História Um Conto de Fadas Para Chamar de Meu - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer, Twenty One Pilots
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Josh Dun, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais, Tyler Joseph
Visualizações 98
Palavras 3.209
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, gente, como eu disse, as atualizações serão mais rápidas por aqui. :)
Então, por favor, manifestem-se! Quero saber o que vocês estão achando. ♥

Capítulo 2 - Primeira Memória.


Fanfic / Fanfiction Um Conto de Fadas Para Chamar de Meu - Capítulo 2 - Primeira Memória.

"Eu estou brava com você por ser tão fofo e mudar meu humor e acabar com a minha grosseria. O que há de errado com você? Você me irrita por ser tão perfeito. O que eu fiz?”.

I'm Yours - Alessia Cara.

Estar naquele baile era uma tortura e eu só queria ir embora. Mas, tinha que ficar porque eu estava concorrendo para Rainha do Baile. Eu, provavelmente, não ganharia, uma vez que estava competindo com Mali-Koa, mas tinha que ficar ali para aplaudí-la. Regras de quando você está no grupo mais popular do colégio: Tem uma única rainha e os outros são súditos, não importa o que se faça.

Mas, observar Calum com outra garota só me fazia lembrar de nós. Lembrar de que eu queria estar ali e talvez eu merecesse tudo aquilo. Cal arranjou uma garota que lhe tratava melhor e não voltaria para mim. Mas, existem verdades incontestáveis e a gente, definitivamente, não manda no coração. Se eu mandasse, eu estaria apaixonada pelo Ashton e tornaria as coisas mais fáceis.

No início, eu tinha uma queda enorme pelo Ashton, o garoto mais popular do colégio e capitão do time de basquete. Ele tinha as melhores notas e iria para a melhor faculdade do país. Era perfeito, porque ele era como eu. Mas, em vez disso, meu coração só queria saber do garoto que estava do outro lado do baile, segurando a mão de outra garota.

Calum não se destacava e não queria saber de basquete. Ele tinha ótimas notas, mas ficaria quieto para que ninguém descobrisse. Dormia nas aulas e sabia muito bem como escrever uma boa crônica ou desenhar. Gostava de fotografia e do último lançamento de jogo do playstation. Definitivamente, o coração escolhe por nós e eu sabia que tinha escolhido um garoto diferente do popular por diversos motivos.

Tudo começou em uma noite de verão. Eu me virava na cama, tentando adormecer, mas aqui vai um segredo: Mali toma remédios para dormir e ronca. Ronca demais. Eu me sentei na cama do quarto dela e a encarei, irritada. Eu dormia no chão enquanto ela se esticava pela cama de casal enorme, que seus pais tinham lhe comprado para que ela se sentisse mais como uma rainha. Eu usava só uma camisola roxa, mas mesmo assim estava calor demais. Tudo atrapalhava e eu me levantei para tomar um copo d'água.

Desci as escadas da mansão da minha melhor amiga. Seus pais eram ricos até demais. Tudo era branco e dourado em sua casa, o que era um tanto enjoativo. Na cozinha, eu tomei água gelada e tentei respirar um pouco do ar mais fresco. Se eu pudesse ligar o ar condicionado do quarto de Mali, tudo seria melhor, mas ela odiava o ar gelado, porque poderia deixá-la resfriada. Então, caminhei pesarosa para o quarto dela novamente, mas algo me chamou a atenção no corredor.

Eu parei diante da porta entreaberta do quarto do irmão gêmeo dela. Completamente diferentes em personalidade. Calum era o garoto excluído e esquisito do colégio. Eu nunca tinha falado com ele, apenas um "oi" ou "tchau" quando o via pela casa, o que já era bem mais do que Mali falava com ele.

Eu espiei dentro do quarto bagunçado. A cama de casal desarrumada e diversos bonecos, câmeras e cadernos jogados pela escrivaninha e cômodas. Seu notebook estava ligado em cima da mesa, mas ele não o utilizava. Em vez disso, enxerguei Cal bem no meio do quarto, sentado no chão, de frente para a grande televisão, jogando video game em um som um pouco alto. Ele usava uma camiseta branca bem larga e meio velha, uma bermuda preta e os pés estavam descalços. Na sua frente, além da quantidade imensa de CDs para jogar, havia um pacote de bolachas. Eu sorri, sem querer, porque ele parecia bem feliz com pouco.

