História Um Conto de Fadas Para Chamar de Meu - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer, Twenty One Pilots
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Josh Dun, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais, Tyler Joseph
Visualizações 83
Palavras 4.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!
Voltei com capítulo novo e vocês vão começar a perceber que eles serão bem mais longos que as minhas fics antigas, ok? Então, espero que gostem. ♥

Capítulo 3 - Segunda Memória.


Fanfic / Fanfiction Um Conto de Fadas Para Chamar de Meu - Capítulo 3 - Segunda Memória.

"Respire, respire o ar. Não tenha medo de se importar. Vá embora, mas não me deixe. Olhe em volta, escolha o seu próprio chão”.

Breathe — Pink Floyd.

Eu estava ansiosa. Lembro do coração acelerar tanto que eu mal conseguia sorrir de nervoso. Uma festa acontecia na casa da Mali e todos os nossos amigos estavam lá, uma vez que os pais dela tinham viajado e as irmãs mais novas estavam na avó deles. Todo mundo bebia e parecia se divertir com a música alta, mas eu só queria uma boa desculpa para subir aquelas escadas.

Uma semana inteira tinha se passado desde a noite em que fiquei com Calum. Nós nos cruzávamos no colégio, mas fingíamos que não nos conhecíamos. O problema é que era impossível disfarçar o fato de que aquela noite não saía da minha cabeça. Era como se Calum tivesse me deixado cega e ele era tudo que eu enxergava. Os outros garotos pareciam fúteis, indelicados e machistas. Então, nos treinos, Mali gritava comigo com frequência quando me pegava olhando para a arquibancada. Eu procurava pelo garoto solitário com sua câmera.

Na sala de aula, eu virava para trás com a desculpa de conversar com Mali, mas meus olhos pairavam sobre o garoto que sentava na última carteira e rabiscava seu caderno, entediado. Cal levantava o olhar para mim e nós parecíamos conversar por alguns segundos sem dizer uma palavra, então meu rosto esquentava e eu desviava o olhar.

Eu sempre fui tão segura de mim, mas com Cal, eu me tornava a garota tímida. O que era bem irônico, porque eu devia intimidá-lo, mas o que acontecia é que eu passava boa parte do tempo desejando conhecê-lo melhor. E, com sorte, beijá-lo de novo.

Por mais que, naquela noite, a festa estivesse animada, eu arranjei alguns segundos de intervalo. Mali estava com seu namorado, Liam Payne, enquanto eu corri escadas acima, sabendo que o único garoto que chamava minha atenção estava trancado no quarto, fugindo de todo aquele caos.

Eu sabia que tinha passado algumas horas, naquela tarde, nervosa e tentando me arrumar. Nenhum vestido era bom o suficiente, porque Calum era diferente. Então, como eu ia saber como agradá-lo? Escolhi um vestido azul marinho curto o suficiente para mostrar minhas coxas. Mas, nada além disso, nem um decote. Mali jurava que a produção era para Ashton, o capitão do time de basquete e melhor amigo de Liam, mas eu tinha outros planos.

Bati na porta do quarto conhecido e Calum abriu a porta. Ele estava com o cabelo bagunçado, uma camiseta preta e calças igualmente pretas. Ele me olhou, surpreso, e eu tentei sorrir, mas de repente não sabia o que falar. Fui ali por impulso e sem uma boa desculpa.

— Ah, graças a Deus. — Ele respirou, aliviado, e foi a minha vez de ficar surpresa. — Achava que era outro casal procurando por um quarto para transar.

— Como é que é? — Eu perguntei, achando graça, mas ele balançou a cabeça negativamente e me puxou para dentro pela mão, fechando a porta atrás de mim.

— Nada. — Ele não quis explicar e caminhou, se sentando na cadeira, de frente para a escrivaninha, onde seu notebook estava ligado.

