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História Um coração para o demônio - Capítulo 4


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Notas do Autor


BOA LEITURA! ❤

Capítulo 4 - Sorria, você apenas se ferrou


Fanfic / Fanfiction Um coração para o demônio - Capítulo 4 - Sorria, você apenas se ferrou

Três semanas…

Há três malditas semanas, Ciel está andando sob as pontas dos pés, 100% na defensiva. Há três longas semanas que o garoto não sabe mais o que é a brisa do vento entrando em seu quarto, pois não abre mais a janela. Há três semanas que ele se protege contra um demônio e já estava quase desistindo. Perderá as contas de quantas vezes já havia pensando em voltar na casa ao lado e simplesmente deixar a criatura fazer o que quisesse. Viver nas sombras te deixa acordado durante às 24 horas do dia, mas adivinhe? Também te deixa exausto nesta mesma proporção de tempo.

Estava sendo difícil lidar com o medo, mas inventar explicações de seu comportamento suspeito para sua Tia protetora e lidar com a escola, estavam sendo um duro desafio também.

Não que fosse o fim do mundo, há tantas situações piores em que ele poderia estar… afinal, estava lidando com nada mais e nada menos do que com umas das criaturas mais perversas que já andaram sobre a terra. Undertaker estava certo, ele, com certeza, não tinha sorte, mas deveria agradecer do demônio ainda não ter feito um massacre de sua sanidade.

Não que a criatura não estivesse tentando… Ciel tem certeza que assim que ele se deu conta da proteção, deve ter se irritado muito. Aliás… ele deveria estar furioso!

 

[SEBACIEL]

 

Flash back/ON, Ciel/ON

Mesmo na segurança de meu quarto, eu não conseguia acalmar meus batimentos cardíacos e o suar frio em minha testa, muito menos amenizar a dor em minha barriga, que parecia zombar de mim. Medo… em seu estado mais puro, tomando conta de cada célula de meu corpo.

Haviam se passado três dias desde que sai correndo da casa ao lado. Para minha felicidade, o demônio ainda não havia tentado nada, nem mesmo deu o ar de sua presença em nenhum desses dias. Decidi que não poderia ficar parado aguardando igual a um covarde o próximo passo dele… o passo teria que ser meu. Mais uma vez resgatei minha coragem escondida e sai do quarto, eu já sabia o que fazer… mesmo parecendo loucura.

O dono de uma funerária próxima, era muito conhecido na vizinhança por suas histórias fantasiosas. Na verdade, todos o tem como louco, pois ele afirma para quem quiser ouvir, que são relatos reais. Confesso que eu também sempre achei que ele deveria procurar ajuda psicológica, mas me lembrando de uma de suas histórias, uma em específico sobre demônios e como ele os expulsou, não me parece tão delirante agora, não depois de conhecer aquela criatura. Sinto que estou perdendo a sanidade, indo pedir conselhos para ele, mas… se eu contasse sobre essa minha experiência para alguém, seria tachado de louco também, então, por enquanto, acreditarei que suas palavras são verdadeiras.

Undertaker é um homem misterioso e estranho. Tanto, que quando eu cheguei na porta da funerária, não havia ninguém para me atender, mas entrei mais a fundo mesmo assim, olhando com curiosidade mórbida os caixões que ali estavam. “Jovem Phantomhive, sua Tia morreu? Quer um caixão para ela?”, levei um susto com sua aparição repentina de debaixo do balcão. Louco! Não consegui conter uma careta pela pergunta imbecil sobre a minha Tia Ann. “Hahaha, estou brincando. Você deveria ver a sua cara! Puff”, suas gargalhadas em meio a fala só me fizeram me arrepender de ter ido até ali. No entanto, seu sorriso desapareceu e mesmo com a franja cobrindo seus olhos, sentia que ele me olhava fixamente. “Você quer ajuda para se livrar do demônio que o persegue?”, me espantei com suas palavras. Como ele sabia sobre isso? O que ele era? “Não pense muito nisso, Phantomhive. Você só ficará delirante.” riu, “Eu senti a energia negativa quando o demônio chegou aqui, há exatamente três dias, e, senti também a mudança em você”.

