História Um coração sem luz - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Magia, Once Upon A Time, Swanqueen
Visualizações 169
Palavras 2.699
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, LGBT, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus amores!
Este capitulo esta sem revisão, mas são cinco horas da manhã e se não postasse hoje só teria tempo na segunda então é só ignorar os possíveis erros.
Este capitulo é só pra dar entrada na historia atual, dá pra ter um gostinho do que se passa no coração da nossa Rainha Regina e é muito importante pro desenrolar da historia.
To morrendo de sono então é só isso. Nos vemos no final do capitulo rsrs.

Capítulo 4 - Um luto


Fanfic / Fanfiction Um coração sem luz - Capítulo 4 - Um luto

Presente

Hoje faz exatos cinco anos que meu coração se mantem silencioso, estou em minha biblioteca subterrânea, tenho de me preparar para as celebrações fúnebres de aniversario de morte da Rainha Cora, mas decidi primeiro fazer minhas próprias celebrações. Que dia glorioso este, o dia em que me fiz poderosa, Cora estava engada ao dizer que me tornaria tão poderosa quanto ela, sou mais, sou melhor que ela ou qualquer outro já chegou a ser, a ingenuidade de minha mãe para com o “Feitiço Profano” foi tremenda, ela se quer chegou a conhecer seu real proposito.

- Olá Majestade! – Cumprimentei o quadro que mandara fazer após a morte de minha mãe, o deixava ao centro da biblioteca para jamais esquecer o preço que se cobrava pela Magia. - Hoje celebraremos mais um ano que você se foi levado junto Mulan e nestes cinco anos que se passaram não conseguir sentir saudades. Nunca me foi uma mãe presente então este sentimento se faz justiça, devo assumir porem que nunca me faltou nada a não ser a figura materna e devo isto a Vossa Majestade, então como forma de agradecimento, realizei seu ultimo desejo; me tornei forte, poderosa e temida, muito mais do que poderia cogitar. Como adoraria ver sua cara ao descobrir oque realmente fizemos aquela noite, ah mamãe, como você foi tola, achou mesmo que um feitiço tão perverso e caro como aquele iria apenas escurecer meu coração? Não. Ele fez muito mais, transformou meu corpo em pedra e minha alma em escuridão. Nada pode machucar alguém que não chora, alguém que não sangra, já não existe sangue em meu corpo, meu coração já não pulsa em meu peito, se tornou uma pedra insignificante. Minha alma não invocou as Trevas, se tornou Trevas, somos um único ser poderoso agora, não vivo em escuridão, sou a escuridão em pessoa, sou oque há de pior no mundo. – Sentei no trono em frente ao quadro e invoquei uma taça de vinho tinto. – Então brindaremos a sua brilhante ignorância e minha majestosa vitória. – Entornei o liquido vermelho de uma só vez e joguei a taça aos pés do quadro. – Oque mais gosto em toda esta historia é em como foi seu desenrolar, graças ao seu plano falho ela foi deveras oportuna. Irônico até. De tanto tentar roubar-me a liberdade me deu os instrumentos exatos para conquista-la, com dois corpos esfaqueados em meu quarto e meu vestido Carmim de tanto sangue eu logo seria acusada de assassinato e traição, mas em vez de assumir a morte de ambas, construí uma bela historia. 

“Você como a boa mãe que era estava a cuidar de minha doença (que já mostrava melhoras consideráveis), quando Mulan nos encontrou transtornada, ela aparentava estar alucinando de certo se contaminou de minha doença em nossas ultimas aulas e estava em estado critico sem tratamento. Ela lhe acusava de bruxaria – Sorri diante de tal ironia. – e ainda tentamos acalma-la, mas tudo foi em vão, ela se pôs em nossa direção com uma adaga em mãos e você a impediu de acertar-me mamãe, mas não teve a mesma sorte em seguida quando ela cruelmente lhe esfaqueou na altura do abdômen e no coração logo em seguida. Você morreu em meus braços segundos depois, não aguentei tanta dor ao presenciar aquilo e parti pra cima de sua assassina e vinguei-lhe a morte. – O sorriso em meu rosto se transformou em gargalhadas. – Deveria ter visto minha atuação, nem você teria se saído melhor. Tive que enterra-la como uma heroína, a mãe que deu a vida a filha princesa e herdeira do trono, Mulan porem seria jogada as aguas como bandida e assassina, obviamente não poderia deixa-la como alimento aos peixes então matei o cavalariço que carregava o corpo e fiz um velório digno ao centro da floresta. Evidentemente não a amava mais, porem me lembrava do quão bom era o sentimento de ama-la e a única mulher que amei merecia tal honra. Não poderia lhe dizer o mesmo mamãe, mas minha historia não teria credito sem o luto então encenei a filha devastada.”