Eu parei no meio do quarto, sem reação. Tinha sido um erro vir ali, com certeza, afinal parecia que Calum não pensava em mim da mesma maneira que eu pensei nele a semana inteira. Ele virou para mim e me analisou de cima abaixo, o que me fez corar e desviar o olhar.

— Bom... — Ele tentou puxar assunto, constrangido, e eu virei para ele, amedrontada. Acho que meu rosto transparecia o quão em pânico eu deveria estar, porque ele parou de falar imediatamente. Seus olhos analisaram meu rosto por alguns segundos e ele abriu um sorriso. — Você está linda. — Ótimo, tinha valido à pena. Eu parecia uma criança que tinha ganho um presente e abri um sorriso involuntário, desviando o olhar. — Eu te puxei para dentro e nem perguntei o que você queria. — Ele decidiu comentar e eu ri, sem jeito, porque eu não sabia o que queria também. Mas, antes que eu pudesse achar uma resposta, alguém bateu na porta.

Eu o encarei, assustada, e ele sabia que ninguém poderia me ver ali ou isso arruinaria minha fama no colégio. Então, Cal levantou da cadeira e correu para o guarda-roupas, abrindo espaço para mim.

— Fique aqui. — Ele pediu e eu me encolhi dentro do guarda-roupas dele, enquanto ele fechou a porta com cuidado. Eu logo ouvi a porta do quarto se abrir. — Que foi? — Ele perguntou de mau humor e eu coloquei a mão na boca para ver se abafava o barulho da minha respiração, porque eu estava muito nervosa.

— Você viu a Bae? — Era a voz de Mali.

— De todas as pessoas dessa festa, você acha que eu ia ver a sua amiga? — Calum perguntou sem paciência. Era um bom argumento, no entanto.

— Não se faça de inocente. — Mali resmungou, maldosa. — Eu sei que você vivia perseguindo a Bae, suspirando pelos cantos como se você pudesse ter uma chance com ela. Então, se alguém sabe onde ela está, esse alguém é você.

— Bom, eu estou trancado no meu quarto e pretendo não sair daqui. — Ele respondeu, mas na minha cabeça só pairava a pergunta de que história era aquela de que Cal me perseguia.

— Ótimo, porque você é muito esquisito e eu não te quero arruinando a minha festa. — Ela falou, cheia de si, e Calum apenas respondeu:

— Seu pedido é uma ordem, vossa alteza. — Eu franzi o cenho, porque não gostava do jeito como Mali o tratava. Por que falar com ele daquela maneira?

Havia algumas perguntas começando a surgir na minha cabeça. A porta se fechou e eu me movi dentro do guarda-roupa, porque tinha algo cutucando meu bumbum. Maldito vestido curto. Eu puxei o que me cutucava e era uma revista, então Cal abriu a porta do guarda-roupas e com a iluminação, eu constatei que era uma revista de pornografia. Eu abri um sorriso malicioso e folheei a revista sem sair do guarda-roupa.

— O que você está fazendo? — Ele perguntou, surpreso, puxando a revista da minha mão. Eu dei uma gargalhada sem me conter.

— O que é isso, Cal? — Eu perguntei, achando graça, porque ele estava corando vigorosamente e procurando um lugar para esconder a revista em sua escrivaninha. Ele jogou ela dentro de uma gaveta e voltou para mim a fim de me ajudar a sair, mas eu só queria rir e achar outras revistas. Então, comecei a remexer no guarda-roupas, tentando tirar as roupas do meu rosto para enxergar melhor. — Você sabe que existe internet, né? Você não precisa comprar revistas. — Eu o provoquei e ele grunhiu, desconcertado.

— Tudo bem, Bae, você já pode sair daí. — Ele pediu, envergonhado.

— Cal, você... — Eu o puxei pelo braço, enquanto ele revirou os olhos. — Você se masturba? — Eu sussurrei e ele se soltou de mim, mal humorado.

— Bae, saia daí! — Ele não me respondeu, mas seu rosto estava vermelho, o que me fez rir mais.