Calum pareceu sentir que alguém o observava, porque pausou o jogo e virou o rosto para a porta, se deparando comigo ali. Eu prendi a respiração sem ter uma desculpa boa o suficiente para lhe falar e ele continuou olhando para mim, sério, piscando os olhos, meio confuso. Aquela cena ia ficar para sempre gravada, porque foi a primeira vez que fizemos algum contato decente por mais de trinta segundos. Eu estava pronta para sair dali, me sentindo desconfortável, mas então ele falou:

— Não consegue dormir? — Ele perguntou, simplesmente, me analisando com cautela.

— Não. Está muito calor. — Eu respondi, meio em dúvida. Será que Mali iria aprovar aquele contato? Com certeza, não. Se ela soubesse, sairia gritando do seu quarto para me puxar para longe do irmão e depois cochicharia algum comentário maldoso sobre ele ser nojento ou ter algum problema mental.

— Mali não para de roncar? — Ele adivinhou enquanto abria um sorriso divertido. Eu acabei sorrindo também, porque ele não parecia nojento e nem deveria ter um problema mental.

— Não e ela nunca acorda, não é? — Eu comentei, meio sem jeito, e ele riu.

— São os remédios. — Ele disse, simplesmente, e virou para a tela mesmo com o jogo pausado.

Eu continuei parada ali, meio sem saber se deveria ir embora, mas um tanto curiosa para saber o que ele jogava. Então, espiei a tela para tentar entender que jogo era e ele virou novamente para mim. Eu rapidamente virei para ele, tentando fingir que não estava espiando nada. Mas, para a minha surpresa, ele pegou o outro controle que estava sem uso e estendeu para mim sem dizer uma palavra.

Eu sorri, timidamente, e entrei no quarto, meio sem jeito. Sentei ao lado dele e peguei o controle, enquanto ele me observava como se achasse graça de mim:

— Eu não sou doente, você sabe, né? — Ele perguntou, de repente, com um sorriso divertido, e eu virei para ele, surpresa, sentindo que estava corando até as orelhas.

— Não, claro que não! — Eu tentei falar, nervosamente, mas ele apenas riu e virou para a tela novamente.

— Eu sei que Mali espalha isso por aí. — Ele disse, simplesmente, e eu não respondi, porque era verdade.

— O que você está jogando? — Eu perguntei, sem jeito, porque não entendia nada daqueles jogos.

— Dead Rising. — Ele respondeu como se eu entendesse e eu continuei encarando-o, sem fazer a mínima ideia do que aquilo significava. Lembro que foi ali que percebi que ele tinha olhos negros e bonitos. Eu nunca tinha reparado nos detalhes e confesso que gostei. Ele percebeu que eu o observava e virou para mim novamente, o que me assustou e eu virei para a tela. — Você não faz a mínima ideia de que jogo é, não é? — Ele perguntou, achando graça e eu me encolhi.

— Eu não jogo e acho que devo ser bem ruim nisso. — Eu confessei e ele sorriu.

— É um jogo de zumbis, Bae. — Ele falou meu nome e meu coração acelerou. É claro que ele sabia meu nome, afinal eu era amiga da irmã dele há anos. Mas, mesmo assim, me ocorreu naquele momento que eu nunca tinha o ouvido me chamar. — Fique atrás de mim, ok? Esse botão atira e aqui você se move. — Ele explicou de maneira rápida no controle e eu assenti.

Então, tudo parecia ir mais rápido. Eu tentava jogar e morria o tempo todo, o que fazia Calum ter que correr atrás de mim para me reviver. Ele parecia ter paciência e com o tempo, eu começava a simplesmente correr para todos os lados, atirando em tudo, enquanto Cal gargalhava, porque me achava suicida.

