poderia existir.

As pessoas eram egoístas demais, para simplesmente pensar no próximo antes de si mesmo, o que no caso é um dos principais requisitos para ser um verdadeiro herói.......

E foi naquela época.........

Era uma noite fria na cidade. A lua lançando sua luz prateada, e quase sobrenatural á cidade abaixo.

Uma noite sem nuvens.

Casais andavam de mãos dadas, todos sorrisos e risadas, palavras de amor e carinho.

Crianças corriam, e brincavam entre as pernas de seus pais, famílias felizes fazendo um passeio noturno.

As ruas cheias de carros, estabelecimentos cheios de pessoas.

Pessoas felizes, parecia que a felicidade estava em todo o lugar, as pessoas eram felizes.

Parecia que a felicidade estava em todas as esquinas.

......

Mas não estava, nem todos eram felizes, nem todos podiam ser felizes.

Tosse...

....

Tosse...

....

Tosse...

Pequenas tosses podiam ser ouvidas de um beco próximo, pareciam vir de uma criança, mais especificamente uma menina.

Um beco cheio de lixo, sacos espalhados por todo o lugar, as lixeiras cheias, o chão sujo.

Esse era um lugar, onde a luz da lua, mal podia chegar.

Encostada em uma grande lixeira de metal, uma garotinha podia ser vista. Aparentando ter em media quatro anos de idade, sua pele um tom de pálido.

Seus cabelos, mesmo estando sujos e eriçados, se podia ver que era de um belo tom de loiro dourado.  Seus olhos vermelho, estavam opacos e sem brilho.

Suas roupas era trapos, sujos que hoje em dia, seria difícil dizer qual cor que um dia foi.

Seu rosto corado, ela parecia respirar com dificuldades.

Tosse...

...

Tosse...

...

Tosse...

Ela voltou a tossir, a sua volta restos de comida, que ela provavelmente retirou do lixo. Ela olhava a lua, acima nos prédios, alguns Pró Heróis, saltavam de telhado em telhado.

Seus olhos atentos na cidade a abaixo, sem duvida fazendo sua patrulha, procurando por pessoas em necessidade.

Engraçado, seus olhos atentos nunca se viravam em sua direção, nunca a olhavam.

Uma pessoa precisando de ajuda.

E se a vissem, desviavam o olhar.

Tosse...

...

Tosse...

Ele não deveriam ser Heróis?

As pessoas, adultos, jovens, crianças e idosos passavam em frente ao beco, mas nunca a olhavam.

Ela estendeu sua mão em direção a eles.

Mas Máximo, que pode conseguir, foi uma olhada de canto de olhos.

Nada mais.

‘Por que ninguém vem me salvar? Por que Ninguém me olha? Eu fiz algo de errado?’ ela questionava em sua mente.

‘Por que, os Heróis não me salvam?.......’ 

E foi naquela época que eu.......

......

Um sol e uma lua, dois opostos, um não podia aparecer até o outro desaparecer. Dia e noite separados.

Mas parecia que eles tinham seus pensamentos combinados.

Um garotinho que olhava o Sol ao dia, e uma garotinha que olhava a lua a noite.

E foi assim que eles, naquela época aprenderam uma verdade injusta.

E foi naquela época que eu.......

...... 

.........aprendi o quão cruel esse mundo poderia ser.....

Duas vozes, um menino e uma menina ecoaram pelos céus ao mesmo tempo, com as mesmas palavras.....

.......

Depois de todos no jardim de infância souberem sobre ele não ter uma individualidade, todos começaram a o tratar com desdém, dos professores, a outras crianças.

Mesmo pessoas que moravam próximas á ele e sua mãe, o olhavam diferente. 

As crianças estavam começando o Bulliyng com ele, claro era questionável se crianças dessa idade sabiam o que era isso, mas o que era obvio, era que logo isso escalaria para algo maior no futuro.

Ser chamado de Inútil, sem utilidade, e disserem que ele nunca seria nada na vida, se tornou algo comum para ele.

Mas sem duvida uma das piores coisas, foi perder a amizade de Bakugou Katsuki, um de seus amigos mais próximos, que logo que soube de sua condição, começou a trata-lo com desdém, violência e era um dos seus maiores valentões.

Mas ele não podia se deixar abalar por isso, ele seria um herói e ninguém o impediria.

