1. Spirit Fanfics >
  2. Um coração. Duas vidas - Jeong Yunho (ATEEZ) >
  3. A dor de Lee Yerin.

História Um coração. Duas vidas - Jeong Yunho (ATEEZ) - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Oi. Jack aqui 🙋.
Tudo bem com vocês? Espero que sim.

Nesse capítulo vocês terão a visão da Yerin diante disso tudo, como ela realmente se sente e um pouco do seu presente. Espero que um dia vocês possam mudar suas concepções sobre ela 🙃.

Relevem se encontrarem erros ortográficos, okay?

Boa leitura, girassóis marinhos 🌻.

Capítulo 8 - A dor de Lee Yerin.


Fanfic / Fanfiction Um coração. Duas vidas - Jeong Yunho (ATEEZ) - Capítulo 8 - A dor de Lee Yerin.

LEE YERIN 

— Filho, me perdoa… eu imploro — falo, me aproximando dos dois.

— Papai, eu quero a Seo — Yohan fala. 

— Quem é Seo? — pergunto.

— É a pessoa que eu quero que seja a minha mãe! — o menor responde alto.

 É, eu realmente estou surpresa. Por mais que seja uma simples fala de uma criança de cinco anos isso dói. Entretanto, esse tratamento vindo dele é o mínimo que eu mereço, não posso reclamar de nada. Volto a me sentar no sofá e pondero minha cabeça sobre meus joelhos, voltando a chorar. Se ao menos eu pudesse voltar no tempo…

— Bebê, já está tarde. Ela precisa descansar para ama-

— Por favor, papai! Eu quero a Seo. Pede para o tio Mingi ligar para ela? Por favor…

 Essa tal 'Seo' deve ser uma mulher muito boa para ele, já que o mesmo está desesperado para vê-la.

 — Mingi! — Yunho chamou o amigo, muito alto por sinal, e em questão de segundos ele veio correndo para a sala.

— O quê? Ai, meu Deus, por que o Yohan está chorando? — ele pergunta.

— Se eu falar para você onde é a casa da Seoyun você pode ir buscá-la? — pergunta.

— Sim, mas me fala o que está pegando aqui primeiro. Eu estou preocupado — Mingi fala.

— Yohan está desesperado e ele… ele quer a Seo. Ele simplesmente quer vê-la — responde. — Por favor, Mingi, me ajude nessa.

 Yunho passou o endereço para ele e o mesmo saiu apressado do cômodo. Me pergunto o porquê de ter dado ouvidos ao meu pai, e principalmente, ter cedido às suas chantagens e ameaças. Eu me odeio por isso.

                              (...)

— Yu hyung, chegamos — Ouço Mingi falar. 

— Seo… — Yunho fala, olhando para ela.

 Mingi diz alguma coisa no ouvido dela e novamente sai da sala. 

— Bebê, a Seo chegou — Yunho fala para Yohan, este que está no seu colo e com o rosto grudado no seu pescoço.

— Yohan, a tia está aqui — ela fala. — Olha para mim, pequeno.

 Lentamente o menor levantou a sua cabeça e olhou na direção dela. As lágrimas insistem em cair dos olhinhos dele e eu me sinto pior do já estou. Ele está assim por minha causa.

— Seo~ 

 Yohan estende seus braços na direção da mulher e ela o pega no colo. Droga, qualquer um poderia acreditar que ela é mãe dele se os vissem na rua ou em qualquer outro estabelecimento. 

— E-Eu acho melhor ir embora — eu falo, me pondo de pé enquanto seco o meu rosto.

— Espera! Você veio dirigindo? — ela pergunta, e eu assinto. — Acredito que você não está nas melhores condições para dirigir. Deixa que eu te levo, depois eu volto de táxi.

 Yunho a encara. Ele realmente não mudou em nada nesses últimos anos, nunca irá conseguir disfarçar quando fica surpreso com algo.

— Não se preocupe comigo. Se você me conhecesse não teria dito isso, acredite — sorrio fraco. — Tchau.

 Hongjoong entra no cômodo, me encara e em seguida se oferece para me levar. Eu preciso falar com ela. Já que essa mulher é confiável para ambos eu não posso ir embora sem ao menos dizer algumas palavras.

