História Um conto de duas cidades - Capítulo 28


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Categorias La Casa de Papel
Personagens Berlim, Denver, Helsinque, Moscou, Nairobi, Oslo, Professor, Rio, Tókyo
Tags Ação, Assalto, La Casa De Papel, Rio, Romance, Tokio, Tokyo, Tóquio
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Palavras 1.271
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Hentai, Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 28 - Capitulo 28


 

Já estava escurecendo quando finalmente chegamos a Toledo, e o Professor nos aguardava na porta, com uma cara de poucos amigos. Berlim tinha aquele olhar debochado de sempre, como se esperasse que fizéssemos algo errado e os outros estavam calmos e não ligando para nosso atraso.

- Eu disse que estava tudo bem. – Moscou tentou acalmar o Professor.

- Pensei que tinha acontecido algo. Eu disse para vocês virem direto para cá! Pararam em algum lugar? – inquiriu o professor.

- Não! – respondemos em sincronia perfeita. – A culpa foi do transito. – expliquei.

- Ele tinha medo que vocês parassem no velório da sua mãe, mas eu disse que você não era louca assim. – comentou Nairóbi, sem parar de lixar suas unhas, sentadas no sofá, com os pés sobre a mesa de centro.

- Eu te disse que não tenho mais mãe. – respondi com mais firmeza do que realmente tinha, e lutei para não demonstrar meus reais sentimentos ao ver o olhar solidário de Rio. Ele sabia a verdade e se ele me denunciasse eu daria um soco nele, porém ele continuou em silêncio e mudou de assunto.

- O que importa é que conferi todas as câmeras e estão no mesmo lugar. Porém acrescentaram algumas na entrada, aqui e aqui. – mostrou a localização na planta-baixa amarelada que o professor havia nos fornecido.

- Ótimo, menos mal.

O foco do assunto mudou e logo o Professor não estava mais preocupado ou chateado conosco e sim interessado em saber o que havíamos descoberto. Por sorte ele não percebeu que minha camiseta estava vestida ao contrário, porém Nairóbi percebeu e fez um sinal para mim, que logo fechei a jaqueta assim que me dei conta.

Depois do jantar quando tudo começou a ficar silencioso novamente eu voltei a pensar na minha mãe e no fato de que nunca mais a veria. Eu nunca mais teria a oportunidade de pedir desculpas ou de me redimir por não estar presente quando ela precisava de mim. Eu ia ficar rica e nem sequer podia ajudá-la a pagar as contas e as dívidas que foram a única coisa que o inútil do meu pai deixou quando foi embora.

Aproveitei o banho para deixar que minhas lágrimas caíssem pois aparentemente eu ainda não havia desabafado o suficiente. Eu me sentia vazia e sozinha e realmente estava, pois, a única pessoa da família que ainda ligava pra mim era minha mãe.

- Morreu no banheiro, Tóquio? – A voz abafada de Denver me tirou dos meus pensamentos e tratei de apressar o banho. Meus olhos estavam inchados, mas que se foda, eu não devia explicações a ninguém.

Sai do banheiro e segui para meu quarto com a cabeça baixa e para minha surpresa Rio já estava lá aquecendo a cama para mim. Normalmente ele sempre chegava tarde, com medo de que alguém o visse no meu quarto, ou fosse chama-lo no dele, mas não daquela noite. E eu não ralhei com ele, pois deitar no seu abraço era tudo que eu precisava naquele momento.

Ele estava sem camisa, mas seu corpo estava tão quente que quase me sufocava, mas ao invés de me afastar, eu deixei que ele me abraçasse e me confortasse, deitando minha cabeça em seu peito.

- Eu sei que eu deveria ter esperado os outros dormirem para vir aqui. – disse enquanto acariciava meu cabelo ainda molhado.

- Mas? – completei, sabendo que ele não tinha feito aquela afirmação sem razão.

- Mas eu quero garantir que você não vai precisar da porta. Nunca mais. Eu nunca vou deixar você sozinha. – garantiu, beijando o topo de minha cabeça e eu não aguentei e voltei a chorar compulsivamente.

