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História Um demônio no paraíso - Capítulo 7


Escrita por: ClaireBraun

Notas do Autor


🌟 ia postar só amanhã, mas tá aqui! boa leitura!

Capítulo 7 - Descoberta


“E eu sei que a noite está acabando
E eu sei que o tempo vai voar

[...] E jamais vou conseguir como você consegue
Fazer amor completamente do nada.”

Air Supply - Making Love Out Of Nothing At All

 

 

Jean realmente fez o que prometeu pelo resto da noite. Nunca havia tido uma noite tão boa em toda minha vida. Sabia que aquilo para ele talvez não houvesse, de fato, sentimentos, e tudo bem, decidi ficar com ele sabendo exatamente que ele era. Achei que ele se afastaria, ou que seria frio comigo depois da noite que passamos juntos, mas assim que abri meus olhos, o vi sorrindo pra mim, acariciando levemente meu rosto.

- Você é tão linda dormindo quanto acordada.

Merda, Jean, assim fica difícil suprimir meus sentimentos...

- Bom dia, senhor Kirschtein. – Respondi, ainda sonolenta.

- Pedi pra trazer café da manhã pra gente, tudo bem? Trouxe suas roupas e seu celular pro quarto, também.

- Obrigada, Jean.

ele trouxe seus lábios aos meus e me beijou suavemente, e eu sorri.

- Você vai ficar? Vai ficar aqui, como eu tinha pedido? – perguntou.

- Sim. Por falar nisso, preciso ligar para o outro hotel pra cancelar minha reserva. Vou fazer isso agora.

Ele sorriu.

- Ótimo. Vou ficar te esperando na mesa pra comermos, tudo bem?

- Tudo bem.

Ele saiu e me deixou sozinha no quarto. levantei, fui até seu banheiro enrolado no lençol e lavei meu rosto, e usei um pouco do exaguante bucal dele. Voltei para o quarto, vesti minha roupa e peguei o celular, ligando para o outro hotel que eu ficaria na semana seguinte, cancelando minha reserva. Eles informaram que devolveriam o dinheiro no próximo dia útil, e eu agradeci pelo atendimento, desligando o celular. Vi uma mensagem de Annie no meu celular, perguntando onde eu estava, e eu disse que voltaria pro quarto daqui a pouco. Não queria falar com ela sobre isso pelo celular, porque ela com certeza iria querer saber de todos os detalhes.

Saí do quarto e caminhei para a sala de jantar de Jean, mas parei assim que ouvi uma outra voz conversando com ele.

 

[...]

 

- Então ela está ai?! Por isso você sumiu, não é? Mikasa estava com o amigo dela, com certeza dormiram juntos. Ela sumiu da festa que nem você, achei que ela tivesse largado o cara pra vir dormir com você...

- Foi difícil, mas estou feliz que consegui. Ela é maravilhosa, cara. – Jean dizia pro amigo.

- Poxa, nem acredito que perdi essa aposta, eu realmente achei que ela não transaria com você. Quanto tô te devendo, Jean? Isso é covardia, você já é bilionário, não precisa dos meus trocados!

- Marco, isso n-

- O quê?!

Ester apareceu de repente, fazendo Jean arregalar os olhos para ela. Ela estava com os olhos arregalados para Jean, estava perplexa com o que tinha ouvido.

- Então foi isso, Jean? Eu era só objeto de uma aposta? – Ester falava, com pesar em sua voz.

Jean se levantou da cadeira rápido, indo na direção de Ester.

- Ester, não é isso que você está pensando!

- Não, Jean, eu ouvi tudo muito claro! Você apostou com seu amigo que me levaria pra cama... como você pôde? Como... – Ester engoliu em seco, e agora, a raiva tomava conta de si. – Você é o pior homem que eu tive o desprazer de conhecer, Jean Kirschtein. – Vociferou a mulher, entre os dentes, com os olhos marejados.

- Ester, por favor, vamos conversar!

Ela começou a caminhar rapidamente para a porta de saída, e Jean tentou caminhar na direção dela, mas ela levantou a mão para ele, numa ordem de que ele não se aproximasse dela.

- Não chegue perto de mim, Jean. Nunca mais.

Por um instante, os dois se olharam nos olhos. Ester, com seu peito sendo despedaçado por se sentir como um peão descartável num jogo de xadrez, e Jean paralisado ao ouvir as palavras da mulher. Jean queria dizer a ela que as coisas que aconteceram entre eles não foram só por causa da aposta, mas ele não sabia como falar aquilo pra ela, não sabia as palavras certas que pudessem fazer com que a mulher o perdoasse, então ele simplesmente ficou parado, enquanto ela desviou do seu olhar, virando-se e indo embora.

