História Um crossover entre nossas bocas - Capítulo 1


Escrita por: e beomi

Postado
Categorias Got7
Personagens Jinyoung, Youngjae, Yugyeom
Tags Comedia, Jingyeom, Jinyoung, Marvel, Marvel X Dc, Projetogot7, Youngjae, Yugyeom
Visualizações 124
Palavras 2.213
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, LGBT, Slash
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


olha eu mais uma vez aqui!!

apesar de ter tido dificuldades iniciais com esse tema mensal, tentei dar o meu melhor numa comédia para vocês, fãs de quadrinhos, filmes, ou o que seja ♡ aproveitem essa jingyeom com bate-boca pra dar e vender!

Capítulo 1 - Mas a melhor continua sendo a...


Park Jinyoung remexia-se, inquieto. Distribuía o peso de seu corpo aleatória e esporadicamente, ora apoiando-se sobre a direita, ora sobre a esquerda; cruzava os braços, coçava a nuca, bagunçava os cabelos escuros, checava as horas em seu relógio de pulso, claramente impaciente para qualquer um que o observasse de relance.

Por mais que fitasse com cólera o rapaz atrás do stand, o jovem funcionário apenas mascava seu chiclete tediosamente, fazendo rabiscos na planilha — cuja os horários de liberação de entrada de cada sala estavam devidamente esclarecidos. Apesar de já ter sido informado — duas vezes, inclusive — que somente poderia acomodar-se devidamente nas poltronas do cinema às exatas sete e quarenta e cinco da noite, Jinyoung prosseguiu batendo o pé e bufando alto, como um filhote raivoso rejeitado.

— Você gosta de Sprite, certo? — questionou Youngjae, de volta da sua ida demorada para comprar pipoca amanteigada e refrigerantes.

— Qualquer coisa que não seja Coca-Cola está ótimo. — respondeu em um murmúrio, a feição fechada por ainda estar naquela fila quilométrica.

— Por que está com essa cara? — arriscou perguntar, logo estufando a boca com um punhado de pipocas meladas.

— Não aguento mais esperar, Youngjae! — reclamou entredentes, fechando os olhos em frustração.

Para o alívio dos garotos — principalmente do apressado —, logo após o protesto de Jinyoung, a sala que exibiria o tão aguardado filme foi, finalmente, disponibilizada para os compradores da sessão das oito horas. Com a testa levemente franzida, o Park somente descontraiu os músculos tensos quando passou pelo funcionário, os olhos semicerrados medindo-o de cima a baixo, reprovando o tempo que passara naquela fila — como se o pobre assalariado tivesse alguma parcela de culpa por tal demora!

Assumindo a liderança pelo corredor direito dos assentos, Jinyoung prosseguiu até a penúltima fileira, sentando-se no extremo canto com Youngjae. Alguns poderiam pensar que os dois fossem namorados, no entanto, os melhores amigos repudiavam sentarem-se no meio infindável, uma vez que, lá, as pessoas não paravam de cochichar entre si, chutar suas cadeiras e atrapalhá-los com o brilho ofuscante das telas de seus celulares. Ao menos no canto, lidariam somente com casais que, vez ou outra, apenas beijavam-se silenciosamente entre as cenas de ação ensurdecedora.

Adequadamente sossegados em seus lugares marcados, Jinyoung e Youngjae dividiam um balde grande de pipoca — ocasionalmente engolindo os grãos com a ajuda de uma dose maior ainda de refrigerante —, completamente imersos no conteúdo exibido na grande tela.

Jinyoung era, sem dúvidas, um grande fã da Marvel. Como um bom estudante de Ciências de Informação, apreciava com afinco o esforço da empresa para sempre trazer filmes com efeitos especiais estupefatos que, cada vez mais, faziam-no ter paixão por seguir este ramo de edições através da computação. E, agora, com os olhos fixados em cada acontecimento de Guerra Infinita, tinha certeza de que não sairia desapontado do cinema — pelo menos não neste quesito técnico.