“Que mudança?”, perguntei confuso. Ir até lá fez algo se desenfrear na minha mente, fiquei mais inquieto do quando havia chegado. Undertaker pareceu me avaliar e respirou fundo. “Não irei te contar, eu não quero ter nada a ver com isso.”, Seu tom mostrava que ele sentia desprezo pelo que estava acontecendo, seja o que fosse. Fiquei quieto sem saber o que dizer, poderia realmente confiar nele? No momento não importava, ele parecia saber do que estava falando e eu apenas queria algo para me livrar daquela coisa. “Eu não insistirei, se você não quer me contar, tudo bem.”, ele pareceu desapontado com essas palavras, um beicinho se formando em seus lábios. “Você sabe o que eu posso fazer para me livrar dele?”

Interessado na minha pergunta, novamente um sorriso largo tomou conta de sua face. “Outra vez se livrando dele com um feitiço… não mudou muita coisa.”, o olhei confuso com suas palavras e ele apenas riu. Dane-se! Ele poderia até saber alguma coisa, mas também não é uma pessoa sã. “Posso ir embora, tendo a certeza que foi uma perca de tempo ter vindo aqui, ou você vai me dizer o que tenho que fazer?”

Observei ele dar altas gargalhadas e tirar um pequeno vidro roxo do bolso. “Aproxime-se”, ele pediu e o fiz sem cerimônias, apenas para me arrepender quando ele jogou o líquido na minha cara. Iria o xingar, mas senti meu rosto se aquecendo e a coisa jogada em mim, evaporar-se. “Ele não será capaz de chegar perto de você com essa proteção. No entanto, não acho que ele lidará bem com isso…”

Suas palavras pareciam preocupadas comigo, mas, novamente, seu sorriso não escondia sua diversão. “Aqui,” ele tirou um vidro azul do bolso desta vez e entregou-o a mim. “Quando quiser se livrar da proteção, faça o mesmo que eu fiz com o outro.”, o olhei estranho, por que diabos eu faria isso, se me livrar do demônio era a minha intenção?

“Você pode me dar mais um para a minha Tia?”

“Não, sua Tia ficará bem e eu não me meterei mais do que isso. O destino já tomou conta do restante e eu não devo me intrometer.”, ele deu de ombros, “Se meter em que?”, seu sorriso cresceu e ele fez sinal com a mão para mim ir embora. “Não volte mais aqui, pois não o ajudarei em mais nada.” Ele abaixou-se lentamente para debaixo do balcão novamente. Eu apenas virei-me para ir embora, ele deveria estar a tirar sarro da minha cara. Mas antes de sair, ainda pude ouvir um: “Sorria, Phantomhive. Você apenas se ferrou”.

 

Flash Back/OFF
 

No começo eu não acreditei que realmente funcionaria, mas ao chegar do colégio e ver o demônio sair as pressas por conta da minha presença, foi surreal. Com poucos dias, eu entendi porque Undertaker não deu um para a minha Tia também, a proteção parece ter efeito sobre tudo que eu gosto, e claro, isso inclui Angelline.

Apesar das coisas não estarem indo mal, eu continuo mais dentro do meu quarto, do que fora dele. Não consigo parar de pensar naquele ser, o mesmo ainda habita a casa ao lado e por mais que eu tente esquecer, sua imagem sempre vem a minha mente. É como se meu corpo quisesse se lembrar dele. Até meus sonhos ficaram esquisitos, em alguns deles me vejo diferente, mais velho, ambos os olhos azuis e longos cabelos. O demônio está nele em sua forma humana, sempre com um semblante triste me implorando alguma coisa. É tudo muito embaçado e eu não consigo entender nada, me pergunto se o mesmo não está tentando ferrar a minha mente. Mas será que ele pode fazer isso, mesmo com a proteção? Essas coisas só me fazem acordar de manhã com dor de cabeça e mais mal humorado do que normalmente sou.

Eu tento não pensar muito nisso, mas é algo que formiga a minha mente durante o dia. Agora mesmo, estou a caminho da escola e confesso que especialmente hoje, a minha mente está muito mais propensa a esse assunto.