— Oh, você definitivamente se masturba. — Eu constatei e deixei que ele me puxasse para fora do guarda-roupa. Mas, quando finalmente eu consegui sair de lá, meu pé levou uma caixa junto que se abriu no chão. Eu me abaixei para ajudá-lo a juntar e ele pareceu ainda mais nervoso, guardando todos os papéis com pressa. Eu logo constatei que eram polaroides. Fotografias de lugares diferentes e flores. — Ual! — Eu falei, maravilhada, enquanto ele continuava guardando tudo, magoado.

— Deixe que eu guardo. — Ele pediu, mas eu não deixei ele pegar algumas fotos do chão e as puxei para mim, o que o fez bufar.

— Você que tirou? — Eu perguntei, surpresa, porque eram ótimas.

— Sim. — Ele respondeu, sem jeito, enquanto seus olhos fitavam a caixa fechada.

Ele não queria olhar para mim e eu logo entendi o motivo. Entre as fotos, haviam algumas minhas. Eu parei de falar e olhei perplexa para as polaroides. Não era nada assustador. Algumas fotos minhas no treino de líderes de torcida. Algumas fotos em festas na casa dele. Fotos que eu nunca vi serem tiradas, mas focavam em meu rosto, no meu sorriso ou quando eu estava desatenta ou concentrada em algo. Havia uma, inclusive, na sala de aula, em que eu apenas lia um livro, com a cabeça apoiada na mão. Eu me sentei no chão e ele se sentou também, sem me encarar.

— Não fique irritada. — Ele pediu, sem jeito e eu levantei o olhar para analisá-lo. Ele continuava a encarar o chão, magoado, o que eu não conseguia entender. — Por favor, eu juro que não sou um esquisito que fica te perseguindo. — Ele continuou a falar e eu franzi o cenho, voltando a encarar as fotos.

Todas as fotos que foram tiradas de mim eram em público, não era nada constrangedor e nem focava em nada que me deixasse ofendida. Pelo contrário, a maioria das fotos eram tão boas que nem pareciam eu mesma. Eu respirei fundo e lhe devolvi a fotos que ele guardou na caixa junto com as fotos de paisagens.

— Sabe o Tyler? — Eu puxei assunto e ele fechou a caixa, guardando-a de volta no guarda-roupas, enquanto eu me levantei.

— Sei. — Ele disse, monotonamente, provavelmente se sentindo muito envergonhado.

— Uma vez, ele me pediu para tirar fotos para ele. — Eu continuei a contar e Calum revirou os olhos, impaciente, e se sentou na cama, frustrado. Eu me sentei ao lado dele, cautelosa, e continuei minha história. — Nudes.

— Ah, Bae, eu não preciso saber disso. — Ele se lamentou e tentou se levantar, mas eu o puxei de volta pelo braço e ele se sentou, me encarando novamente.

— Não, espere. Eu não mandei, obviamente.

— Com certeza, não é por isso que eu tiro fotos de você. — Ele me interrompeu, irritado, e eu sorri para ele.

— Eu sei. É isso que eu quero dizer. — Ele me olhou, confuso, e eu sorri para ele e lhe roubei um selinho. Cal franziu o cenho para mim, confuso. — Você é diferente deles. — Eu falei, sem jeito, fazendo um sinal para a porta. — Eu gosto disso. — Automaticamente o rosto dele relaxou e ele abriu um sorriso, desviando o olhar para o chão.

— Então... Você não me acha esquisito? — Ele perguntou, esperançoso.

— Não. — Eu tive que rir e ele respirou aliviado. Mas, era a minha vez de perguntar. Eu mordi o lábio, sem jeito e segurei em seu braço. — Cal? — Ele virou para mim, sorrindo, um pouco mais confiante. — Você gosta de mim?

— Eu? — Ele se assustou e virou o rosto novamente. — Não, eu não! Eu nunca... — Isso me fez revirar os olhos e eu apertei o braço dele e falei mais baixo, aproximando meu rosto do rosto dele.

