História Um Coração Frio - Malepok e outros - Capítulo 7


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Palavras 4.900
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpa a demora

Malena tomando decisões idiotas achando que é melhor pro Spok

(Ps. Imagine o Gusta com o cabelo igual a do video do (ex) melhor amigo que ele gravou com o Luba)

Pega um café e boa leitura

Capítulo 7 - Despedidas...


P.o.v  Cellbit

  Estava conversando com o T3ddy enquanto a loira não chegava, não demorou muito e ela abriu a porta do galpão, estava com aquele sorriso e aquele olhar que me dão arrepios. Chegou perto da mesa onde tinha os "instrumentos" e olhava atentamente pra cada coisa como se apreciasse o estrago que cada uma podia fazer, pegou uma faca pequena, olhou um pouco e colocou de volta no lugar, pegou outra faca maior e segurou mais forte. Foi até o "pai" e enfiou a faca na mão dele de uma vez, o mesmo acordou e não demostrou a dor que estava sentindo, isso deixou a Malena levemente irritada - não vai nem gemer? Fala sério eu sei que isso dói 

  - nunca vou te dar esse gostinho resto de aborto

  - você vai sim... sabia que eu nunca fui muito fã desse apelido? Não soava muito carinhoso - ela falava calma e sarcástica,  bateu na faca da direita pra esquerda com força e disse pra mim e pro T3ddy - gente agora eu vou fazer uma coisa que vocês não gostam, cacos de vidro - arrepiei só de ouvir aquilo e sabia que não seria bonito - a gente volta depois

  - talvez nem cheguem a tempo mas ok - eu e ele fomos pra outro cômodo do galpão - Cellbit me conta uma coisa?

  - depende da coisa

  - me conta o passado da Malena? - respirei fundo me lembrando das coisas horríveis que tinham acontecido na vida dela - conto - comecei a contar tudo o que eu sabia e com a maior riqueza de detalhes possível, o T3ddy ficava surpreso a cada parte da história que parecia um filme triste e dramático, depois de um bom tempo contando eu cheguei no “final” e ele falou - agora faz sentido ela ser tão fria

  - sinto falta dela

  - como assim?

  - ela era tão gentil, amável, carinhosa e parecia tão feliz mesmo com a vida sendo uma merda

  - queria ter conhecido a Malena assim

  - iria gostar. Mesmo com aquela farsa de família feliz e mantendo tantos segredos ela não queria esconder uma coisa

  - o que?

  - o quanto gostava da gente, eu e outra amiga nossa éramos muito importantes pra ela e nunca escondeu isso de ninguém, não sabia porque ela era tão apegada a nós mas depois descobri que era por culpa dos pais que nunca foram carinhosos, nós dois fazíamos sempre o máximo que podíamos por ela mas nada substitui amor dos pais mas com o tempo a loira se fechou e a distância entre nós dois aumentou muito

  - o Spok parece estar ajudando ela

  - parece que sim, até a postura dela muda do lado dele

  - ela sempre sorri quando está com ele, o cara não sabe onde tá se metendo

  - ela vai mudar. Vamos voltar que já deve ter acabado

  - vamos - voltamos pra lá e ela estava quase desmaiando o cara no soco, eu meio que entendi o que queria fazer, queria que ele passasse por coisas parecidas com as que ela passou até os 15 anos de idade. A loira parou de bater e falou pra mim - Rafael vem até aqui - me aproximei deles e perguntei - o que foi?

  - queria que você visse de perto esse monstro mas agora do jeito que ele merece ser olhado… com nojo

  - você precisa ser tão “intensa”?