Assim que saiu pela porta, viu a asiática vindo na direção oposta, na direção da casa de Jean.

- Bom dia, Ester! Como foi a noite?

Ester a ignorou, batendo forte no ombro da asiática que estava no seu caminho e seguindo seu caminho rapidamente, quase correndo. Ester queria sair dali o mais rápido possível, sair de perto dele o mais rápido possível. Pegou a bifurcação do caminho que dava para a praia e começou a caminhar, pensando no quanto fora feita de idiota, e se culpando por ter acreditado nas palavras de Jean, palavras agora que ela acreditava ser todas mentirosas, todas sendo artifícios para que ele conseguisse vencer sua aposta.

Assim que chegou na passarela que dava acesso aos bangalôs em cima da água, Ester correu na direção do seu bangalô, e agora ela já não conseguia segurar suas lágrimas. Lágrimas e frustração, de dor, decepção. Chegou na porta do bangalô que dividia com sua amiga Annie e bateu na porta freneticamente, e Annie abriu a porta momentos depois.

 

[...]

 

Annie abriu a porta para mim com um sorriso no rosto, mas seu sorriso logo se desfez quando ela fitou meu rosto cheio de lágrimas.

- Ester! O que aconteceu?

Não conseguia responder. Pulei em seus braços e abracei por cima dos ombros, chorando copiosamente.

- Era só uma aposta, Annie! tudo o que ele fez, tudo o que ele me disse... era só a merda de uma aposta que ele fez com um amigo!!!

- Ester, como assim? Aposta? Do que está falando?

Sai de seu abraço, limpando meu rosto com o antebraço, soluçando.

- O Jean apostou com um amigo que me levaria pra cama. Como alguém pode fazer isso, Annie? Como ele pôde fazer algo assim comigo?

Pude ver o rosto de Annie ficando vermelho.

- Eu não acredito que aquele merda fez isso com você! Meu deus, e agora eu me sinto tão mal, te incentivei tanto a ficar com ele...

- A culpa não é sua por ele ser um mau caráter! Você não tinha como saber de nada disso.

Sai de perto dela e peguei minha mala, caminhei até o guarda-roupa e comecei a jogar minhas roupas em cima da cama.

- Não vou ficar aqui, vou voltar com vocês. Não quero ficar nem um só dia a mais aqui!

- Ué, o que aconteceu com o hotel que você ia ficar? – Annie perguntou.

Mais uma vez, um soco na cara. Mais um soco pra me mostrar o quanto eu estava iludida.

- Eu cancelei.

- Por que?

- Porque ele me pediu. Ele disse... disse que queria passar mais tempo comigo, pediu pra eu ficar aqui e eu aceitei... – Coloquei as mãos nos olhos, tentando conter minhas lágrimas. – Como eu posso ser tão burra?

Annie veio rapidamente em minha direção, me abraçando por trás.

- Amiga, não se martirize tanto, isso não tem a ver com ser burra...

- Tem sim. O amor nos deixa burros, agora eu tenho plena certeza disso.

De repente, alguém bate freneticamente na porta.

- Ester, por favor, abre essa porta! Me deixa conversar com você, deixa eu me explicar!

Só de ouvir a voz dele, meu peito apertava. Não queria mais vê-lo, não depois de ter descoberto o que ele fez.

- Eu não vou sair da sua porta enquanto você não me escutar!

Respirei fundo, cerrando os olhos.

- Se você quiser, eu boto ele pra correr daqui. – Annie disse.

- Não, Annie, não precisa...

Jean continuava batendo na porta.

- Ester, abre a porta, por favor!

Olhei para Annie, e disse:

- Você pode abrir essa maldita porta, por favor?

Annie foi até a porta, abrindo-a. Jean a parecia aflito, os olhos arregalados, e estava ofegante, como se tivesse corrido.

- Annie, por favor-

- Olha, senhor Kirschtein... – Annie falou entre os dentes, debochando da nomeação de Jean. – Você só vai escapar de levar um soco e de eu te empurrar dessa plataforma direto nessa água porque eu não tô afim de levar um processo nem de perder meu emprego por causa de gente que nem você.

- Annie... – Jean respirou fundo, e depois continuou. – Por favor, eu só quero conversar com a Ester.

- Deixe, Annie.

Ela olhou por cima dos ombros na minha direção, e eu balancei a cabeça positivamente, na tentativa de dizer que estava tudo bem. Ela lançou mais um olhar fulminante, e ainda encarando-o, disse para mim:

- Vou pro quarto de Eren e Armin. Qualquer coisa, me ligue, estou com meu celular.

 

 

 


Notas Finais


🌟 Boa Jean, Arromb4d0


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