O vento está gelado e o céu um belo tom de cinza, climas assim me agradam, é tão suave. No entanto, desta vez, não quero presenciar a chegada da tempestade.

 

Ciel/OFF


No colégio, Ciel encontrou seu colega de classe, Soma Asman Kadar, um indiano bonito e muito, mais muito alegre.

Soma o envolveu em um abraço e o Phantomhive se afastou, remusgando. Não que não gostasse dele, mas o garoto mais velho era muito grudento e tratava-o como um irmão mais novo, sendo sempre bastante protetor sobre ele.

— Animado como sempre. - Um sorriso pequeno percorreu os lábios de Ciel. — Mas vamos logo para a sala, hoje é a chegada do novo professor de matemática.

— Eu sei! - Soma o parou, segurando seu braço e rindo. — Mas a primeira aula é do professor Claude, não se empolgue.

Ciel revirou os olhos e fez uma careta, estava tão perdido em seus próprios pensamentos ultimamente, que acabou se esquecendo de coisas simples de seu dia a dia.

Andando lado a lado e escutando as besteiras de Soma, os dois chegaram a passos lentos na sala, entrando e sendo seguidos por Claude. O Professor de Física era rígido e bem sério, como aluno, Ciel detestava suas aulas.

— Apenas lápis e borracha em cima das mesas, hoje será prova.

“Que falta o Alois faz”, pensou Ciel ao imaginar o beicinho do amigo com essa notícia e o berro que o mesmo teria dado, fazendo com que o professor o expulsasse da sala. Seus olhos ficaram aguados com a lembrança, mas ele balançou a cabeça e olhou para a frente.

A aula de física demorou drasticamente, mas terminou. E ao som do sinal, Ciel saiu da sala e encaminhou-se para o banheiro. O jovem olhou-se no espelho e tirou o tapa-olho de seu olho direito, usava-o apenas no colégio, pois não gostava dos olhares que recebia dos outros estudantes ao verem as cores diferentes em seus olhos. No momento, abriu a torneira e jogou água na cara, uma falha tentativa de aliviar o estresse.

— Olha, se não é a aberração do colégio! - Uma voz enjoativa, acompanhada de risadas de outras pessoas foi ouvida.

Ciel suspirou e pegou papel para enxugar o rosto, tentando passar pelos meninos, mas tendo seu braço segurado pelo loiro que estava no meio.

— Me solte, Maurice. - Pediu em um tom irritado. Não suportava esses idiotas que o menosprezavam por nada, apenas por diversão.

O trio deu risada e o empurram no chão.

— Ouvi dizer que o circo da Arca está contratando aberrações para seu show de horrores, você deveria pegar a vaga. - Olhou com desprezo para o estudante no chão e saiu acompanhado de seus colegas, rindo alto.

Ciel cerrou os punhos e levantou-se, Maurice era mais irritante que uma Hiena, mas inofensivo. Apesar das ofensas e as breves agressões, o jovem sentia pena de suas atitudes doentias por atenção. Claro, não o bastante para não desejar que seus pais lhe dessem uma lição o o ensinassem a ter educação. 

Lembrando da hora, Ciel voltou a passos largos para classe. Não seria nada bom chegar atrasado na primeira aula do novo professor, maldito Maurice… O garoto praguejou e adentrou a sala, avistando o novo professor de costas, escrevendo algo no quadro-negro.

— Desculpe o atraso, houve um imprevis – Não conseguiu terminar de falar, seu rosto começou a arder, a sensação de ácido jogado na cara.

Todos olharam surpresos para o Phantomhive parado com uma careta de dor. O que era deveras estranho, o garoto parecia arrogante aos olhos dos colegas e suas palavras sempre eram firmes. Mas lá estava ele, parado para a observação dos ali presentes.

— Está tudo bem. - A voz fez Ciel congelar no lugar, e mesmo com a dor, arriscou um olhar para cima. Agora tinha certeza de que não estava delirando, ao ver olhos vermelhos feito sangue o encararem e um sorriso zombeteiro nos finos lábios. — Vejo que não se sente bem, aconselho-o a ir para enfermaria.