— Deixa eu te falar uma coisa? — pergunto e ela assente.

 Me aproximo do seu ouvido e sussurro:

Por favor, faz o que eu nunca fiz e cuide dos dois por mim. — suspiro pesadamente e volto a dizer: — Não seja como eu, não se abstenha de sentir algo por medo.

 Me afasto dela, a mesma está com os olhos arregalados, acho que ela não esperava por isso. Depois de dar uma última olhada no Yohan eu saio do cômodo, sendo seguida por Hongjoong.

                               (...)

— Yerin, responda-me, por que você voltou? — Hongjoong pergunta, quebrando o silêncio que havia se instalado no carro.

— Eu já disse o motivo, Kim — digo baixo.

— Eu quero o real motivo, Lee.

 Claro que nenhum deles acreditam em mim. Podem me perguntar um milhão de vezes, a minha resposta sempre será a mesma: voltei para ver o Yohan. Não há outro porquê. 

— Eu realmente vim ver o meu filho. — Direciono meu olhar para a janela. — Essa é a primeira vez que eu consegui sair de casa, literalmente, para vir aqui.

— O quê?

— Desde que meu querido pai disse para o Yunho desaparecer das nossas vidas eu venho tentando dar um perdido nele para vir aqui, Kim. Por mais de mil, oitocentos e vinte e cinco dias eu tentei fugir daquele inferno de casa para poder ver como o meu filho estava. Tentei de todas as formas possíveis, porém, meu pai sempre me descobriu e por conta disso ele colocou aqueles seguranças nojentos para me vigiar.

— Como é? Eu ouvi direito o que você disse? — Hongjoong encostou o veículo e eu o encaro. — Me explica essa história, Lee, e eu acho bom você estar contando a verdade. 

E lá vamos nós…

— Você conhece o Lee Minjae. Sabe como é sua personalidade e que ele é desprovido de qualquer tipo de sentimento. Desde que Yeosang me apresentou para o Yunho eu, mesmo sendo festeira, gostei dele. Quando o meu pai soube que o homem que eu estava me relacionando era um mero funcionário de uma empresa de contabilidade ele surtou.

— Surtou porque não somos do mesmo meio que vocês — Hong fala, e eu assinto com a cabeça.

"Você não pode sujar o nome da família ficando com um pobretão". Foi isso o que ele disse na época — suspiro. — Mesmo com essas doces palavras ditas por ele eu continuei meu relacionamento com o Yu. Meu pai ficou puto da vida comigo, típico dele. — Sorrio fraco.

 Eu tenho exatos vinte e oito anos e até hoje nunca entendi o porquê do meu pai ser tão frio. Na época em que fiquei com o Jeong, no auge dos meus vinte anos, eu queria curtir a minha vida ao máximo, frequentar dezenas de festas, provar das mais variadas bebidas alcoólicas, esse meu enorme desejo se dava ao fato de eu saber que essa liberdade não duraria por muito tempo. Chegaria o momento dos meus pais cortarem as minhas asas, para assim, eu viver de acordo com o script idiota de uma vida perfeita, somente na visão deles, que ambos escreveram. 

— O Yu realmente gostava de você. Eu fiquei mal por ver o estado que ele ficou quando você desapareceu depois de ter dado a luz ao Yohan e ao mesmo tempo eu fiquei bravo. Bravo com você, da forma mais intensa que se pode imaginar. Você o destruiu, sabia? E demorou muito para ele te esquecer e seguir em frente.

— Eu também gostava dele. Muito mesmo. A prova disso é o fato de eu ter continuado com ele mesmo depois do Minjae ter pedido para eu terminar com ele. 

— Se você gostava tanto assim por que não queria casar com ele? — Hong indaga, me olhando com o cenho franzido.

— Por medo. Não dele ou do sentimento que eu nutria, mas sim do que poderia acontecer depois do matrimônio. Sabe-se lá o que meus pais fariam com ele, fora que Yunho nunca teria a benção deles.

— Esse lance de benção para se casar é bem ultrapassado. Pelo menos na minha concepção.

— Eu também acho, mas essa sua concepção não funciona quando você nasceu, cresceu e irá morrer em uma família extremamente arcaica.

