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História Um começo no fim .:junhao:. - Capítulo 16


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Notas do Autor


•Hoje a nota vai ser diferente, então já digo se você quiser pular: Olá! Espero que goste e contém erros! 乁[ ◕ ᴥ ◕ ]ㄏ

•Sou péssima em escrever quase tudo, mas em conversas eu me supero KKKKK Desculpa gente, mas escrever é meu hobby da quarentena hehehe. Comecei em julho com um pwp, o meu eu de 2015/2016 escrevia uns parágrafos e parava. Assim foram umas 3 histórias ( sim, poucas.), no carnaval fiz a mesma coisa e quando acabou minha luz em julho magicamente escrevi uma cena de sexo hehehe. Fui escrever dnv só em outubro, outra pwp, e dps só em novembro! Agora que é algo mais frequente, contudo ainda fico perdida. Por isso: obrigada pelo apoio! Sério, sem vcs eu já teria desistido no primeiro cap. Sei que é de qualidade duvidosa e que não é aquelas coisas >MAS< ( como eu já disse) me divirto escrevendo e espero que vcs se divirtam lendo! Bem, tirando esses cap tistinhos ;) kkkkk

Capítulo 16 - Diamante para Afrodite.


Fanfic / Fanfiction Um começo no fim .:junhao:. - Capítulo 16 - Diamante para Afrodite.




        O lado de fora estava calmo, a chuva bem longe do enorme estacionamento. As calçadas estavam molhadas e logo secariam. Mas as árvores nunca se esqueceriam da pequena tempestade, seus galhos caídos no chão eram a prova disso. Tudo estava uma bagunça e as cores mais vivas, mais vibrantes. O céu ao poucos se limpava, as nuvens cinzas indo para longe, flutuando sobre as montanhas distantes. Deixando apenas o azul claro. Alguns pássaros passavam às vezes, voando para um lugar qualquer. 

     Jun se sentou na ponta da cama devagar, aos poucos relaxando os músculos tensos, agarrando as bordas da coberta em suas costas com cautela. Olhava o menor com um misto de descrença e encantamento, como se tentasse gravar cada fiozinho rubro em sua mente. Duvidava que conseguiria desviar os olhos dele, e isso também valia para o outro. Minghao o encarava de volta, sentado na outra ponta da cama, os olhos brilhando pela água que ali se acumulava. Olhava Junhui como quem finalmente realizava um sonho, mas nunca tinha certeza que aquilo estava realmente acontecendo.

     Estavam assim há uns minutos, se encarando, tentando tomar coragem para falar. Eventualmente um abria a boca, apenas para a fechar novamente. Não queriam acabar com aquele momento, mesmo sabendo que teriam que o fazer.

— Seu cabelo é muito bonito. — Junhui cochichou, os lábios mal se movendo. 

      Minghao sorriu, olhando para os fios castanhos do maior. Ambos estavam claramente uma bagunça, as olheiras sendo algo que os dois tinham desde que se separaram.  E ainda sim, para Minghao, Junhui estava brilhando como uma água cristalina que reflete a beleza do sol. Se movendo devagar, brilhando como diamante líquido. Para Junhui, Minghao não ficava para trás. O jogador ouviu de Woozi uma vez que Afrodite era a personificação da beleza. Se isso for verdade, e quanto mais olhava mais certo ele ficava, ela teria as feições da pessoa à sua frente. Até as olheiras pareciam algo lindo quando naquela face, o cansaço dando um ar etéreo para o rapaz. 

       Como se lessem o que se passava na cabeça de cada um, sorriram. Abrindo ainda mais o sorriso quando viram o outro imitar seu ato, os dois mostrando os dentes pela primeira vez em dias. 

— Assim fica difícil.— o ruivo comentou, se deitando no colchão devagar. Se arrumou em uma posição confortável, olhando para o teto. — Vem. 

       O ruivo cochichou, dando batidinhas no colchão. Enquanto olhava Minghao deitado no colchão, se mexendo inquieto, Junhui decidiu que não era um sonho. Ele estava ali, era muito real para ser mentira. Tudo era real. O toque em sua mão mais cedo, os olhos marejados do amigo, o afundar no colchão. Tudo. 