— Você gosta de mim? — Ele parou de negar e me encarou de perto. Eu abri um sorriso e ele engoliu em seco. O silêncio se fez no quarto e eu analisei seus olhos de perto. Por quanto tempo ele teria mantido aquele segredo? Mali sabia e nunca falou nada, pelo contrário, ela era maldosa de dizer que ele nunca teria uma chance comigo. Será que ele acreditava naquilo? Quantas vezes ele poderia ter se magoado sem eu saber?

Os olhos de Cal eram bem marcantes, a linha de cima, em especial, era bem forte, que lhe dava um ar mais masculino. Se ele não estava pronto para dizer o que sentia, eu não iria pressioná-lo, mas parte de mim estava maravilhada não só com as fotos, mas com toda aquela história. Enquanto, eu me frustrava com garotos vazios, ele estava ali o tempo todo, observando tudo de longe.

— Seus olhos são lindos. — Eu confessei e ele abriu um sorriso de alívio por ver que eu não o pressionaria. Isso me fez sorrir de volta. Ele levantou sua mão e afastou uma mecha de cabelo antes de segurar meu rosto. Meu coração acelerou, porque eu ansiava por aquilo a semana inteira. Logo ele se aproximou de mim e me beijou. Mais um beijo lento como o primeiro e eu senti um frio na barriga.

Para alguém que sempre foi tratada pelos homens como uma possível transa (que nunca acontecia, porque eu fugia antes e era virgem), aquilo me fascinava. Por que ele não me desrespeitava como os outros? Seus dedos passavam de leve pelo meu rosto e desceram pelo meu pescoço, me fazendo arrepiar. Então, eu sabia que ele era diferente e isso me fez aquecer. Eu o guiei para deitarmos sem interromper o beijo. Eu fiquei por cima e segurei o rosto dele, aprofundando o beijo, ainda lento, como se novamente fossemos transportados para aquele mundo onde o tempo era infinito.

As mãos dele desceram para as minhas costas, fazendo carinho de leve e eu esperava que ele continuasse a descer, mas ele não o fez. Então, eu interrompi o beijo e lhe encarei de perto. Ele engoliu em seco, sério, me fitando nos olhos. Suas mãos continuaram a passear pelas minhas costas e eu não sabia como falar sobre aquilo.

— Você não me deseja? — Eu perguntei, sem jeito, e ele franziu o cenho, confuso.

— Por que tantas perguntas? — De novo, ele não me respondia. Eu brinquei com uma mecha do seu cabelo, enquanto seus olhos continuavam a me fitar atentos, como se ele quisesse decorar meu rosto. Tomando um pouco de coragem, eu peguei no pulso dele e abaixei sua mão para o meu bumbum e logo o beijei sem dar chances para que eu visse sua reação, porque eu estava envergonhada.

Pelo beijo, eu pude sentir que ele estava surpreso, mas continuou a me beijar e então sua outra mão também desceu. Eu aprofundei o beijo, mantendo ele lento, e o senti apertar meu bumbum devagar com as duas mãos. Aos poucos, o beijo acelerava e suas mãos agora exploravam minhas curvas, descobrindo cada uma delas, pela lateral do meu corpo e novamente chegando ao meu bumbum para apertá-lo. Eu estava ficando quente e eu não queria parar.

De repente, mais alguém bate na porta. Eu saí de cima de Cal rapidamente, assustada e ele bufou, se sentando na cama.

— Quem é? — Ele não fez questão de abrir a porta e eu me sentei ao lado dele, sem jeito, ainda tentando me recuperar.

— O que você está fazendo? — Mali perguntou, irritada. — Por que não abre a porta?

— Estou pelado. — Ele retrucou, mal humorado, e eu segurei a risada.

— ÉCA! — Ela resmungou. — Eu ainda não achei a Bae!

— Eu não sei onde está a Bae, vá embora! — Ele ralhou.

