História Um coração vazio - Capítulo 2


Escrita por: e uchihasayajin

Postado
Categorias Histórias Originais
Tags Drama, Original, Romance
Visualizações 12
Palavras 2.275
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - The lonely


​ 2 da manhã, por onde começar? Lágrimas caindo do meu rosto novamente, o som silencioso da solidão, vai me perseguir até eu adormecer. Eu sou um fantasma de um garoto que eu mais queria ser, eu sou fantasma de um garoto que eu costumava conhecer tão bem...

​The lonely-Christina Perri


Internado à dois dias, sem dormir, e tentando achar uma justificativa para o que estava acontecendo comigo, enfim aceitei o fato que estava sozinho, aqueles que um dia eu mais amei, partiram sem dar aviso prévio, sem me dar chance de escolher as palavras certas para uma despedida decente, apenas aconteceu, aconteceu tão rápido, que a única coisa que eu me recordo foi do último toque da mão delicada e frágil da minha mãe, tentando me proteger...
 Dado sua liberação, seu tio o chama para uma conversa.
 - "Oliver, eu estou sofrendo muito com a perda da nossa familia,  quero estar presente na sua vida, sou seu único parente, pensei em você morar comigo, pelo menos por uns dias, o que acha?"
 Sem olhar para o rosto do seu tio ele responde
 -" Por mim, tanto faz..."
 -" Vamos buscar suas coisas, e trancar a casa" -Ele apenas consentiu com a cabeça.
 Vestido com uma roupa que seu tio trouxe de sua casa, Oliver vai em direção ao carro, abre a porta e senta no banco carona, seu tio entrou logo em seguida e deram partida, ao sair do estacionamento, Oliver se depara com um dia pálido, nublado, ele por um breve momento sentiu-se parte daquela ausência de cor, de vida. Seguiram o trajeto até chegar em sua antiga casa, ele respirou o mais fundo que pôde, tentando controlar sua respiração e mente, para não ser inundado com todas aquelas memórias, tudo que antecedeu até o momento que tudo chegou ao fim...
  Pedi para meu tio esperar no carro. Então desci do carro e fui em direção ao meu antigo lar, que se tornara meu calaboço de lembranças, eu girei a maçaneta redonda, dourada, engoli a salíva, minha boca estava seca, expirei fundo, fechei meus os olhos e entrei, dei dois passos e fechei a porta com as costas escorando nela. Olhar tudo aquilo me torturou, a cada passo que eu dava adiante, algo vinha em minha mente, eu via com clareza tudo... Horas antes do acidente, nós felizes e isso estava me matando, não pude os abraçar para dizer que os amava, meu pai sorrindo com sua mão para o alto ao vento, minha mãe cantando, nada vai voltar, essa casa, assim como eu, já não faz mais sentido, está incompleta, vazia, apenas coexistindo com a vida lá fora. Meus passos se tornaram cada vez mais pesados, à medida que me aproximava do quarto dos meus pais, passei a mão na porta, mas não tive coragem de entrar, segui com um nó na garganta em direção ao meu quarto arrumei minhas coisas, peguei minha foto favorita que tinha com eles, e saí, saí o mais rápido que pude queria apenas que aquilo dispersasse da minha cabeça, aquela dormência, dor, vontade de não existir. Saindo... Mas sou obrigado a sair de meus pensamentos quando Fernando chega ofegante perto de mim e fala com a respiração descompassada.
 -" Eu soube do que aconteceu, eu fui ao velório, mas não te vi, você sumiu, tentei mil vezes te contatar, mandei mensagens em todas as redes sociais, quero estar junto com você, nesse momento, podemos superar jun.."
 -"Fernando.. Eu sei, sei que você está preocupado e com pena de mim, entendo, mas existem coisas que somente eu, posso encarar e essa é uma delas, e eu sempre serei grato, eu preciso de dias comigo mesmo, e te prometo, vou te procurar, isso é um até breve"
 -" Cara, não faz isso, não precisa encarar sozinho.."
 -" Eu já decidi! Logo te chamo, só tenha paciência, eu voltarei, prometo"
 Oliver o abraçou bem apertado, tentando o confortar com o seu coração fragmentado, e Fernando com os olhos cheios de lágrimas sem poder fazer nada, apenas ver Oliver aos pedaços, o retribuiu como se falasse "eu estou aqui por você"... Oliver seguiu, sem olhar para trás, soltou suas coisas no porta-malas, entrou no carro sem expressar reação, olhou apenas para frente e seu tio calado apenas seguiu, Fernando acompanhou a partida do carro até onde enxergou.
 Chegando na casa, ele apenas foi para o quarto se isolou de tudo, no seu próprio mundo agora ele estava sozinho, dia após dia, noites em claro, toda vez que ele encostava sua cabeça no travesseiro para dormir, as lembranças do acidente bombardeavam sua mente, seu peito queimava, coração acelerava, lágrimas escorriam em meio a escuridão, para que ninguém, somente Oliver as sentisse. Os dias passaram e a sensação de dormência e solidão aumentaram. Seu tio não era muito afetuoso, não se preocupou em ser um refúgio para o caos que Oliver se tornou, eles mal se cruzavam pela casa, Oliver mal, sabia a rotina do seu tio, apenas que trabalhava com vendas ou algo semelhante, pelo que Oliver escutava pelos corredores de casa, geralmente seu trabalho era na parte da tarde à noite.
 Em uma terça-feira ensolarada, como outra qualquer, seu tio precisava que ele o ajudasse no trabalho, e Oliver aceitou, afinal estava na casa de seu tio, sem custear nada, se sentiu na obrigação de ajudá-lo, mesmo sem saber o que o aguardava. Seu tio pediu para que ele tomasse banho, fizesse a barba e ficasse apresentável, estipulou o prazo até às 14:41, se tratava de uma reunião de negocios importante, Oliver sem exitar, seguiu as instruções do seu tio, até o horário marcado.
 -"Oliver, vamos já estamos quase nos atrasando, meu cliente é muito pontual, não posso perde-lo
 -"Já estou indo tio, só vou escovar os dentes"
 -"Okay!" - Oliver entra no carro ofegante, devido à pressa para chegar sem se atrasar.
 -" Pronto! Aqui estou"
 -" Já estava na hora"
 Indo à caminho do seu destino, Oliver começa a ficar curioso, afinal era algo importante e ele não entendia porque seu tio, tão indiferente a ele, necessitava de sua ajuda... Isso começou a despertar sua curiosidade, logo Oliver começa ficar inquieto e pergunta.
 -" Tio.. sobre o que exatamente é essa ajuda, que você precisa de mim?"
 -"Oliver, você, curioso?"
 -"Sim... Fiquei curioso à respeito, o senhor não me deu informações relevantes, se importa em me dizer sobre o que é?"
 -"Tudo bem, acho justo, bom, por onde começo? É um possivel sócio, é importante para o crescimento dos meus negócios entende, Oliver?"
 -"Entendo sim, tio, mas onde eu entro exatamente nos negocios?"
 -" oliver deixou escapar um leve sorriso.

