História Um coração sem luz - Capítulo 3


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Magia, Once Upon A Time, Swanqueen
Visualizações 84
Palavras 2.075
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, LGBT, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus amores.
Desculpe a demora, sei que o capitulo já estava pronto a uma semana mas estou meio doente então não consegui pegar o computador pra revisar. Me desculpem.
AVISO IMPORTANTE!
Pessoinhas lindas este capitulo ficou bem pesado pois tem duas mortes e um ritual onde o coração da nossa Regina vira pedra. Prefiro avisar já pra ninguém falar que não avisei. Ta pesado.
Espero que gostem e boa leitura.

Capítulo 3 - Um coração estimado deve sangrar


Fanfic / Fanfiction Um coração sem luz - Capítulo 3 - Um coração estimado deve sangrar

- Me largue você não tem o direito de fazer isso, sua víbora. Onde está minha Princesa Regina? Sei que a mantei escondida. Sei que ela não está adoentada. Irei denuncia-la bruxa, o conselho não...

-Mulan? – Chamei em meio aos seus protestos sem ao menos acreditar em meus olhos.

- Regina? – Ela olhou em minha direção pela primeira vez também sem acreditar em seus olhos. – Regina meu amor! Como você está? Esta realmente doente? Oque ela fez com você meu amor? – Pergunta ao meio do abraço que lhe dou, mas antes de eu conseguir pensar em alguma resposta escuto a voz de minha mãe respondendo-a.

- Ela é uma Princesa sua ignorante. Alguém que pertence a realeza sempre está bem diante a plebe.

- Eu sei que a algo de errado. Não pense que me engana Majestade. – Ela se coloca em minha frente como se fosse defender-me. – Corre o boato aos Reinos que nossa soberana não passa de uma bruxa, alguém pobre que usa magia das trevas pra manter sua fortuna em pé. E dado ao fato que conseguiste deixar minha princesa inacessível devo presumir que os boatos são de fato reais.

Escuta-la pronunciando essas palavras alegra meu coração. Então de fato ela me procurou, de fato estava com medo de a Rainha lhe fazer algum mal.

- Realmente dizem isto de mim? – Cora pergunta olhando em seus olhos como em desafio. – Insolentes. Todos insolentes. Como ousam questionar meus talentos para governar minhas terras? Ao menos possuem um pouco da verdade em suas palavras não? – Ela então faz alguns objetos flutuarem para demonstrar o quão poderosa poderia ser. – Mas não achas que sou a única não? Criança ingênua. Sua amada princesa também possui tais dons. Tanto poder quanto eu se deixa-lo fluir em seu corpo eu diria.

Neste instante Mulan se vira de frente a mim com espanto nos olhos.

- É verdade minha Princesa? Você também possui magia das trevas?

-Sim. Mas não como esta a pensar. Estou apenas tentando aprender para... – Minha voz vai sumindo ao ver a repulsa em seus olhos. Da mesma maneira que eu olhei para Cora quando soube, Mulan me olhava agora, com nojo, reprovação e até mesmo medo. Dei um passo involuntário para trás ao ver este medo. – Mulan, me deixe explicar. Eu apenas queria aprender para fugir. – Estendi a mão em sua direção, mas desta vez foi ela que se dirigiu um pouco mais para trás, estando exatamente no meio entre mim e minha mãe.

- Como pode? Nunca pensou em me contar que poderia fazer bruxarias? Você não é a Regina por quem me apaixonei. É maligno, doentio, errado. Você esta se amaldiçoando igual a ela. – Apontou em direção a minha mãe sem de fato olha-la.

- Espere. Eu não... – Tentei me defender, mas foi em vão, ela já não me dava ouvidos.

- Vocês estão condenadas ao inferno. Malditas. Impuras...

Em meio aos seus gritos desconexos senti algo diferente, que impulsionava a me defender e tomava-me por completo. Com espanto me dei conta que agora os objetos flutuavam ao meu comando, podia senti-los em mim, como se possui-se varias mãos invisíveis segurando-os.

- Irei denuncia-las ao povo. O sacerdote tem de fazer algo, queima-las talvez salvem as pobres almas que abitam seus corpos...

- Está vendo Regina? – Minha mãe falou a cima das palavras quase desconexas de Mulan. – Ela não nos entende. Ninguém entenderia tamanho poder, só me veriam como um monstro e a você também minha filha.

- É você. – De repente compreendi. – Você a enfeitiçou. Estas palavras não pertencem a ela, e sim a você. Esta a obrigando a dizer essas atrocidades. Não minta. Posso sentir sua magia sobre ela.

