História Um Coração Frio - Malepok e outros - Capítulo 8


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Palavras 4.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Postei hoje porque tô boazinha

Hoje tá maneiro

Pega um café e boa leitura

Capítulo 8 - Reencontros


P.o.v  Malena


  Depois de desligar o telefone eu me levantei do sofá, andei até a porta e abri, a última pessoa que eu esperava estava com uma xícara na mão e com um pequeno curativo no lado esquerdo da testa - hello, sorry to bother at this time but can you give me a cup of sugar? (Olá, desculpe incomodar neste momento mas você pode me dar uma xícara de açúcar?)

  - pensei que tinha morrido

  - você fala português! Ainda bem porque meu inglês anda meio enferrujado. Me desculpe se não lembro de você é que a um tempo eu acordei na casa do meu irmão e ele disse que eu tinha sofrido um acidente por isso não lembrava de muita coisa. Meu nome é Gusta

  - Malena - apertei a mão dele e dei espaço pra que entrasse no apartamento, peguei a xícara e fui pra cozinha enchê-la de açúcar, ele me seguiu - você não lembra de nada Gustavo?

   - meu nome é Diego - olhei pra ele que depois de alguns segundos riu - desculpa é que eu amo fazer isso, existem vantagens em não me lembrar de nada tipo zuar as pessoas

  - babaca

  - respondendo sua pergunta eu não me lembro de quase nada relacionado a outras pessoas, o médico falou que eu vou me lembrar, talvez me lembre melhor passando por coisas importantes com a pessoa ou as lembranças só voltem com o tempo mesmo

  - vou te fazer lembrar mas promete não ficar chateado?

  - ok - peguei a arma e apontei pra cabeça dele consequentemente o deixando apavorado, sabia que estava descarregada mas acho que ele não tinha descoberto isso ainda - foi bom mas me desculpa

  - não faz isso por favor - ele levantou as mãos e eu puxei o gatilho que só fez um barulhinho, quando percebeu que não estava morto ele me encarou e disse - Malena Nunes nunca mais faça isso

  - eu não te contei meu sobrenome, você lembrou

  - você atirou em mim… por quê?

  - você queria me matar eu não sei se iria então decidi ir primeiro

  - te matar depois de tudo isso? A gente matou o maior traficante do mundo juntos e foi mais fácil do que eu imaginei

  - cara você é irmão do Lira, você sabe o que rolou entre eu e o Lira?

  - não sei ele só pagou pra te matar já que eu sou muito bom nisso

  - a gente trabalhava junto e era inseparável, ele era a única pessoa que considerava amigo de verdade mas a gente brigou, brigou feio e toda aquela amizade virou ódio puro e mortal, ele me torturou, eu torturei ele, ele me torturou de novo e por último eu torturei ele e a Bruna, devia ter acabado com essa merda de uma vez, é bom torturar ele mas aquele filho da puta sempre volta e tenta me torturar, a gente tá fazendo isso a muito tempo

  - foi você que matou a Bruna? - aquela conversa estava tomando um rumo estranho então carreguei a arma e respondi - sim foi eu

  - obrigado quase que eu mesmo fiz isso, ela traía meu irmão mais que tudo, acredita que aquela vaca já deu encima de mim?

  - caralho nunca imaginei que além de babaca era corno - ri um pouco e o Gusta também - toma aqui o seu açúcar

  - obrigado - ele chegou mais perto e pegou a xícara da minha mão logo em seguida a colocando encima da pia, chegou bem perto mesmo - Gusta o que você está fazendo?

  - aproveitando que já estou aqui eu quero uma coisa melhor que açúcar - ele sorriu e me beijou, foi ficando cada vez mais intenso e…



  - não acredito que a gente fez isso na sua cozinha

  - tudo culpa sua

  - tomei a iniciativa mas você teria negado se não quisesse - vesti minhas roupas e peguei a xícara de novo pra entregar pro Gusta, ele pegou a xícara da minha mão e me deu mais um beijo, quando nos separamos o índio sorriu e eu o acompanhei até a porta - obrigado pelo açúcar e por outras coisas

  - de nada, até a próxima Gus

  - até - ele entrou na porta enfrente a minha e nós dois fechamos as portas ao mesmo tempo, fui pro meu quarto e peguei o notebook pra falar com o T3ddy sobre os negócios


~quebra de tempo~

(5 dias)


  Era noite de natal e eu decidi andar pela rua, tranquei a porta do apartamento e bati na porta do Gusta que atendeu sorridente, ele já estava pronto pra sair já que tinha mandado uma mensagem a uma hora atrás - vamos lá loirinha que a cidade vai estar fria