— A Marvel é tão previsível. — a voz masculina de alguém atrás de Jinyoung o desconcentrou. — Fala sério, por quanto tempo mais eles vão fazer essas briguinhas entre o Homem de Ferro e o Homem-Aranha? É óbvio que, no fim, ele vai se tornar mais um dos Vingadores, já que a direção ainda não percebeu que fizeram sequências suficientes para esse milênio e o próximo.

À princípio, o Park permaneceu calado, afinal, o que poderia fazer se o pensamento de alguém divergia do seu? Engoliu o gosto amargo das palavras presas em sua boca e balançou negativamente a cabeça; o garoto provavelmente era somente mais um daqueles adolescentes que repercute tudo o que escuta, sem construir opinião própria —  Jinyoung julgou.

— E também não faz sentido algum o Doutor Estranho estar nessa situação. Qual é, ele é um dos heróis mais poderosos da Marvel! Quem cai nesse enredo mal construído?

Youngjae fitou o amigo, apenas agora escutando as críticas ressoando atrás dos dois. Jinyoung estava, novamente, bravo, com as sobrancelhas franzidas e, inintencionalmente, apertando o copo plástico com força significativa; decidiu, ainda digerindo as palavras grosseiras, que iria, enfim, intervir.

— Será que você pode fazer silêncio? É um cinema, não o site do Rotten Tomatoes. — virou o corpo na direção oposta do filme, absorvendo a aparência do transgressor da paz.

Com cabelos castanhos devidamente arrumados, brincos chamativos nas duas orelhas e nariz marcante, impondo sua aparência esdrúxula e precisa, Yugyeom exibiu um sorriso ladino, debochado. A amiga do encrenqueiro, Eunbi, tentou frear o que viria a seguir, barrando inutilmente o corpo de Yugyeom com uma de suas mãos; de nada adiantou.

— Tenho ciência total disso; afinal, se realmente fosse um site de críticas, acredite, estariam falando coisas terrivelmente piores.

— Por que veio assistir então, se já tem tantas convicções? — retrucou, um tom mais alto; a veia em sua testa prestes a dar sinais de existência.

— Porque queria garantir que, não importa quantos filmes sejam lançados, a Marvel sempre será a chacota em questão. DC destrói essa tentativa de franquia com a animação em Lego do Batman!

A considerável comoção estava, de fato, atraindo atenção e incomodando os outros presentes — que uniram-se para mergulhar o canto direito da sala em uma mistura de Shhs, repreendendo a discussão dos rapazes, e olhos curiosos buscando compreender o que diabos acontecia nas fileiras M e N.

Youngjae tocou o ombro de Jinyoung gentilmente, visando acalmar o amigo que, naquele momento, estava pronto para saltar na direção de Yugyeom. Jinyoung, normalmente, era pouco estressado, contudo, desde suas aulas matutinas na faculdade até a presente hora, o universo parecia estar disposto a fazê-lo descobrir qual era o seu próprio limite.

— Então todo esse drama é porque você é fã da DC? Quantos anos você tem, garoto? Doze? Não consegue gostar de cara sem odiar o lado da coroa?

— Yugyeom, não se atreva a responder! Pare com isso... — a garota empenhou-se para bloquear o temperamento difícil do amigo, mas, mais uma vez, não foi escutada.

— Ah, não venha com esse papo de pacifista! Aposto um dos meus dedos que você já falou mal da DC por preferir a Marvel, seu hipócrita!

— Com dez filmes solo do Superman e mais vinte do Batman, quem não falaria? Mas essa não é a questão...!

— Porque eles têm milhares de quadrinhos, cara! Era isso que deveria inspirar os filmes! Mas a Marvel simplesmente largou a lógica do universo para socar os Vingadores em qualquer brecha que eles acham.

— Como se a DC não fizesse o mesmo com o Batman! E se quer falar de coesão, explique por que o indestrutível Superman morreu sendo espancado. Não faz o mínimo de sentido!