— Talvez você tenha razão — Hong solta um longo suspiro. — Como você conseguiu ir embora sabendo que seu bebê tinha apenas cinco dias de vida? 

— Hongjoong…

— Só fala, Yerin. Eu, ou melhor, nenhum dos meninos conseguimos engolir isso até hoje.

— Uma ameaça — falo, sentindo que logo eu começarei a chorar novamente. — O meu pai ameaçou vocês.

— Você só pode estar brincando com a minha cara — Hongjoong ri. — Para mim essas coisas só acontecem em Doramas.

— Eu estou falando sério. 

— Tudo bem então. Me conta o seu lado da história, Lee. — Hong fala, com o semblante sério.

— O inferno começou desde que soube da minha gravidez…

LEE YERIN - 5 ANOS ATRÁS

— Talvez seja melhor você comprar um teste de gravidez, Yerin.

 Meu irmão mais velho, Lee Taeho, diz. Estamos na sua casa e ele está agachado ao meu lado, segurando o meu cabelo enquanto eu coloco meu café da manhã e o almoço para fora do meu corpo. 

— Eu estou com medo, Tae, e você sabe muito bem o motivo — falo.

— Que se dane, eu vou ir na farmácia, comprarei um teste e você fará ele.

 Ele se levanta e eu faço o mesmo. Abro a torneira, lavo meu rosto e em seguida enxaguo minha boca. 

— Trate de ligar para o Yunho, entendeu?

— …

— Yerin, é sério — Taeho fala, enquanto segura meus ombros. — Peça para ele vir aqui, tudo bem?

— Sim.

 Ele deixa um selar na minha festa e sai apressado do quarto. Me jogo na sua cama e solto um longo suspiro.

— Eu não posso ficar grávida agora — sinto um nó se formar na minha garganta. — Não mesmo… e se Minjae prejudicar o bebê?

Dois meses de gestação

— Amor, você está bem? — Yunho pergunta. — Você está tão calada ultimamente.

— Eu estou bem, não se preocupe comigo, Yu.

 O lado oposto da cama afundou, dando indício de que ele se deitou ao meu lado. Sinto seus braços envolverem minha cintura, enquanto sua destra acaricia minha barriga sem volume.

— Claro que eu vou me preocupar com você. Sou seu namorado no fim das contas. — Yunho deposita um selar no meu ombro. — Não vejo a hora da sua barriga crescer.

 Me pergunto até quando eu vou conseguir agir de maneira indiferente em relação a essa gravidez. Eu me odeio tanto por ser tão fraca. Quem eu quero enganar me fingindo de fria? Feliz eu estou por estar gerando uma criança, por mais que ela tenha vindo em um momento desapropriado, mas as coisas não estão sendo fáceis para o meu lado.

— Yu, você realmente está feliz, não é? — pergunto, segurando sua mão.

— É claro, meu sonho é construir a minha própria família — ele responde. — Por quê?

— Nada não — fecho meus olhos. — Eu não pensei direito quando falei em aborto.

— Está tudo bem. Só não quero falar sobre isso novamente, tudo bem?

— Sim.

— Yerin.

— Hum?

— Eu gosto muito de você — ele fala, rente ao meu ouvido. 

— É recíproco, Yunho.

Seis meses de gestação

— Olha esse, amor — Yunho vem na minha direção, enquanto segura um tênis minúsculo. — Não é fofo?

— É sim — sorri minimamente.

— Ele também vai para o nosso carrinho. 

— Certo.

 Yunho parece uma criança quando vai em um parque de diversões. Ele literalmente quer levar todas as roupinhas e tênis da loja para casa. Ele está tão feliz e me dói saber que…

— Posso não ser rico, mas nosso filho terá de tudo do bom e do melhor — ele fala, acariciando a minha barriga.

— Fico aliviada em saber que ele terá um excelente pai. Você será muito bom para ele, Yunho.

— Com certeza — ele sorri. — Obrigado por estar me proporcionando isso, Yerin. 

 Não falo nada, apenas entrelaço meus braços no seu pescoço. Droga, por que as coisas terão que ser assim? Por que eu não poderei desfrutar da sensação de ser mãe e de ver o filho crescer?

