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História Um Conto de Hai e Kyuu - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Desejamos-lhe um bom dia!


Koutarou, o bruxo viajante, nunca desejou tanto estar aconchegado nas asas de Kaashi, sua coruja de estimação. Aninhar-se entre as suaves penas e dormir até que o Sol sumisse do céu.

  Mas não. Estava naquela maldita floresta, encharcado, com frio, fome e irritado; por causa de um gel miserável.

Os calçados do mesclado sofriam pela marcha pesada no chão duro. 

— Esse embuste do Kuroo vai ver só! — chiou, lembrando-se da conversa de dias atrás.

“— Não se preocupe, Kou-chan! Será 'vapt vupt', você verá! Estará de volta em um piscar de olhos! — Disse de uma maneira exageradamente despreocupada. — Só cuidado, ou se não, não terá um bom dia!”

— Eu vou te mostrar o “bom dia” na tua cara, idiota! — Foi o que teve vontade de responder ao moreno. — 'Vaput vuput’ uma ova também! Levou quase uma semana inteira!


A sexta noite jornadeando lhe proporcionou uma bela vista do céu, contudo nem mesmo as maravilhas naturais foram suficientes para apaziguar a irritação do mesclado. Bokuto vagou distraído pelas inconformidades de sua situação por mais uma hora. 

Se aquele fosse um conto épico, era a jornada perfeita para se ter um bardo cantando seus feitos em busca de uma essência sagrada para curar um companheiro envenenado durante uma feroz batalha contra um feiticeiro do mal.

Porém, não havia nenhum bardo a quilômetros de distância, nenhum feito épico, sequer um companheiro; sua sacra essência era gel de cabelo e a única espécie de feiticeiro ali era ele mesmo.

Felizmente, por fim avistava a Clareira Santa, habitat da Saburina. 

Bastava extrair a substância e finalmente poderia voltar para casa e para as suaves plumas encorujadas de Kaashi... Isso se o maluco do amigo não o mandasse em outra missão inacreditável novamente. 

Tirava o saco especial para ervas quando ouviu uma canção sobre quebrar corações e furar espíritos vinda das árvores. Perguntou-se se as ninfas estavam mal-humoradas naquela manhã; seria o tempero para seu “bom dia”.

— Quem vem lá? — perguntou um temeroso Bokuto. 

A melodia foi se aproximando, a silhueta na floresta parecia demasiada grande para ser uma ninfa...Talvez fosse apenas uma ilusão de ótica, uma alucinação auditiva ou paranóia da sua parte; nunca se sabe. 




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