A ardência no belo rosto do garoto só aumentava e Sebastian se deliciava com sua confusão, dor e medo misturados em um belo banquete. O pobre mortal deveria não entender nada do que estava acontecendo. Ora, o tolo achou mesmo que ele não faria nada? Apenas o deu um pouco de sua própria dose, virando o feitiço contra o feiticeiro.

— Seu demônio idiota, pare com isso! - Exigiu autoritário, reconhecendo que havia uma plateia, assim que a gargalhada de todos espalharam-se por seus ouvidos.

Em meio ao teatro, Sebastian fez uma careta e mostrou-se indignado com as palavras de seu aluno. — Mesmo com dor, não deixarei ofensas passarem despercebidas, você ficará depois da aula.

— Eu peço desculpas por ele, Sr.Michaelis. - Soma levantou-se, chateando o demônio. — Ele deve estar com muita dor para dizer isso, Ciel é um bom aluno, pode perguntar aos outros professores.

A criatura reprimiu a vontade de revirar os olhos e degustou-se da luta de Ciel. Obviamente o pirralho estava louco para gritar, mas não queria dar mais motivos para o chamarem de louco, com certeza, esse acontecimento iria se espalhar pela escola e faria o mortal sofrer uma taxa maior de bullyng. Sebastian sabia como os jovens dessa idade poderiam ser cruéis.

— Aaah. - Agachou-se, levando as mãos para sua face, gemidos dolorosos foram ouvidos dos lábios do menino. O que se tornou uma linda melodia para os ouvidos do “professor”.

— Com licença, irei levá-lo para a enfermaria. - Soma não aguentou mais ver o amigo assim. Seus colegas eram uns idiotas e o Sr.Michaelis também, por não agir rápido perante a situação.

— Reverta tudo, a dor passará. - Disse Sebastian em um tom frio, ganhando olhares confusos de alguns estudantes. — Você tem minha permissão para acompanhá-lo. - Seu olhar perseguiu Soma, e este assentiu positivamente com a cabeça.

Um braço percorreu a fina cintura de Ciel e o outro serviu de apoio para o mesmo poder andar. Observando a cena, um gosto amargo surgiu na boca de Sebastian e o demônio irritou-se. Quem aquele mortal pensava que era, tocando assim tão intimamente em seu humano destinado?

Assombrado com os próprios pensamentos, o demônio acelerou os dois adolescentes a saírem, e com uma carranca que não conseguia disfarçar, deu início a sua aula. Aliviando-se apenas com os pequenos sussurros de “O Phantomhive surtou”, “Você viu do que ele chamou o professor? Que louco”.

 

[SEBACIEL]

 

O último sinal do dia bateu e Ciel encontrava-se na enfermaria, sozinho. Prometeu para Soma que estava bem e pediu para ele sair, não querendo que o amigo perdesse mais aulas por sua causa.

Mais cedo, no caminho até aqui, reparou que conforme afastava-se do demônio, a ardência em seu rosto ia melhorando, tornando-se suportável. Até que parou.

Em suas mãos, encontrava-se o líquido azul que ganhou de Undertaker. Obviamente a criatura fez algo, pois agora quem sentia dor ao chegar perto dele, era ele mesmo. “Desgraçado…”, Ciel respirou fundo e derramou o líquido do vidro em suas mãos, massageando-o em sua cara, sentindo algo diferente dentro de si na mesma hora. Do que adiantava segurar a proteção, se ela não servia mais? O demônio além de já poder chegar perto dele, ainda o fazia sentir dor por sua aproximação. Não era nenhum mal agradecido, mas Undertaker precisava rever urgentemente essas suas “coisas”.

Mesmo sem querer, o menino voltou para a sala de aula em busca de seus pertences. Foi uma trajetória difícil, tentando ignorar ao longo do caminho as piadinhas com sua cara. Ótimo, agora seria o centro das atenções por um bom tempo, por supostamente ter ofendido aquela coisa.

A classe já estava vazia e apenas Soma se encontrava ali, recebendo-o com um sorriso no rosto. — Você está melhor mesmo? Não quer ir ao médico?