“Me tornei Rainha e todos estavam aos meu pés me idolatrando e amando, me tornei a melhor governante que este Reino já teve, ninguém em meu Reino passa fome, ninguém do Reino é ignorado, sou cruel aos traidores, torturo os invasores, conquisto terras com meu poder em batalha, expando meu Reino aos limites que você nem soube que existiam. Nosso Reino se tornou o maior e mais prospero a quilômetros. Sou temida por forasteiros e amada pelo povo, amor este que me alimenta melhor que o medo, outro ponto que de certo não sabia sobre o Feitiço Profano, se é que sabia-lhe o nome. Meu poder se vê dependente de sentimentos, o medo de muito me serve, porem o amor idolatrado me torna invencível, não sou capaz de sentir mas necessito de sentimentos para ser sempre a melhor. Aprendi que quando mais sou idolatrada como soberana mais me sinto forte, quanto mais súditos melhor minha qualidade de vida, e consequentemente Magia mais forte. Como já lhe disse sem saber me presenteou com o melhor dos presentes, então obrigada Majestade. – Lhe fiz uma reverencia e transportei-me aos meus aposentos.”

Minha ala particular era maior que casas em todo o Reino, era meu refugio do mundo, aonde eu podia me afogar a tristeza e solidão que está vida trazia com sigo. Exceto Natalie (que mantive como serviçal particular) ninguém tinha permissão de entrar nestes cômodos, o mundo poderia cair em ruinas que eu sobreviveria entre estas paredes encantadas. Os vários aposentos estavam preparados para qualquer uma de minhas necessidades, armários com os melhores tecidos, caldeirões para poções e experimentos, um salão de treinamento com todo armamento necessário, um salão para danças que pouco usava para ensaios, sala de banho com aromatizantes e alguns quartos em sua maior parte inutilizáveis. Apenas dois se viam necessário, o que me era útil como local de repouso e meu antigo quarto, este se mantinha intacto a exatos cinco anos, as manchas de sangue ainda se encontravam no chão de mármore, as velas continuavam caídas como se esperassem ser recolhidas, a cama ainda se mantinha em desordem como se alguém fosse chegar e repousar ali, as bandejas esperavam por comida que jamais chegaria. Neste cômodo Natalie era proibida de entrar, nem mesmo eu conseguia coragem de olha-lo, tirando os corpos o único objeto que ali faltava era a adaga assassina, ela se tornou meu amuleto, meu ponto fraco, a única coisa capaz de me ferir e tal arma devia ser tratada com respeito, sempre escondida em minhas vestes.

Após tomar um banho rápido que nenhuma paz me trouxe, escolhi o vestido negro com pequenos diamantes em toda superfície como o céu noturno eu estava bela e temível, mandei confecciona-lo especialmente para o dia que estava prestes a começar, ele me tornava deslumbrante, magnânima, a autentica Rainha Regina e todos notaram isto a me ver descendo as escadarias do castelo em direção as carruagens. Iriamos fazer uma procissão em volta das principais províncias do Reino que só teria fim ao por do sol, a carruagem Real seguia a frente protegida por alguns cavaleiros, os nobres (famílias ricas e obcecadas por aumentar suas fortunas) seguiam atrás em carruagens menos luxuosas, depois vinha a guarda em seus cavalos e por ultimo a plebe seguia a passos soltos formando uma pequena multidão. Ninguém de fato era obrigado a comparecer a estes eventos mas seria burro quem não o fizesse, os nobres recebiam um baile dentro dos portões do castelo e o povo ganhava comida e cerveja em baldes ao redor dos muros, em geral cerimonias fúnebres só perdiam no quesito luxo se comparada aos aniversários e casamentos reais.

Depois de horas infindáveis dentro daquela carruagem, finalmente chegamos novamente ao castelo onde a bandeira negra deveria ser hasteada representando nosso luto, ela ficaria em haste acima dos portões até o próximo por do sol, e até lá todos estariam bêbados e saciados, eram uns imundos sem perspectiva alguma. 