Nove meses de gestação

— Força, senhorita Lee — meu obstetra diz. — Falta pouco para você conhecer seu filho.

 Yunho está ao meu lado, segurando a minha mão.

— Essa dor é insuportável! — falo.

— Você consegue, Yerin — Jeong sussurra. — Só mais um pouco, amor.

 Já estava ficando sem ar. Espero outra contração vir, fecho meus olhos e faço força. Sinto algo sair de dentro de mim e em seguida ouço um choro alto.

 Yohan nasceu.

— Ele nasceu! Ele nasceu, Yerin — Jeong exclama, enquanto lágrimas escorrem por suas bochechas. — Nosso bebê finalmente está aqui. Obrigado por isso, Yerin — ele deposita um selar demorado nos meus lábios. 

 Começo a chorar. Minhas lágrimas são um misto de alegria, alívio e tristeza. Jeong Yunho irá me odiar pelo resto de sua vida quando descobrir que eu terei de partir. Eu daria qualquer coisa para ser de uma família normal, só assim eu poderia viver minha vida ao lado dos dois sem ter medo dos Lee fazer algo contra eles. 

Cinco dias depois

— Acho bom você fazer o que eu mandei, garota — meu pai diz.

— Eu imploro, pai, deixe-me ficar com eles — peço novamente, com a voz trêmula. 

— Nunca! Você entendeu? Nunca deixarei você se juntar com esse tipo de gente. — Ele se aproxima de mim. — Você é uma Lee, deve seguir todas as minhas ordens sem reclamar, não manche o nome da nossa família.

— Eu não me orgulho de carregar esse sobrenome! — esbravejo. — Eu não farei o que você disser. Quero viver ao lado do Yunho e do meu filho, ele não pode crescer sem uma figura materna.

— Ele vai, sim, crescer sem uma figura materna, não adianta fazer e nem falar nada. Ninguém mudará esse fato.

— Só porque sua mãe te largou que eu tenho que fazer o mesmo com minha prole? É isso, Lee? Você não passa de um homem mal amado e sem coração.

— Se quiser pode me desafiar, sua inútil, mas saiba que eu destruirei a vida desses dois e dos seus amigos também. Eu tenho poder de sobra para fazer isso. A escolha é sua, Yerin.

— SEU CRETINO! — grito.

— Cala a boca! 

 Sinto o lado direito do meu rosto arder. Meu pai havia me batido. Olho para a minha mãe, que até agora não abriu a boca, e a mesma continua inexpressiva. Ela nunca muda, nunca ficou do lado e sempre deixa o marido falar tudo o que bem entende para mim. Esses dois se merecem. 

— Eu te odeio — falei em meio ao choro. — Eu te odeio, Lee Minjae.

                               (...)

— Foi isso que aconteceu, Hong — termino de falar, e seco meu rosto. — Eu tentei, falei mil vezes com ele, implorei, mas eu não poderia deixar ele machucar todos vocês. Eu juro que fiz de tudo…Eu juro.

— Nossa… — Hong mordeu o lábio inferior. — É, realmente toda história tem dois lados. Eu não imaginava que você estava feliz com a gravidez. Você falou que um bebê naquela época iria atrapalhar a sua vida profissional e que odiava crianças.

— Se eu odiasse tanto crianças eu não… eu não faria as coisas que faço hoje — falo. — Eu sempre gostei desses pedacinhos de gente, mas infelizmente não pude ficar com o Yohan. Meu próprio filho. Eu o amo, Hong, por esse motivo eu escolhi abrir mão dele. Essa foi a decisão mais difícil da minha vida.

— É melhor você contar tudo isso para o Yunho, Yerin. Do contrário nem ele, muito menos o Yohan, irão te perdoar.

— Ele não quer me ouvir, Hong — suspiro. — Tenho certeza que ele pensa que eu voltei para tomar o nosso filho dele. 

— Eu também pensei nisso, desculpa.

— Eu não faria isso, Kim — ri sem humor. — Nem se eu tivesse direito faria tal coisa. Se algum dia o Yohan quiser conversar comigo, se ele estiver disposto a ouvir meu lado, assim como você fez, a porta da minha nova casa sempre estará aberta para ele. Por agora isso será difícil, ele é apenas uma criança que não entende e que consequentemente está assustado com toda essa situação.