— Seu grosso! — Ela resmungou. — Você nunca vai arranjar uma namorada assim! — Ela concluiu e nós ouvimos seus passos se afastarem. Eu virei para ele, sorrindo nervosamente, e ele sorriu de volta e sem falar nada, me puxou pelo rosto para me beijar. Um beijo intenso como os que estávamos dividindo e eu logo percebi que ele queria continuar, então tive que interromper.

— Hum, melhor eu ir. — Eu falei, sem jeito, me soltando dele.

— Tudo bem. — Ele não escondeu a decepção e apenas me encarou, sem saber o que falar.

— Você não precisa me responder. — Eu decidi quebrar o clima pesado e ele franziu o cenho, confuso.

—  Responder o quê?

— Se me deseja. — Eu falei, sorrindo, e ele abriu um sorriso ainda sem entender. — Ele já respondeu por você. — Eu indiquei seu membro que estava aparente na calça, indicando uma ereção pelo clima ter esquentado e Cal levou um susto, puxando a camiseta para tampar a calça. Eu sorri enquanto ele parecia tímido demais e lhe dei um último beijo. Ele correspondeu de pronto, aproveitando cada segundo tanto quanto eu.

— Não vá. — Ele pediu entre o beijo e eu sorri, me soltando dele.

— Eu preciso ir antes que Mali surte. — Eu decidi, me levantando e ele sorriu, respirando fundo. — Tchau. — Eu me despedi e ele apenas assentiu sem dizer uma palavra e sem se levantar da cama. Eu lhe lancei um último olhar quando abri a porta e confessei:

— Sabe, Cal, se fosse você que me pedisse as nudes, eu mandaria. — Eu o provoquei e ele riu. A minha risada favorita. Eu senti o estômago dar uma volta completa e saí, fechando a porta.

Eu desci as escadas rapidamente e Mali me encontrou logo na descida, revoltada, e me puxou pelo pulso com força. Mali tinha o cabelo loiro e comprido, em ondas, uma garota maravilhosa de pernas torneadas e que fazia os homens delirarem.

— Onde você estava? — Ela perguntou, irritada, e eu engoli em seco.

— No banheiro.

— Todo esse tempo?

— Dor de barriga. — Eu falei a primeira coisa que pensei e ela fez uma careta para mim.

— Éca. Você é tão estranha, às vezes. Não fale mais isso.

— Tudo bem. — Eu assenti, sorrindo.

— Que sorriso é esse? — Ela perguntou, desconfiada.

— É uma festa. Não posso sorrir? Eu, heim. — Eu tentei desconversar e terminei de descer as escadas para me afastar dela que cruzou os braços, desconfiada. Fui para a cozinha a procura de alguma bebida e logo encontrei meu salva-vidas:

— Onde você foi parar? — Luke, meu melhor amigo, me perguntou, parando ao meu lado. Nós éramos amigos há tanto tempo. Ele me conheceu antes mesmo de eu ser popular ou saber da existência de Mali.

Luke era um dos poucos amigos com quem eu poderia ser totalmente sincera. Ele não era necessariamente popular, porque ele tinha o cargo de meu melhor amigo. Isso significava que a maioria das pessoas achava que ele era gay, mas ele não era.

— Eu preciso te contar um segredo. — Eu admiti e ele abriu um sorriso engraçado.

— Que segredo?

— Eu te conto quando estivermos sozinhos. — Eu prometi e ele riu.

— Com esse sorriso, parece até que você está namorando. — Ele me provocou e eu mordi o lábio, sem responder e comecei a me servir.

— QUÊ? Você está namorando? — Ele perguntou, surpreso e eu virei para ele, lhe entregando uma bebida para ele me acompanhar.

— SHHHHHHHHH! — Eu me desesperei, com medo que alguém ouvisse e Luke olhou ao redor, assustado. — Não estou namorando. — Eu sussurrei para ele. — Mas... Conheci um garoto. — Eu o confidenciei e ele franziu o cenho para mim.