- Majestade! – Ouso o Duque Graham me chamar com uma profunda reverencia. Como atua em nossa guarda como General tem livre acesso até a minha pessoa, honra que ele parece abusar em demasia. – Permita-me dizer o quão deslumbrante se encontra neste dia funesto.

- Duque. – Cumprimento-o. – Muito gentil de sua parte tentar animar-me com palavras doces. Mas elas de nada me serviriam em aplacar a dor da morte.

- Sim minha Rainha, compreensível. Meus pêsames novamente. – Uma nova reverencia. – Poderia ter a honra de acompanha-la na caminhada até o salão de baile? Recebi a pouco noticias preocupantes vindas da fronteira e gostaria de compartilha-las com vossa Majestade. Sei que o dia não se faz apropriado, mas temo ser de máxima importância.

- Certamente que é. Você não incomodaria sua Rainha se não o fosse, certo Duque? – Obrigo-lhe a dizer a verdade com apenas um olhar. Mais uma de minhas capacidades.

- Com toda certeza que não. – era como se ele estivesse hipnotizado, sedento em falar a verdade como eu mesma já estive a anos atrás.

- Aguarde um momento enquanto faço a proclamação final. – Ele assentiu e estendeu-me a mão como apoio para subir ao pequeno palco em frente ao principal povoado do Reino que cercava o castelo. – Meu querido povo de Ônix, meu coração está condoído  a passagem de mais um ano sem minha amada mãe, agradeço por poder compartilhar está dor com todos pois de certo me faço mais forte entre vocês. Todos sabem o quanto éramos ligadas e sua morte me fez perder parte de mim, parte esta que só se preenche com o amor de cada um de meus súditos. Por este motivo venho até aqui agradecer-vos por tamanho amor e devoção, eu era apenas uma menina quando a perdi, mas vocês me presentearam com sua paciência e como agradecimento, me tornei uma Rainha justa e fiel. Que este dia de luto represente nosso amor pela Rainha Cora... – Fiz uma pausa para que todos em coro pronunciassem “Rainha Cora que descanse em paz.” Como mandava o protocolo. – Conhecendo minha mãe como conhecia sei porem que não seria de seu agrado nos ver lamentando a morte e sim celebrando sua vida. Então celebraremos a vida maravilhosa que ela deu de bom grato a mim e a meu povo. Que comecem os festejos. – Me retirei do pequeno palco com palmas, e desejos de vida longa, no instante seguinte já era possível ouvir o inicio das musicas. Estavam prontos para se embebedar as custas do palácio, não me importava com suas reais intenções, precisava que me amassem e não a mulher que me gerou.

Segui em direção aos portões do palácio, seguida por todos que possuíam títulos de nobreza. General Graham seguia a meu lado porem meio passo atrás, como deveria ser.

-Majestade achas apropriado conversarmos agora? – Ele estava começando a aparentar nervosismo. De certo fizera algo errado que ninguém além da Rainha pudesse reverter.

- Paciência meu caro Duque. Paciência é uma dadiva e devemos mantê-la como professora. - Se for este o caso, que sofresse um pouco mais.

- Claro minha Rainha. Perdoe-me. – Sua vergonha era latente, mas ainda não suficiente para lhe fazer retirar-se do local de honra que se encontrava.

Em todo o percurso que fizemos senti o nervosismo do General, me divertia imensamente com seu pequeno desespero, obviamente o incompetente fizera algo e precisava de ajuda, não teria recorrido a mim se tivesse outra opção. Iniciei as festividades no castelo sem muitas palavras e passei a cumprimentar pessoas que se achavam mais importantes do que realmente eram. Quando a insistência passou a se tornar incomoda o direcionei a sala do trono, sempre era bom lembrar quem mandava em quem o trono iria lhe refrescar a memoria.

- Bom Duque. Oque tem de tão importante a me informar que não pode me dar um minuto de lazer? – Me dirigi a ele já sentada deixando-o em pé.

- Algo realmente terrível vossa Majestade. Estamos sendo atacados pelas fronteiras das montanhas minha senhora. – seu rosto estava pálido com um leve brilho de suor.

- Como? E porque só estou sendo avisada neste instante? – Me levantei e fui em sua direção, minha raiva repentina obviamente o pegou de surpresa.

- Perdoe-me Majestade, mas as ordens são para não interromper as celebrações de maneira alguma. Um momento de luto deve ser respeitado. – Ele gaguejava com um medo latente estampado no rosto.