— Você me procurou? — perguntou devagar, com medo de expulsar o clima bom com suas palavras.

  Se deitou ao lado do menor, resistindo à vontade de olhar para o lado quando ouviu uma risada. Tinha se esquecido de como era ouvir ele rir, sua memória não fazia jus àquilo. Não era delicada ou algo suave, era contagiante e deliciosa de ouvir. E, para Junhui, uma das coisas mais adoráveis do mundo. A cama se mexeu um pouco com isso, o colchão acompanhando o som que Junhui rezava para sonhar todas as noites. 

    Mordeu o lábio, olhando para o teto do trailer, aguardando — nem tão pacientemente— que Minghao falasse algo.

— É claro que sim. — mesmo que estivesse rindo segundos atrás, seu tom era de mágoa. Claro que procurou por Junhui, machuca saber que ele duvidou disso. Sabia que ele duvidava, mas ouvir essas palavras vindas da boca dele

… doía mais. — Eu te procurei igual um maluco, Junhui. 

       O menor se segurava para não chorar, derramar ali todas suas emoções confusas. Se lembrou de tudo que passou, vagando igual um louco e trocando caixinhas no lugar do passageiro. Sempre que colocava uma nova ali, se sentia horrível. 

— Minghao. — o jogador chamou baixinho. 

       O Xu se aproximou um pouco do maior, desejando sentir um pouco do calor do corpo dele. 

— O que?  

— Obrigado. — disse enquanto suspirava. Pensando em tudo sem muito foco, só passando as memórias na mente como se visse um álbum de fotos. Só que esse álbum era um pouco triste. — Muito obrigado.

        Queria sussurrar "tudo bem" mas não o fez, não estava tudo bem. O ruivo pegou um certo caderninho no bolso da calça, hesitando por um segundo. Pensou em como ele reagiria. Será que deixaria ele triste? Talvez sim, porém deixou o Xu mais triste ainda.

— Aqui. — deu o objeto para Junhui. 

       Demorou um instante para ele entender o que era aquilo. Assim que reconheceu, levantou até que ficasse a uns bons centímetros longe de si e perto do teto. Olharam por uns instantes a capa azul, como se ali estivesse o segredo da vida.

— Você leu? 

— Não. 

        Jun sorriu com a sinceridade do menor. Não estava bravo, nem magoado. Parecia o certo. 

— Por que não leu? — perguntou por pura curiosidade, sem nenhuma pitada de raiva ou tristeza.

— Por que você foi tão idiota quanto eu fui. 

         O castanho concordava, mas não falou nada. Seu silêncio era o suficiente para Minghao entender. Ficaram quietos por uns instantes, ambos olhando o caderno na mão do mais velho. Junhui às vezes o balançava de um lado para o outro, fazendo o objeto nadar no nada. 

— Por que disse que foi embora por mim? — cochichou. 

          Junhui tinha uma resposta pronta, " por que te machuquei" . Resposta essa que parecia estranha agora. Errada. Quase como um pecado se dita em voz alta. 

— Você estava mal. — disse por fim, desistindo de achar a coisa certa para dizer. — Por minha culpa. 

         Minghao achava que Junhui tinha muito menos culpa que si mesmo nessa história. Não que isso importasse agora. 

— Por causa do beijo. — Junhui completou. 

          Sua mão com o caderninho caiu ao seu lado no colchão, cansada de ficar estendida. Os dois ainda ficaram olhando o teto, pensando coisas diferentes mas semelhantes. Não sabiam se era engraçado ou ridículo o fato de um beijo de bêbados ter feito tanto estrago. E ainda sim, os dois achavam que tinham a maior parte da culpa.

— Eu estava com medo. — o ruivo fechou os olhos para responder, usando mais força que o necessário para os manter fechados. Era difícil contar isso. 

         O maior franziu o cenho. 

— Com medo de quê? 

— De tudo. — foi sincero. — Das milhares de possibilidades de tudo ir por água abaixo. 

— Você estava com medo?