— Que garoto? — Ele perguntou, confuso. — Nós já conhecemos todos os garotos do colégio, Bae. — Eu fiquei em silêncio automaticamente, porque Calum passou por nós na cozinha. Ele não parecia ter ouvido o que falávamos, mas me lançou um olhar malicioso, como se flertasse comigo. Eu sorri, sem jeito, automaticamente, e desviei o olhar para a bancada da cozinha e tomei um gole muito grande da minha bebida.

— HEIM, BAE? Que garoto? — Luke insistiu, me despertando, e eu virei para meu amigo, meio atordoada. Havia algumas pessoas desconhecidas na cozinha e tinha o barulho da música, mas eu não poderia falar naquele momento. Eu observei Cal abrir a geladeira e tirar de lá uma garrafa de água. Ele não parecia se importar que uma festa acontecia ao redor dele e estava distraído. Luke continuou me encarando, irritado, mas algo logo chamou sua atenção. Ashton entrou na cozinha com Liam e Tyler. E isso era sinal de problema.

Ashton Irwin era o capitão do time de basquete, o garoto mais popular do colégio, e eu tinha meus olhos nele antes de me envolver com Cal. O garoto era loiro e inteligente de olhos sonhadores verdes. Ele conseguia fazer qualquer coisa, na verdade, tudo era fácil demais para ele, porque seu QI era um dos mais altos do nosso país (comprovadamente por provas).

Liam Payne era um de seus melhores amigos e namorado de Mali, de maneira que foi bem simples para mim conseguir uma chance com Ashton. Nós chegamos a ficar algumas vezes, mas era difícil manter um relacionamento no ensino médio. Principalmente, porque Ashton ficava com outras garotas quando estava entediado. Então, não tínhamos nada fixo, mas se perguntassem, eu era a garota de Ashton e ponto final. E ele era igualmente meu, as outras garotas eram diversão.

Por fim, tinha Tyler Joseph que sempre fazia piadas maliciosas. O problema de Tyler é que ele dava em cima de mim também, tentando roubar o que era de Ashton. Eu desconfiava que ele queria mesmo era garantir um lugar entre os mais populares e depois de Mali, eu era a garota mais popular. Eu era o caminho certo que Tyler procurava para a ascensão.

— Olha só quem está aqui. — Ashton sorriu, irônico, encarando Calum de frente. Eu mordi o lábio, nervosa, e Luke virou para os meninos, pressentindo mais uma cena.

Ashton e os garotos adoravam humilhar os outros para serem ainda mais populares. Cal apenas olhou para o garoto sem muito interesse e desviou, passando reto por ele. O que, obviamente, irritou Ashton que odiava ser esnobado. Então, ele segurou no braço de Cal o puxou de volta, de maneira que meu novo amigo bateu com as costas na parede e foi prensado por Ashton que o encarou de perto, ameaçador.

— Eu estou falando com você. — Ashton falou, gélido, e Calum engoliu em seco e se soltou, tentando sair dali.

— Qual o seu problema? — Cal perguntou. — Não ganhou atenção da mamãe quando era menor e agora precisa ficar fazendo show por aí?

— IIIIIH... — As pessoas na cozinha se surpreenderam e eu coloquei a mão na boca, nervosa.

— Você está tentando apanhar? —  Ashton avançou para ele, irritado, e Calum ficou firme ali sem se mover.

— Não! — Luke se apressou a segurar Ashton. — Sem brigas na casa da Mali. Você sabe as regras. Esse aí é o irmão dela... A casa é dele... — Luke tentou ser razoável, enquanto Tyler e Liam riam abertamente. Ashton olhou ameaçador para Cal que nem se movia, ainda sério.

— Você vai ver na segunda-feira. — Ashton o ameaçou e Cal não respondeu, parado ali, mas abriu um sorriso irônico. Certo, aquilo era uma provocação. — Por que está sorrindo? — Ashton avançou e nem Luke ia segurá-lo, então eu corri e parei entre os dois.