Midoriya Izuku, com seus cabelos verdes bagunçados, seus olhos expressivos e característicos tênis vermelhos grandes.

Ele estava fazendo sua nova coisa favorita, ficar sozinho no balanço do parque, afinal ninguém queria nada com ele.

“Queria saber, se minha individualidade, nunca vai aparecer” ele murmurou para si mesmo.

Ele queria desesperadamente uma, mas sabia que provavelmente, nunca a iria receber.

Então assoviando uma canção de ninar, que sua mãe canta para ele de vez em quando, ele olhou seus arredores.

Era um dia claro e ensolarado, um dia perfeito para se brincar, ao menos se você tivesse amigos, o que infelizmente, não era caso deles.

Era uma vida solitaria que ele estava levando, só tendo sua Mãe como companhia, mas ele no fim estava se acostumando.

Não que não fosse bom ter um amigo......

......

Ela estava andando desde que o dia nasceu, nunca era bom passar mais de uma noite no mesmo lugar, o mundo era um lugar perigoso afinal. 

Sua barriga roncava de fome, infelizmente ela não encontrou nada que desce para comer, ela não ousaria dizer nade de bom para comer, pois nada do que ela comia era bom.

Seus pés descalços, a arrastavam pelas calçadas quentes, passar em frente, de vitrines de lojas, restaurantes e cafés, só pioravam sua fome.

Mas ela nada poderia fazer, afinal ninguém nunca a ajudaria.

As pessoas desviavam dela com habilidade, nem mesmo suas roupas encostavam nela.

“Eu odeio eles......” ela murmurou monotonamente, não havia como, ela sentir mais nada por essas pessoas.

Seu rosto vermelho, sua febre piorando, e sol quente estava lhe dando uma dor de cabeça, era melhor ela achar um lugar para parar por enquanto, ou ela iria desmaiar.

Tosse...

Tosse...

Voltando a tossir ela viu uma sombra, um parque a frente, ela finalmente poderia descansar.......

Estranho........

........por que o chão estava se aproximando?

Sem perceber, ela perdeu suas forças, e caiu pra frente. Sabe...... ela estava cansada de anda, cansada de sentir fome, cansada de se fazer de forte, cansada de tudo.

De repente, se deixar cair na calçada, parecia muito atraente.

E com isso, ela caiu com baque.

Seu mundo começou a escurecer.

‘Como sempre.......ninguém....veio...me ajudar....’ ela pensou vendo ninguém por perto.

.....

“V-vo-cê es-ta b-e-em?” ela podia ouvir de repente, uma voz suave, mas preocupada saindo nada, mas ela estava muito cansada pra se importar.

“E-e-i....r-espo-nda.....” ela sentiu alguém a cutucar suavemente.

Ela abriu seus olhos fracamente e viu......

Verde?

Ela caiu inconsciente.

......

Momentos antes: Izuku.

Izuku ainda assoviando sua melodia de ninar, estava no processo de tentar, imaginar um futuro, aonde ele conseguiu realizar seu sonho.

Um futuro, onde ele se tornou um herói, sem poderes ou não, ele conseguiu.

Ele sabia que era um sonho difícil, mas não poderia ser impossível, e ele o iria realizar.

Ele fechou sua mão em um punho.

“Eu vou ser um herói igual o All Might” ele disse animadamente “Esta tudo bem agora, sabe por que? Por que eu estou aqui, Haaaaa, há há há há, haaaaaa” ele fez sua melhor imitação do símbolo da paz.

E então riu animadamente.

Era bom fazer isso.

Ser criança era muito bom.

Tosse...

...

Tosse...

“Hmmm” ele olhou para cima de onde estava, vendo uma menina por volta de sua idade chegando pela calçada.

Ela tinha pele pálida, e cabelos loiros longos, mas o que mais se destacava nela, eram os trapos que ela usava, e que ela estava caindo......

Ohhh.

Sem pensar duas vezes ele correu em sua direção, preocupação transbordando em seu rosto.

“V-vo-cê es-ta b-e-em?” ele chamou por ela preocupado, mas sem resposta.

Ele admite que foi uma pergunta tola, mas ele era uma criança de quatro anos de idade, o que mais ele poderia perguntar?

Chegando a ela, vendo que ela estava de barriga para baixo, assim não podia ver se ainda estava consciente, ele se abaixou e começou a cutucar suavemente.