  - preciso, ele está passando por isso uma vez mas eu passei por isso todo dia na minha infância, meus “pais” me fizeram sentir como se eu não fosse nada e falaram isso por tanto tempo que… acabei acreditando… acreditei que minha vida nunca deixaria que ser aquele inferno mas hoje é incrível

  - machuque ele o tanto que quiser só não esqueça que mesmo sendo uma merda por culpa dele você é rica e uma das melhores no que faz - ela sorriu e pegou um fuzil - tem razão Cellbit, meu agradecimento vai ser igual ao carinho que ele me dava - bateu com com a coronha do fuzil na cabeça dele que não desmaiou, estava explicado de onde saiu a “resistência” que a Malena tinha com torturas. Depois de fazer tudo o que queria ela começou a jogar gasolina e foi um galão inteiro, avisou - vai ficar meio quente aqui perto então é melhor se juntar ao T3ddy - nem respondi, caminhei a passos lentos pra perto do Lucas e enquanto ainda estava de costas pude sentir o calor, ele olhava as chamas e elas refletiam em seus olhos, finalmente cheguei até lá e me virei olhando o fogo consumir o corpo do homem que estava amarrado na cadeira, não conseguia ver o rosto da loira mas tinha certeza que estava sorrindo, o único barulho que existia naquele lugar eram os gemidos de dor do homem que estava sendo queimado vivo. O cheiro ruim de queimado já se fazia presente e o silêncio se fez presente depois de alguns minutos de agonia, me virei na intenção de sair pra respirar ar puro mas fiquei surpreso ao ver que o Spok assistia tudo da porta, cutuquei o T3ddy e disse - temos visita - ele olhou pra porta e ficou tão surpreso quanto eu, o de boné tinha poucas lágrimas escorrendo pelo rosto e uma expressão de quem tinha se decepcionado, a loira foi a última a olhar pra porta, quando viu de quem se tratava ela abaixou um pouco a cabeça e falou - eu te avisei pra não vir até aqui

  - é preciso conhecer alguém por inteiro pra amar ela por inteiro

  - mas essa parte de mim não merece amor porque é completamente incapaz de amar e na verdade eu nem quero que ela ame ninguém, o fato de não conseguir fazer isso vai dificultar minha vida e se esse lado meu “amolecer” meu trabalho é impossível

  - mas eu tô junto com você e posso te ajudar com tudo o que precisar, vou te apoiar e não precisa mudar pra amar porque se precisasse não seria amor - se aproximou dela e delicadamente começou um beijo, comentei bem baixinho com o T3ddy - acho fofo

  - tô adorando - estava próximo o suficiente pra ver uma lágrima caindo do olho da Malena, quando o beijo acabou ele limpo aquela lágrima com o polegar e perguntou - o que foi?

  - não dá, não posso e não vou estragar a sua vida

  - você não está estragando nada

  - eu sei que estou, arrastar você pra dentro dessa loucura está completamente fora de cogitação - ela se distanciou e disse séria - sempre vivi essa loucura agora você não e eu não vou te tirar de uma vida normal no futuro. Se a gente continuasse ou até mesmo tivesse filhos imagina o que essa criança sofreria se usassem ela pra me afetar e conseguir vantagens, não aguentaria ver sangue do meu sangue morto por minha culpa então é melhor continuar assim, você normal e eu a mesma psicopata de sempre

  - você não pode fazer isso comigo

  - já fiz - os dois estavam chorando, ela limpou as lágrimas e saiu andando do galpão na direção do camaro preto que estava estacionado na porta. Ficamos nos encarando por pelo menos um minuto só processando até que o Spok saiu correndo atrás dela


P.o.v  Malena

  Entrei em casa só pra pegar umas roupas e minha carteira que não estava comigo, fui até o quarto e coloquei roupas frias na bolsa já que o clima do lugar onde iria estava meio gelado. Peguei a pequena mala e levei ela pro andar de baixo, fui até a geladeira e tomei um copo de água gelada, terminei de tomar a água e liguei pra uma pessoa que me devia um favor, a pessoa comprou a passagem de última hora pra mim e quando já estava saindo o Spok entrou na casa - loira você não pode fazer isso comigo

  - é necessário… Não deixa mais difícil senão fica pior. Adeus Pop… Andrei - saí pela porta deixando ele paralisado na sala, entrei no Malemóvel e arranquei em direção ao aeroporto, estava em uma velocidade alta e ultrapassava qualquer carro que aparecesse, não demorou pra que chegasse no meu destino, embarquei logo em seguida e tentei dormir durante o voo