- Respeitado? Acha mesmo que um inimigo respeitaria o luto do adversário? – Perguntei incrédula, trabalhava com burros afinal. – Pois temos a prova que não. Que Reino tem a audácia de me importunar neste dia? Vamos diga algo útil homem.

- Reino de Mary vossa Majestade, eles se instalaram... – Começou mas o interrompi.

- Branca de Neve? Como o terceiro maior Reino nos ataca furtivamente sem eu ficar sabendo se quer de rumores? Estou trabalhando com traidores General? – Perguntei incrédula.

- Não minha Rainha. Garanto-lhe que entre meus homens não encontraria um que não lhe fosse fiel. – Graham engoliu em seco achando que seria novamente interrompido, quando notou meu silencio prossegui-o. – O exercito se instalou entre as montanhas minha Senhora, fora de nosso alcance de vista, quando meus soldados notaram sua presença já era tarde de mais para chamar reforços. O mensageiro chegou gravemente ferido, disse que quase não escapa com vida tamanha a rapidez que foram subjugados. Tínhamos apenas alguns homens de prontidão que nada puderam fazer diante ao exercito de Branca. Se me permite mandarei mais homens imediatamente para recepta-los Majestade.

- Apenas alguns homens? General me responda uma coisa. Com tantos homens que coloquei a sua disposição como acabei com poucos homens em frente a uma fronteira tão exposta como esta? – Me dirigi a ele com calma e postura, qualidade que havia herdado de Cora e todos sabiam, uma Rainha calma em momentos difíceis é o que há de mais perigoso. Ele se encolheu diante o meu tom de voz.

- Com todos os festejos pressupus que poderia liberar mais homens para suas famílias Majestade. Para passar os dois dias de luto em casa, quero dizer. – Ele mal abria a boca ao falar, olhou para o chão e prosseguiu. – Não imaginei tal ataque minha Rainha. Peço perdão pelo erro.

- Obviamente pressupôs errado não? Mas alguma informação que eu deva saber antes de mandar homens para a morte no frente de batalha? – Sabia qual seria seu castigo, porem precisava de qualquer informação útil enquanto ele ainda se achava seguro.

- Sim Majestade. Foi constatado que o casal Real permanece no palácio, se por negligencia ou ignorância não se sabe. Mas o castelo esta praticamente sem defesas. – Falou ansioso em ser útil.

- Vou descobrir as reais intenções de Branca de Neve. – Sentei mais uma vez no trono e lhe disse sua sentença, que praticamente era de morte. – Vou querer prisioneiros de guerra General, se o casal se encontra no palácio alguém deve estar liderando o exercito, quero esta pessoa aos meus pés. E você é o homem que me garantirá isto.

- Claro Majestade. Como queira. – Ele parecia aliviado.

- Acho que não me entendeu General. Quero você no frente de batalha, irá me garantir que esta pessoa será capturada com vida. Já tivemos muitos erros para um único dia, você não deixará que mais um aconteça não é mesmo? Não decepcionará sua Rainha, certo? – Um sorriso cresceu no canto de meus lábios.

- Majestade? Não. Claro que não. Mas... Eu...- Ele começou a Gaguejar de medo.

- Ótimo, não me decepcione. Qualquer falha de sua parte seria considerada uma traição à coroa. Não quero ter que trata-lo como um traidor meu caro Duque, então se esforce esta bem? – Todos sabiam como eram tratados os traidores, o próprio General já havia presenciado alguns castigos. Ele estava mais pálido que a lua albina no céu.

Retirei-me do salão deixando-o com seus pensamentos perturbados, raramente alguém do frente de batalha voltava vivo, e fazer esta proeza com um prisioneiro seria uma missão impossível de se realizar. Como precisava de respostas e vitória, me dirigi diretamente aos meus aposentos ignorando a festa que ainda acontecia, precisava me preparar para ir a guerra, pois se queria um serviço bem feito teria de faze-lo por conta própria.


Notas Finais


Obrigada por chegar até aqui. Serio você é D+ só por existir
O próximo capitulo provavelmente vai demorar um pouco porque estou meio doente e tals... Mas tento trazer ele assim que possível prometo
Deixe nos comentários oque estão achando por favor. Isto me ajuda muito
Pessoinhas já repararam que só posto de madrugada? assim não dá. to caindo de sono rsrsrs
Beijos câmbio e desligo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...