“E-e-i....r-espo-nda.....” tudo o que ele conseguiu, foi ela abrir seus olhos levemente, e depois cair na inconsciência.

Ele ficou preocupado.....

O que ele poderia fazer?

Ele tinha que fazer algo, mas o que?

“O que eu faço?” ele olhou em volta “Sim....devi pedir ajuda.....” ele olhou em volta.

Não tinha ninguém por perto.

Ele tentou a erguer, ela era leve, sendo magra, mas ele em compensação era muito fraco.

Não conseguiu.

“O que eu faço? O que eu faço? O que eu faço?”

O que um herói faria?

A ajudaria......

.....mas como?

Pensa idiota.

Pensa.......

Espera.......

...

.......sua casa era perto.

“Mãmãe....deve estar em...casa.....” seus olhos brilharam com determinação “Eu vou pedir a ajuda dela...”

Ele a ajudaria como um herói deveria fazer.

Esse pensamento trouxe um sorriso para o seu rosto.

Ele podia ajudar alguém.......

......como um herói.

......

Midoriya Inko era uma mulher nervosa por natureza, muitos poderiam dizer, que seu filho Izuku herdou sua personalidade dela.

O que seria bem verdadeiro.

Além de sua aparência claro. Inko era mulher magra e esbelta, ela tinha cabelos verdes como seu filho, com duas franjas emoldurando seu rosto, e um pequeno rabo de cavalo atrás.

Ela tinha pele clara, e estava usando um avental para lavar os pratos atualmente, por cima de suas roupas habituais.

Ultimamente, seu senso de preocupação por seu filho, estava fora das paradas, afinal depois de saber, que ele não teria uma individualidade sua vida virou de cabeça para baixo.

Primeiro seu sonho se tornou impossível.

“Desculpe Izuku, me desculpe, me desculpe........”

Ela ainda se lembrava de ter quebrado e chorado, ela tinha vergonha disso, mas na hora ela nada poderia ter feito, foi automático.

Izuku estava sofrendo Bulliyng das crianças, e os adultos estavam olhando diferente para os dois, ela por ter tido um filho assim.....

E Izuku por ser uma criança “inútil” 

Sem contar seu marido.....quer dizer....agora ex marido......

Melhor nem pensar nele....

Era muita pressão sobre ela , ela não sabia o que fazer, e estava no ponto de ruptura.

Tudo o que ela queria, era saida de tudo, algum raio de esperança.

Ela suspirou.

Ela ouviu passos em casa, Izuku deveria estar quase de volta, ela não gostava de o deixar sair sozinho, mas ele andava tão distante, que ela não queria o privar de pelo menos, poder brincar.

Também o parque era muito perto de casa.

“Mãmãe....mãmãe, a senhora esta?” 

Ok, agora ela estava preocupada, afinal seu filho, chegou em casa a chamando com uma voz desesperada.

Saindo apressadamente para sua sala, ela se encontrou com seu filho correndo em sua direção.

“Izuku querido, o que aconteceu? Você esta bem?” ela perguntou preocupada, e seu filho agarrou suas duas mãos a tentando puxar com ele.

“Mãmãe, rápido venha....ela precisa de ajuda, vamos..” ele disse tentando a puxar, mas obviamente não estava conseguindo.

“Izuku....quem? Quem precisa de ajuda?” ela piscou confusamente.

Os olhos dele lacrimejaram.

“Mãmãe, por favor, vamos......ela precisa” seu tom agora choroso, fez Inko alargar seus olhos.

“Tudo bem querido, tudo bem, mas você vai me explicar tudo no caminho” ela disse gentilmente, mas com clara preocupação agora.

Ele assentiu repetidas vezes.

......

Carregando Izuku no colo para ser mais rápido, agora sabendo de toda a história, Inko estava dividida entre duas emoções.

Preocupação pela menina, apesar de ser uma desconhecida, e claramente uma criança de rua, Inko estava muito preocupada, sendo a mulher gentil que ela era.

Ao contrario de muitas pessoas, que não estariam nem ai.

E estava feliz, por seu filho ainda se preocupar com os outros desse jeito, afinal ela tinha medo dele mudar, com todo o tratamento.

Rapidamente, eles chegaram ao parque onde ela tinha desmaiado. Ela ainda estava na mesma posição de antes e desmaiada.

“Oh meu Deus......” essa criança deveria ter a idade de seu filho.