—  Você tem razão. Agora me diz, como você conseguiu sair de lá para vir aqui?

 Acabo por rir. Minjae sempre se certificava de esfregar na minha cara que a casa era dele e que por conta disso eu tinha que obedecê-lo enquanto estivesse debaixo do seu teto. Entrei para a faculdade que meus ele e minha mãe queriam que eu fizesse meses depois de ter deixado o Yohan. Cursei direito mesmo sem gostar, porém, depois que me formei no ano passado eu arrumei um emprego ótimo e guardei boa parte do dinheiro que eu ganhei. Com o mesmo e claro, com a ajuda do meu irmão, consegui comprar a minha própria casa meses atrás. Só assim para eu ter passe livre para conhecer meu filho, sem ter que me preocupar com seguranças na minha cola em todos os lugares que eu frequento. 

— Comprei uma casa a pouco tempo, Kim. Agora eu posso dizer que sou dona de mim e que tenho total liberdade para fazer o que eu bem entender — respondo.

— Certo. Fico feliz por sua conquista — sorriu. 

— Obrigada, Hong. Bom, é melhor deixarmos essa conversa para depois, eu tenho que ir para o hotel que estou hospedada.

— Mas você não comprou uma casa? 

— Sim, mas ela não fica aqui, muito menos perto da residência dos Lee.

— Entendo. Vamos então.

                               (...)

— … sim, acabei de voltar de lá… certo… você já está vindo?... Tudo bem então, te vejo daqui a pouco.

 Desligo meu telefone e me jogo na cama do hotel. Estou exausta, não fisicamente, mas psicologicamente. Já tinha noção de que meu reencontro com o Jeong mais velho e o mais novo seria horrível, porém, foi cinco vezes pior do que eu imaginava. Fecho meus olhos, mas volto a abri-los quando ouço o barulho da porta sendo aberta.

— Finalmente vocês dois chegaram — falo, me pondo de pé. — Senti sua falta, amor. — Me aproximo do meu noivo, An Hoseok, depositando um selar nos seus lábios.

— Como você está, querida? 

— Péssima — sorrio fraco. — E vocês? Ele se comportou? — pego a bolsa que está no seu ombro, colocando-a na cômoda.

 A segunda pessoa da qual eu me refiro é a criança de um ano, que está dormindo confortavelmente no colo dele. Muitas coisas aconteceram nesses últimos anos, uma delas é An Minseok, o irmão mais novo de Jeong Yohan.

— Sim. Min é a criança mais calma que existe na Coreia — Hoseok responde, colocando o menor no berço que está ao lado da nossa cama. — Vamos aproveitar que o nosso bebê dormiu para conversarmos.

 Fomos para a sacada e eu contei tudo que aconteceu e tudo o que falei para o Yunho, nos mínimos detalhes. Hoseok, sendo a pessoa mais compreensiva e pacífica que já conheci, me escutou do início ao fim. Já estava decidida a desistir de ver o Yohan, já que todos os meus planos eram descobertos por Minjae, e foi Hoseok que me incentivou a continuar tentando. Ele me ajuda em tudo, me incentiva a fazer as coisas mais loucas e divertidas das quais eu tenho vontade; ele chora comigo quando estou triste e dá gargalhadas quando eu estou feliz. Nos conhecemos quando eu estava enfrentando, sozinha, a minha pior fase e mesmo depois de descobrir que eu tenho consultas no psicólogo, quase que semanalmente, e que eu tomo certos remédios ele continuou do meu lado. 

— Ele é tão lindo, amor — sorrio ao me lembrar do meu primogênito. — Meu filho é tão lindo e inteligente. Por Deus, ele é muito inteligente, até fiquei assustada com isso.

— Espero conhecê-lo um dia — Hoseok fala, enquanto me abraça. — Será que quando ele crescer vai querer conhecer o Minseok? 

— Eu realmente não sei, mas desejo que ele não odeie o irmão, afinal, nosso Min não tem nada haver com essa história.

— Tem razão. 

— Obrigada, Seok.

— Está me agradecendo por quê?

— Por você me ajudar tanto — respondo, vendo ele sorrir. — Tenho sorte por ter você do meu lado.

