História Um dia talvez... - Capítulo 8


Escrita por: e ttzoox

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Impossível, Romance, Sonhos
Visualizações 8
Palavras 1.847
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


"Era para ser apenas um baile... Era para ser apenas um lugar para se divertir... Mas não foi.."

Capítulo 8 - Baile de Primavera


O grande dia havia chegado! Era o dia do baile... Eu estava na frente do meu espelho admirando como meu vestido, meu cabelo penteado com uma trança lateral e meu salto não muito alto de cor preta havia me representado de uma maneira que eu jamais pensei que ficaria tão bonito em mim:

- Belle! - alguém chamou da sala.

- Já vou! - gritei de volta.

- Seus amigos estão aqui!

Eu sai do meu quarto e fui diretamente para a sala onde todos estavam...

- E então... Vamos? - falei por fim.

- Ai minha princesa está tão linda! - disse minha mãe - volte antes das 01:00, certo?

- Certo - respondi à ela.

- Vocês estão lindos! - disse para meus amigos. Geovanna estava tão elegante com seu vestido combinando perfeitamente com seus saltos que pareciam ser de cristal, Tainá usava uma maquiagem leve assim como seus brincos dourados que ficou em perfeita harmonia com a roupa e Eduardo com seu terno estava tão cheroso e tão elegante com aquela gravata borboleta, seus sapatos estavam muito bem ilustrados.

- Pronto! É aqui? - disse Geovanna saindo do Taxi - Nossa está tão lindo!

O céu estava limpo e estrelado, o parque estava todo decorado com várias luzes de led de todas as cores e a decoração era tão floral que pareciamos estar em um jardim. 

- Cadê o Davi? - perguntou Tainá.

- Ah, ele se atrasou um pouco... Logo chega. - respondeu Geovanna.

- Oi, você está tão lindo! - disse Jaime se aproximando de Eduardo - só falta uma coisa... 

Ele colocou uma pequena e delicada rosa branca no bolso do terno de Eduardo.

- Vamos lá? - perguntou Jaime com uma voz baixa.

- Vamos... - disse Eduardo um pouco tímido - Vejo vocês mais tarde! - falou olhando para mim, Geovanna e Tainá.

- Boa sorte! - sussurrei um pouco alto à ele, enquanto ele se afastava cada vez mais com Jaime.

Eu peguei meus fones de ouvido enquanto Tainá e Geovanna mexiam no celular se perguntando o porque da demora de seus príncipes encantados, até que Daniel chega correndo com um buquê de lírios até Tainá, ele tenta recuperar o fôlego enquanto diz:

- Desculpa, eu tentei chegar o mais rápido possível mas o trânsito estava uma loucura... - ele consegue se acalmar e continua - Pegue, comprei estas flores para você... - ele se aproxima dela e lhe dá um longo mas delicado beijo. - Vamos aproveitar a festa? - completou ele.

- Ah, com certeza! - diz Tainá saindo de mãos dadas com seu príncipe de terno caqui.
Logo depois chega Matheus e Davi brigando entre eles...

- Eu já disse que ela prefere uma pulseira! - disse Matheus.

- Ela prefere o colar! - retrucou Davi - E ela vai gostar tanto que ela vai dançar comigo primeiro!

- Aham! Vai sonhando mesmo! - disse Matheus.

- Gente eu estou aqui... - disse Geovanna com calma - Certo obrigada pelos presentes...- disse ela pegando o colar e a pulseira das mãos dos garotos - Agora podemos ir? - finalizou.

- Claro! - disseram os dois ao mesmo tempo enquanto se encaravam.

- Belle...Você não vem? - perguntou Geovanna.

- Vou... - respondi a ela indo em sua direção, até que um carro preto muito bonito estaciona atrás de nós. Quando a porta abriu Louise desceu do carro junto a Lucas. Ela estava mais "ela" do que o normal, seu longo vestido vermelho sem mangas estava justo ao seu corpo, deixando sua silhueta muito bem definida, combinando com seu salto igualmente da mesma cor enquanto Lucas usava um smoking azul marinho com uma gravata que ficou perfeita com sua camisa branca. Lousie sorriu como se fosse a pessoa mais gentil do mundo e disse: 

- Olha só que mundo pequeno... Que bom que vieram! - disse ela enquanto pegava a mão de Lucas e olhava para ele como se acabasse de ganhar uma espécie de prêmio.

- Tchau pra você! - falou Geovanna revirando os olhos. Enquanto caminhávamos mais rápido do que eles afim de evitar qualquer tipo de contato.

Chegamos a entrada onde vimos várias pessoas dançando de um lado e do outro uma mesa com comida. Enquanto Matheus e Davi estavam brigando por quem que iria dançar com Geovanna primeiro, eu me afastei um pouco e fui para a mesa que tinha comida e ali fiquei observando as pessoas se divertindo enquanto comia.

Olhei o horário no celular e já havia passado uma hora que eu estava em meu canto até que eu me cansei e resolvi dar uma volta. No caminho vejo Jaime e Eduardo aos beijos atrás de uma árvore do lado de fora do ambiente da festa, apenas passei fingindo não ter visto a cena. Eu cheguei a beira do lago do parque e me sentei no chão e fiquei admirando as estrelas do céu escuro que estava refletindo na água, como a música estava alta na festa, eu conseguia ouvir perfeitamente o agito que vinha do lado de dentro mas que não me importava muito, eu só queria ficar ali mesmo. Olhei ao redor e como vi que não havia ninguém eu comecei a cantar uma música que veio na minha mente enquanto atirava pedras no lago até que senti uma mão em meu ombro:

- Não sabia que você cantava tão bem... - disse Lucas se sentando ao meu lado e depois atirando pedras na água também.