— Ashton, não! — Eu pedi, colocando minhas mãos em seu peito. O clima pesou instantaneamente e Cal desceu o olhar para mim, ali no meio. Eu o ignorei, porque estava preocupada que ele apanhasse. Mas, sabia que ele estava ofendido, porque eu pedi ao garoto errado para apartar a briga. — Sem brigas, está bem? Vamos aproveitar a festa. — Eu pedi. O garoto loiro respirou fundo e se soltou de Luke, passando o braço em volta do meu pescoço.

— Gata, você é meu ponto fraco. — Ele falou, malicioso, e eu engoli em seco. Cal cerrou os punhos e eu podia sentir a raiva dele, mas ele apenas continuou ali, nos encarando.

— Vamos sair daqui, ok? — Eu pedi para que Ashton se afastasse dele.

— Você vai ver na segunda-feira. — O loiro ameaçou Cal e me puxou para longe. Eu tentei não encarar o garoto magoado que se mostrava diante de mim, porque eu mesma estava de coração partido por fazer aquilo. Então, Ashton me puxou para o corredor e me prensou contra a parede, sorridente. Eu observei que Cal nos seguiu e parou na porta, nos observando de longe. — O que você acha de um beijo? — Ashton me pediu, já avançando na minha direção e eu virei o rosto.

— Não, hoje não. — Eu neguei, colocando as mãos no peito dele para afastá-lo.

— Qual é, garota? Você não é difícil assim. — Ele falou, malicioso, e eu automaticamente me ofendi. Eu não era difícil? O que ele queria dizer? — Vou te contar um segredo, gata, eu adoro o seu beijo. — Ele continuou a falar e eu observei Cal na porta, nos encarando, magoado. — Você me deixa maluco por mais!

Era o suficiente. Calum virou as costas e saiu dali rapidamente. Eu senti que iria chorar e meu coração acelerou, pressentindo o pior. Então, sem paciência, eu empurrei Ashton.

— Agora não, Ash. — Eu pedi e corri para longe dele, deixando-o confuso ali.

Eu apressei o passo e vi que Calum subia as escadas. Eu subi atrás, nervosa, e o alcancei no corredor:

— Cal, espera! — Eu pedi, mas ele me ignorou e abriu a porta do quarto dele. — Cal! — Eu o chamei e o puxei pela mão. Ele virou para mim, respirando fundo.

— Cuidado, não deixe seu namorado esperando por muito tempo. — Ele me alfinetou e eu segurei a mão dele mais forte, porque temia que ele fugisse.

— Ashton não é meu namorado.

— Ele te beijou, então? — Ele perguntou, magoado.

— Algumas vezes. — Eu admiti, sem jeito, e Cal virou as costas para entrar no quarto, mas eu puxei sua mão de novo. — Cal, não, por favor. Não fique brabo.

— O que você quer de mim, Bae? — Ele perguntou, irritado. — Eu vou ser só o garoto que te trata bem entre quatro paredes enquanto você desfila com alguém que te dê o status que você quer por aí? É só para isso que você me quer? — Os passos na escada se intensificaram e eu soltei a mão dele instintivamente. Mali apareceu diante de nós e nos olhou, desconfiada.

— Bae, o que você está fazendo aqui? — Ela perguntou e eu fiquei sem resposta. Calum me encarou, esperando que eu fizesse algo que provasse que eu não o queria só entre quatro paredes, mas eu não tive coragem. Eu fiquei muda e sem reação, sentindo a pressão quase me esmagar. — O que você faz aqui, esquisito? — Ela perguntou e empurrou Cal. — Deixe a minha amiga em paz. — Ela pediu e Cal continuou a me encarar, mas apenas assentiu, como se entendesse o recado.

— Pode deixar, Mali. Vou deixar sua amiga em paz. — Ele respondeu, gélido, e entrou no quarto, batendo a porta. Eu mordi o lábio e senti um nó se fazer na garganta de um choro que eu tinha que conter.


Notas Finais




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