- Sim. – Ela responde com um sorriso. – Veja como sua magia já está se fortalecendo só com essas palavras querida. E não se iluda. Não é porque são minhas palavras que não sejam dela também. Só a fiz se revelar antecipadamente.

- Largue-a. – Ordenei. Mulan ainda falava palavras quase desconexas em minha direção. – Mandei larga-la. – Gritei fazendo mais coisas flutuarem pelo quarto.

Neste momento Mulan cai de joelho e eu praticamente me jogo em sua direção juntos com os objetos que flutuavam.

- Me perdoe meu amor, não consegui mantê-la em segredo. Realmente lamento por não lhe proteger melhor de minha mãe. – Limpo suas lagrimas enquanto eu mesma não as seguro.

- Não peça desculpas minha Princesa. Eu que deveria ter-lhe protegido, falei em todas minhas tentativas de encontra-la. Sempre que me direcionava para seus aposentos me via perdida em meio aos corredores, não conseguia distinguir sua sacada das demais que sempre estavam fechadas. Tentei te encontrar, mas já não via como. – Ouvir sua confissão aqueceu meu coração, ela tentará, passou ao menos a me procurar.

 - Regina. – Minha mãe chamou por mim. – Você sabe o que tem de fazer. Fará por bem ou por mal?

Pude sentir o olhar confuso de Mulan sobre mim, mas não a olhei ao responder.

-Jamais mataria a mulher que amo, muito menos para lhe satisfazer. E nenhum de seus feitiços poderia mudar isto Majestade.

-Se prefere assim, então que seja. – Ao terminar de falar levantou sua mão e lançou um feitiço por mim desconhecido em minha direção. Comecei a perder os sentidos e sabia o que viria a seguir.

- Regina! - Escutei Mulan me chamando, mas suas mãos não me alcançaram, pois cai desmaiada ao seu lado...

 

Ao acordar me encontrei no chão sem saber ao certo o que havia acontecido, ainda podia sentir Mulan deitada ao meu lado, mas meus olhos focaram primeiro na mulher em pé a nossa frente. Cora estava sorrindo novamente e isto nada de bom poderia significar.

- O que está acontecendo? Qual feitiço jogou sobre mim? – Perguntei ao me levantar. – o que você fez? Responda.

- Eu? Só lhe dei a coragem de fazer oque tem de ser feito. – Ela apontou pra Mulan ainda deitada aos meus pés.

E neste momento eu realmente a vi. Ela sangrava. Sagrava tanto que seus lábios já possuíam o tom fúnebre que só se vê em defuntos. Ao erguer a mão para ampara-la notei a adaga ensanguentada que eu empunhava, arremessei-a ao fundo do quarto e me ajoelhei novamente ao lado de minha amada.

- Não! – O choque me tomou por completo. – Não pode ser. Meu amor? Por favor, não me deixe. Por favor. Por favor. – A vista já começava a me fugir para dar lugar as lagrimas.

- Ela já está fraca de mais, já não lhe resta muito tempo. – Ouvi Cora falar, mas mal lhe dava ouvidos. Mentiras, a Rainha sempre pronunciava mentiras.

-O que você fez? – Gritei sem tirar os olhos de Mulan.

- Já lhe disse. Não fiz nada além de te dar coragem. Se não está claro, era você que estava com a adaga, você esta com as vestes manchadas de sangue. Eu por outro lado estou completamente limpa. Você fez sua parte em meu plano, e devo acrescentar que o fez muitíssimo bem. – Se ela sorria não soube dizer, já não tinha olhos para mais nada a não ser a mulher ensanguentada a minha frente.

- Regina... – Sua voz saiu entre os lábios azulados, já não era a voz forte e sedosa que outrora fora.

- Meu amor. Me desculpe, eu não sei o que ouve. Perdoe-me. – Calei-me diante ao fato que ela tentava mais uma vez falar.

- Não. – Ela parecia tirar forças de onde não tinha, parecia ter algo importante a dizer, mas já estava em seus últimos momentos.

- Não se canse meu amor. Vai ficar tudo bem. – Menti para lhe trazer ao menos um momento de conforto.

Ela abriu os olhos, acariciou minha mão e por um instante me pareceu forte novamente, abriu a boca e sussurrou tão baixo que nem Cora deve tê-la ouvido;

- Eu te amo Regina...

Então se foi, o amor da minha vida havia morrido em meus braços ensanguentados. Eu já não podia controlar meus soluços e lagrimas, chorava como se nada mais me importasse, e por um instante realmente não importa. Até que a realidade se fez presente com uma voz doce de mais, amistosa de mais, viva de mais;

- Faça Regina. Vamos faça! – Cora estava me incentivando a proclamar o feitiço das trevas com o corpo de minha amada morta em meus braços.