E ela era tão magrinha, e tinha tantos arranhões......

Pobrezinha, ela não podia a deixar assim.

Colocando Izuku no chão, onde ele correu para o lado da criança, ela gentilmente, logo tratou de a pegar no colo.

“Vamos Izuku, temos que ir” e com isso ela saiu apressadamente, preocupação queimando dentro dela.

Em outras circunstancias mais calmas, ela teria notado, o quão linda e fofa a menina era.

........

Vozes, vozes familiares, mas ela não podia se lembrar delas, imagens borradas e sem nexo.

Nebulosidade, seu corpo se sentia leve.....

..caindo até.

Sons de trovões, chuva e relâmpagos.....

Ela estava confusa.

Onde ela estava? 

Por que , ela não podia ver nada? E o que estava acontecendo?

Talvez fosse um sonho?

Ya.......

Ya......

Alguém estava dizendo algo, mas ela não conseguia entender.......

Ela sentiu um tremor por seu corpo, e sua consciência começou a se esvair.... 

Ahhh....

Ela estava acordando......

......

A primeira sensação que ela sentiu, foi uma macies incrível embaixo de seu corpo, e isso disparou alarmes em sua mente.

Ela nunca deitava em coisas macias, afinal não tinha isso nas ruas. Ela estava sentindo um calor confortável em seu corpo, como se estivesse coberta por um cobertor.

Abrindo seus olhos de uma vez alarmada e com medo, ela se viu em um quarto que não conhecia. As paredes de cor clara, cheia de prateleiras com bonecos, de alguém fantasiado.

Pósteras nas paredes com imagens dessa pessoa, brinquedos no chão, e mesmo o cobertor em que ela estava deitada.

Por um momento, ela pensou em ficar deitada, essa cama era muito confortavel, mas esse pensamento foi rapidamente descartado.

Um garoto, de cabelos verdes indisciplinados, e um grande sorriso em seu rosto entrou em seu campo de visão.

“Você acordou, você esta.........”

Cruuuunnnchhh.

O rosto de Izuku passou de animado, para azul e dolorido com o que menina fez.

“Gaaaaahhhhhh, solta, solta.....”

Em retrospectiva, isso claramente poderia ser culpa dele, mas não tinha ninguém para julgar isso.

Ao vê-lo de repente em seu rosto, ela se assustou e por reflexo, ela fez a primeira coisa que conseguiu pensar.

Ela mordeu sua mão que ele tinha aproximado dela.

“Itte.....” usando sua outra mão, ele acariciou a cabeça dela choramingando.

Os olhos dela se alargaram, o seu toque era...........

......gentil.....

Muito gentil, ela nunca foi tocada assim.

Isso a acalmou, fez seu rosto esquentar, e ela soltou sua mão recuando.

“Itte......que maldade...eu só estava feliz....que você acordou......” ele choramingou, mas ao olhar nos olhos dela, ele se calou.

Olhos vazios......olhos tristes.....solitários.

“Onde....estou?....quem....é você?” ela perguntou baixinho, e cautelosamente.

Sua personalidade fez um total de 180 graus, e ele estava sorrindo de novo.

“Oh, eu estava no parque, e vi quando você desmaiou....então corri pra casa, e......pedi ajuda a minha Mãe....ela te trouxe aqui.....e chamou um medico...e isso foi de manhã....” 

Os olhos dela se alargaram.

Ele a ajudou?

Agora que ele disse, ela realmente estava se sentindo melhor....

Antes que ela pudesse dizer algo mais, passos apressados foram ouvidos no corredor.

“Izuku, algo aconteceu? Você esta bem?” a voz de Inko foi ouvida no corredor, quando ela entrou no quarto.

A menina a olhou estoicamente, e até cautelosamente, mas Inko sorriu gentilmente para ela.

“Ola...” 

“Mãmãe, ela acordou” ele disse animadamente.

“Eu posso ver isso querido” ela disse com uma pequena risada, e se aproximou.

Ela se ajoelhou na frente dela, e levou sua mão a testa dela, ela recuou, mas Inko sorriu “ Calma, eu só quero ver se sua febre melhorou” a menina ficou parada.

Tomando isso como permissão, Inko tocou sua testa, depois fez o mesmo, com sua própria “Hmmm, sua febre esta melhor....mas ainda não passou totalmente”

“O que......” ela murmurou.