O Phantomhive revirou os olhos, mas logo soltou uma risada suave.

— Eu estou bem. E caso isso mude, eu tenho a minha Tia. - Sorriu.

— Qualquer coisa, é só me ligar. - Ofereceu gentilmente. — Vamos indo então? - Apressou-o, vendo que Ciel ainda guardava suas coisas.

— Espera. - Guardou o caderno e fechou a mochila. — Agora vamos.

Mas eles não foram muito longe, o caminho em suas frente barrado por alguém muito mais alto que Soma, tomando o espaço de saída da porta.

— Vai a algum lugar, Phantomhive? - Ciel nem precisou olhar desta vez para saber quem era.

— Ele está doente, Sr.Michaelis. Não seria de muita sabedoria o fazer ficar aqui hoje. - Soma indignou-se, esse poste era ainda mais rigoroso que Claude!

— De acordo com a enfermeira, o quadro do Phantomhive está ótimo. Então, a não ser que queira se juntar a esta aula extra, lhe aconselho a não se intrometer nas advertências que não são de sua conta. - Seu tom era áspero e seu olhar fixado no aluno mais alto.

— Em casa eu te mando mensagem. - Ciel sorriu e olhou para Soma, sabendo que o amigo estava prestes a afobar-se e responder o demônio. Mas sabia que era melhor evitar problemas e não envolvê-lo neste em questão.

Desgostoso, o indiano despediu-se de Ciel, apertando suas mãos. Uma ação que não passou despercebida por Sebastian, que, novamente, sentiu o gosto amargo retornar a sua boca.

— Agora somos só eu e você. - Fechou a porta, notando o garoto recuar.

A cada passo do demônio em sua direção, Ciel dava um para trás, não notando sua aproximação da parede e em como ele ficou encurralado, tendo rapidamente os braços do demônio impedindo sua saída.

— Você está dentro do meu espaço pessoal e isso não é apropriado, professor. - Sebastian sorriu com a audácia do humano. Mesmo com medo, ainda era bastante atrevido.

O demônio pegou-se tirando o tapa-olho do garoto, algo que o incomodou desde que o viu assim nessa manhã. Por que esconder seus olhos? Observou a respiração trêmula saindo dos pequenos lábios carnudos, as gotas de suor formando-se em sua testa, e esta que estava franzida, mostrando claramente a confusão naquela mente insignificante.

— Esse seu jogo está insuportável, se você quer tirar a minha vida, faça! - Seus olhos bicolores estavam cheios de determinação, suas palavras sem nenhum pouco de medo. Sebastian interessou-se nisso, a vida da criança estava em suas mãos, mas não havia hesitação em suas palavras. 

Mais uma vez encontrou-se encarando aqueles olhos, a diferença entre os dois não era nada de mais, o que o atraia, era a clareza e pureza trazidas do fundo de seu olhar. Um belo espelho em águas claras, implorando para que a escuridão tomasse conta.

— O gato comeu a sua língua? - Ousou o garoto, não gostando do olhar da criatura sobre si, ele parecia estar analisando-o. Seus olhos vermelhos encontravam-se vidrados em sua face, fazendo algo crescer no estômago de Ciel.

— Sua beleza é igual a dele. - Sussurrou em seu ouvido, fazendo todos os pelos do corpo do pequeno se arrepiarem. — Tão exótica…

Ciel o olhou com medo, era típico dos demônios darem esses olhares estranhos para suas vítimas? Havia resolvido que ficaria quieto, mas o medo do próximo passo daquela coisa, impulsionou-o a morder com força o braço dele e livrar-se de suas mãos.

— Ainda não. - Foi puxado de volta, suas costas batendo na parede com força, horrorizando-se ao ver os olhos do demônio brilharem róseo. — Eu te desprezo tanto, sua escória humana. — Mãos circundaram o pescoço do garoto, e este achou que seria seu fim.

Fechou os olhos, esperando ter o pescoço quebrado, apenas para os abrir, surpreso, quando quentes lábios pressionaram o seu, dando início a um perigoso beijo.


Notas Finais


O capítulo cinco está legal também, corre lá! o/


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