  - vamos - entramos no elevador e eu apertei o botão do térreo, lá fora nevava e era uma noite muito fria. Já andávamos na rua que estava lotada de turistas e gente rindo, era lindo a neve caindo e as luzes de natal iluminando a rua toda, era romântico e eu me sentia tão bem olhando aquelas luzes. Olhei pro Gusta e ele sorria vendo os pisca-piscas brilharem - Gusta

  - pode falar - paramos de andar e ficamos bem embaixo de uma árvore toda enfeitada, ele olhou pra mim e nós dois sorrimos, fomos nos aproximando cada vez mais até encostar os lábios com delicadeza e amor, o beijo foi maravilhoso e quando acabou ele disse bem baixinho - gosto muito de você

  - acho que eu também

  - vou te fazer ter certeza - sorrimos de novo e outro beijo começou, era incrível, quando o beijo acabou nós voltamos a andar pela cidade, paramos em um restaurante que não estava muito cheio e comemos enquanto conversávamos sobre coisas aleatórias, era o primeiro natal realmente bom que eu tinha em anos e estava adorando, terminamos de jantar e começamos a andar novamente, tínhamos acabado de comer mas tinha um café aberto então decidimos comprar alguma coisa pra aquecer, fui até o balcão acompanhada dele e pedi - moça eu quero um cappuccino de chocolate

  - e eu quero um chocolate quente - a moça foi preparar enquanto eu e o Gusta estávamos em um “momentinho de casal”, depois de alguns minutos ficou pronto e ele fez questão de pagar, saímos do lugar logo em seguida começando a andar na direção de um banco, sentamos lá e mesmo com o frio intenso estava agradável ficar do lado de fora. O cappuccino estava gostoso e bem quente, não perguntei como estava o chocolate do Gusta. Ele olhou pra mim e perguntou - Malena por quem você se apaixonou?

  - por quem eu não podia, era um cara legal e abriu minha mente pra novos horizontes e até mesmo pro amor mas ele não merecia viver nessa loucura que eu chamo de vida. E você já se apaixonou?

  - perdidamente por quem não devia, ela era linda e perfeita pra mim mas tinha namorado, não queria trair ele e eu disse que se um dia acabasse estaria sempre aqui pra ela, já faz dois anos que não recebo notícias, mesmo com a perda de memória nunca esqueci dela

  - você é um cara legal, a sorte é dela

  - também tá legal essa parada que tá acontecendo com a gente

  - tá legal mesmo mas não é pra sempre

  - então vamos aproveitar o presente sem pensar no futuro

  - então tá - encostei a cabeça do ombro dele e falei - melhor natal até hoje

  - com certeza. Vai passar o ano novo aonde loira?

  - aqui em New York e você?

  - sei lá ainda não planejei isso

  - quer passar na cobertura comigo?

  - quero, só nós dois?

  - acho que vai ser só nós dois mesmo, ou tem mais amigos que queira passar com a gente?

  - por enquanto não lembro de nenhum mas quem sabe até lá apareça alguém

  - como eu cheguei a esse ponto?

  - que ponto?

  - ponto de estar aqui em New York no natal no meio de um momento romântico, você é a segunda pessoa na vida que tem esses momentos comigo

  - me sinto lisonjeado e acho que você não deve se preocupar nos pontos que chega… só deixa acontecer - distanciei a cabeça do ombro dele e olhei em seus olhos - para de ser assim cara

  - assim como?

  - tão agradável - ele sorriu e eu tomei mais um gole do cappuccino logo em seguida voltando a olhar a rua, respirei fundo fazendo com que uma fumacinha saísse e falei - amo essa época do ano, essas luzes me acalmam de um jeito estranho

  - eu também gosto, acho bonito - virei pra ele e juntei nossos lábios em um beijo calmo, quando o ar fez falta nos separamos - vamos dar mais uma volta loira?

