1. Spirit Fanfics >
  2. Um contrato para o amor - Changlix >
  3. Assinar ou não Assinar eis a questão.

História Um contrato para o amor - Changlix - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Eu tinha esquecido como escrever também me faz bem, pensar na história me distrai bastante e isso me ajuda de certa forma.
Boa leitura

Capítulo 2 - Assinar ou não Assinar eis a questão.


- O QUE ??? - DISSEMOS juntos e levantando ao mesmo tempo. 

- Calma meu filho, não é um contrato rigido, basicamente vão anunciar ao público e dividir um apartamento, quarto separados. 

- Como assim Calma???? - Voltei a me sentar, estava fervendo de raiva. - Pai, casamento não é assim, você mesmo sabe !!!!! Sempre me fez acreditar no amor e me apronta uma dessa ???? 

- Uma dessa não garoto, esse papel em sua frente está o nome do meu bem mais precioso, meu filho, Seo Changbin. Vocês não precisam ter uma relação que um casamento pede, apenas algumas aparições para chamar a mídia. Você pode viajar e meu filho assumir a presidência. Simples!

- Simples ??? Agora você foi longe de mais! Eu quero ter a presidência, mas quero escolher os caminhos da minha vida também. - Ele estava ficando vermelho e finalizou com um tapa na mesa que acabou assustando a todos.  

- Escuta filho, você ficou um ano fora, não sabe da nossa atual condição no momento, o valor de nossas ações cai a cada dia e nossa rival está comprando nossas ações, eles ja detém 6%, precisamos agir o mais rápido possível antes que seja tarde de mais, você disse que ajudaria seu velho quando voltasse, e esse é um caso importante agora, ganharíamos mais visibilidade e propaganda gratuita na internet com a repercussão.

Enquanto meu pai falava eu tentava entender o lado dele, mas é muito difícil, eu não queria me casar agora e mesmo se fosse, casar com um desconhecido não era uma opção, acabei de voltar de uma longa viagem e esse problemão ja foi jogado na minha cara. 

- E depois que o casamento acabar, as ações vai voltar a desabar assim como esta ocorrendo agora, um casamento falso não é o que precisamos.  - Estava a ponto de chorar de nervoso, 

- Olha pai, eu sei que o seu filho com um "bom casamento" assumir a empresa seria bom para os tabloides, daria mais maturidade a minha imagem. Mas você me perguntou alguma vez se eu queria me casar ? Tudo tem um limite, esses papéis na minha frente podem mudar a sua carteira, mas a sua carteira não pode mudar a minha vida assim. 

Changbin saiu soltando fogo pelas orelhas, acabou batendo a porta ao sair. Resolvi virar o papel e ler enquanto os dois atuais presidente se suas respetivas empresas discutiam uma forma de uma nova abordagem.  

" O contrato propõem uma vida de casal individual. Uma mesma casa, mas dois quarto. Pelo menos uma aparição pública por mês. Não precisa de demonstração de afeto, apenas mals dadas. 

Fazer propaganda dos produtos de produtos.... " 

- Quer saber ? Eu também estou de saída. - Digo me levantando e também saindo da sala. 

Ignorei o dia de trabalho, depois dessa bonba que jogaram em mim, tinha certeza que não iria conseguir trabalhar, fui atrás de Minho e  peguei o carro reserva no estacionamento. 

- Onde ja se viu Minho , ele me vendeu !

- Não vendeu ainda por que nao assinou o contrato.  

- Eu preciso de um café bem forte, quer ir a uma cafeteria comigo ? 

- Eu teria escolha ? Você me sequestrou e me fez entrar no carro. - Começou a dar uma risada.  

- Aí , desculpa.  Vamos para uma cafeteira ? 

Eu não queria pensar em mais nada, como alguém que era movido pelo amor aprontando uma dessas para o unico filho. Tudo bem que o Changbin poderia ser um baita de um gostoso, mas isso não justifica eu perder um ano da minha vida assim. 