(Autora: tudo em inglês a partir daqui)

  Já estava na frente do meu prédio no centro de New York, paguei o taxista e entrei no edifício, o porteiro me encarou com deboche e uma pitada de desprezo, eu disse - me dá a chave da cobertura

  - você deve estar se enganando, tem vários outros lugares na cidade que podem se adequar melhor a sua faixa de preço e a cobertura só pode ser ocupada pela dona do prédio

  - acho que você não entendeu - mostrei meu passaporte e a expressão dele mudou de deboche pra desespero pela certeza de que ia ficar desempregado - me desculpe Srª Nunes

  - prefiro Riskevich

  - então me desculpe Srª Riskevich

  - me dá logo minha chave cara - ele entregou a chave e eu comecei a andar na direção do elevador, apertei o botão e falei quando as portas se abriram - procura outro emprego - entrei no elevador e apertei o botão pro andar que eu queria

~Quebra de tempo~

(Alguns dias depois)

  Já estava na hora de sair um pouco então decidi ir pra balada (pela terceira vez na semana). Levantei do sofá e fui pro banheiro, tomei um banho bem quentinho e vesti uma roupa adequada pra balada que eu ia, peguei minha pistola, meu celular e minha carteira logo em seguida saí do apartamento tracando a porta

  Andei até o bar desviando das pessoas e quando cheguei lá eu pedi - me dá o mais forte que tiver

  - uma moça tão delicada vai aguentar o mais forte?

  - te garanto que delicada é uma coisa que eu não sou - ele sorriu e deu de ombros se virando pra pegar a bebida, olhei pro lado e tinha um rapaz bonito que parecia um índio, o que eu não faria pra esquecer o Spok? - ei cara

  - oi

  - decidi que você vai ficar comigo hoje

  - decidiu é? - ele riu sarcástico e falou em português - é cada gringa louca que me aparece - tomou o resto da bebida e levantou da cadeira ao mesmo tempo que eu, saímos juntos da balada e ele comentou ainda em português, provavelmente achando que o carro não era meu - que camaro lindo, quero pra mim essa obra de arte - tirei a chave do bolso e destravei o Malemóvel deixando o cara super surpreso, e ele falava muito em português pensando que eu não entendia - adoro essas filhinhas de papai - entramos no carro e eu estava esperando ele fazer algum comentário absurdo pra contar que eu falo português e isso não demorou de acontecer - deve dirigir mal pra caralho

  - não sou sua mãe pra dirigir mal pra caralho

  - você fala português? Que merda - ri fraco da cara que ele fez e arranquei o carro em direção ao lugar onde nós iríamos - qual seu nome?

  - Gustavo Stockler mas me chama de Gusta e você?

  - Malena Nunes mas me chama de Malena mesmo

  - me desculpa eu não sabia que você estava entendendo

  - legal foda-se - eu não estava afim de papo eu estava afim de esquecer alguém, sabia que qualquer conversa me levaria a falar dele e isso era a última coisa que queria no momento afinal fui pra outro país só pra não lembrar - você vai ser grossa comigo?

  - vou e não pense que é exclusividade sua, só uma pessoa na terra tem o privilégio de me ver educada e garanto que não é você

  - sabia que isso é uma merda pra quem se apaixona fácil?

  - 15 minutos de convivência não são suficientes pra isso

  - eu não preciso de convivência eu preciso de um olhar, tenho certeza que está tentando esquecer alguém mas tenho uma péssima notícia seu olhar deixa claro que ainda não esqueceu

  - não haja como se me conhecesse porque não sabe nem metade da história

  - cara eu sempre sou ingênuo a ponto de achar que alguém se apaixonou por mim mas no fim o amor no olhar delas nunca é por mim

  - ninguém nunca me amou de verdade tirando o cara que eu quero esquecer

  - ele não é o único no mundo todo afinal tem seus pais... tem seus ami…

  - pode parar por aí que eu não estou afim de ouvir sobre coisas que não tenho, na verdade amigos eu tenho mas são de trabalho

  - você não tem pais?