  - bora, tá frio mas eu quero - voltamos a andar e eu descobri o quanto a companhia do Gusta era boa


 ~quebra de tempo~

(31 de dezembro)


  Eram sete da noite e o Gusta já estava no meu apartamento mesmo faltando algumas horas pro ano novo, eu estava procurando alguma coisa pra beber na geladeira quando ele me abraçou por trás e começou a distribuir beijos e chupões pelo meu pescoço, ele sabia que aquele era um lugar sensível e aproveitava muito disso - não faz assim Gus…

  - que foi? Não consegue terminar de falar? Fala sério eu nem comecei

  - g-guarda pra mais t-tarde - com muita dificuldade eu o afastei. Peguei a bebida da geladeira e fechei a porta com o pé - Gustavo pega um copo pra mim? - ele foi até o armário e pegou dois copos logo em seguida colocando perto de mim - valeu

  - Malena

  - oi

  - é muito bom passar um tempo contigo

  - eu sei, sou uma pessoa maravilhosa

  - e humilde - nós dois rimos - brincadeiras a parte eu também gosto de passar tempo contigo - sorriu e me beijou de modo mais intenso, retribuí no mesmo nível de intensidade e se nós dois continuássemos ia acontecer na cozinha de novo, a campainha tocou fazendo com que a gente se separasse, ele revirou os olhos de leve e eu disse - não tô esperando ninguém que estranho

  - bora lá atender - saí andando em direção a porta da sala e quando parei pra abrir o Gusta já estava me abraçando por trás de novo, não reclamei. Abri a porta e me surpreendendo pelas pessoas que estavam no corredor - Cellbit! Vocês vieram

  - Malena! Melhor se separar desse cara que ele também veio

  - oi?

  - a gente não ia deixar o garoto sozinho no Brasil

  - quem veio? - o Gusta perguntou perto do meu ouvido me fazendo arrepiar de leve - uma pessoa que vai ficar chateada de me ver abraçada com você - me distanciei do Gustavo que ficou bem triste e dei espaço pra que os outros entrassem, Cellbit, Felps, T3ddy, Luba, Authentic, BaixaMemória e por último Spok, quando me viu abriu um sorriso e disse - oi Mah

  - oi Spok - meu sorriso foi involuntário, abracei ele e falei - te manter longe e seguro não é fácil

  - posso até estar longe e seguro mas feliz eu garanto que não estou - me separei logo em seguida olhando em seus olhos - vai ficar tudo bem

  - vai sim - fechei a porta e voltei minha atenção para os outros que estavam conversando no sofá - me contem as novidades aí galeri

  - eu e o Felps estamos noivos

  - parabéns casal Cellps, pra quem nem assumido tinha ainda isso foi pouco tempo

  - valeu e a gente já se conhece então não tem porque esperar

  - eai como anda L3ddy e Baixathentic?

  - eu e o T3ddy estamos namorando e Baixathentic não deu muito sinal de vida

  - essas férias te fizeram muito bem hein loira, surpreso aqui - o Marco Túlio disse olhando pra mim - foi bom pra colocar as ideias no lugar e relaxar um pouco e você foi bem sucedido em mudar de assunto

  - relaxa destruindo o maior traficante do mundo?

  - Luba você me conhece e sabe muito bem as coisas que me deixam calma

  - pior que sei

  - vamo beber logo que agora eu animei pra ver a virada do ano e Malena eu preciso conversar com você rapidinho - o T3ddy disse se levantando e indo pra cozinha, segui ele e fiquei parada perto da pia onde estavam os dois copos que eram pra mim e pro Gusta - pode falar T3ddy

  - é o seguinte... - ele começou a colocar bebida pra nós dois enquanto falava - você precisa parar de brincar com os sentimentos do Spok

  - eu não estou brincando com os sentimentos de ninguém

  - o cara tá mal por causa da saudade e aposto que por dentro você também não está bem

  - eu já disse que isso é melhor pra ele, não quero que se machuque por minha causa - ele me entregou o copo e falou olhando nos meus olhos - isso que está fazendo é pior do que qualquer tortura, vai matar o garoto se continuar assim

  - ele não vai morrer por um término fala sério

  - não estou falando literalmente estou falando que ele não vai ser feliz, inocente e legal pra sempre, vai ficar parecido contigo

   - eu sei mas se precisar magoá-lo para manter longe então isso é o que farei - respirei fundo e o T3ddy saiu da cozinha com a garrafa na mão depois de esvaziar o copo, bebi a minha em um gole só e fui pra sala sugerindo - vamos pra parte aberta lá tem bebidas, eram pra durar uma semana mas com vocês aqui não vai durar até o final do ano. Lá fora tem até neve

  - bela piada vai ser a melhor que eu ouvi pelo resto do ano, bora lá - o Felps disse se levantando e começando a andar na direção do lugar onde eu tinha falado, todos se sentaram nos “sofás” e o Cellbit foi pegar as bebidas, eu fui pra beirada olhar como estavam as ruas, por mais que fosse alto dava pra ver um pouco como estava o movimento, estava escorada olhando a cidade quando o Gusta veio pra perto com um drink na mão, ofereceu e eu aceitei - parece que a festa não vai ser só nossa

