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História UM COREANO PRA CHAMAR DE MEU - original - Capítulo 3


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Notas do Autor


Essa aí de cima é a Xai Jie...

deusa maravilhosa essa mulher meu pai

Capítulo 3 - 03. a última opção


Fanfic / Fanfiction UM COREANO PRA CHAMAR DE MEU - original - Capítulo 3 - 03. a última opção

 Da casa dos seus tios, Dan foi direto para a empresa. A presença da loira havia o deixado meio fora de órbita. Senhor Chin me deixou em casa e eu tive um dos meus fatídicos e monotonos dias.

Eu assisti vários dramas coreanos - Uma das poucas coisas que eu gostava -, li livros de romance que não eram mais tão bons pra mim quanto eram antes, me arrisquei um pouco na cozinha... Brinquei com a Biscoito.

E antes das seis, eu já estava tomando banho para dormir. Era a coisa que eu mais fazia. Dormir. 

***

Abri os olhos assustada. Um som de vidro se estilhaçando me fez acordar de sobressalto.

- Biscoito? - chamei pela gatinha e não recebi resposta alguma.

Com certeza foi ela. Pensei. Quando subi acabei deixando a Biscoito na sala, ela preferia dormir lá, talvez por ser mais amplo. Provavelmente ela teria subido em algum dos móveis e derrubado um jarro de flor ou algum enfeite tosco que a família Park havia dado de presente. Vez ou outra eu dava um sumisso em uma daquelas coisas estranhas.

Vestida apenas em meu vestidinho velho de dormir, calçei minhas pantufas e saí do quarto em silêncio, para não correr o risco de assustar Biscoito mais ainda.

Antes que eu pudesse terminar de descer as escadas, vi uma cena que mexeu com meu psicológico. Park Dan e aquela mulher. A mulher loira de mais cedo. Xai Jie. A amante do meu marido.

Park Dan estava usando apenas uma calça xadrez e os cabelos estavam pingando água, como se ele tivesse acabado de sair do banho. Já a mulher loira, estava tão arrumada que eu tive que descartar a ideia que eles estiveram juntos na minha casa ou que tomaram banho no banheiro que eu lavava.

Eu queria sair dali, por que era demais. Que mulher gostaria de ver a outra na sua casa, vendo seu marido que é mais conservador que um papa, quase sem roupa e a poucos centímetros de distância de uma mulher que mais parecia uma deusa?

Em tinha que ser tão maravilhosa?!

Forcei minhas pernas para voltar, mais eles não me respondiam. Era como se eu estivesse em estado de choque. De certa forma eu estava.

- Dan... - a voz da mulher ecoou por todo o lugar e eu a vi levar sua mão até a de Park Dan, que não se moveu. - Por favor...

- Por favor digo eu, Jie... - ele parecia sem paciência. - Eu já te disse mil vezes que não te quero aqui. Essa casa é da minha esposa.

Pelo menos isso. Pensei.

- Você não a ama! - disse com voz chorosa. - Você já disse que ela não faz diferença na sua vida!

- Por favor, Jie. Conversaremos depois, quando estiver mais calma. Saia por favor. - suspirou.

- Dan! Eu não vou sair até falar tudo o que eu tenho que falar! - a mulher aumentou o tom de voz.

A coisa tá esquentando.

- Abaixe seu tom de voz, não está na sua casa nem falando com alguém qualquer... - falou com fúria.

- Sabe como eu me senti hoje, Dan?! Você estava la de mãos dadas com ela! Com ela! Como se ela fosse alguém importante! Como se ela fosse sua mulher! - berrou e quando percebi, seu rosto pálido estava banhado de lágrimas. - DAN! - ela avançou na direção do homem e o abraçou. Park Dan envolveu seus braços ao redor dela e pediu para que ela se acalmasse. - Eu sou sua mulher! - soluçou. - Eu quem te satisfaz, eu quem te conheço, Dan! Sou eu quem te faz feliz! Sou eu quem te ama e o mais importante sou eu quem você ama... Ela não é ninguém.

Eu senti uma dor no peito. Não por que eu o amava, isso ficou bem claro. Eu só me senti mal. As palavras delas, a dor dela. Eu senti tanta verdade. Talvez Xai Jie não fosse uma pessoa ruim. Talvez ele só amasse Park Dan demais por isso fazia aquele papel. Provavelmente ele existia antes de mim na vida dele. Provavelmente eu quem roubei seu posto.

Olhando aquela cena, o casal abraçado no meio da minha sala de estar, eu dei as costas e voltei a subir as escadas, me trancando em meu quarto.

Me joguei na cama e os vários pensamentos começaram a povoar minha cabeça. Eu conseguiria viver minha vida toda daquele jeito? Sendo traída e me sentindo mal por impedir que um casal que se amava ficasse junto? Ou eu lutaria por um casamento que já começou errado?

A primeira opção, apesar de tudo, era a que mais fazia sentido.



Notas Finais


desculpe a demora<3


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