— Eu sei que você me ama, coisinha.

— Convencido você — rimos.

CHOI SEOYUN

 Abro meus olhos lentamente, mas me apresso em fechá-los novamente, já que os raios solares que invadem o quarto me incomodam. Sinto alguém subir na cama e em seguida uma pequena mão acaricia meu rosto. A sensação é gostosa, mas tudo o que eu quero é dormir, afinal, hoje é sábado e nos sábados eu passo o dia inteiro deitada.

— Acorda — ouço uma voz infantil dizer.

— Agora não, Hwan, deixa a mamãe dormir mais um pouco. — Pego meu travesseiro e o coloco sobre meu rosto.

— Hwan? Eu sou o Yohan, Seo.

 Abro meus olhos e vou abaixando o travesseiro. Me deparo com o Yohan sentado ao meu lado, com o rosto inchado por ter acabado de acordar, seus fios estão desgrenhados e ele está sorrindo de orelha a orelha. Como eu posso ter confundido ele com o Hwan?

Por Deus, eu devo estar ficando louca, só pode.

— Desculpa, anjinho. Acabei confundindo você com outra pessoa — sorrio.

— Está tudo bem, Seo. 

— Você dormiu bem?

— Uhum — responde. — Seo, por que você dormiu com o meu papai?

— Ahn?

 Só então eu olhei para o outro lado da cama e vi que Jeong Yunho está dormindo como um bebê. Automaticamente os acontecimentos de ontem começam a passar na minha cabeça. Desde a discussão do Woo com o San, o Mingi me buscando, o Yohan chorando, a mãe dele falando comigo e o… o beijo.

— Seo? 

— A-Ah, o que foi, pequeno?

— Você parou de falar, está tudo bem?

— Sim, sim, está — falo rápido. — Vem, vamo preparar o café da manhã.

 Levanto da cama e ele pula no meu colo, deixando um beijo estalado na minha bochecha. Exatamente como o meu pequeno fazia. Dou um abraço apertado nele e me permito sorrir com as lembranças das minhas antigas manhãs.

— Ah, bom dia, Seo. Esqueci de falar isso — Yohan fala.

— Bom dia, bebê — dou um beijo na sua testa e saímos do quarto.

JEONG YUNHO

 "Hyung". "Acorda, hyung."

 Abro meus olhos com certa dificuldade, tentando me adaptar com a claridade do cômodo. Espero minha alma retornar para o meu corpo e vejo que Mingi, Yeosang e Hongjoong estão parados na frente minha frente, me olhando de forma maliciosa.

— Ei, Yu, então quer dizer que a Seo dormiu aqui com você? — Mingi fala.

 Claro, de alguma forma eu arrumei coragem de onde não tinha para pedir que ela dormisse aqui comigo ontem.

— Bom dia para você também, Song — falo. — Espera, vocês estavam nos espionando enquanto dormíamos?

— Não! Jamais faríamos tal coisa — Mingi diz, rapidamente.

Song não presta nem para disfarçar.

— Jeong, temos um quarto de hóspedes na nossa casa. Você esqueceu disso? — Yeosang me provoca.

 Que a verdade seja dita: eu realmente queria ela perto de mim, não no quarto ao lado.

— Eu mal acordei e vocês já estão me enchendo com suas provocações? — indago. — A propósito, onde ela está?

— Ah, não se preocupe, Jeong. Seoyun não saiu correndo daqui se é isso que você está pensando — Hong sorriu. — Na verdade, ela está na cozinha preparando o café da manhã com a ajuda do Yohan.

— Sério? — pergunto, levantando da cama em um pulo. 

— Acho que alguém está bem animado nesta manhã — Mingi fala.

— Cala a boca, Song — dou um tapa na cabeça dele. 

 Fui para a cozinha e a cena do Yohan sentado no balcão, com resquícios de farinha no rosto, enquanto ri de algo que a Seoyun está falando aqueceu meu coração. Céus, eu sempre desejei acordar e me deparar com algo assim. O menor está tão feliz que nem parece que chorou por longos minutos no dia anterior. 

 O efeito 'Choi Seoyun' não funciona apenas em mim, mas também no meu pequeno. Espero não estar enganado, mas essa mulher é incrível.