Pegamos nosso café e sentamos em uma das mesas disponíveis. 

- Poderíamos ir em uma balada essa noite, faz tempo que não levo um porre merecido, AAAAH , por que Minho ? Por que isso e agora ? Eu quero chorar e talvez nem dormir em casa hoje, deixa eu ficar com você ?  - Fiz um olhar de gatinho, esperando ele aceitar. 

- Jisung vai estar lá , a gente pode chamar nossos amigos e os dele, abriu uma balada nova poderiamos experimentar.    

- Topo. 

Ficamos o dia todo no apartamento do Minho, conversando sobre a vida e acontecimentos dos ultimos meses. Minho é dos garotos propaganda de nossa empresa e também o meu melhor amigo a quase que a vida toda, nos conhecemos quando estávamos na escola primária e continuamos inseparáveis ate hoje. 

O Jisung chegou e começamos a nos arrumar, eu tomei um banho, arrumei o cabelo para trás e peguei peças de roupas do meu melhor amigo. Estava com uma calça preta rasgada no joelho, uma camisa listrada , Jisung e Minho estavam combinando o look.  

Era tão engraçado ver os dois juntos depois de tanto tempo negando os sentimentos, agora faziam questão de mostrar que estavam namorando. 

Ao chegarmos na balada, como Jisung era amigo do dono, conseguimos o nome na lista vip e fomos para o camarote. 

O local é grande e bonito, tem uma mesa de DJ Central , uma pista de dança cheia de pessoas balançando o corpo, copos de bebida chegando , musica boa tocando. Ja estava me sentido revigorado com essa pequena bagunça. 

O camarote fica no mezanino do local, onde dava uma vista para a pista de dança no andar de baixo. Luzes coloridas brilhando para todo lado.

- Era disso que eu precisava Aaaa

- Calma Lix, acabamos de chegar, nem começando a beber ainda.  Garçom trás uma garrafa de vodka por favor. 

E la se foram uma garrafa, a segunda garrafa , mais garrafas de soju e 2 porções de batata e uma de amendoim. Ja estava me sentindo tonto, mas estava tudo sob controle, agora era a hora de animar. 

- Galera, eu vou descer e dançar. Podem se pegar, eu estou sentindo o tesão de vocês daqui. 

Jisung e Minho estavam sentados lado a lado no sofá estofado, preferi sentar do outro lado da mesa e deixar o casal mais relaxado e a vontade. 

A pista de dança estava fervendo e as pessoas fritando ao som de uma música eletrônica bem alta, isso era mais que o paraíso para mim. Comecei a dançar e movimentar o corpo. Em minha cabeça estava arrasando, mas no fundo tinja consciência que estava parenedonuma minhoca perdida. 

Fui procurar o bar do andar inferior, o álcool ja estava evaporando do meu corpo e a farra nem começou ainda. 

- Uma dose de tequila por favor.

- Oi gracinha, vem sempre aqui ?

- Primeira vez, mas ja gostei. - Terminei com uma piscadela para o barman.  Virei a dose de uma vez, sem nem ao menos fazer uma careta.  

Acabei por me virar bruscamente e esbarrar em algum, derrubei o copo e o conteúdo colorido acabou por manchar a camisa branca que o homem usava.  

- Me desculpe, eu não te vi, eu pago pela cami... Changbin ? - Disse parando de tentar limpar sua camisa, o que não adiantou muito ja que a bebida acabou fazendo uma grande mancha em azul. - O que esta fazendo aqui ?

- Sou o dono daqui.  

- Ah... Lugar legal. - Um clima estranho se instalou. 

- Felix, ja que você esta aqui, podemos conversar ? 

- Aqui ? Acho que pode rolar de tudo aqui dentro, menos uma conversa formal. - Sorri amarelo.  

- Veio acompanhado ? - Assenti com a cabeça e apontei onde esta a nossa mesa. - Ah , quer sair e ir para um lugar mais tranquilo ? 