— Eu acabei de falar isso. — reclamou. — São tantas possibilidades, Jun. E se desse errado e a gente se afastasse? Se você não gostasse mais de mim? Se tudo acabasse se embolando e no final eu perdesse meu único amigo? Você é a única pessoa que eu realmente me importo agora, e esses se's poderiam machucar.  

— Eu achei que…

— Achou errado! — se exaltou, assim que percebeu, respirou fundo para se acalmar. Se achava um egoísta de merda, tentando jogar seus sentimentos, alguns que nem entendia, em cima do maior. Após quase um minuto inteiro, continuou. — No fundo eu queria que você percebesse que eu estava assustado. Mas eu tinha que te contar, você não tem uma bola de cristal. Sou egoísta e um medroso.  

          Junhui se sentiu um imbecil, boboca, tartaruga, dramático, idiota, apressado, masoquista, sadista, maluco, bambu torto, burro, insensível e uma barata tonta. Foi embora quando ele mais precisava de si. Idiota. Fechou os olhos, levando as mãos para o rosto. Trincou o maxilar, as mãos apertando a testa. Como pode fazer isso? 

— Achei que era o melhor para você. — começou, tentando ser o mais sincero possível. — Eu queria te ver sorrindo, Hao. 

— Eu sei. — sentiu as lágrimas começarem a escorrer. Teve que falar devagar para as palavras não saírem embargadas. — Me desculpe por não ter sido sincero, mas tudo parecia tão…

          O jogador se virou na cama, o movimento brusco fazendo com que os olhos de Minghao se abrissem pela surpresa. Porém, tudo que enxergou foi a blusa do maior, já que ele o puxou para o espaço entre seus braços. Não resistiu, apenas se deixou ser puxado em direção ao corpo quente de Jun. Ali era quente e acolhedor, exatamente como se lembrava. Era o lugar que mais desejava estar nos últimos dias. Protegido dos monstros do lado de fora. Tentou imitar essa sensação com as colchas finas do trailer, só para fracassar. Nunca seria possível imitar aquilo só com panos. 

— Eu te odeio. — disse enquanto se agarrava ao corpo do maior, enterrando a cabeça no peito dele.

          O Xu sentia as lágrimas escorrerem descontroladamente pelo seu rosto, mas as que o preocupavam eram as que caiam em seu cabelo. Sentia o peito do maior subir e descer desreguladamente, tentando não chorar tanto. 

— Eu sei. — Jun enfiou os dedos nos cabelos rubros.

          Junhui realmente fazia o pior cafuné da face da terra. Minghao queria quebrar a cara dele por causa disso, e depois a própria cara porque não tinha outra coisa na terra que o acalmasse tanto — talvez nem o café —. 

— Eu também me odeio. — cochichou para o menor. 

— Você não pode, idiota. — reclamou, a voz saindo abafada. Falava devagar só para respirar fundo, inalando o cheiro do maior mesmo que não conseguisse distingui-lo. Era só o cheiro de Wen Junhui. Aquele que deixa o coração quentinho toda vez que você inala. — Eu também errei. 

— Eu sei. — riu, o som saindo um pouco estranho por causa do choro. — Nós dois erramos. 

        Os dois erraram bem feio.

— Sim...— murmurou, a voz saindo quase inaudível.

        Minghao começou a fazer carinho nas costas do maior, sorrindo ao sentir o corpo dele relaxar. Passava a ponta da unha nas costas largas, se lembrando do desenho que fizera tempos atrás. Seus dedos corriam em cima de onde imaginara os galhinhos da planta, espalhados ali, delineando os músculos. Eventualmente fazia um redemoinho de leve, devagar, desenhando as folhinhas delicadas que contrastavam com a pele branca. Poderia morar ali a vida inteira, deitado no meio dos braços quentes de Junhui. Trabalhando como jardineiro, cuidando das plantinhas imaginárias nas costas dele. 

        Amaria viver assim para sempre.

        Poderia até colocar uma das músicas Indies que Junhui gosta de fundo. 

— Seu cafuné é horrível. — o ruivo provocou, empurrando a cabeça contra a mão grande do jogador. 