A risada dele. Lembro de ouvi-la pela primeira, segunda ou terceira vez e continuava a ser uma experiência surreal para mim. Eu via aquele garoto quase todos os dias. Eu frequentava a casa dele em festas de família. Mas, nunca, nem se quer uma vez, eu tinha ouvido sua risada. Eu não sabia se era porque ele não ria muito ou se eu apenas nunca tinha prestado atenção.

— Eu não acredito que você fez isso! — Ele exclamou, empolgado, e deu aquela gargalhada diferente. Lembro de parar de jogar imediatamente e abrir um sorriso para a tela, enquanto ele me encarava. Eu me sentia tímida, mas ele não parecia notar. — Nós vencemos! — Ele declarou e ergueu a mão para que eu batesse. Eu ri, desconcertada, mas bati em sua mão, enquanto ele ria abertamente. Lembro de virar para ele e notar em seus lábios fartos e nos dentinhos perfeitamente alinhados. Ele não era esquisito, Mali estava errada. Ela estava escondendo um irmão bem legal com todos aqueles rumores.

Cal deitou a cabeça na cama em que nós nos encostávamos no chão, e eu o observei de perto. Os cabelos negros começavam a formar algumas ondas e pareciam não querer se comportar em um perfeito caos, o que me fez sorrir involuntariamente.

— Está com fome? — Ele perguntou, de repente, e eu sorri.

— Estou. — Não, eu não estava. Mas, de repente, eu queria conhecê-lo melhor. Estava curiosa sobre aquele garoto e suas manias, vontades, e diversões. Eu queria saber quem ele era.

— Vamos fazer alguma coisa. — Ele decidiu, se levantando e eu o segui para fora do quarto.

Eu andava atrás dele e como qualquer garota, eu reparei em seu corpo. Ele nem fazia ideia, mas eu estava surpresa que com a camiseta branca, ele revelava que seus ombros eram largos, o que era atraente. Ele era alto e forte, o que para mim também era legal ainda mais com algumas tatuagens que lhe escapavam pelos braços. Aquilo me deixava curiosa para saber quais tatuagens teriam embaixo da camiseta. Eu franzi o cenho para mim mesma e tentei afastar os pensamentos. Era só o irmão da minha amiga, eu não deveria analisá-lo assim.

Ao chegar na cozinha, ele ligou a luz e pegou pães de forma. Eu o observei, curiosa, me sentando no banco próximo à bancada. Ele começou a distribuir os pães e fez um sanduíche, esquentando-o numa máquina própria para isso. Colocou em um prato e me entregou para depois preparar o dele. Tudo que eu lembro é de que a noite parecia infinita. Como se ela não fosse acabar nunca. Ele se sentou ao meu lado e nós comemos o sanduíche e tomamos iogurte. Parecia bem comum, mas eu estava me divertindo. Ele me contou sobre outros jogos e depois fez piada com alguns hábitos irritantes de Mali.

Então, deixamos os pratos na pia e abrimos a porta da cozinha que dava para os fundos da casa. Havia uma piscina grande e bonita, uma casa pequena para visitas e um jardim. Nós caminhamos até chegarmos perto da piscina e observamos que o sol estava nascendo. O fundo da casa não tinha um muro alto, proposital para ver a vista de cima da cidade.

— Você nunca dorme? — Eu o provoquei e ele sorriu.

— Eu tenho um péssimo hábito de trocar a noite pelo dia. — Ele confessou, sem jeito, e eu sorri, encarando o sol nascendo.

— Calum? — Eu o chamei e ele virou para mim, franzindo o cenho. Acho que eu também nunca tinha o chamado, e ele deve ter tido a mesma sensação ao ouvir seu nome vindo dos meus lábios. — Por que você não desmente tudo que Mali fala? — Eu perguntei, cautelosa, e ele encolheu os ombros.

— Para quê? Eu não quero ser amigo de alguém que ache que eu possa ser mesmo um doente mental e acredita nessas porcarias. — Ele confessou e eu abri um sorriso involuntário.