  - foi mal Gus, não sabia que eles viriam

  - tudo bem eles não vão ficar aqui pra sempre

  - esses aí só vão embora quando o sol raiar

  - o T3ddy eu sei que é festeiro mas os outros não convivi e nem sei o nome muito bem

  - são gente boa - ele me beijou e por alguns instantes esqueci de todo mundo que estava ali por perto, depois que o ar fez falta nós nos separamos e eu olhei pra galera, o Cellbit estava de boca aberta mas aparentemente só ele tinha visto - MENOS POR FAVOR QUE NÃO QUERO TER QUE CONSOLAR NINGUÉM

  - FODA-SE EU SOU SOLTEIRA - estava decidida, se tivesse que magoar o Spok pra que se distanciasse era isso que eu ia fazer. Voltei a prestar atenção na rua que estava a vários andares abaixo da gente, dei mais um gole da bebida e o Gusta me ofereceu - aceita um cigarro?

  - aceito - ele pegou um pra si e deu outro pra mim acendendo os dois logo em seguida - não sabia que tu fuma Gus

  - todos do nosso meio fumam, já percebeu isso?

  - mais ou menos, tem um ou outro que não fuma tipo o Marco e o Cauê, nunca vi nenhum dos dois com um cigarro na boca - ele respirou fundo e perguntou - por que manter ele longe?

  - eu não quero que ele vire alvo do seu irmão, se eu não me importar não tem motivo pro Lira pegar ele na intenção de me atingir

  - seria mais fácil protegê-lo você não acha?

  - não sei, vamos testar uma coisa de cada vez, nesses 3 meses não rolou nada com ele então acho que essa estratégia é mais eficaz

  - não rolou nada ainda, muito cedo pra falar

  - Ô CASAL VEM PRA CÁ

  - CASAL É SEU CU T3DDY - terminei o drink e apaguei o cigarro logo em seguida indo pra perto dos outros acompanhada do Gusta - o que foi?

  - só pra atrapalhar vocês mesmo

  - sério isso?

  - mais sério impossível

  - babaca - sentei do lado do T3ddy e o Gusta do meu lado, ficamos conversando até que chegasse a hora e finalmente chegou, era um lindo show de fogos anunciando a chegada do ano novo, tinham de várias cores e esse espetáculo lindo durou 15 minutos. Peguei um copo de bebida e enchi porque o objetivo da noite era estar completamente bêbada até o dia amanhecer, queria que acontecesse o famoso PT



P.o.v  Spok


  Já eram 4 da manhã e eu estava conversando com o Authentic, bebi um pouco mas nada que me fizesse falar embolado, o Tt tinha bebido mais que eu, o T3ddy, o Luba, o tal Gusta, o Cellbit, o Felps e a Malena tinham bebido pra dar PT, os únicos “sóbrios” eram eu, o Baixa e o Marco Túlio. Decidi pegar uma cerveja na geladeira já que a de fora tinha acabado, eu achava meio louco tomar coisa gelada nesse frio mas ok - vão querer cerveja também?

  - queremos

  - ok já volto - levantei do “sofá” e entrei em casa me deparando com o casal L3ddy em uma pegação intensa na sala, decidi não atrapalhar e continuei minha “jornada” até a cozinha, entrei e vi uma cena que não se apagaria facilmente da minha memória, a Malena e o Gusta estavam quase se engolindo na cozinha, não iria interromper afinal não serviria de nada pra mim. Abri a geladeira e peguei três cervejas logo em seguida fechando a porta, acabei chamando atenção da Malena que se separou dele e viu minha cara de desapontado, fez uma coisa que me magoou muito, sorriu debochada e voltou a beijar o Gusta com uma intensidade que me deu nojo, abri a cerveja ali mesmo e virei ela, saí da cozinha com o coração pisado e também determinado a dar PT antes de amanhecer. Entreguei as cervejas dos meninos e fui até o casal Cellps que estava “cuidando” das bebidas - Felps me dá o que tiver de mais forte por favor

  - claro - misturou umas coisas no copo e me entregou - cuidado pra não sair vomitando por aí e não bebe de uma vez senão dá merda e amanhã vem uma ressaca fudida

  - acho difícil - virei o copo de uma vez - quero ter dor de cabeça pra ver se esqueço a do coração então manda outro - isso se repetiu 5 vezes até que tudo me pareceu muito confuso e embaralhado - um último copo Felps

  - vai com calma Pokão

  - ir com calma? Você quer que eu vá com calma Cellbit? Não dá pra ficar calmo depois que você vê alguém que gosta quase engolindo outra pessoa na cozinha

  - você viu alguma cena Malusta?