“Meu filho te encontrou” ela sorriu já sabendo o que ela queria “Eu não podia te deixar la daquele jeito, te trouxe aqui, e chamei um medico. Você tinha uma febre muito alta, mas ele te medicou” ela disse gentilmente e a menina assentiu.

Era a primeira vez que alguém fez algo por ela, ela estava se sentindo estranha, o que ela deveria dizer? Fazer?

Ahhh, acho que agradecer ne......

“Ob....obri....obrig....” mas ela não conseguia, sua voz falhava, por que ela não podia agradecer?

Ela desconfiava deles?

Inko sorriu gentilmente e acariciou seus cabelos a fazendo se sentir quente por dentro “Não se preocupe, não precisa agradecer”

“Ne ne....qual o seu nome? O meu é Izuku” como a criança animada que ele era, Izuku rapidamente se intrometeu.

Nome?

Ela inclinou sua cabeça......

Seu nome?

Fazia tempo que ela não pensava nisso, ela mesma tinha um?

Se bem que......

Tinha aquele dos seus sonhos.....

Deve ser esse.

“Yami.....” ela disse em voz baixa.

“Yami-chan ne.....” Inko sorriu “É um prazer, eu sou Inko, e esse....fufuffu..bem ele já se apresentou, ele é meu filho.

Ela assentou, sem saber o que mais dizer.

“Yami-chan.......” o tom de Inko se tornou serio “Você tem pais? Familia?” ela perguntou com uma sensação de abismo no estomago.

Ela tinha medo da resposta, uma criança pequena como essa, estar sozinha......

Seu coração afundou.

Pulou uma batida.

Ela negou com a cabeça, e Izuku olhou entristecido para ela.

“Tudo bem, tudo bem....” ela se forçou a sorrir “Primeiro vamos deixar você se curar, depois vemos isso, certo?” ela disse maternalmente.

Do jeito, que apenas uma mãe consegue.

Um aceno de cabeça foi sua resposta.

Roncar......

O estomago de Yami roncou alto, a lembrando de sua fome anterior, a fazendo corar, Izuku a olhou e Inko riu gentilmente.

“Eu vou trazer algo para você comer, espere aqui, tudo bem?” Yami assentiu devagar.

Enquanto saia, Inko olhou para trás, e sorriu fracamente para a vista, seu filho falando animadamente com Yami, mesmo que ela só desse pequenos acenos de cabeça como resposta.

O tipo silencioso parece.

Mas era bom ver seu filho feliz assim depois do que tem acontecido com ele.

“Você vai amar a comida da Mãmãe Yami.....”

Ela assentiu.

......

Voltando para o quarto com uma sopa quente, e um pão de milho fresquinho, Inko hesitou antes de entrar.

O que ela faria com essa criança? Ela vinha pensando nisso, ela não tinha familia, e estava sozinha.

Não tinha para onde voltar. Ela espiou pela porta e viu Izuku falando animadamente com ela, e ela dando pequenas respostas.

Por outro lado, seu filho parecia estar se apegando muito rapido a ela. Devendo ser o resultado da rejeição que ele vinha sofrendo das outras crianças.

Essa por outro lado, não o rejeitava.

Como ele reagiria, quando ela tivesse que ir embora?

Ela teria que ficar até estar curada, mas e depois? Como ele ficaria?

Seu filho aguentaria outro coração partido tão cedo?

E Inko estaria mentindo, se dissesse que não estava preocupada com essa menina se ela fosse embora......

Ela deu outra espiada, e sorriu.

Izuku tinha entregue um de seus bonecos do All Might a ela, e tinha outro em mãos e estava tentando ensinar ela a brincar de heróis.

Ela mordeu seu lábio......

Ela não poderia a mandar embora......

Poderia?

......

Yami estava olhando o menino Izuku brincar com o boneco na frente dela, para o entreter, ela estava o tentando imitar, mesmo que desajeitadamente, e isso trouxe um sorriso ao rosto dele.

Ele era estranho......

Por que ele era tão legal com ela?

E seu toque......

Era tão gentil, ela gostou......

Por enquanto ela pode fazer isso que ele pediu para fazer juntos.....

Era brincar o nome certo?

......

“Aqui Yami-chan, pronto, pronto” ela disse gentilmente ao entrar no quarto com uma bandeja e colocar na cama em frente a ela.