        Junhui sorriu, mexendo no cabelo do mais novo. Poderia fazer isso até suas mãos caírem, ficar passando os dedos entre os fios do menor. Os mudando de lado, penteando-os para frente só para os jogar para trás. Sempre usou o mesmo shampoo que o menor, e sabia que ele continuou usando, porém o cheiro ficava diferente quando usado pelo Xu. Podia sentir sempre que mexia nos fios, o cheirinho gostoso subindo como se alguém estivesse borrifando um perfume no ambiente. Sua vontade era sentir o cheiro mais de perto, e assim o fez. Levantou a cabeça, indo para perto do menor. Cheirou a parte da nuca, sorrindo ao inundar os pulmões com aquele perfume maravilhoso. 

       Com certeza era assim que o paraíso cheirava. 

— Seu cheiro é tão bom. — sussurrou, deixando um selar no pescoço do rapaz.

       Voltou para a posição de antes, puxando o ruivo para o mais perto de si possível. Colando os corpos sem nenhuma hesitação. 

— Jun. 

— Sim? 

— Somos amigos? — perguntou incerto, a voz se quebrando no meio da frase. 

        Pensou milhões de vezes em como batalharia para conseguir a amizade dele de volta, mas agora parecia que seu cérebro derreteu. 

— Saiba que vou me esforçar para me ver como amigo. — acrescentou baixinho. 

        Junhui sorriu, espremendo os olhos em uma linha fina. Se abaixou um pouco, beijando a testa do menor. Minghao se preocupava demais.

— Somos melhores amigos, Hao. 



🧟‍♀️


      

     Wonwoo suspirou, deitado no peito nú do namorado. O sol ainda estava lá fora, mas devido aos acontecimentos recentes, decidiram dormir Adorava ficar daquele jeito, quieto, ouvindo o coração do maior bater despreocupadamente. No meio de tanto caos, as batidas o lembrava do que importava. Do que faria de tudo para proteger.

— Wonu? — o mais novo chamou baixinho.

    Estavam em uma cama improvisada no banco de trás do Jipe, e não existia nada melhor que isso para se jogar em cima do namorado. Gostava muito de Junhui, mas hoje foi o primeiro dia que não estavam tão preocupados com ele — apenas ansiosos—. Resolveram relaxar, fazer uma programação bem " idosos pós-apocalípticos", enquanto os meninos conversavam no trailer.

— Acha que eles estão se dando bem? — Mingyu perguntou, fazendo seu peito se mexer um pouco. 

— Se fosse a gente já estaríamos rolando naquela cama como se fosse primavera. 

         O loiro riu, com certeza estariam fazendo isso. Esperava que estivesse se preocupando por nada. Sua atenção foi para o menor quando sentiu ele se mexer. Encarou os olhos pequeninos que o fitavam de volta. 

— Eles estão bem, eu tenho certeza. — o menor disse, apoiando a cabeça em cima dos braços no peito do maior. O olhava com um sorrisinho de lado, se divertindo ao ver o maior tão preocupado. — Eles estão se resolvendo. 

— Tem certeza?  

        O Jeon revirou os olhos, sorrindo após olhar o rosto preocupado do namorado. 

— Absoluta. — selou os lábios, demorando para se afastar. — Vai dizer que eu, justo eu, estou errado? 

        Gargalhou quando viu o maior relutantemente rir de sua fala, acenando no final. Wonwoo era uma peça. 

— Você nunca está errado. — concordou.

            Wonwoo colou as bocas de novo, fingindo que outrora queria relaxar, levou uma das mãos para os fios loiros. Sorrindo ao sentir as mãos do mais novo irem para sua cintura. Seria uma tarde adorável. 

        E se Jun e Minghao não se acertassem, Wonwoo faria eles se amarem à força.




Notas Finais


Enfim, eh isso Kkkk. Se prepararem para um romance pique terceira série por um tempinho ( tempinho mesmo 😏).
Junhui e seu café desengonçado ( que Minghao ama hahaha)
Meanie safadinhos é minha religião 🧎
Amo ver comentários e favoritos! Vocês fazem o meu dia <3
Beijinhos do Tomatinho!!! (≧(エ)≦ )


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