- Me desculpe, eu estou lambuzando você. – balbuciei tentando rir, enquanto limpava seu peito molhado pelas minhas lágrimas.

- Vem cá. – Ele ergueu meu rosto e beijou-o delicadamente nas bochechas e nos olhos, secando minhas lágrimas com seus lábios e isso me fazia querer chorar novamente. Eu não merecia aquele moleque mas eu queria desesperadamente merecer então agarrei-o pela nuca invadindo sua boca com minha língua num beijo desesperado. Ele correspondeu prontamente então comecei a passear por seu pescoço e com minhas mãos arranhei suas costas, levando-as em direção a sua calça. Então Rio suspirou e murmurou no meu ouvido baixinho:

- Não precisamos fazer isso. Está tudo bem.

- Eu sei. – afirmei segurando o rosto dele. Mas não está tudo bem e eu preciso desesperadamente me sentir melhor. – expliquei em tom de súplica. Eu precisava pensar em outra coisa, mas eu acho que ele temia que eu começasse a chorar novamente quando ele estivesse dentro de mim, então esclareci:

- Eu juro que não vou começar a chorar dessa vez. – dei um meio sorriso e ele abriu aquele sorriso que foi o motivo para me apaixonar desde o começo.

- Eu vou tentar fazer você se sentir melhor. – afirmou enquanto me empurrava, me fazendo deitar na cama e deitando-se sobre mim.

Ele espalhou beijos suaves pelo meu rosto enquanto sua mão erguia minha camiseta e quando finalmente retirou-a revelando meus seios, voltou a me beijar. Começou pelo queixo, descendo vagarosamente pelo peito e então tomou um de meus mamilos, provocando-o com sua língua até ficasse intumescido. Joguei minha cabeça para trás e fechei os olhos concentrando toda a minha intenção no que ele fazia. Rio então começou a sugar meu mamilo enquanto sua mão adentrava minha calcinha e seus dedos brincavam com meu clitóris. Puxei seus cabelos para beijar seus lábios e eu não sei como ele fazia isso, mas ao mesmo tempo em que sua língua brincava com a minha, com o dedo indicador e médio entre me penetrava, e com o polegar massageava meu clitóris. Gemi no meio beijo e apertei tanto minhas coxas que temi machuca-lo, fazendo-o interromper o beijo com um sorriso convencido.

- Está gostoso? – perguntou com ar de quem já sabia a resposta.

- Se você não parar, logo eu vou gozar. – afirmei unindo todas as minhas forças pra segurar mais um pouco aquela sensação.

- Goza. – provocou mordendo meu lábio e intensificando seus movimentos.  – Você não disse que queria se sentir bem? – se aproximou do meu ouvido e disse baixinho: - este é meu presente.

Eu abri meus olhos e parei de conter o orgasmo deixando-o vir e levar consigo todas as minhas forças e a minha tristeza por alguns minutos. Rio me olhava com uma expressão maravilhado e gemeu comigo como se ele estivesse sentindo algo com aquilo também. Depois que o momento passou, ele deslizou a mão para fora de mim, com os dedos murchos e o punho vermelho pelo tanto que eu havia apertado meu corpo e nós dois rimos olhando para aquele teto cheio de mofo.

- Adoro ouvir essa risada. – disse com aquele olhar bobo que sempre ficava quando fazíamos sexo. Então lambeu demoradamente os dedos que estavam dentro de mim encarando-me e deitou de lado dizendo: - Adoro seu gosto também.

- Acho que agora eu devia provar o seu, o que acha? – olhei para suas calças de moletom evidenciando o volume dentro delas.

- Você não preci... – antes que ele terminasse de falar, eu tapei seus lábios e respondi:

- Eu quero.

Depois de permitir que ele extravasasse em meus lábios voltamos a deitar abraçados um no outro e eu pensei no que ele havia dito sobre nunca mais me deixar sozinha e quis desesperadamente acreditar que era verdade.

- Rio, eu acho que te amo.

Falei em meus pensamentos, pois minha voz não era corajosa o suficiente para admitir então fechei meus olhos e dormi tranquila ouvindo o som de sua respiração e sentindo-a contra minha nuca.

 

 



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