Eu gostava da personalidade dele. Ele me espiou com o canto dos olhos e sorriu de volta ao perceber meu sorriso. Eu dei uma risada contida e ele riu também. O clima estava pesado e eu queria encerrar o assunto, então tomei a primeira atitude que meu cérebro conseguiu raciocinar. Não era uma atitude madura, mas eu simplesmente o empurrei para a piscina. Ele caiu e molhou toda a roupa, chacoalhando o cabelo molhado. Eu dei uma gargalhada e ele me olhou surpreso.

— Eu te deixo jogar o meu jogo, eu te deixo morrer mil vezes e te revivo mil e uma. — Ele começou a discursar da piscina, o que me fez rir mais. — Eu te faço um sanduíche e te salvo da minha irmã que só sabe roncar, e você me joga na piscina?

— Desculpe? — Eu me encolhi, fazendo um biquinho e ele riu. Aquela risada já era meu som favorito, por mais que eu não admitisse. Então, ele correu e pulou para fora da piscina. Eu me assustei e saí correndo automaticamente.

— Vem cá! — Ele me chamava. — Por que você está correndo, Bae? — Ele me provocava, mas eu só conseguia rir e correr. Meu estômago começou a doer da risada e eu fiquei sem fôlego rapidamente, o que fez ele me alcançar. Ele me segurou pela cintura e eu tentei implorar:

— Não, por favor! Cal! — Eu pedi e ele sorriu, malicioso, ao ouvir um apelido. Eu mesma, na época, não me toquei, mas ele me confessou mais tarde que sabia que eu gostava dele naquele momento. O que era uma ironia, porque nem eu sabia que gostava dele ainda.

— O que você vai fazer? — Ele me provocava e me guiou para a beira da piscina, segurando meus braços. Eu ri, sem ar, e tentei fugir, mas ele era mais forte.

— Não, por favor, por favor! Eu prometo que não faço mais! — Eu pedia, gargalhando. — Vai molhar meu pijama. A Mali vai estranhar! — Eu tentava argumentar e ele fingiu que ia me jogar, me empurrando, mas antes que eu caísse, ele me segurou na beira e eu dei um grito de susto.

— Foi por pouco, heim? — Ele me provocou, rindo do meu desespero, e eu ri mais alto, tentando me soltar dele.

— Você quer me matar do coração? — Eu perguntei, com o coração acelerado, mas me sentindo agradecida por ele não ter me jogado. O problema é que eu estava muito na beira e ao espernear para me soltar, eu caí sozinha mesmo, sem que ele me empurrasse. Ele tentou me segurar, mas foi pego desprevenido e nós dois caímos na piscina dessa vez.

— Sério? — Ele me perguntou assim que submergimos. Eu olhei em volta, irritada comigo mesma pela minha capacidade de me jogar na piscina sozinha. — Eu não te jogo e você cai? — Ele continuou a fazer piada e eu ri, me sentindo envergonhada e desastrada.

— Acho que sou mais desastrada do que deveria. — Eu confessei, sem jeito, e ele sorriu, se aproximando de mim na água.  Eu fiquei um pouco tensa com a imagem diante de mim. Calum estava encharcado, seu cabelo estava bagunçado e a camiseta branca estava transparente. Agora eu sabia onde cada tatuagem começava.

— Bate aqui. — Ele pediu, levantando as duas mãos para mim. Eu bati e ele segurou as minhas mãos, entrelaçando nossos dedos. — Eu vivo me machucando sozinho, então fazemos uma ótima dupla.

— Você não é desastrado. — Eu comentei, sorridente, mas ele só se aproximava mais e suas mãos não soltaram as minhas, o que estava deixando meu coração acelerado.

— Eu sou, juro. — Ele confessou, sorrindo para mim. Eu não sabia no que focar, seus olhos eram lindos, seu sorriso era lindo e quanto mais próximo ele ficava, mais eu queria ficar ali. — Eu não posso me mover muito, porque me machuco sozinho. — Ele continuou, sem jeito, me fazendo rir.

Então, ele estava próximo o suficiente. Seu rosto pairou de frente para o meu. Ele dava um sorriso discreto e eu sentia a respiração dele se misturar à minha. Seus dedos ainda estavam presos aos meus, mas agora acho que era eu quem não soltava.