Os olhos de Yami se alargaram, sua boca salivou ao sentir o cheiro, e seu estomago roncou.

Ela tinha tanta fome.

Ela alcansou o pão, mas hesitou.

“Posso?” ela perguntou baixinho, e quase com medo, que fosse só uma piada de mal gosto da mulher.

Mas ela sorriu.

“Claro, vá em frente”

Ela pegou o pão, e mordeu......

Ela quase chorou de alegria com o gosto.....

Acho que ela nunca comeu comida, que não tinha gosto de lixo.

Inko sorriu ao ver a menina comer cada vez mais rápido.

Coitadinha, deveria estar com tanta fome.

......

Já era noite, estava escuro e frio lá fora, a Lua já iluminava a cidade em sua luz prateada. E pela primeira vez em muito tempo ela tinha um teto em sob sua cabeça.

Inko tinha lhe dado um banho, e como ela não tinha roupas de menina, ela lhe colocou em um pijama do All Might de Izuku, já que eles tinham quase o mesmo tamanho.

Ela quase gritou com a fofura......

Ela colocou Yami na cama de Izuku, e montou um fuuton para Izuku no chão perto da cama.

“Ok, ambos tem que dormir agora, amanhã um amigo meu da policia virá aqui, ele vai me ajudar com você Yami-chan, tudo bem?” ela conseguiu um aceno de cabeça e sorriu “Tudo bem, boa noite, durmam bem”

“Siiimmm, boa noite Mãmãe” ele disse animadamente.

Yami murmurou um boa noite.

Inko apagou a luz e fechou a porta.

O quarto ficou em silêncio por vários minutos, Yami tinha muito o que pensar.

Tudo estava mudando muito rápido, hoje cedo ela estava nas ruas com sono, e agora estava em um casa, comendo comida gostosa e quentinha, dormindo em uma cama.

E tinha conhecido pessoas gentis.

Ela nem sabia que isso existia.

Alguém a ajudou.......

.....não olhou para o outro lado.

E isso trouxe uma pergunta para sua mente.

“Por que?.......” ela disse calmamente.

“Por que, o que Yami?” ele perguntou confuso no silêncio do quarto.

“Por que você me ajudou? Por que......esta sendo legal comigo?”

Tinha que ter um motivo oculto certo?

Ninguém ajudava alguém sem querer algo em troca.

Certo?

“Hmmmm, por que é o certo......por que é o que um herói faria, um herói sempre ajuda todos, e eu quero ser um herói assim um dia” ele disse animadamente.

Ela olhou para ele da cama  de olhos arregalados, mostrando mais emoção do que jamais mostrou.

“Um herói? Um herói que ajuda todos?” ela perguntou chocada.

Certamente ela não ouviu direito.

Um herói nunca a ajudaria.

Eles nunca a ajudaram antes.

Izuku pulou de seu fuuton e fez uma pose ridícula, em parte confuso com sua reação e em parte animado para explicar seu sonho.

“Sim, meu sonho, é ser um grande herói, um herói que pode salvar a todos, ajudar a todos com um sorriso no rosto, sem discriminar ninguém, meu sonho é ser um herói assim” ele disse animadamente.

Yami deitou no travesseiro olhando o teto chocada depois de sua explosão.

Um herói que ajuda a todos? Salva todos sem discriminação?

Esse tipo de coisa existe? Ela duvidava, afinal ninguém, nem os heróis nunca fizeram nada por ela......

Espera....

Ele a ajudou certo?.......

.....e não pediu nada em troca.....

Será mesmo?

.....ela poderia acreditar?

Lentamente, sem ela ter controle sobre isso, um pequeno sorriso floresceu em seu rosto sempre estoico.

Ele não sabia, mas talvez seu sonho já estivesse se realizando.

Ser um herói que salva a todos sem discriminação......

Ele a salvou.......

....e sem perceber, se tornou.......

......seu.....

Herói.

......

 


Notas Finais


E ai, o que vocês acharam? Gostaram? Não gostaram? Ficou bom? Ficou ruim? Me digam, por favor, suas opiniões vão me ajudar muito.

Me deem uma chance aqui pessoal, e comentem, por favor, isso me motiva muito.

Essa capa é temporaria acho, preciso fazer outra.

Também, não posso prometer capitulos atualizados muito rapidamente, pois eu trabalho, mas vou tentar atualizar o mais rápido que eu puder.


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