Oliver, Oliver.. Você me lembra sua mãe, curioso assim... Bom pedi para você vir, pois quero apresentar minha empresa como um todo, laços afetivos demonstram integridade e seriedade, certo?
 -"Hum.. Faz sentido tio"
 Mais adiante, no decorrer do caminho,  eles se afastam do meio urbano e vão para um vilarejo, com poucas casas, quilometros de distancia de gramado e arvores que as separavam uma das outras, com ruas não asfaltadas, eram de terra batida avermelhada, em todo trajeto haviam arvores de ambos os lados da rua. Cada vez mais longe.. parecia uma pequena viagem, Oliver começou começou ficar inquieto novamente, por não chegar e ser tão retirado, começou se questionar, sobre o que exatamente eram as vendas, por ser tão retirado, começou a desconfiar se a empresa não era clandestina, mas ficou receoso em perguntar e seu tio, ficar descontente ou irritada, com o cenho franzido, mordendo seu labio inferior, seu coração acelerando, com o destino que não chegava e cada vez mais rural e retirado do meio urbano, Oliver começou ficar nervoso, agitar seu pé de forma constante e inquieta.
 -" Calma Oliver, estamos quase, okay, confia em mim, vai dar tudo certo"
 -" Mas por que tão distante?"
 -"Ai, Oliver, muitas perguntas, relaxa, garoto, no final vai valer a pena"
 Um silencio pesado se instaura no carro, a respiração nervosa e ofegante de Oliver fazia um barulho agoniante, em meio ao silencio dentro e fora do carro, onde não se enxergava mais habitações, seu tio liga o radio, e coloca na sua playlist "Hurt- Johnny Cash", para dissipar aquele peso, que se instalou sobre eles. Já estava começando entardecer, se passaram 1 hora e 32 minutos dentro do carro. Estavam quase chegando ao seu destino, Oliver não conseguia mais controlar sua ansiedade, seu coração batia na boca à medida que se concretizava o quebra-cabeças em sua mente de ser algo ilegal que ele participaria...
 -" Oliver está vendo esse casarão antigo logo mais à frente?" - Nervoso Oliver responde:
 -" Sim, estou, não está abandonado? Não vejo luzes, as janelas estão trancandas com, madeiras?! Pra quê isso??? Que tipo de negócio é esse, tio?! Eu quero ir pra casa agora!!" -