- Você. – Coloquei Mulan cuidadosamente no chão para me levantar, tinha algo que devia ser feito e para isso precisava abandona-la por um momento. – Você nunca foi minha mãe de verdade. Nunca foi esposa de meu falecido pai. Você se preocupou tanto em ser Rainha que se esqueceu de ser humana. – Falava olhando-a nos olhos, dando um paço em sua direção por frase. – Você queria tanto ser Rainha que quando se tornou esqueceu que deveria servir seu povo e não o povo te servir. – Ela me olhava com um leve receio nos olhos, sem entender minhas intenções. – Você se preocupou tanto em ser poderosa que se esqueceu do valor de um coração puro. Lutou tanto pela Magia negra que ela a consumiu por completo. – A raiva em meu coração me fez sentir a Magia se apoderar de mim, estiquei a mãos e convoquei a adaga para mais uma vez empunha-la. – Você se tornou um ser humano terrível, um monstro que só enxerga a si mesma. Eu jamais governaria ao seu lado, jamais concordaria com suas atrocidades, jamais conseguiria viver sabendo que você não pagou pelos seus crimes. – estava a um paço dela, podia sentir sua respiração oscilar, com medo. – Mas apesar do monstro que se encontra a minha frente, eu ainda lhe amo mamãe, não sei como consegui manter este amor até agora, mas entendo o porquê ele se torna tão necessário. Eu precisava continuar amando-a, se não eu não poderia fazer isto. – A perfurei com a adaga na altura do abdômen.

- Regina? – Ela me olhava com espanto e dor. – Regina, por favor, não...

- Deveria ter pensado antes de me fazer mata-la mamãe. – As lagrimas que rolavam pela minha face se intensificaram e agora eram refletidas em seu rosto também. – Perdoe-me, mas não posso viver com a dor de não tê-la. E você tem de pagar pelo que fez com aqueles que amei, papai e agora Mulan, mas eu ainda a amo mãe e “um coração me estimado deve sangrar”. Desculpe-me, mas preciso fazer. Você estava certa afinal, Magia é poder, e eu preciso ser poderosa para superar, um coração de pedra irá me fazer ser outra mulher, alguém que não sofra por amor.

Retirei a adaga de seu corpo e a perfurei em seu coração, consegui sentir seus batimentos esvaindo com o sangue em minhas mãos. Ela gemeu de dor e caiu de joelhos a minha frente com a adaga ainda em seu peito. Ambos os vestidos já banhados em sangue.

- Regina. – Me chamou entre soluços e gemidos me olhando nos olhos. – Eu te amo minha filha, sei que não fiz do jeito certo, mas te amei desde o primeiro momento. Mas amor nunca me bastou e não lhe deve bastar também. Poder é o que nos faz grande. Faça querida, se precisa ser poderosa, faça.

Ajoelhei-me ao seu lado estiquei as mãos em sua direção, parando um centímetro antes de toca-la e convoquei o feitiço na língua antiga.

- “Para meu coração apaixonado que as trevas insiste em recusar um coração me estimado deve sangrar, quando então o sangue alcançar minhas mãos a luz em mim encontrará a escuridão. Minhas lagrimas enfim extinguirá qualquer luz que em mim abitar”. - Assim que terminei de proclama-lo senti meu coração apertar em protesto ao que eu estava prestes a fazer.

- Invoque, - Cora já estava a beira da morte. – as trevas, invoquem-nas. – ao dar sua ultima ordem caiu de lado morta assim como a mulher atrás de mim.

Com as mãos molhadas com seu sangue e minhas lagrimas eu proclamei;

- Eu Princesa do Reino de Ônix Regina Maria Xavier de Bragança Mills invoco as trevas, pelo amor que sinto a minha mãe invoco as trevas, pelo sangue que dela se esvai eu invoco as travas, pelas lagrimas que molha minha face eu invoco as travas, pela dor que sinto ao me despedir de seu corpo eu invoco as trevas.

Neste momento meu coração se perde ao ritmo e bate incontrolavelmente, uma dor lancinante me invade e sinto um ultimo pulsar. Ao constatar o silencio em meu peito noto que em minha face já não existe mais lagrimas.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Deixem aqui nos comentários se acharam que eu exagerei, é que me deixei levar pela emoção na hora de escrever e quando terminei não sabia como deixar mais leve.
Próximo capitulo vou apresentar a Rainha Regina, a mulher do coração de pedra.
Obrigado me acompanharem até aqui. Bjs


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