— Bom dia, filhão — falo, me aproximando dele. 

— Bom dia, papai. Eu estou ajudando a Seo a fazer panquecas.

— Que legal, bebê — sorrio. — Bom dia, Seo.

 Deve ser por conta do beijo de ontem, mas eu me sinto estranho perto dela. Porém, não é um 'estranho' ruim. Acho que estou agindo novamente como um adolescente "apaixonado".

— Bom dia, Yu — ela fala. — Dormiu bem? 

— Perfeitamente bem — respondo.    

Bem até demais, mulher.

 Acabei por ajudar os dois na sua produção divertida de panquecas. Durante todo o processo, meu olhar vai de encontro com o da professora. Exatamente tudo o que o menor, que ainda está sentado no balcão, fala ela sorri e caramba… não me canso de dizer que esse sorriso é lindo. Se eu continuar pensando nisso estarei mais ferrado do que já estou. De acordo com o meu mais novo dicionário gramatical, Choi Seoyun é sinônimo de perdição.

Eu poderia beijá-la neste instante.

— Prontinho — Seoyun fala, me despertando do meu recente desejo. — O café está pronto, meninos! — ela grita, e em questão de segundos o Song, Kang e Kim surgem na cozinha.

Todos nós nos sentamos à mesa e enquanto desfrutamos do belo café da manhã, conversamos sobre coisas aleatórias do nosso dia a dia. Minha manhã com os meninos sempre é uma bagunça; não preparamos nada de especial para comermos e nunca temos tanto assunto para conversarmos. Hoje é totalmente o oposto e eu estou feliz por isso. Estamos parecendo uma família.

— O que foi, hyung? — pergunto para Hongjoong, já que ele está me encarando toda hora. O mesmo só fica assim quando quer me dizer algo que está o incomodando ou algo de extrema importância. — Eu sei que você quer me dizer alguma coisa.

— Talvez seja melhor você conversar com a Yerin novamente, Yu. Só que de forma madura dessa vez e sem a presença do Yohan — Hongjoong fala.

 Meu sorriso desapareceu do meu rosto. Não quero trazer esse assunto à tona justo agora. 

— Hong, eu não quero falar sobre ela. Poxa, minha manhã está tão boa, não quero me estressar com nada hoje — falo.

— Eu sei, mas ontem eu fiz ela conversar comigo e eu descobri certas coisas que até agora eu não consigo engolir. Toda história tem seus dois lados e eu descobri isso ontem enquanto conversamos. Acredito que todos merecem uma chance para explicar algo que fez ou deixou de fazer.

 Bufo e direciono meu olhar para Seoyun, a mesma está bebericando seu chá enquanto nos escuta se dizer uma palavra sequer. 

— É… você acha que eu de-

— Sim, Yu — ela corta a minha fala. — Eu concordo com o que o Hong falou. Marque com ela um dia para vocês conversarem, de forma civilizada, e depois disso você decide se irá perdoá-la ou não. Não conheço sua história com ela direito e sei que é difícil perdoar certas coisas, mas pelo menos tenta, isso não irá te matar. Guardar rancor para o resto de suas vidas não faz bem e não te levará a lugar algum.

— Ah, e não precisa ter medo, Jeong — Hong fala. — Yerin me disse que não quer tomar o Yohan de você.

 Me sinto aliviado por ouvir isso. A sensação é de que eu tirei um enorme peso dos ombros. Encaro ambos os adultos, dou um gole no meu café e, mesmo sem querer, volto a falar:

— Ahrg… tudo bem então — digo. — Darei uma chance para ela. Apenas uma.

Continua...


Notas Finais


E aí, vocês ainda desejam formar um complô contra a Yerin? Ainda querem bater nela? 😅. Nosso solzinho tem um irmão mais novo. O que vocês acharam disso?

O Hoseok que eu citei não é o Hobi, blz, sei que vocês devem saber disso, mas é sempre bom dizer. Ah, e não terá nenhum outro idol nessa fic além dos integrantes do Ateez.

Espero que tenham gostado.

Fiquem bem, lavem as mãos e bebam água. Bjs de luz no rim de vocês 😚♥️.

Até o próximo capítulo 🤗.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...