  - chegamos - parei o carro e descemos - Malena eu acho que não tenho como bancar isso, faz tempo que não trabalho e minha conta não tem mais vários dígitos, fiquei preguiçoso, na verdade vou receber amanhã depois de um trabalho

  - já era de se esperar anda logo. 2 coisas, chega de conversa e quando eu acordar é melhor que não esteja na cama

  - ok - depois de resolver tudo na recepção nós subimos pro quarto e já começamos com beijos mais quentes…

  Senti alguém me abraçando por trás e só uma pessoa amanhecia na minha cama então pensei “Popok?”, olhei pra pessoa e vi que era o Gusta, respirei fundo e saí do abraço, sentei na cama e passei a mão no rosto pensando na noite passada, tinha que manter o ritmo nos festejos pra encher minha cabeça com outra coisa que não seja o Spok, suspirei pesadamente e me levantei logo em seguida vestindo minhas roupas e colocando a arma de volta no bolso “especial”, quando fui pegar a minha chave que estava do lado da cama ele acordou - bom dia Malena

  - bom dia Gusta

  - obrigado pela noite... - bocejou logo em seguida continuando - foi legal pra mim

  - foi legal pra mim também… a gente se vê por aí

  - já vai?

  - você nem devia estar aqui… só uma pessoa dorme comigo e não é você - disse calma até com um certo tom de tristeza e ele respondeu - quer falar sobre isso?

  - quero mas eu vim pra outro país só pra esquecer não sei se falar sobre isso é o ideal, ainda mais com uma pessoa que conheci ontem

  - conta logo loira eu sei que quer desabafar

  - ok - sentei na cama e ele fez o mesmo logo em seguida vestindo a camisa - pode começar a contar

  - eu sempre fui sozinha e nunca me importei com isso, meu trabalho me dá luxos altíssimos consequentemente me deixando completamente independente de qualquer um, antes de conhecer ele eu vivia em baladas e era sempre um por noite com uma regra “não esteja na minha cama quando eu acordar” e todos obedeciam porque tinham noção do que podia fazer se me irritasse

  - e o que você pode fazer?

  - você nem deve ter notado ontem - falei tirando a arma do bolso e mostrei pra ele que não ficou tão surpreso quanto deveria - esperava uma reação mais intensa

  - eu e meus irmãos trabalham com armas e outras coisas

  - você tem irmãos?

  - dois meio irmãos, são dois Lucas eu sou o único que sabe quem os dois são e o que são um do outro, nem desconfiam que somos irmãos já que me apresentei como um amigo, são boas pessoas mas se odeiam sem saber que são parentes, na verdade só um dos Lucas sabe que somos irmãos

  - faz quanto tempo que não vê eles?

  - já deve ter uns 3 anos

  - sente saudade?

  - muita, eles devem ter mudado tanto, ainda converso com o mais novo mas o mais velho está sumido a um tempo e me deixa preocupado porque o trabalho dos dois é perigoso, não que o meu não seja

  - trabalha com o quê?

  - tráfico de armas e drogas por isso vou receber hoje, tenho que matar uma das maiores traficantes que está aqui em Nova York

  - eu também tenho trabalho hoje, vou destruir sozinha o quartel do PewDiePie

  - SOZINHA? Isso é impossível! Você teria que ser uma máquina de matar

  - você não me conhece muito bem. Se eu matar ele vou tomar conta do mundo todo e minha fortuna vai aumentar muito mais

  - eu te ajudo se você me ajudar

  - fechado - apertamos as mão e ele foi vestir a roupa, depois de vestido por algum impulso desconhecido eu disse - quer carona?

  - aceito - saímos do quarto e no elevador ele me falou o endereço me deixando surpresa - você mora neste endereço?

  - sim, por quê?

  - você mora no meu prédio

  - seu prédio?