— Eu gosto da sua risada. — Ele confidenciou com um sussurro e eu sorri, envergonhada, e desviei o olhar. — Ei. — Ele me chamou e usou suas mãos nas minhas para me puxar para ele. Seu corpo encostou no meu e eu voltei a encará-lo, sentindo um pouco de medo. Sim, medo. Eu estava nervosa e acho que minhas mãos ficaram frias.

— Se eu te beijar, você vai gritar? — Ele perguntou, de repente, e eu arqueei as sobrancelhas, surpresa. — Eu sei que as pessoas não gostam muito de mim e que eu não sou metade dos garotos com quem você costuma sair, mas você é linda e eu queria te beijar. — Ele confessou, baixinho, e eu engoli em seco.

— Bom, nenhum dos garotos que eu costumo sair me elogiou ou disse que gostava da minha risada. — Eu continuei as confissões, sorrindo, nervosamente, o que o fez sorrir também. — Então, acho que você está ganhando.

— Você deveria ouvir que é linda todo dia. — Ele disse e seu rosto se aproximou do meu. Seus lábios tocaram os meus. Nossas mãos se soltaram finalmente e eu passei meus braços em volta do pescoço dele. Suas mãos se dividiram, uma pousou sobre as minhas costas, me puxando para mais perto e a outra segurou na minha nuca, de maneira delicada, como se temesse que eu quebrasse.

Seu beijo era carinhoso, era lento e totalmente diferente de todos os outros beijos que experimentei. Ele era diferente dos garotos populares do colégio e para a minha surpresa, sua mão não desceu imediatamente para algum lugar que eu não gostaria. Ele foi gentil. Então, nós fomos interrompidos, por duas pessoas pigarreando ao mesmo tempo.

Eu me soltei dele em um pulo, ainda dentro da piscina, e viramos para ver quem estava na beira. Eu prendi a respiração e Calum fechou a cara.

Kwan e Suki, as irmãs mais novas de Calum, uma de dez anos e outra de sete anos. Ambas estavam de braços cruzados e nos encaravam com um sorriso malicioso.

— O que nós vamos ganhar para não contar para à Mali sobre esse romance? — Suki, a mais velha, liderou a negociação.

— Ai, Deus... — Eu resmunguei e Calum me encarou, percebendo que eu não queria que Mali soubesse. Então, virou para as irmãs e respirou fundo.

— Um dia com meu playstation. — Ele negociou.

— Um mês. — Kwan retrucou.

— Quê? — Cal cruzou os braços, irritado.

— Cal, por favor. — Eu pedi, me aproximando dele e ele respirou fundo, relutante.

— Uma semana! — Ele renegociou.

— Duas semanas! — Kwan continuou.

— Fechado. — Cal respondeu à contragosto.

— E sua mesada. — Suki pediu.

— Ah, tá, nem pensar! — Calum apontou para a mais velha.

— MAAAAAALI! — Suki gritou e Cal pulou para fora da piscina, tampando a boca da irmã mais nova.

— Tá, monstrinho, vai lá e pegue toda a merda da mesada. — Ele resmungou e a soltou. Eu me encolhi na piscina, enquanto as meninas saíram saltitantes.

— Foi bom fazer negócios com você. — Kwan declarou, formalmente, antes de sair saltitante. Eu saí da piscina, sem jeito, e Cal se sentou no chão, meio frustrado.

— Obrigada. — Eu sussurrei, me sentando ao lado dele. Ele sorriu, mas eu sabia que ele não estava feliz de ter que esconder. — Eu gostei dessa noite. — Eu confessei, baixinho, e ele parecia sorrir de verdade agora.

Eu adorava o sorriso dele. Adorava como meu coração acelerava ao vê-lo sorrir. Eu queria que ele sorrisse todo dia, mas não iria admitir. Então, simplesmente lhe roubei um selinho e me levantei, correndo para dentro antes que Mali acordasse e me visse molhada. Eu precisava ir tomar banho e trocar de roupa. Cal me observou me afastar, achando graça.

Dias mais tarde, eu soube que ele já gostava de mim, antes mesmo de eu notar que ele existia. Aquele beijo era desejado por ele há mais tempo do que eu podia imaginar.

 



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