E então a expressão no rosto de seu tio amigável instantaneamente muda para uma séria e indiferente ao ataque de ansiedade de Oliver.
 -" Ja chega oliver, você não vai sair, vai entrar nessa porra e fazer o que eu disser, ouviu bem?"
 -" O... O que está acontecendo, eu só quero ir para casa, por favor tio, me leva" - Seu tio o pega pelo braço esquerdo, e o puxa com bastante agressividade
 -" Eu não me importo com o que você sente garoto, você é util para mim"
 -" TÁ ME MACHUCANDO, ME SOLTA AQUI, EU VOU EMBORA DAQUI MESMO, NÃO SE PREOCUPE" - Com sua voz tremula e estérica ele tenta convencer seu tio a solta-lo, seus olhos arregalados e lacrimejantes de medo, imploravam, para que seu tio sentisse piedade e o levasse ou dissesse que aquilo tudo não passou de terrivel brincadeira de mal gosto.
 -" Garoto entenda... não tem mais como voltar atrás, nós vamos entrar e resolver isso, mantenha seu controle, se não quiser que as coisas piorem para o seu lado. Olhe a sua volta, seu idiota, não tem para onde ir, nem correr não existe nada a quilomêtros"
 Chegando no casarão escuro aparentemente abandonado, discreto, no escuro a casa se camuflava e se tornava parte da escuridão, que nem mesmo a luz da lua conseguia toca-la.
 -"Chegamos Oliver, saia do carro"
 -"Eu não vou sair!!! Eu quero ir pra casa AGORA"
 -"Seu garoto mimado, bastardo ou você sai por bem ou eu vou te machucar e te arrancar daí" - Oliver franzi o cenho, com ódio
 -" Você é um maldito, manipulador que me arrastou pra esse fim de mundo. O que você têm aqui?? Tráfico de drogas?"
 -"Ai, Oliver você é uma pequena piada mal contada, seu pirralho, idiota"
 -" FILHO DA PUTA" - Oliver sai do carro, em um surto de odio, com os punhos cerrados, suas unhas curtas estavam cravando na pele de sua mão, seus arrelados, seu coração saltava no peito, seu sangue fervia, ele parte para cima do seu tio, com tanta agressividade que perdeu a capacidade de pensar. Seu tio puxou do bolso uma taser, usou contra Oliver, que caiu de cara no chão se contorcendo.
 -" Seu pirralho, entenda, você não tem escolhas mais, apenas levante e faça o que eu digo, antes que eu me estresse de verdade com você"
 -" Eu nunca vou te perdoar por isso, você vai pagar"
 -" Se você diz, beleza, garotão" - Empurra Oliver em direção ao casarão, que só se mostrava quando chegava realmente perto, na escuridão da noite, Oliver resolveu aceitar o fato que não havia para onde correr, ou ligar, não existia sinal.
 Com uma batida codificada de duas sequencias de dois socos na porta um homem grande, de semblante frio abre a porta e sem dizer uma palavra libera a entrada, novamente empurra Oliver porta dentro, que ao entrar tropeça no degrau e quase cai. Seu tio sussurra.
 -" Não faça escandalos, não faça nada, ou as coisas pioram para nós dois"
 Oliver não diz nenhuma palavra, engole em seco, seu coração está acelerado, respiração ofegante, mas sabe que não pode fazer nada para fugir, todas as possiveis saídas estavam lacradas, ele apenas observou o ambiente, e o desespero começou tomar conta do seu interior, com as coisas que ele estava vendo, luz baixa, visão turva com fumaça de charutos e cigarros, bebidas, ele ficou inerte, petrificado com as cenas que estava enxergando e nada podia fazer, sua mente divagava... Até que um homem na faixa de uns cinquenta e dois anos, de terno e charuto se aproxima
 -"Oliver, esse é meu cliente, se apresente"
 -" Boa noite, esse é o garoto?"
 -" Sim, meu sobrinho, como lhe garanti que traria"
 -" Ele é melhor do que pensei, quantos anos tem garoto?" Oliver não o olha nos olhos
 -" Garoto de poucas palavras (risos).. Bom me acompanhe Oliver, tenho algo para lhe mostrar" - Ele olha para o seu tio com os olhos lacrimejantes, por uma ultima vez, pedindo ajuda, mas seu tio olha com indiferença, como se ele não fosse nada, era apenas uma ferramenta um acordo lucrativo. Oliver encolhido segue o homem pelo casarão, se depara com drogas nas mesas, mulheres nuas, meninas drogadas... Enfim ele entende o que estava se passando, e compreende que ele não tinha mais escapatória, estar ali, naquela hora e momento era algo que ele não podia mudar, em silêncio ele aceita os fatos e segue o homem, eles sobem dois lances de escadas, homem abre a porta e deixa Oliver passar na sua frente, deixa seu corpo bastante proximo enquanto Oliver passa.
 -" Você é bem cheiroso garoto, gosto disso" - ele passa a mão em suas costas e tranca a porta, girando duas vezes a chave. 
 -" Enfim estamos sós"
 


Notas Finais


Espero que tenham gostado


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