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História Um conto de Etheria - Capítulo 1


Escrita por: _C17H21NO4

Notas do Autor


Somente uma one-shot porque essa manhã acordei aleatoriamente com vontade de escrever algo deste maravilhoso casal. Aproveite. u,u

Capítulo 1 - One-shot


Fanfic / Fanfiction Um conto de Etheria - Capítulo 1 - One-shot

Durante um período do século XIX, onde atualmente seria a gélida cidade Alemã, Hostein, a chuva carregada de uma névoa densa trazia o frio intenso, o começo da noite e às belas luzes das ruas.  

Adora apreciava a chuva pela janela da grande mansão da Resistência de Lua Clara, igualmente a Catra, do quartel militar da grandiosa Ditadura Horda. Dois povos distintos se encaravam em uma guerra silenciosa naquela época, ou nem tanto. 
 A Horda se tratava de um governo Ditador no qual dominava dois distritos alemães, tendo seus ideais questionáveis e fazendo uso da força militar para conquistar terras, deixando um rastro de queimado e bandeiras negras erguidas por onde quer que passavam.  Já Lua Clara se tratava de uma resistência que vinha ganhando voz no povo, comandada por Adora - uma desertora da Horda – e uma poderosa mulher intitulada “Queen” Angella. 

A guerra avançava cada dia mais e agora, os territórios estavam colados, deixando claro que um mínimo avanço de qualquer um dos lados seria considerado invasão e estouraria em guerra. A única coisa que separava os territórios e impedia um conflito violento e com derramamento de sangue era uma ruela de terra batida com um suspeito e grande estabelecimento em seu centro. Etheria, o Bordel. Um recanto de paz, onde independente do lado que você pertencesse, o conflito era estreitamente proibido e abolido, afinal, se tratava uma casa de prazeres e isso fazia da “regra” estranhamente respeitada. 
Em Etheria as raças se encontravam para desfrutar do que havia de melhor no sexo, no prazer e na intensidade de foder com alguém totalmente ao seu dispor. Com Adora era tanto quanto diferente.  
O bordel era provido de belas mulheres, algumas usuárias de magia, humanas, híbridas, de belos olhos, lábios quentes e seja o que fosse, sempre donas de uma intensa beleza, sendo então o destino de todo tipo de gente, principalmente da guerreira da resistência, que fora dos alcances de olhos que a julgariam por sua patente, se esgueirava pelas ruas atrás de uma felina ousada, esnobe e dona de todos os seus sentimentos mais depravados.  

Adora vestia um Sobretudo escuro e um chapéu de aba redonda, no qual cobria seus cabelos loiros e parte do rosto sereno. Ela caminhava rapidamente, sentindo um leve frio nas pernas aparentemente nuas, e um desconforto gostoso no ventre, quase como uma ansiedade excitante de saber que iria fazer algo ruim. Havia mudado de lado na guerra, nunca fora travessa, mas velhos costumes nunca morriam, e um deles era ver Catra.  

Quando chegou até a porta redonda do bordel, de madeira escura e adornada com peças de aço polido, sequer esperou ser recebida ou coisa do gênero. Adentrou calmamente, afinal já era de “casa”, e suspirou em um certo alívio e saudade do lugar provido por luzes roxas baixas, uma breve névoa causada pelo tanto de tabaco e erva que era fumado ali dentro e um gostoso cheiro de hidromel.  
Como qualquer outro começo de noite Etheria estava movimentado com muitas das mulheres, homens, civis, militares e criaturas, para onde quer que se olhasse veria os movimentos lentos, sinuosos corpos nus e atos marcados pelos sons de gemidos. Adora não se cativava pelos tais, nunca se cativara, afinal somente uma felina conseguia tirar-lhe a concentração. 

Caminhava pelo estabelecimento se direcionando até uma grande bancada de madeira, interpretada com bar, pegou uma boa garrafa de cachaça - difícil de se conseguir em tempos de guerra – e foi até um jogo de longas escadas retas com os degraus cobertos por um tecido felpudo avermelhado, levando até o canto mais reservado daquele estabelecimento no qual pouquíssimas pessoas tinham acesso.  De onde estava, no pé do primeiro degrau, podia enxergar perfeitamente quem lhe esperava no topo. Catra não usava o habitual traje militar grosseiro, que na opinião de Adora a deixava irresistível, ou carregada de armas. A única coisa que cobria o corpo felino era um tecido fino e quase transparente, que deixava as adornadas pernas longas a mostra e tampava indevidamente os seios arredondados. Seu sorriso debochado, destacado pelos dentes híbridos entre humanos e não-humanos (marcado pelos caninos inferiores e superiores pouco mais longos e finos que o comum), fazia com que Adora soubesse eu ela lhe esperava, assim como os olhos bicolores e os rebeldes cabelos jogados para trás de modo casual. Não se tratava de um encontro de guerra ou de mais uma luta em campo que obrigava as duas a se ferirem, não hoje. 