A cena não foi muito agradável, da parte do bar onde estávamos dava uma visão perfeita da mesa que estava meus amigos, estavam com as bocas ocupadas no momento. 

- Preciso de um cafe bem forte! Vamos. 

- Tudo bem, conheço um lugar aqui perto, acho que vai gostar. A gente pode ir andando.  

Changbin aparentava ser um cara legal, julgando pela aparência parecia ser uma pessoa fria, mas estou percebido que estava errado. 

O caminho até o café, fizemos perguntas basicas e bobas, como idade, cor favorita, lugar predileto. Descobri que ele é dois anos mais velho, eu tinha mais vida social e tempo livre, como ele mesmo se classificou como um viciado em trabalho. Poderia ser o dono de uma balada que esta sendo bem sucedida, mas mal aproveitava o que tinha, apenas a olha o espaço apenas como uma fonte administrativa. 

Fizemos nosso pedidos, eu ensisiti em pagar, ja que tinha manchado a camisa de marca dele, que não estava nem aí para a mancha.  Nos sentamos próximo a janela principal do lugar. 

- Hum... Gostei do café daqui. Forte e com pouco açúcar. 

- Não sou muito fã de café, prefiro chá gelado. - Balançou o seu copo no ar. 

- Afff ainda bem que eu não assinei ao contrato, onde ja se viu alguém que nao gosta de café , é bom de mais. 

- Sobre ele mesmo que que queria falar. 

- Não me diga que concordou em assinar aquele contrato ridículo. 

- Olha Felix, ele nem é tão ruim assim sabe. Eu moro em um apartamento maior que o necessário, poderíamos dividir tranquilamente. Teria o benefício para os dois lados, eu poderia assumir a presidência e você 

- Eu estaria casado aos 21 anos e nem é algo de verdade, pra você um casamento pode não ser nada Changbin, mas pra mim é acabar com todos os meus sonhos de infância de fazer isso apenas por amor sabe. Não quero ter um casamento por que meu pai precisa de um contrato, por que ele não fazem essa parceria sem esse negócio ridículo. 

- Meu pai quer que eu assuma a presidência apenas quando estiver casado. 

- E você não tem nenhuma namorada ou namorado ? Por que eu ?

- Namorado. Por isso mesmo que meu pai quer um casamento, ele disse que não quer que eu troque a vida de negócios por outra. Muito escroto e preconceituoso, eu sei.  Não se deixe levar pelas palavras dele, quando me assumi ele fez um baita show no meio da empresa. Foi aí que eu descidi me mudar e abrir a balada, como uma forma de renda, uma semana depois ele me chamou de volta e começou a elaborar esse contrato com o seu pai que fui em busca de uma parceria.  Seu pai viu uma forma de fazer você ficar em Seul.  

- Por que quer tanto assumir tudo ? Não é uma grande responsabilidade tão jovem ? 

- Olha lix. - Felix corou diante ao apelido e Changbin percebeu. - Felix, desculpe. 

- Tá tudo bem, pode usar o meu apelido. 

- Okay,  Lix. Quando eu me assumi para o meu pai, ele me magoou muito e jogou muita coisa e preconceito em mim, custou ate ele me aceitar. Eu coloquei na cabeça que queria ser o CEO e mostrar pra ele que estava errado e que eu posso ser tão bom quanto ou até melhor do que ele na liderança. 

- Que bad , Binnie. - O Lee nem tinha se dado conta que acabou por também usar um apelido no mais velho, e acabou colocando a sua mão sobre a dele , enquanto Changbin contava a sua história. 

- Pois é...

- Então você quer assinar o contrato ?

- Estamos conversando a meia hora, você parece ser um cara legal.  Seríamos como colegas que divide um apartamento. 

- Eu vou pensar, ta bem? Pra mim ainda é um assunto delicado, eu preciso pensar primeiro. 

- Tudo bem, você tem o tempo que precisar, Lix. 

 

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...