  - comprei ele a um tempinho pra passar as férias em Nova York

  - eu sabia que você era rica mas não tanto - ri fraco e as portas do elevador se abriram

  Estacionei o carro na porta da casa do PewDiePie e perguntei pro Gusta - pronto?

  - pronto - descemos do carro e começamos a atirar em tudo o que se movia, o Gusta errava bem mais que eu e depois de 30 minutos só de troca de tiros todos da porta já tinham morrido, fiz sinal pro Gusta entrar na frente e assim o índio fez, fui logo atrás dele e entramos na casa recebidos por mais tiros, depois de 10 minutos todos já estavam sem vida no chão, fui entrando mais e encontrei a esposa dele junto com o filho de 15 anos, o garoto estava com a arma apontada pra mim mas pela postura dele já sabia que não fazia ideia do que fazer e mesmo se tentasse não conseguiria já que a pistola estava travada, cheguei perto com um sorriso de deboche e peguei a arma de uma vez colocando ela na parte de trás da calça - GUSTA VOCÊ JÁ ACHOU ELE?

  - JÁ - o índio entrou com ele algemado e nem precisei perguntar pra que ele me explicasse - achei essas algemas na casa

  - pega duas cadeiras que eu cuido deles - logo depois que as cadeiras chegaram nós amarramos ele e a esposa deixando o filho solto (autora: a partir de agora eles vão falar em inglês), o garoto perguntou - o que você vai fazer?

  - vou ver como é a reação de alguém que passando por algo parecido com o que eu passei

  - você não vai conseguir me matar, eu vou sair e te torturar até a morte

  - não vai não PewDiePie porque de hoje você não passa - apontei a arma pra cabeça da esposa dele - ouvi dizer que você nunca implora por nada… vamos ver se é verdade. Ela vive se você pedir do jeito que eu quero

  - não vou fazer isso

  - PEDE - destravei a arma deixando ele mais aterrorizado - SE VOCÊ NÃO PEDIR EM 5 SEGUNDOS EU ATIRO

  - EU NÃO VOU IMPLORAR

  - parece que ele não te ama tanto quanto falou. 1… 2… 3… 4… 5 - puxei o gatilho fazendo com que o som de tiro ecoasse pela casa toda, barulho que foi acompanhado por um grito do filho do casal - meu filho vai ficar sem ninguém! Você tem noção disso?

  - EU TENHO PERFEITA NOÇÃO DISSO - apontei pra cabeça dele e perguntei - últimas palavras?

  - te vejo no inferno sua vadia

  - até mais - puxei o gatilho e o sangue sujou a parede, guardei a arma e olhei pro garoto que olhava aquela cena sem nenhuma reação, ele estava sentado do chão, olhou pra mim com ódio e falou - eu vou atrás de você e vou vingar eles

  - seja mais homem que o seu pai foi e aí venha me procurar pra que eu te mate também - virei as costas e comecei a andar mas parei quando o ouvi dizer - você nunca vai saber o que é ter os pais mortos na sua frente, eu só tenho 15 anos - voltei pra perto levantando ele pela gola da camisa - eu sei melhor do que ninguém porque quando tinha 15 meus pais também morreram… - joguei o garoto no chão e o encarei com frieza - mas a diferença entre mim e você é que eu mesma matei e você assistiu - saí da casa acompanhada pelo Gusta, parei perto do carro e peguei o telefone logo em seguida ligando para o T3ddy que me atendeu muito bem humorado e com voz de brincalhão

Ligação on

  - Malena Riskevich Nunes que não dá notícia a uma semana

  - Lucas Olioti de Souza que não precisa saber por onde eu ando

  - ai que fofo ela sendo grossa, ligou por quê desnaturada?

  - liguei pra te falar que pode mandar os Neagle tomarem conta porque a Breakmen acabou de perder o chefe

  - você conseguiu matar o PewDiePie sozinha?

  - com a ajuda de um amigo, pode colocar uma nova parceria na conta

  - nome?