-Por muito lhe esperei. - Catra murmurou enquanto passava o indicador pela madeira do corrimão da escada, expondo a unha felina afiada. - E eis que há encontro logo aqui.  

Era claro que a militar se fazia de boba quanto a situação, uma vez que Etheria era seu ponto de encontro registrado, e levando isso em conta, Adora sequer se deu o trabalho de responder algo. Somente subiu as escadas atrás de quem tanto desejava. 
Quando a alcançou, se deixou ser guiada enquanto segurava uma das mãos marcadas por cicatrizes de batalha. Dobravam alguns corredores, abriam uma porta diferente das demais e adentravam o rustico quarto de paredes de pedra, grandes janelas laterais, tochas em chamas esverdeadas e o grande lençol branco estendido por cima de uma breve camada de algodão amontoado em frente a lareira crepitante. O silencio fazia com que ambas se entendessem.  
Catra caminhou lentamente pelo cômodo após pegar a garrafa de bebida da mão de sua companhia, a abriu com facilidade e deus bons goles, deixando um breve fio da bebida escorrer pelo canto de sua boca. Adora, por sua vez, se desfez lentamente do grande sobretudo o fazendo deslizar por seu corpo e revelando as curvas nuas e marcadas pro firmes cicatrizes... Algumas mais profundas que outras. Ela, em sua nudez, se aproximou de Catra e espalmou a mão em seu rosto com firmeza em um carinho marcado por saudades, a puxou para perto e então tomou seus lábios com calor, movimentos quentes, mordidas e movimentos molhados, extasiantes e ritmados. Adora sempre fora pouco mais alta e era diferente o jeito com que o beijo de ambas se encaixava e tinham certeza de independente de quem tentasse tomar seus lábios, nunca seria a mesma coisa... Sentiam que eram feitas simplesmente uma para a outra. Conforme o beijo fluía e as mãos de Catra desciam pelo corpo pálido, deixava cuidadosas marcas de afiadas unhas, e agarrava forte a bunda de Adora, a puxando para perto para que quebrassem de uma vez aquela angustiante distância que se formara com os dias longes. Apertos, beijos e as respirações ofegantes de destacam pelo cômodo. Adora lentamente se deixou ser deitada por cima do lençol a companhia do dançante fogo da lareira, Catra se sentou por cima de seu quadril cuidadosamente esbanjou a beleza dos afiados olhos intensos. Não era humana e aquilo fazia de si especial, as orelhas erguidas, o rabo longo e o sorriso, ah sim, o sorriso, ele conseguia desmanchar completamente a loira. Calmamente, passou a retirar o transparente tecido que cobria a parte de cima de seu corpo e a jogou longe. Catra era também dona de um escultural corpo digno da militar que era. Tinha braços definidos na medida, a barriga trincada, com um pequeno caminho de pelos sedosos a baixo do umbigo, e ombros marcados. Levou as mãos até os próprios seios e os massageou, propositalmente se exibindo para a que estava a baixo de si, sua respiração pesava, os olhos fechavam e os lábios se entreabriam, enquanto passava a rebolar descaradamente. 

Adora gostava de ser ligeira, muitas vezes até mesmo brusca, mas o modo com que Catra se movia fazia com que aproveitasse o melhor dos movimentos daquele corpo em cima de si. 
A felina inclinou o corpo para frente, se deitando por cima do forte corpo da Guerreira da Resistência e novamente beijou seus lábios, fazendo com que aproveite a textura áspera a língua inumana. Roçou os lábios por sua bochecha, pescoço e clavículas enquanto as mãos tentadas agarravam sua cintura. Um gemido arrastado soou no ouvido de Adora e isso a levou a loucura, enquanto os dedos rápidos de Catra deslizavam pelos leves gomos de sua barriga, umbigo e logo invadiam sua intimidade quente, pulsante e excitada. Os dedos se movimentavam no clitóris de sua amada com maestria, a fazendo entreabrir os lábios de modo mudo, aprovando a masturbação continua que explorava cada pedaço de sua vagina. Os lábios melados, o clitóris e finalmente a entrada, que quase implorava para ser invadida pelo modo com que reagia aos toques. Não era como se fosse um problema, uma vez que a felina não tardou a penetra-la logo com dois dos longos dedos, fazendo com que o quadril pálido se erga. 