— Jinyoung, eu acho que já é o suficiente... — Youngjae tentou deter o amigo, mas não fôra lhe dado ouvidos; afastou sua mão de si e continuou fitando odiosamente Yugyeom, aguardando uma resposta.

— Isso só prova que você sequer leu os quadrinhos! O Superman teve mais de uma morte e todas elas foram essenciais e bem planejadas, ok?!

— Aposto que dormiriam nessa e em qualquer morte desse irrelevante!

E aquela foi a gota d’água para todos — incluindo os outros espectadores do cinema. Eunbi e Youngjae nada puderam fazer quando viram suas respectivas companhias sendo iluminadas por um faixe de luz certeiro e, em seguida, descendo as escadas da sala para deixarem a sessão; foram expulsos, irremediavelmente.

— Quer pipoca? — ofereceu Youngjae, estendendo o balde na direção da garota.

— Aceito!

Enquanto o casal quietamente compartilhava comida dentro da sala, fora dela o volume da discussão aumentava a cada encarada.

— Isso é tudo culpa sua! — Yugyeom exclamou, vermelho por conta da irritação que borbulhava em seu peito.

— Minha?! Se você tivesse permanecido calado, como qualquer um que tenha um pingo de noção, nada disso teria acontecido! — vociferou Jinyoung, apontando um dedo para o outro.

— É proibido fazer comentários agora?

— No cinema?! Você é idiota, por acaso?

— Escuta aqui — as mãos de Yugyeom seguraram a parte da frente da camisa de Jinyoung firmemente, vincando o tecido em uma puxada.

Naquele momento, os funcionários do cinema — inclusive o chicleteiro com tédio — constataram que era o instante exato para intervir; o que seria de seus empregos se permitissem que dois clientes engatassem em uma briga frente a todos que aguardavam para entrar em suas respectivas sessões?

— Por favor, não há necessidade de violência! — ditou o gerente do lugar, enfiando-se entre os coléricos, impedindo, então, Yugyeom de cometer algum erro massivo.

Uma mulher tocou nas costas de Yugyeom, encaminhando-o para outra direção. O jovem somente livrou-se dos dedos dela quando decidiu acalmar os nervos com água corrente e gelada, dentro do banheiro masculino.

— Esse garoto é uma bomba-relógio; eu sequer disse algo para ele, além de pedir por silêncio. — contou Jinyoung para o gerente, elucidando a confusão expressa na face alheia.

— As crianças de hoje em dia não têm mais calma, simplesmente gostam de resolver discussões no punho. — concordou o outro. Jinyoung, por mais que não tivesse tanta certeza da real diferença entre a sua idade e a de Yugyeom, assentiu positivamente, tomando as palavras dele como suas. — Sinto muito pelo ocorrido.

— Esqueça — abanou as mãos. — Minha cabeça estava muito cheia, de qualquer forma. Acho que foi para o bem; vou para casa, descansar.

— Peço desculpas novamente, de qualquer forma. Boa noite, senhor. — despediu-se formalmente o funcionário, afastando-se de Jinyoung.

O rapaz bagunçou os cabelos, frustrado pelo longo dia insatisfações. Deveria, indubitavelmente, ter permanecido em seu emaranhado de lençóis quentes quando o despertador tocara, livrando-se de tamanha fúria durante o intervalo destas dezenove horas.

Apanhou o celular no bolso do celular e selecionou o contato de Youngjae. Jinyoung jamais o culparia por ter permanecido no cinema, afinal, o amigo também gostava de filmes de super-heróis e estava especialmente ansioso para aquele lançamento. Apertando a tela apressadamente, informou Youngjae que iria para casa e que não queria, sob nenhuma circunstância, quaisquer spoilers; baixaria, ilegalmente, o filme pelo seu tão amado Torrent para blindar-se de falantes descontrolados — o que Youngjae, definitivamente, era.

Segundos depois, a resposta chegou.