  - Gustavo Stockler… não conta que descobri que o sobrenome dele é Mattos

  - você conheceu o Gusta? Ele é gente boa

  - ele é promissor e bom de cama então por que não?

  - VOCÊ TRANSOU COM O GUSTA? Ai merda o Spok tá aqui mas acho que não ouviu muito bem

  - não fala dele, tô tirando férias em outro país pra esquecer e você coloca ele na minha casa?

  - a gente não tá em casa e você me fez cuspir refrigerante no casal Cellps no meio do shopping, eles ficam tão fofos cobertos de refri que deviam se assumir

  - pede desculpa pra eles aí

  - vou pedir

  - era só isso mesmo, tchau T3ddyzinho

  - tchau Maleninha

Ligação off

  Coloquei o telefone no bolso e o Gusta perguntou - podemos resolver meu problema agora?

  - claro, qual é o nome do seu problema?

  - não sei o nome real mas o “nome de traficante” dela é Loira Noob - saquei a pistola apontando pra cabeça dele - quem está mandando me matar?

  - não posso contar

  - não me faça arrancar isso de você Gustavo, ME FALA LOGO

  - meu irmão, Lucas Lira

  - foi bom mas me desculpa

  - não faz isso por fav… - foi interrompido pelo som da pistola que foi seguido de um silêncio absurdo, o sangue do índio já sujava seu cabelos e formava uma poça no chão, mais um em que não devia ter confiado

~ quebra de tempo ~

(3 meses)


P.o.v  Spok

  Abri a porta de casa e o pensamento era sempre o mesmo “quero minha loira de volta”, mesmo com toda aquela loucura eu amava aquela mulher com todas as minhas forças. Passei a mão no rosto respirando fundo e deixando a carteira no sofá depois de fechar a porta, tomei um banho rápido e deitei na cama, depois de 15 minutos olhando o teto eu finalmente consegui dormir


Sonho on


  Estava em uma ponte bem alta e movimentada, tudo estava coberto de neve e aquela fumacinha legal saía da minha boca, tinha uma pessoa em pé na beirada e parecia que iria pular a qualquer momento, ela olhava pra baixo como se não se importasse com a altura, a pessoa colocou o pé mais na frente e fez menção de pular, fui chegando mais perto e a cada passo tinha medo que a tal pessoa pulasse, quando estava mais próximo pude perceber claramente de quem se tratava, era a Malena, ela estava com a pistola dourada na mão. Meus olhos se encheram de lágrimas só com a possibilidade dela se desequilibrar ou até mesmo pular por vontade própria, a neve estava ficando mais intensa e já deixava tudo escorregadio, quando cheguei mais perto ela se virou pra mim, seus pulsos estavam cortados e o sangue escorria lentamente pela pistola ou pela mão vazia até pingar no chão e se misturar com a neve a deixando vermelha, lágrimas dela caíam sem controle nenhum, dei um passo à frente e ela pediu - não se mexe Andrei

  - sai daí você vai acabar caindo!

  - e qual é o problema? Só uma psicopata a menos no mundo e o fim dos seus problemas, você não estava aqui quando precisei

  - mas agora estou aqui, cheguei pra te ajudar - dei mais um passo e ela disse com um sorriso triste - chegou muito tarde - apontou a arma pra própria cabeça e sem desfazer o sorriso ela puxou o gatilho


Sonho off


  Acordei suado e completamente desesperado, comecei a chorar muito e precisava saber dela agora, com as mãos tremendo eu liguei pro T3ddy que atendeu super sonolento

Ligação on

  - por que está me ligando às 4 da manhã?

  - me desculpa eu não podia esperar amanhecer

  - você está bem?

  - eu tive um pesadelo horrível e preciso de notícias da loira agora

  - você ficou assim por causa de um pesadelo?

  - pode me passar o número dela?