-Mais... - Adora murmurou, levando as mãos até as fortes costas de Catra e sentindo os traços definidos. - Por favor, meu amor... 

Os lábios dela estavam quase grudados em uma das orelhas sensíveis de Catra, marcadas por uma pequena argolinha de outro no topo, na qual fora puxada delicadamente pelos dentes bem alinhados e quando novamente os dedos estocaram, dessa vez com mais força, um agudo gemido ressoou. Normalmente era Catra quem enfiava as unhas em si, mas dessa vez foi Adora quem afundou sua pele, enquanto distribuía os beijos permaneciam marcando seu pescoço claro e mordendo levemente os ombros da felina, que movimentava os dedos em um vai e vem, fazendo uso do polegar para estimula-la.  

Catra não a levava até o limite, afinal, era provocadora demais para isso, gostaria de estender o momento ao máximo. Retirou a mão do local sensível com rapidez e espalmou os seios de Adora, beliscando seus bicos entre os dedos, se afastando em seguida e fazendo um caminho de chupões pela pele pálida. Passou entre os seios, pelas costelas, barriga e finalmente pelo monte vênus coberto por uma fina camada de pelos loiros. Dali em diante tudo foi feito com mais lentidão, a língua áspera felina deslizou até o clitóris e os olhos bicolores se fixaram nos azuis com luxúria. As pernas de Adora se ergueram rapidamente, passando por cima dos ombros da felina, trazendo um sorriso debochado ao rosto da mesma e logo, pode sentir a língua lhe invadir, os lábios sugarem sua entrada lentamente e as mãos fortes de unhas expostas se firmarem na grossas coxas. Os gemidos altos ecoaram pela sala, os seios de Adora balançavam conforme Catra lhe sugava, ousando introduzir um dedo junto ao ato. Suas mãos agarravam com força seus cabelos, puxando o rosto da amada para mais perto. Queria mais, precisava de mais. Rebolava entorpecida no rosto da felina, erguia o quadril e os pés que encostavam no lençol se contraíam intensamente. A noite seria longa dali e ambas sabiam. Era muito pouco tempo para suprir uma grande saudade, que ao amanhecer se mostrou esmagadora. 

Catra não havia conseguido dormir. Não sabia exatamente o porquê, mas simplesmente não havia conseguido. Após muitos bons orgasmos, Adora lhe envolvera por trás, sussurrara um “Eu te amo” em sua orelha e, com a respiração leve, pegara no sono. Mas Catra não. 
A noite passou extremamente rápido aos olhos da felina, que logo após o prazer abandonar seu corpo, teve a cabeça invadida por pensamentos e obrigações. A Horda se tornara algo esmagador de um tempo para lá, estavam ganhando mais força, criando mais inimigos e apenas fazendo a guerra crescer. Não foram poucas as vezes que Adora implorou para que ela mudasse de lado, mas simplesmente sentia que não conseguia fazer o mesmo que ela e largar o lugar no qual cresceram.  

Quando amanheceu, ela mal percebeu. A posição que estavam antes havia se desfeito e Catra apenas olhava para o teto, tentando afastar os planos e táticas de guerra que alastravam sua mente automaticamente. Seus olhos doeram após um tempo e somente então decidiu se sentar na cama e olhar pela janela o dia nublado que estava se formando, um dia nublado no qual choveria cinzas e ela sabia exatamente o porquê. Olhou então para a mulher que se encontrava deitada ao seu lado e observou as fortes costas marcadas por cicatrizes muito bem conhecidas. Não queria separa-la, não queria que se separassem, mas temia que tivesse sido sua última noite. Se aproximou, encostou os lábios em um dos ombros.  

-Você deveria dormir. - Escutou então a voz sonolenta. - Suas sete vidas vão embora rapidinho, assim. 

Um triste sorriso surgiu nos lábios de Catra. Adora virou o rosto e sorriu lindamente para ela, como se pudesse mandar embora todas as nuvens, o que infelizmente era mentira. 

 

No fim da tarde daquele dia, a Horda conseguiu dois grandes feitos. O primeiro deles foi conquistar a terra que estava em fronteira consigo e o segundo foi conseguir desfazer completamente a resistência de Lua Clara. 


Notas Finais


E então, bro. Algo a declarar?


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