- Pensei que estivesse se divertindo lá dentro... - falei olhando para o lago.

- Estava... Mas... Sei lá... Não me senti bem lá dentro... - respondeu atirando mais uma pedra no lago.

- Cadê Louise? - perguntei olhando para frente ainda...

- Está lá se divertindo sem mim... Vários outros meninos caem aos pés dela... Ela sinceramente não gosta de mim... - disse Lucas atirando uma pedra ainda mais forte no lago.

- Então porque estão juntos? - perguntei curiosa.

- Não sei... - respondeu ele sinceramente eu não sei...

A música que vinha do salão não era muito agitada, ao que tudo indica que seria a hora da valsa, eu reconhecia aquela melodia era "Perfect - Ed Sheeran" eu sempre quis dançar essa música mas nunca havia conseguido uma oportunidade:

- Quer dançar? - perguntei a ele.

- Eu não sei dançar... - ele respondeu.

- Eu também não... - falei rindo - Não custa tentar... Por favor me perdoe se eu pisar em seu pé. 

- Certo. - falou Lucas enquanto apoiava uma de suas mãos no meu ombro e a outra em minha cintura. Eu me sentia um pouco constrangida sempre em olhar para o rosto dele então eu sempre olhava para o chão. Enquanto isso no salão Jaime e Eduardo estavam dançando maravilhosamente bem, Geovanna estava com o Davi porque Matheus havia ido embora porque tinha um jogo de basquete no dia seguinte e não poderia ficar até tarde e Tainá e Daniel estavam dançando abraçados... Louise estava procurando Lucas por todos os lados até que ela o encontra no final de nossa dança meio desajeitada: 

- Eu Não acredito no que estou vendo! - diz Louise vindo em nossa direção. No mesmo instante nós se separamos e voltamos a nossa atenção para os gritos histéricos de Louise.

- O que você pensa que está fazendo aqui fora? - gritou Louise olhando para Lucas.
- Eu estava dançando com a minha amiga enquanto você estava dando atenção para seus amigos... - respondeu Lucas. - Apenas isso te incomoda?

- Sim... Não... Sei lá! - gritou Louise. - Você deveria estar lá dentro comigo.

- Mas não estou porque você foi dar atenção para seus amiguinhos lá... Foi você quem me deixou de lado... E esse seu jeito eu já não estou suportando mais... Melhor terminarmos por aqui! - disse Lucas irritado.

- Isso é tudo culpa sua! - Diz Louise virando- se para mim enquanto vinha em minha direção - Venha cá que irei te dar uma lição! - quando ela se joga por cima de mim, me abaixei rápido o suficiente para que ela acabasse caindo no lago que estava atrás de mim.

- Meu pai... Quer ajuda? - perguntei a ela que começava a se debater na água.

- De você eu não quero nada! - Gritou Louise. 

- Segura a minha mão! - disse Lucas à Louise. 

- Vai embora! - ela respondeu enquanto continuava a se bater na água até que um garoto pula no lago para ajudá- la.

- Vamos embora daqui antes que ela surte ainda mais... - disse Lucas. 

Eu tirei os meus meio saltos para que eu pudesse correr e sair daquele lugar o mais rápido possível e Lucas estava logo atrás de mim. Chegamos em uma pista de Skate onde paramos para descansar e recuperar o fôlego. A melhor parte foi vê-lo tirando o casaco do smoking e a gravata ficando com apenas a camisa branca, seus cabelos estavam suados, o suor caía pingava pelas pontas dos fios, ele estava inclinado recuperando o fôlego até que ele me olha e começa a rir, eu também não consigo me conter e então começo a rir igualmente, nos aproximamos um pouco e então sentamos lado a lado:

- Que coisa doida não é mesmo? -diz ele.

- Com toda certeza! Agora sim tenho certeza absoluta que piranhas são peixes de água doce! - falei rindo e ele também riu e então parou e ficou me olhando com a cara de uma criança que acaba de ganhar o presente que queria:

- Vamos brincar de novo? - Perguntei para sair daquele clima.

- Ta bom... A criança quer brincar de que agora? - disse ele.

- Vamos brincar de pega- pega! E está com você! - falei e depois saí correndo.

- Eu vou te pegar! - respondeu ele sorrindo. Eu gostava de ver o jeito que ele corria, era engraçado mas fofo, tudo o que eu odiava nele na verdade eram as coisas que eu mais amava. Eu estava correndo quando parei e me inclinei para recuperar o fôlego e então apenas escutei um grito:

- Cuidado! - Então levantei meu rosto e apenas vi uma forte luz vindo em minha direção.

Eu fazia curso de enfermagem e então aprendi a fazer primeiros socorros em outras pessoas, mas nunca me explicaram onque fazer quando foi você mesmo quem sofreu o acidente. Eu não sentia meus braços e pernas, mas eu sentia o meu sangue escorrendo por todo meu corpo da mesma forma e intensidade que sentia o calor das mãos de Lucas acariciando meu rosto enquanto me pedia para aguentar firme. Ele pegou seu celular e tentou ligar para a emergência mas eu já não estava aguentando mais, então ele segura uma das minhas mãos e finalmente consegue ligar para a emergência:

- Alô? Emergência! A minha amiga foi atropelada... - minha visão estava embaçada e gradualmente ia piorando com a minha audição até que... Já não ouço mais... E tudo o que vejo... É uma... Longa... Escuridão.


Notas Finais


Nem tudo o que acontece aqui é real mas é apenas uma realidade alternativa de algo que poderia ter acontecido...


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