  - ví o suficiente e volto pro Brasil assim que a ressaca passar, na verdade eu nem devia ter vindo - virei outro copo e saí de perto deles, no estado em que estava eu não ligava mais pra nada. Subi no parapeito que era largo o suficiente pra ficar em pé tranquilamente, olhava pra baixo e a grande altura não me intimidava nem um pouco, brincava de colocar o pé pra frente e se caísse não faria diferença, a neve atrapalhava e deixava escorregadio, senti uma leve tontura por culpa da bebida e logo em seguida senti alguém me puxando pra longe da beira, era o Gusta, me recompus e falei sério - eu não quero sua ajuda

  - tô bêbado mas não vou deixar ninguém morrer cara

  - Vai se ocupar com outra coisa e me deixa em paz

  - se quiser morrer fique a vontade mas não na frente dos outros - ele foi pra perto do Luba e da Malena que conversavam e riam alto, voltei pro “sofá” e agora o T3ddy também estava lá, ele falava coisas sem sentido e ria frouxo de si mesmo, sentei do lado dele e escorei a cabeça em seu ombro - que foi Pok?

  - decepções… grandes decepções - fiquei ali conversando com o T3ddy e tirei um cochilo até que os primeiros raios de sol bateram em nós, me levantei percebendo que a toda galera estava dormindo então decidi ir pro hotel já que o efeito da bebida tinha passado. Passando por perto dos quartos eu ouvi gemidos femininos e masculinos misturados e eu já sabia muito bem de quem se tratava afinal era a única mulher da casa, logo veio um mais alto e pararam, tinha consciência que ela ficava com outras pessoas mas não precisava ser enquanto eu estivesse aqui. Saí do apartamento e fui em direção ao hotel para arrumar minhas coisas e comprar minha passagem



  Tinha que voltar no apartamento dela pra avisar que estava voltando pro Brasil. Já estava na porta então entrei sem cerimônia já que estava destrancada, todos estavam acordados e estavam péssimos, estavam no sofá tomando café então cheguei perto e disse - gente quem ficou pior da ressaca?

  - do tanto que bebeu era pra ser você mas foi o Luba - o T3ddy falou enquanto olhava a xícara de café como se estivesse em uma crise existencial, o Cellbit perguntou - onde você estava Spok?

  - de manhã eu voltei pro hotel, onde eu encontro café?

  - na cozinha - fui até a cozinha encontrando a Malena pegando café pra ela, peguei uma xícara limpa que estava na pia e me aproximei da garrafa de café - como foi a noite Andrei?

  - incrível - respondi sarcástico - e a sua como foi? Deve ter sido ótima já que nem você nem o Gusta economizaram nos gemidos

  - foi ótima mesmo

  - pra que me machucar desse jeito? Não podia pelo menos esperar eu ir embora em respeito ao que a gente teve

  - você não é nada pra mim e nunca existiu “a gente” de verdade, não me importo se ouvir afinal eu sou solteira e não devo satisfações a ninguém muito menos a você

  - não sou nada?

  - nunca foi, foi só uma fraqueza minha… um deslize e esse deslize não vai se repetir, amor não existe pra mim muito menos amor por você

  - já entendi… eu fui só mais um brinquedo da sua mente doentia

  - obrigado por se descrever tão bem, assim não gasto tanta saliva com uma coisa inútil

  - não sei porque aceitei vir pra cá, devia ter passado o ano novo dormindo como sempre faço

  - devia mesmo, agora chega de drama e para de se importar com a minha vida - tomou um gole de café - nunca mais me procure ok Malena?

  - nunca te procurei e isso não vai mudar

  - vamos ver se não vai - saí da cozinha e avisei pra quem estava na cozinha - eu estou voltando pro Brasil hoje

  - por quê?

  - não fala comigo Gustavo a última coisa que quero é você se intrometendo na minha vida. Estou indo porque me magoei demais pra uma viagem só então estou voltando

  - a gente também não vai demorar muito por aqui - o Authentic disse encarando o nada do mesmo jeito que o T3ddy - tchau gente

  - tchau - todos responderam ao mesmo tempo e eu deixei o apartamento sem intenção de voltar nem pra lá nem para aquele relacionamento que eu tanto gostei


Continua...


Notas Finais


Não fiquem com raiva que tudo vai dar certo

Em relação ao Gusta... Kkk Trollei, e parece que a mira da loira não foi tão certeira (não me pergunte)

Malepok se separando definitivamente? Descubra no próximo capítulo (momento propaganda hehe)

Lembrando a vocês que a função do Spok é sofrer :3

- H.T


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