História Um Conto Inacabável - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Visualizações 2
Palavras 1.016
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, gente! Finalmente iniciando mais uma história aqui. Agora não mais fanfic haha. Bem, vou deixar que aproveitem essa leitura ao máximo como eu aproveitei quando tava escrevendo ela.

é isto. Beijão.

Capítulo 2 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Um Conto Inacabável - Capítulo 2 - Prólogo

"Ainda assim, as influências da infância possuem uma capacidade incrível de moldar o caráter, para o bem ou para o mal, para o resto da vida."

—A Travessia

[...]

Ela enrolou a garotinha na coberta deixando a menininha quentinha para a noite de tempestade que caía lá fora, a pequena gargalhou.

—Estou quentinha, mãe. Já estou quentinha. —A mãe compartilhou a risada com filha, encarando os olhos grandes acastanhados iluminados pelo abajur. Ela tinha um sorriso com dentes faltando, os cabelos escuros caíam pelo travesseiro e estavam embaraçados, além disso o canto da boca da menina estava suja com farelos de bolo de formigueiro.

Sorriu e limpou os farelos, soltando um suspiro cansativo ao continuar encarar seu bebê que já não era mais um bebê; era tão pequenina e já sofria tanto. Já via e ouvia coisas demais para o seu tamanho.

Segurou sua mãozinha pequena e delicada, aproximando do seu rosto para sentir seu cheirinho misturado com o cheiro do bolo. A menina continuava a encarar intensamente acompanhando o sorriso meigo da mãe, com o seu infantil. Retribuindo o gesto tocou o rosto da mãe, delicadamente com a ponta dos dedos; como se ela fosse a coisa mais bonita da vida dela.

Célia, apertou a sua mãozinha e sorriu de leve. Virgínia era, sem dúvida nenhuma a melhor coisa que já havia acontecido na sua vida.

Se encararam por um tempinho, mas depois a garotinha cansou e deixou a mão cair ao lado do corpo e desfez aos poucos o meio sorriso.

—Mamãe, posso te fazer uma pergunta? —questionou, fazendo a mãe franzir o cenho e assentir, curiosa. —Por que o papai não vai vim, amanhã?

Célia suspirou.

Ela sabia que o questionamento era plausível para a filha que só tinha sete anos recém completados e sofria com a falta constante do pai na vida. Célia suspeitava que sofreria a vida inteira com aquela falta. Virgínia não entendia que algumas vezes é preciso se despedir das pessoas cedo demais.

Na manhã seguinte, a menina ria começar um novo tratamento para poder fazer uma cirurgia nos pés por conta de uma anomalia congênita de andar nas pontas dos mesmos que tinha desde que aprendeu a andar, e que se desse certo logo ela estaria andando como uma criança normal como as outras. Mas a notícia de que Leandro, seu amado e querido pai não estaria presente nesse momento tão importante, não era uma novidade mas era doloroso mesmo que ela já compreendesse muitas coisas.

Célia buscava ao máximo tentar suprir aquela falta que sua menina mostrava tão bem em não ter; ela não costumava perguntar e apesar de Célia saber que ela havia chorado por uma noite inteira a um ano e meio atrás com a partida repentina, ela não falava sobre a saudade e nem nunca mais chorou. Era uma falta dada como inexistente.

Eram naqueles momentos que Célia percebia que a falta, apesar não parecer, existia. E ela se via em uma rua sem saída.

Pesadamente, soltou um suspiro alisou o rostinho da filha; inclinou a cabeça para o lado. —Posso te contar uma coisa?— a menina assentiu —Seu pai tem muitos problemas entende? Muitos mesmo. — a criança, continuou com o olhar compreensivo, mas Célia viu um olhar de desapontamento passar por entre suas íris castanhas. —Mas, não é com você, meu bem. —a menina franziu o cenho.

—Não? —Célia, negou.

—Não. —molhou os lábios com a ponta da língua. —Vejamos só; ele é complicado entende? Nunca soube conversar e tratar com você por causa do seu probleminha, mas nunca, jamais, o problema estava em você. O problema sempre foi dele, sabe. Ele tem problemas com ele mesmo e não com você. Você entende, não é? —Virgínia assentiu, o olhar compreensivo, a tristeza se dissipando. Célia sorriu. —Você é uma benção, meu amor. É a maior benção que eu ou ele já ganhamos na vida e mesmo que ele não consiga ver isso; posso fazer isso por nós dois. Porque, Vi... —ela se aproximou um pouco do rosto da menina e sussurrou como se fosse um segredo sigiloso que ela não deveria contar para alguém. —Seus pezinhos são como asas. E eles um dia vão te levar para lugares distantes e você fará maravilhas com eles. Maravilhas que Deus planejou desde que você estava na minha barriga. —os olhos da menina, mostravam agora, puro encantamento.

—Sério?

—Sério. Confia no que eu tô te dizendo, Deus tem planos lindos pra você, Vi. Planos muito melhores que os meus ou os teus. —ela se afastou um pouco, beijou a testa da menina, soltando a respiração; aliviada por conseguir ajudar a menina com poucas e bonitas palavras. Dentro de si, algo dizia que Deus havia mandado aquelas palavras para ela. —Agora... —ela se afastou e olhou firmemente, dentro dos olhos castanhos. —Tem que me prometer algo, certo?— Virgínia assentiu, seriamente. —Não fuja dos seus problemas, tá bom? Você é filha de Deus e ele te ama imensamente, mas não deve nunca fugir de quem você é. Querendo ou não, seu destino é sempre levado até você e ele dá um jeito de te lembrar do que você deixa para trás. —A palavras sérias da mãe, se agarraram no peito de Virgínia e ela assentiu mais firmemente.

—Sim, mamãe.

Célia sorriu e beijando a testa de Virgínia. Pegou suas mãozinhas delicadas e às apertou entre as suas.

—Agora o que acha de orarmos, hein? Vamos lá, você começa. —incentivou a garotinha e juntas começaram a oração do Pai Nosso.

Talvez, se perguntassem a Virgínia se ela se lembrava com exatidão daquela noite; ela com toda certeza diria que não. Não se lembrava da chuva e do frio lá fora, do medo do tratamento, do aperto no peito da saudade do pai, do gosto do bolo que comeu antes de dormir ou até se seus cabelos estavam penteados ou não.

Mas, ela com toda certeza te diria que se lembraria da sensação que invadiu seu coração quando sua mãe falou as palavras que no fundo, no fundo, ela sabia que carregaria para sempre. Mesmo que não quisesse.


Notas Finais


e então meus dengo, gostaram? espero que sim, realmente. comentem, favoritem, me mandem até mensagens se por assim desejarem.

e se quiserem acompanhar mais coisas sobre o livro que também está sendo postado lá no wattpad, me sigam no instagram: @autora_a.gama

vai ser um prazer ter vcs lá


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