  - claro, te mando por whatsapp

  - obrigado T3ddy

  - tchau Spok a gente se vê amanhã

  - tchau Olioti

Ligação off

  Minha respiração estava mais controlada mas meu coração doía como se uma faca estivesse cravada nele e sabia que isso só passaria quando tivesse certeza que estava tudo bem, o T3ddy me enviou o número e eu liguei, fui atendido depois de um tempo e ela não parecia ter um pingo de sono na voz, devia estar acordada faz tempo

Ligação on (de novo)

  - alô

  - alô… só queria saber se estava bem

  - Andrei? Eu não estou muito bem…

  - por quê? Você se machucou? Tá triste? O que você tem?

  - calma, é que a saudade tá grande por isso não tenho andado 100%

  - então volta meu amor

  - você sabe que não posso, não quero estragar a sua vida… na verdade nem poderia conversar com você agora

  - por favor só me dá essa conversa como presente de natal, é daqui a 5 dias

  - tudo bem

  - me fala um pouco de você… tem nevado por aí?

  - até agora não muito mas a previsão de amanhã é bem fria, a cidade está linda com todos esses enfeites, bem romântico

  - tem saído muito?

  - acho que você não quer saber disso

  - quero saber de tudo

  - eu meio que estou solteira então minha vida está exatamente como antes… é bom mas sei lá alguma coisa mudou, não é mais tão fácil como era antes

  - acho que eu sei porque

  - também sei, vamos mudar de assunto, vai passar o natal e ano novo com quem?

  - o natal vai ser com os meninos e você?

  - sempre passo natal sozinha… nunca gostei de fazer festas, me lembram uma família que nunca tive

  - quase sempre passei com amigos, briguei com meu pai a tanto tempo que nem lembro de como é ficar com eles nesse tipo de data

  - nunca me contou muita coisa sobre você

  - não tem nada muito especial, tenho uma família legal e bem unida, não lembro bem o motivo mas acabei brigando com meu pai e saí de casa só com a roupa do corpo, minha tia me ajudou a ir pra São Paulo, arrumei um trabalho e comecei a viver tranquilamente

  - parece mais legal que a minha

  - mas muito menos interessante

   - nossas histórias foram completamente diferentes uma da outra mas cada uma teve seu charme

  - realmente tiveram mas agora estão muito melhores já que se juntaram

  - vai passar o ano novo aonde?

  - em casa mesmo e você?

  - na minha cobertura no centro de Nova York

  - a vista vai ser linda

  - eu gosto de passar em um lugar diferente a cada ano, ano passado foi em Sidney junto com o Pac e com o Mike, você não conhece eles mas formam um casal lindo

  - na maioria das vezes eu só deito e durmo como uma noite normal

  - meus primeiros 15 anos foram assim mas eu não quis mais isso, me traz sensações ruins deitar na cama e ouvir os fogos ao longe, parece que vou acordar a qualquer momento e tomar outra surra seguida de alguma ofensa

  - tá tudo bem agora, nada vai ser como era antes

  - sinto falta de você, beijos, cafuné, carinho, ficar de mãos dadas, falta das noites em claro…

  - sinto falta de nós também

  - cara a gente nem passou tempo junto de verdade e sente tanta falta

  - os poucos momentos românticos que passamos juntos já foi suficiente pra fazer falta

  - Spok eu tenho que ir, tem alguém batendo na porta, acho que é meu café

  - já é hora do café?

  - já vai dar 6 da manhã aqui então aí deve ser quase 7 e por algum motivo estranho eu tenho acordado sempre cedo

  - estranho mesmo. Bom café pra você Mah

  - tchau, até outro dia

  - te amo

  - acho que também te amo

Ligação off

  Respirei aliviado deixando o telefone do lado da cama, decidi ficar deitado até tarde pra digerir tudo o que tinha acontecido


Continua...



Notas Finais


Só queria lembrar que a Malena é solteira então não fiquem com raivinha kkk

Spok sofrendo porque essa é a função dele nas minhas fanfics muahahahahahaha (risada maligna)

E Gusta morrendo

(Pra quem acompanha as outras fanfics fique sabendo que perdi os capítulos prontos do meu celular ;-;)

Só isso

- H.T


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