De: Jae-ah;

Tudo isso porque deu trela àquele adolescente... vá relaxar essa cabeça oca. Amanhã te digo quem morre.”.

Jinyoung riu baixo, absorvendo atentamente a última parte da mensagem — com certeza evitaria Youngjae a todo custo na faculdade.

Para dar, enfim, o dia como encerrado, Jinyoung optou por usar o banheiro rapidamente antes de rumar para o conforto de seu lar. Porém, colocando o resto de neurônios do rapaz à prova, a Lei de Murphy escolheu testá-lo uma última vez.  

Yugyeom ainda estava lá, debruçado sobre a pia, encarando seu próprio reflexo, pensativo. Os olhos felinos e estrangeiros, contudo, não tardaram a fitar a figura de Jinyoung — que o encarava na mesma intensidade.

Jinyoung suspirou alto, pondo-se a andar em direção às cabines: — Não fale comigo.

— Quem disse que eu queria falar com você? — arqueou as sobrancelhas, ofendido; dobrou os braços em frente ao peito, assumindo posição defensiva.

— E não está falando? — retrucou, parando rente ao garoto, uma vez que este bloqueava a passagem. — Pode dar licença?

— Estou falando porque você realmente se acha demais. Não cansa de ser tão irritante e prepotente?

— Por que está se descrevendo tão precisamente? Não é como se eu já não soubesse... — um sorriso irônico formou-se na face de Jinyoung; Yugyeom acompanhou com os olhos o canto dos lábios alheio erguendo-se, sentindo o sangue correr quente e furioso dentro de suas veias.

— Eu vou arrancar esse sorriso debochado da sua cara! — gritou, segurando Jinyoung pelo colarinho. Num surto esporádico, bateu as costas do rapaz contra a parede ladrilhada, um barulho abafado tomando o ambiente.

Jinyoung assustou-se com o movimento rápido, mas não intimidou-se. Observou as gotículas de água ainda presentes na testa de Yugyeom, assim como constatou que o formato dos olhos mudava quando a raiva o possuía — ficavam maiores e profundos, e o negro de suas íris, mais acentuado. A boca rosada estava cerrada sob os dentes brancos, imitando uma forma de contenção das baboseiras que poderiam vir a seguir — porém nenhuma palavra saiu.

— Adoraria ver você tentar — provocou Jinyoung, segurando-o também pela camiseta; os narizes se tocaram quando Yugyeom foi forçado a se curvar, por conta de sua altura, praticamente cobrindo Jinyoung.

O mais alto fraquejou em sua postura demandante quando seus devaneios se embaralharam; por que estava avaliando o perfume amadeirado de Jinyoung ou o quão contornado seus lábios eram? Por que reparava em sua aparência etérea ao invés de mexer suas mãos para ensiná-lo uma lição, como havia tão arduamente planejado mentalmente?

Então, Yugyeom moveu seus dedos.

Os da mão esquerda puxaram os cabelos negros e cortados, arqueando a cabeça de Jinyoung, e os destros colocaram mais intensidade no puxão em sua camisa, colando os lábios nervosos em um beijo intenso — com fúria, desejo (não tão) reprimido e palavrões engolidos; simplesmente intenso.

O Park correspondeu à veemência do mais novo, segurando-o com as mãos cerradas em punho, afinal, a raiva ainda estava presente em seu ser, apenas sendo canalizada de outra maneira. Até no ósculo os dois pareciam estar em disputa constante, brigando pela dominância alheia; naquele instante, entretanto, ambos pareciam despreocupados pelo confronto que ocorria entre as línguas e os dedos ansiosos.

A discussão, enfim, havia alcançado sua conclusão irrevogável.

Nem Marvel, nem DC e muito menos a interação entre as duas. Entre murmúrios e gemidos disfarçados, Jinyoung e Yugyeom decidiram o epílogo daquela longa desavença: um crossover entre as bocas de ambos sempre seria o (quase) gênero favorito dos dois ao se tratar de filmes.



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